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Gui Boratto sem fôlego 2
06.03.09 19:173 comentários

Que crise, gente?

Ontem a madrugada foi pequena pra multidão que lotou o Clash Club, em São Paulo, pro lançamento de Take My Breath Away, do Gui Boratto. Ele tocou feliz da vida, dá uma olhada:

 

 

 

 

 

São poucas fotos, eu sei. Mas a bateria da máquina e também a da dona acabou bem antes do final da festa. Parabéns, Gui!

Claudia Assef
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Gui Boratto sem fôlego!
05.03.09 23:2337 comentários

 

Sai pelo selo Kompakt lá fora e pela ST2 aqui o segundo disco do produtor midas da música eletrônica Brasileira, Gui Boratto. Adoro vê-lo fazendo sucesso, porque, aqui deixo o jornalismo de lado, ele é gente fina demais e não mudou um pingo o seu jeitão moleque por causa do sucesso. Ponto.

 

"Take My Breath Away" já chegará às lojas com rufar de tambores da crítica e DJs dos mais tops do mundo loucos pra tocá-lo e remixá-lo. Então, pro Gui, a questão do segundo disco, habitualmente calcanhar de Aquiles pra muita gente que foi muito bem no primeiro, já nasceu resolvida.

 

Logo mais à noite ele lança o disco no Clash, com festão. Algumas horas atrás, ele me respondeu as seguintes perguntas:

 

TDJS - Depois de rodar o mundo divulgando o disco Chromophobia, o que você absorveu dessa experiência que poderá ser ouvido em Take My Breath Away?

 

Gui Boratto - Acho que em dois anos, eu fiz umas 10 ou 11 tours. Sem contar o Brasil, todo fim de semana. A troca de informação entre produtores, DJs, até mesmo nas ruas de países de culturas completamente diferentes é muito proveitosa. Mas o processo de feitura do TMBA foi muito parecido com o Chromophobia. Fiz o disco todo em casa, normalmente pelas manhãs, estendendo até o fim de tarde. Isso faz total diferença, de fazer um som às 3h da manhã após uma garrafa de vinho. E claro, no fundo, a gente coloca na música tudo aquilo que vivencia.

 

TDJS - Você acaba de remixar pro Pet Shop Boys, já trabalhou intensamente

com Bomb The Bass, entre vários outros nomes mega da música. Como é receber as músicas desses caras que até ontem era apenas seus ídolos - e hoje são colegas?

 

Gui Boratto - Hahaha....realmente é maravilhoso. Não só eles, que têm um grande nome, mas outras parcerias são legais igualmente. Acho que a troca de informação é que é legal. Independente de ser um nome grande ou pequeno.

 

TDJS - Cite três momentos dos mais importantes pra evolução da sua carreira

até agora

 

Gui Boratto - Lançamento do Arquipélago, lançamento do álbum Chromophobia e o lançamento do Take My Breath Away

 

 

TDJS - O seu tratamento deve ter mudado bastante nos clubes e festivais por onde você passa. Já dá pra se sentir um artista internacional do primeiro time? O que muda?

 

Gui Boratto - Isso é verdade. Mas eu não ligo. Às vezes até tenho saudade de passar despercebido. É meio chato ter uma galerinha te puxando over o saco.

Mas ao mesmo tempo, é sinal de reconhecimento do meu trabalho, que realmente

foi difícil. Quem me conhece sabe que venho há tempos trabalhando na minha

música.

 

TDJS - Chromophobia te deixou conhecido em todas as pistas e festivais do

mundo. E agora com o disco novo, o que você espera/deseja?

 

Gui Boratto - Eu apenas espero seguir o rumo natural das coisas. Para aqueles que curtem o meu som, não vão se decepcionar. Estou feliz com minha atual situação. Gosto de clubes pequenos e não tenho ambição de me tornar um Daft Punk ou Chemical Brothers da vida. Acho que o mais importante é continuar honesto com a sua música. Até agora estou conseguindo me manter íntegro.

