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Internet para DJs
As vantagens de ter uma webpage pessoal
08.12.04 01:45
Em tempos cibernéticos, no qual tudo está a um clique de distância, não tem como deixar de falar da importante relação do trabalho do DJ com a internet. De alguma maneira, os experts das pick-ups dependem da rede, seja para troca de arquivos em MP3, para se atualizar musicalmente ou até para ficar sabendo o que está rolando na cena eletrônica mundo afora. Isso sem contar a facilidade da web radio, no qual o DJ pode tocar numa rádio em qualquer canto do mundo, e o público pode ouvir ao vivo!

Agora vamos falar do site pessoal dos DJs, uma ferramenta ainda pouco utilizada pelos brazucas, mas bastante difundida no meio eletrônico. O que interessa é a praticidade para o DJ, promoters e interessados em seu trabalho. Segundo a DJ carioca K-Milla (foto 1), as vantagens profissionais são inúmeras e o website funciona como um portfolio virtual. Na opinião do DJ pernambucano Bruno V o site é indispensável no desenvolvimento da carreira de qualquer artista. "Com a divulgação a nível global, se expande a possibilidade de pessoas conhecerem meu trabalho. O website dá uma alavancada na carreira. Hoje meu site recebe em média 1.200 visitas únicas por mês", diz ele.

A maioria opta pelas versões em português e em inglês, pois é o que facilita a interação entre diferentes países do globo. No caso do DJ Bruno V, por exemplo, ele recebe mensagens de lugares como Letônia, Estônia e Israel. A interação entre DJ/público também é possível através do guestbook ou via e-mail, o que serve de estímulo ao trabalho que desenvolvem. "Os que já acessaram, seja os amigos ou pessoas da cena, nos enviam e-mails parabenizando, isso é mais do que compensador, é muito incentivador!", comenta o casal Eto & Gab, DJs de Campinas, interior de São Paulo.

Comunicação direta

Os DJs que usam somente o site como forma de divulgação profissional levam a vantagem de se comunicar diretamente com o público. "É um meio de você manter uma certa independência das agências", afirma o DJ paulistano Marcio Zanzi (site na foto 2). Para muitos profissionais que não fazem parte de cast de agências, o fator positivo é a isenção de comissão para a agência, se caso um cliente o encontre por intermédio do site.

Pode ser uma boa alternativa para os DJs que não são de agências, mas não é sinônimo de solução. De acordo com o DJ e programador paulistano Roger Rabbit, "muitos acham que somente colocar um site vai abrir novas oportunidades. Então, acabam não dando continuidade ao fluxo de informação e o site fica desatualizado". Já o DJ Hard Mix!, de Belo Horizonte, acha que "o marketing cara-a-cara continua sendo a melhor forma de se promover, expor as idéias e colocá-las em prática".

Por outro lado, existem muitos DJs agenciados que disponibilizam releases, sets em MP3, fotos e vídeos numa página pessoal na internet, como é o caso da K-Milla. "O site pode atuar como mediador entre o artista e o público. Caso haja interesse da pessoa que está visitando o site, basta ela preencher os dados do campo referente aos bookings e aguardar o retorno do artista", explica ela. Segundo Zanzi, a maioria das agências fixa um valor de cachê e não pergunta aos clientes informações básicas sobre o evento. "Às vezes o cliente quer te levar pra tocar e não tem condições financeiras de pagar um cachê que as agências pediriam, então é uma maneira de conversa direta DJ/promoter", explica.

Com flash, sem flash...

Antigamente eram os cartões de visita e os folders que faziam a propaganda pessoal, hoje em dia são os sites. Quanto melhor o design, melhor a impressão que os promoters vão ter do DJ. Na opinião do programador Roger Rabbit, "o primordial no site de um DJ são as informações sobre sua carreira
e uma agenda". Já o casal Eto & Gab inclui também as fotos das apresentações, a discografia e a indicação de links.

Apesar de tudo o que foi citado acima contar pontos na hora da visita, o que não pode ser deixado de lado é o design da página e a fácil navegação. "A diagramação deve ser leve e básica, sem muitas dificuldades para encontrar as informações necessárias", diz Hard Mix!. E Roger Rabbit completa ainda: "Um site de artista é uma mídia informativa, e não uma galeria de efeitos. Lógico que deve ser apresentável, mas não pode ser poluído". Bons exemplos de site são os dos DJs Hopper e Duke Jay, cujas telas estão nas fotos 3 e 4.

Abaixo Roger Rabbit, que além de DJ é programador, dá umas dicas sobre a criação de sites.

Explique sobre os sites sem Flash e com Flash

Sites com Flash são os que podemos chamar de "sites multimídia", no qual o visitante navega por menus contendo animações, transições com efeitos de uma foto para outra e outros recursos que a web tradicional não permite com tanto detalhes. É uma forma mais interativa, porém não necessariamente mais prática e objetiva, pois geralmente o visitante tem a tendência de prestar menos atenção em seu conteúdo.

Sites sem Flash são os tradicionais sites estáticos. Estas versões ficam limitadas em diversas funções e acabam servindo para serviços básicas, como textos, fotos e downloads de arquivos.

Existe também a opção de sites sem Flash envolvendo programação e integração com banco de dados. Porém, está integração de recursos pode ser adicionada ou utilizada em conjunto com sites que contêm conteúdo Flash.

O que é necessário para um DJ criar o seu?

Primeiro o DJ, assim como qualquer pessoa que deseja ter um site pessoal, deve fazer um planejamento, definindo com clareza quais os tipos de informação e conteúdo que pretende disponibilizar. Depois, deve verificar quais são suas condições financeiras para manter um site com endereço próprio (www.seunome.com.br). Em muitos casos, o dono do site, por uma questão de inexperiência ou falta de conhecimento técnico, terá que contar com alguém que faça o site e o atualize.

O registro do endereço tem um valor anual de aproximadamente R$ 30 para endereços .com.br, e há a necessidade da contratação de um provedor de hospedagem, cujos preços variam de R$ 20 a R$ 30 mensais, mais ou menos. É importante lembrar que a maioria dos provedores oferece uma cota mensal de transferência de arquivos medidas em bytes e, uma vez ultrapassado essa cota, a empresa cobra pelo excedente (considere que um set em formato MP3 pode variar entre 30 e 60 megabytes).

E para o desenvolvimento, quais seriam os custos?

Eles ariam muito dependendo da complexidade de recursos e design que o site possui. Em alguns casos pode ser necessário um programador ou uma pessoa que tenha o mínimo de conhecimento técnico para implementar recursos como formulários de contatos, sistemas de datas, sistemas de mailing via e-mail, ou mesmo soluções baseadas em banco de dados no qual o próprio DJ poderá efetuar as inclusões e modificações de conteúdo.

Carol Campos
Carol Campos
Carol é frequentadora de festas em Campinas, estudante de jornalismo e as vezes exercita sua mariapickupice...
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