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Gui Boratto deve lançar disco novo em setembro
09.01.08 15:20Deixe seu comentário

Gui durante apresentação no Nitsa Club, em Barcelona, ano passado

 

Está na capa da DJ Mag brasileira destê mês: Gui Boratto foi o homem do ano em 2007. Pudera. Ele tocou em praticamente todos os festivais importantes, todas as revistas bacanas babaram quilos de ovos sobre seu álbum "Chromophobia", músicas como "Beautiful Life" e "It's Majik" foram tocadas tanto por DJs conceituados como pelos farofeiros, sempre com efeito devastador, no bom sentido. Além disso, Gui acumulou histórias, ficou amigo dos figurões do tecno na Europa, dividiu cabines com caras que até ontem eram seus ídolos.

 

E depois de tanta coisa legal espremida num ano só, pra onde ir? Eu sabia que você ia querer saber, então fui encher o saco do rapaz ?" por email ?" enquanto ele curtia merecidas férias na Bahia, com sua mulher Luciana e a filha Valentina.

 

Você saiu na capa da DJ Mag brasileira como o homem do ano. Os leitores do Rraurl elegeram "Beautiful Life" como música de 2007 e "Chromophobia" como o CD do ano. O disco, aliás, foi superelogiado em todas as revistas gringas. E em 2008, o que vem pela frente?

 

Além de remixes e alguns poucos singles, meu novo album claro. Nós (eu, Michael Mayer e Wolfgang Voight, do selo Kompakt) pensamos em lançar até o início do verão Europeu, tipo junho de 2008, o que dá um ano e meio de intervalo do disco passado. É um bom tempo. Dois anos já é um pouco demais, porém, honestamente falando, devido às minhas próximas turnês já previstas, como EUA em janeiro, Ásia em fevereiro, Europa em abril, além das muitas gigs nesse meio tempo, vai ficar realmente difícil. Na real, se tudo correr bem, devo entregar tudo pronto lá pra junho mesmo. Ou seja, o disco deve sair lá pra setembro, nas lojas etc.

 

Você tem tocado pra caramba neste verão, sobra tempo pra produzir música?

 

Sobra porque eu sou doente por música e trabalho mesmo. Mas é claro que "atrapalha"... no bom sentido... pois eu adoro tocar por aí. É beeem cansativo.

 

Quais as vantagens de ser "o" nome do ano na música eletrônica brasileira? Tem algum luxo novo?

 

Hahaha... nenhum... fico até meio com vergonha. Principalmente porque eu não me considero o "nome" do ano. Me considero alguém que trabalha MUITO e com MUITO AMOR mesmo. Fico feliz de colher os frutos que eu mesmo plantei. Voce inclusive está de prova disso que eu estou falando... afinal de contas, você, como jornalista, no fim de 2005, quando eu ainda não era ninguém, foi a primeira aqui no Brasil a me dar abertura e acreditar e escrever sobre meu trabalho.

 

Você tem tocado bastante em rave... Como é estrear neste universo depois de tantos anos de estrada?

 

Semi-bastante. Toquei umas quatro ou cinco vezes em 2007. Acho bem legal esse público bem mais novo do que eu estou acostumado. É um universo bem diferente... A galera bem "fresh", normalmente com uma infra-estrutura organizada e tal. Mas, tecnicamente falando, meu som é mesmo indoor... tipo club pra 500 pessoas. Fica mais intimista, curto mais.

 

Você recentemente remixou Goldfrapp. Tem mais algum nomão esperando na sua gaveta pra ganhar um remix?

 

Há alguns anos, escutava vários sons que me faziam realmente feliz, como Underworld, entre outros... E sempre os remixes que mais me chamavam a atenção vinham do projeto inglês King Unique. Eles me chamaram pra fazer um remix de um som deles simplesmente maravilhoso. Eu topei e devo entregar em fevereiro. Nao vejo a hora de começar. Agora estou na Bahia de férias com minha mulher Luciana e minha filhota Valentina e ainda tenho EUA pela frente. Quando voltar começo o remix.

 

Como foi a venda do CD "Chromophobia" lá fora? E a venda digital? Você acredita que deve lançar outro CD, digo, a mídia física

 

Em números realmente não sei. Tem as vendas da Europa, EUA e Canadá, Ásia e aqui no Brasil também pela ST2. Assim que souber esse somatória eu te falo.

 

Qual foi a coisa mais bizarra que você presenciou tocando em cruzeiros de verão?

 

Hmmm... a gente viu umas festinha paralelas, em grandes cabines, com som, toca-discos e tudo o mais, inclusive pulseiras vip... nossa... disso a gente morreu de rir. Além de outras bizarrices que não posso falar por aqui....

 

Claudia Assef
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.