 

Claudia Assef
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Na padoca com Bomb The Bass e Gui Boratto
29.11.08 18:3910 comentários

Quinta-feira de manhã, fui tomar café da manhã com meu amigo Gui Boratto, que por acaso está produzindo com ninguém menos que Tim Simenon, o cara por trás do Bomb The Bass.

 

O que um dos produtores mais foda da Inglaterra e o nosso top mãos-de-midas brasileiro estão fazendo juntos? Eles não mostram nem a pau, ainda. Mas que eles têm passado manhãs e tardes entre o estúdio Mosh e a casa do Gui, isso dá pra dizer.

 

Outra coisa que dá pra dizer é que o cara é mega simpático e simples. Tudo bem, ele ajudou a revolucinar a música eletrônica ao lançar o single "Beat Dis", fez um dos discos mais importante de 1988 - ano de ouro para as pistas -, o "Into The Dragon". Depois se meteu com trip hop, ajudou a criar as fundações do big beat, produziu de Neneh Cherry a Depeche Mode. Um puta CV.

 

Bom, melhor do ler é ver. Então dá uma olhada neste vídeo que eu gravei pro Virgula

 

 

Deu vontade de ver o cara em ação? Ele toca com banda, no Nokia Trends. Vô.

 

 

 

Claudia Assef
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Dada Attack vai lançar pelo Kompakt
16.09.08 20:2227 comentários

 

Depois do sucesso imenso que veio na rasteira do lançamento de "Arquipélago", de Gui Boratto, pelo Kompakt, outro paulistano se prepara para surfar a boa onda propagada pelo selo alemão. Merecidamente, diga-se.

 

Já bastante conhecido de quem frequenta a noite de São Paulo, Dada Attack, ou Saulo Pais para os chegados, se prepara para ter seu primeiro lançamento prensado pelo subselo do Kompakt K2.

 

Já cansei de dizer por aqui que, pra mim, o Saulo é o melhor artista novo do Brasil, no universo da música eletrônica. Agora, com a palavra, o próprio:

 

"O disco já foi para a fábrica, contrato tá assinado e tals... Vai sair lá pelo dia 10 de outubro e será o lançamento K2 36. A música se chama Clearly Imply e tem o fantástico remix do Gui (Boratto) com seu toque de Midas... ele é demais, né! Sou fã dele como artista e como pessoa!!", conta Saulo, sempre muito doce e generoso.

 

Só posso desejar muito sucesso! Será que o fenômeno Boratto está perto de se repetir? Tomara que sim!

Claudia Assef
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Gui Boratto se apresenta no Skol com ex-batera da Maria Rita e Dada Attack
04.09.08 21:1513 comentários

Mais que acertado o Gui Boratto fechar o Skol Beats deste ano, você deve concordar comigo. Com uma programação mais magra e sem grandes novidades, acho que o show do Gui será um bom motivo pra levar velhinhos cansados, como eu, ao Anhembi (aliás, estou gagá ou teve mesmo uma notícia de que o Skol seria este ano novamente no Autódromo?).

 

Palpitaiadas sobre o line-up à parte, Gui vai se apresentar em formato de gala. Em sua companhia, estarão nada menos que Dada Attack, um dos jovens produtores de quem eu mais gosto no Brasil, o tecladista Guilherme Costa e o baterista Cuca Teixeira. Mais conhecido do público de MPB, Cuca já tocou com Marina Lima e Maria Rita e, segundo Gui, é o melhor batera do país.

 

Na apresentação, bateria e synths vão rolar bem no improviso. Saulo, o Dada Attack, vai levar sua coleção de brinquedinhos com circuit bending. Aliás, esse menino é danado. Jajá conto aqui a última que ele aprontou... é babado.

