
Terminou neste domingo, em Estocolmo, o Pixelvärk, versão sueca do evento Pixelache criado em 2002, na Finlândia.

O objetivo do Pixelache (dor de pixels, em inglês) e seus afiliados é trazer ao público a arte eletrônica, que mistura novas mídias e tecnologia. O evento trouxe este ano o colaborativismo como tema principal.

O Pixelvärk começou na sexta-feira, 17.10, num lugar chamado Berns 2.35:1, onde aconteceu uma jam de VJs promovida pelo VJ Union, com VJs e grupos como Dejakru, Fetish23, I <3 AG Studios, Instructions, Kirves, La Noche, Morrsken, Refekation, Sim On Wall, Startsladd, Vidiots e visuals by nino s.

Uma jam de VJs é sempre interessante e pode ser considerada atividade preferida de 7 em cada 10 VJs. Para isso, o Berns é um lugar dos sonhos, com TVs de plasma em ambas as paredes, além de telão na parte central. O local comporta cerca de 200 e é um dos lugares interessantes para se passar uma balada em Estocolmo com noites que vão do eletrônico ao hip hop.

O set up montado foi bem organizado, com uma Edirol V4 (o mixer de vídeo do momento) para cada lado, dividindo as telas na direita e na esquerda entre os grupos que se revezavam, além de permitir a troca rápida entre um grupo e outro. Deu pra perceber que os programas preferidos dos que projetavam eram Module8 e Resolume.

O Berns é o subsolo de um grande salão tradicional, decorado estilo realeza sueca, bem chique, onde funciona um restaurante de comida asiática.
A jam de sexta-feira permitiu a público ter um panorama do que é feito na cena sueca com relação às imagens, e apesar dos trabalhos se diferenciarem, misturando vídeos, abstracionismos, animação e outras técnicas, o que os unia era a qualidade das imagens.

O Pixelvärk continuou no sábado, num parque chamado Haga, usado pelo rei como jardim, na Koppartäletn, a tenda de cobre. O diferencial da noite foi um jantar servido em meio a performances e instalações em vídeo.

A performance que deu vida à tenda de cobre, foi realizada pelo grupo Sönderbyggd, que utilizava ondas sonoras de caixas acústicas para movimentar e produzir interessantes texturas e formas em materiais como farinha de trigo e areia, obtendo feedback sonoro das trepidações. Algo um pouco complicado. Música tátil. As imagens eram captadas e mixadas no telão. Uma espécie de Laborg sólido.
O domingo, no Mejan Labs, foi de conversas em torno da arte de colaborar. A primeira falava sobre o Animata, um software para performance ao vivo baseado em criação de personagens. A ferramenta, escolhida pelo Pixelache como software do ano, também será apresentada na Altparty, em Helsinki.
O Pixelvärk faz parte de uma "rede" de eventos, ou de pixels, que começou na Finlândia, como Pixelache, e aconteceu em vários países, com o nome de Mal au Pixel na França, Afropixel em Dakar (Senegal), entre outros, inclusive Pixelazo na Colômbia, que teve participação de alguns VJs brasileiros em edições passadas.
Isso pode ser um bom pretexto para falar do Pixelache na Colômbia...
Agradecimentos especiais ao Andreas Apelqvist do Startsladd pelas belas fotos.

Na sexta-feira, no palco principal, o
O VJ Union não é um grupo de VJs, mas uma iniciativa para o coletivo, de cinco VJs, Mikael Wehner, Nino Strohecker, Mikael Prey, e os dois citados abaixo, para unir a cena do país numa tentativa de trocar idéias, experiências e fortalecer o conceito, mais ou menos como acontece aqui no Brasil com o VJBR.
Um tracking facial dividia as faces em três partes, e estas iam revezando-se, causando um "refacement" bem divertido.
O pessoal do 

