
A sétima edição do Visual Brasil, pioneiro festival de VJs brasileiros na Europa, acontece em Barcelona, nos dias 09 e 10 de outubro de 2009.
Os VJs interessados já podem inscrever seus vídeos para participar da mostra e quem estiver pela área, pode entrar em contato com o VJ Eletro-I-Man, responsável pelo festival, para participar das apresentações. O e-mail é rickcancado@hotmail.com.
Participam das apresentações VJs brasileiros e artistas locais em uma sessão conjunta. Também estão programadas duas mostras de vídeo, a primeira sobre arte e política na América Latina, e a segunda, a seleção dos trabalhos de VJs brasileiros. "O objetivo das mostras é expor trabalhos de qualidade que demonstram pesquisas de linguagem e uma visão crítica sobre a prática videográfica", explica o VJ Eletro-I-Man.
A importância deste projeto consiste em divulgar trabalhos audiovisuais atuais e valorizar o trabalho do VJ dentro do contexto contemporâneo, além de propor um encontro entre culturas, aproximando artistas de vários países.
O Festival Visual Brasil acontece no centro Punt Multimedia, na cidade de Barcelona, Espanha. É uma iniciativa independente que conta com o apoio da Prefeitura de Barcelona e do centro de investigação Punt Multimedia.
Site: www.festivalvisualbrasil.com

Neste fim de semana, dias 27 e 28.03, acontece a sexta edição do Festival Visual Brasil, em Barcelona, no centro cultural Punt Multimedia.
O evento, que já teve edição por aqui, leva pra Espanha VJs e performances audiovisuais brasileiras, criando uma ponte entre os dois países.
Seu idealizador e organizador é o VJ Eletro-I-Man. Sua performance pode ser vista neste fim de semana, bem como a dos VJs Crazy Monkey, Milena Sá e Gustavo (Embolex).
O público que freqüenta o festival é de artistas multimídia e videomakers, interessados na arte brasileira, numa das cidades mais artísticas do país, permeadas por obras de Gaudí.
Na sexta-feira o público participará da festa de abertura e poderá ver a mostra de vídeos "Hip Hop y resistência", com curadoria de Helio Pelosi.
No sábado, antes da festa, tem mostra de vídeos de diversos VJs brasileiros e as apresentações audiovisuais "Quebrando Rocha", do Submagem, e "Ressaca", de Bruno Vianna, que também pôde ser vista na última edição do FAD, este mês, em Belo Horizonte.
Visite o site do Festival Visual Brasil para assistir vídeos dos VJs participantes e saber mais sobre o evento: www.festivalvisualbrasil.com.
A edição brasileira aconteceu em Belo Horizonte, em 2008, e teve a presença de 10 VJs na mesma noite: Erick Ricco, Dani Fahur, Dado França, Tatu Guerra, Eletro-I-Man, Media FKR, MídiaDub, Córtex, ADDD (VJ 1mpar e DJ Tee). Também participaram os DJs Roger Moore, Pedrada, Yuga, Artech e Duduarte.
Tempo livre e uma saída ao supermercado podem aumentar a criatividade. A prova disso é o Therementos, instrumento audiovisual interativo criado pelo VJ 1mpar, misturando o Teremim a uma caixa de Mentos.
Adicionando uma placa Arduino, sensores e uma simples programação, o VJ fez a balinha tocar.
1mpar é também um dos produtores e idealizadores do Festival de Arte Digital, o FAD.
Se você mora em Belo Horizonte não perca o festival que acontece nas estações do Metrô, de 12 a 15.03. Saiba mais no site do evento: www.festivaldeartedigital.com.br.
Com forte presença internacional, o FAD traz ao público obras interativas, shows, exposições e performances, como a da Tagtool (Áustria) e do Digigarden. 1mpar recomenda a programação de sábado, e destaca os trabalhos de Peter Luining (Holanda), instalações de Bruno Viana, Anaisa Franco e a webart de Lia (Áustria).
Saiba tudo sobre o Therementos na entrevista abaixo.
BeteRum: Você teve algum objetivo específico ao desenvolver o Therementos?
1mpar: Eu já vinha pensando em fazer algo do tipo há algum tempo. Semana passada sobrou um tempo livre e resolvi fazer. Eu tinha comprado dois novos Arduinos e quatro sensores e pensei em fazer algo com eles.
BeteRum: Tem um toque de humor, foi por acaso a caixinha de mentos?
1mpar: Sim, foi meio por acaso. Fui no supermercado e vi a caixa. Achei ela perfeita pra fazer isso, se coubessem as coisas lá dentro. Aí medi e vi que daria. Quando fui pensar um nome este saiu fácil. Só juntei os dois nomes de uma forma interessante. O Teremim e o Mentos. O que mais deu trabalho na verdade foi cortar a caixa, tinha que fazer de um jeito que coubesse tudo lá dentro, e sem ferramentas apropriadas.
BeteRum: E plástico.
1mpar: Sim, e pras coisas entrarem na caixa. A placa do Arduino na verdade é maior que a caixa, mas inclinada ela coube. Tive que cortar várias partes da caixa e de um jeito que desse pra fechar também. Acabou que tudo ficou no lugar.
BeteRum: Demorou quanto tempo pra fazer?
1mpar: Eu fiz um teste com uma outra. Depois que comecei a fazer esta final acho que demorei umas duas ou três horas.
BeteRum: Bem rápido.
1mpar: Sim. Pra programar também foi, porque só peguei as informações dos sensores e converti em notas/imagens no vvvv.
BeteRum: Quantos Arduinos você tem?
1mpar: Tenho três. Agora só um livre, o outro está numa outra caixa que fiz.
BeteRum: Faz o que essa outra caixa?