 

Do laptop do Gui deve sair a coleção de singles quentíssimos que ele tem apresentado nos clubes e festivais mais fervidos do planeta. Uma ótima notícia soprada pelos ventos do Skol Beats. Como diria o povo do Pânico, "vô".

 

Claudia Assef
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Gui Boratto remixa Bomb The Bass
18.04.08 19:071 comentário

A nova formação do BTB, com Tim Simenon à esquerda

 

Boa notícia para os fãs do som hipnótico e das batidas corpulentas do Bomb The Bass. O grupo de Tim Simenon deve lançar em breve o disco "Bomb The Bass Remixes", como diz o nome, com remixes de suas músicas assinadas por outros artistas.

 

Desde que estourou para o mundo em 1988, com o disco "Into The Dragon", o grupo se mantém em atividade, porém fazendo poucos e exclusivíssimos lives. O material do novo disco não vai revirar o baú cheio de pérolas do Bomb The Bass (quem nunca dançou na vida "Don't Make Me Wait", "Beat Dis" ou "Megablast" deve resolver isso o quanto antes!). Será focado nas composições do álbum mais recente, "Future Chaos".

 

Gui Boratto foi um dos convidados para participar do disco. O próprio Tim Simenon entrou em contato com Gui através de seu My Space. A música que caiu na mão do brasileiro é "Black River", com vocais de Mark Lanegan (ex-Screaming Trees e atual Queens of The Stone Age). Gui adianta: "a música tem 127 BPMs, mas (o remix) está ficando com uma pegada bem lenta".

 

Isso vindo do Gui só pode dar coisa boa. Assim que ficar pronta, eu posto aqui.

Claudia Assef
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Sonarsound em SP de 3 a 5 de outubro
04.04.08 11:0021 comentários

Corte de gastos: Supermayer não precisa de avião

 

O módulo itinerante do festival espanhol Sónar retorna a São Paulo em outubro deste ano. Em 2004, o Sonarsound São Paulo trouxe ao país nomes como Matthew Dear, Ricardo Villalobos, Jeff Mills, Matthew Herbert, Prefuse 73, François K, Laurent Garnier, Metro Area, Chicks on Speed, Junior Boys, além dos brasileiros Mau Mau, Renato Cohen, Dolores, Maurício Lopes, Nuts e Zegon, Tetine, Nego Moçambique, entre outros.

 

Assim como aconteceu em 2004, o Sonarsound SP 2008 terá programação diurna (nos dias 4 e 5/10) e noturna (no dia 3/10, quando acontece a noite de abertura, algo mais pensado para se assistir num auditório, e o sábado, 4/10, noite que será distribuída em três palcos).

 

Da programação, que ainda aguarda assinatura de contratos, o produtor Coy Freitas adiantou uma Kompakt Party, com a dupla Supermayer, o produtor Gui Boratto e o alemão DJ Koze, além de produtor Phillip Sollmann que tocará com seu nome de DJ, Efedemin.

 

O local já foi escolhido, mas a produção aguarda assinatura do contrato antes de revelá-lo. Mas que vai ter Sonarsound este ano, isso vai.

Claudia Assef
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Gui Boratto deve lançar disco novo em setembro
09.01.08 15:20Deixe seu comentário

Gui durante apresentação no Nitsa Club, em Barcelona, ano passado

 

Está na capa da DJ Mag brasileira destê mês: Gui Boratto foi o homem do ano em 2007. Pudera. Ele tocou em praticamente todos os festivais importantes, todas as revistas bacanas babaram quilos de ovos sobre seu álbum "Chromophobia", músicas como "Beautiful Life" e "It's Majik" foram tocadas tanto por DJs conceituados como pelos farofeiros, sempre com efeito devastador, no bom sentido. Além disso, Gui acumulou histórias, ficou amigo dos figurões do tecno na Europa, dividiu cabines com caras que até ontem eram seus ídolos.