1mpar: Esta é mais complexa, pois usa todas as entradas do Arduino. Uso pra tocar como VJ. Ela controla o Resolume via midi: http://vj.1mpar.com/arduino.htm.
BeteRum:Você pretende fazer performances com o Therementos?
1mpar: Sim. Devo usar em algumas composições do meu projeto AV HOL e também produzir algumas composições específicas pra ela.

BeteRum: Massa esse outro hein? Você pôs uma cobertura chique.
1mpar: Pois é. Eu fiz o design que queria, imprimi num papel adesivo e colei sobre a caixa. Neste o maior tempo que gastei foi pra fazer os buracos e encaixar tudo neles. A programação também é bem mais complexa que a do Therementos.
BeteRum: Porque escolheu Arduino?
1mpar: Gosto do Arduino porque é bem fácil de programar e é compatível com vários programas como vvvv, Processing, etc. Estes programas já têm patchs específicos pra ler as variáveis do Arduino. Aí é só você fazer o que quiser com elas.
BeteRum: Tem outros chip assim, que dá pra fazer essas coisas?
1mpar: Tem alguns parecidos, uns com mais entradas, mas não conheço outro tão compatível com os programas que uso. Também é barato. Custa $35. Isso fora. Mas tem umas versões nacionais.
BeteRum: Você usa Processing pra programar né?
1mpar: Pra esta caixa usei o Processing, porque tinham muitas variáveis e estava pesando um pouco pro vvvv. O Processing deu mais conta neste caso. Uso mais o vvvv, porque com ele você vai ligando os nodes e as coisas vão saindo. Depois de um tempo fica fácil de fazer as coisas. O Processing usei mais como se fosse um driver, que pega as variáveis e transforma em MIDI.
BeteRum: É dificil isso? Você aprendeu sozinho? É DIY?
1mpar: No vvvv não é difícil, depois que você acostuma. No Processing é tudo código mesmo, então se quer fazer uma coisa complexa o código vai ficar enorme e aí você tem que saber mais de programação pra limpá-lo. Aprendi tudo sozinho mesmo. Fui fazendo de acordo com minhas necessidades.
BeteRum: Você já programava antes? Conhece outras linguagens?
1mpar: Eu fazia umas coisas em Action Script. Depois, quando conheci o Processing, vvvv e Max/MSP não foi difícil me adaptar. Agora, C++ e outras linguagens mais complexas eu não sei mexer não.
BeteRum: Seu trabalho envolve bastante programação? A qualidade visual é incrível também, é tudo conectado AV?
1mpar: Em alguns casos sim, mas na maioria das vezes faço vídeos de forma 'tradicional', usando After Effects. Você diz no Therementos?
BeteRum: Em geral, porque você tem os projetos ADDD e o HOL. Ainda está fazendo os dois?
1mpar: Sim. O ADDD está um pouco parado porque não estamos tendo tempo de nos encontrar. No HOL é tudo sincronizado, se eu quiser. Uso um teclado que manda informação MIDI pros dois computadores, um pra áudio e outro pra vídeo.
BeteRum: E a música, você produz?
1mpar: No HOL sim. No ADDD é o Tee quem produz. Nos dois casos são todas músicas autorais.
BeteRum: Você usa o que pra fazer música?
1mpar: Basicamente o Reaktor dentro do Ableton Live. Uso sintetizadores que posso tocar ao vivo.
BeteRum: E pra se apresentar? Onde você prefere? Casa noturna, festival, rave, festa de casamento... hehe.
1mpar: Casamento com certeza não rsrs. Pro HOL eu prefiro um ambiente onde as pessoas possam assistir sentadas, prestando atenção ou festivais. Já o ADDD é pra VJing aí funciona melhor em clubs, festas.
BeteRum: E o FAD? Como você teve a idéia?
1mpar: Eu e o Tee tivemos a idéia de fazer um festival de arte digital, acho que em 2006. Tocamos com o ADDD em alguns festivais e percebemos que em BH não tinha muita coisa acontecendo nesta área. Aqui tinha o Eletronika e grandes festas de música eletrônica, mas um festival que reunisse performances, instalações interativas e exposições não. Então escrevemos o projeto pra lei de incentivo, passamos e conseguimos o patrocínio. A segunda edição acontece semana que vem, de 12 a 15.03, nas estações do Metrô. Vamos ter quatro dias de exposições com as instalações e webarts, e no sábado, as performances.
BeteRum: Nossa, parece que vai ser bom, hein? Nível europeu ;)
1mpar: Esta edição foi bem corrida, mas conseguimos trazer trabalhos interessantes.
A quinta edição do Festival Visual Brasil começa dia 19 de junho, em Barcelona, exibindo vídeos de VJs brasileros.
Organizado por Ricardo Cançado, o VJ Eletro-I-Man, o Visual Brasil acontece no centro cultural Punt Multimedia. Seu objetivo é propor um encontro de culturas, promover um espaço para discutir tendências, linguagens, projetos e divulgar o trabalho de artistas brasileiros em diversos países.
Os VJs selecionados para a mostra da quinta edição foram Embolex, Luiz Duva, Alguém, Cine Falcatrua, BeteRum, Tatu Guerra, Spetto, Leo, Córtex, 1mpar, Midiadub, FroZen, Dani Fahur, Varga, VaiVendo, Eletro-I-Man, Ortega, Patrícia Moran, Xorume e Tiago Botelho.
A festa, que acontece no dia 28 de junho, terá apresentações dos VJs Varga, Alex Fischer, Eletro-I-Man, Frozen, Midiadub e Nacho (telekommando).
O evento será transmitido neste link: www.festivalvisualbrasil.com/stream.html
Mais informações: www.festivalvisualbrasil.com