 

E depois de tanta coisa legal espremida num ano só, pra onde ir? Eu sabia que você ia querer saber, então fui encher o saco do rapaz ?" por email ?" enquanto ele curtia merecidas férias na Bahia, com sua mulher Luciana e a filha Valentina.

 

Você saiu na capa da DJ Mag brasileira como o homem do ano. Os leitores do Rraurl elegeram "Beautiful Life" como música de 2007 e "Chromophobia" como o CD do ano. O disco, aliás, foi superelogiado em todas as revistas gringas. E em 2008, o que vem pela frente?

 

Além de remixes e alguns poucos singles, meu novo album claro. Nós (eu, Michael Mayer e Wolfgang Voight, do selo Kompakt) pensamos em lançar até o início do verão Europeu, tipo junho de 2008, o que dá um ano e meio de intervalo do disco passado. É um bom tempo. Dois anos já é um pouco demais, porém, honestamente falando, devido às minhas próximas turnês já previstas, como EUA em janeiro, Ásia em fevereiro, Europa em abril, além das muitas gigs nesse meio tempo, vai ficar realmente difícil. Na real, se tudo correr bem, devo entregar tudo pronto lá pra junho mesmo. Ou seja, o disco deve sair lá pra setembro, nas lojas etc.

 

Você tem tocado pra caramba neste verão, sobra tempo pra produzir música?

 

Sobra porque eu sou doente por música e trabalho mesmo. Mas é claro que "atrapalha"... no bom sentido... pois eu adoro tocar por aí. É beeem cansativo.

 

Quais as vantagens de ser "o" nome do ano na música eletrônica brasileira? Tem algum luxo novo?

 

Hahaha... nenhum... fico até meio com vergonha. Principalmente porque eu não me considero o "nome" do ano. Me considero alguém que trabalha MUITO e com MUITO AMOR mesmo. Fico feliz de colher os frutos que eu mesmo plantei. Voce inclusive está de prova disso que eu estou falando... afinal de contas, você, como jornalista, no fim de 2005, quando eu ainda não era ninguém, foi a primeira aqui no Brasil a me dar abertura e acreditar e escrever sobre meu trabalho.

 

Você tem tocado bastante em rave... Como é estrear neste universo depois de tantos anos de estrada?

 

Semi-bastante. Toquei umas quatro ou cinco vezes em 2007. Acho bem legal esse público bem mais novo do que eu estou acostumado. É um universo bem diferente... A galera bem "fresh", normalmente com uma infra-estrutura organizada e tal. Mas, tecnicamente falando, meu som é mesmo indoor... tipo club pra 500 pessoas. Fica mais intimista, curto mais.

 

Você recentemente remixou Goldfrapp. Tem mais algum nomão esperando na sua gaveta pra ganhar um remix?

 

Há alguns anos, escutava vários sons que me faziam realmente feliz, como Underworld, entre outros... E sempre os remixes que mais me chamavam a atenção vinham do projeto inglês King Unique. Eles me chamaram pra fazer um remix de um som deles simplesmente maravilhoso. Eu topei e devo entregar em fevereiro. Nao vejo a hora de começar. Agora estou na Bahia de férias com minha mulher Luciana e minha filhota Valentina e ainda tenho EUA pela frente. Quando voltar começo o remix.

 

Como foi a venda do CD "Chromophobia" lá fora? E a venda digital? Você acredita que deve lançar outro CD, digo, a mídia física

 

Em números realmente não sei. Tem as vendas da Europa, EUA e Canadá, Ásia e aqui no Brasil também pela ST2. Assim que souber esse somatória eu te falo.

 

Qual foi a coisa mais bizarra que você presenciou tocando em cruzeiros de verão?

 

Hmmm... a gente viu umas festinha paralelas, em grandes cabines, com som, toca-discos e tudo o mais, inclusive pulseiras vip... nossa... disso a gente morreu de rir. Além de outras bizarrices que não posso falar por aqui....

 

Claudia Assef
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.