
Sai pelo selo Kompakt lá fora e pela ST2 aqui o segundo disco do produtor midas da música eletrônica Brasileira, Gui Boratto. Adoro vê-lo fazendo sucesso, porque, aqui deixo o jornalismo de lado, ele é gente fina demais e não mudou um pingo o seu jeitão moleque por causa do sucesso. Ponto.
"Take My Breath Away" já chegará às lojas com rufar de tambores da crítica e DJs dos mais tops do mundo loucos pra tocá-lo e remixá-lo. Então, pro Gui, a questão do segundo disco, habitualmente calcanhar de Aquiles pra muita gente que foi muito bem no primeiro, já nasceu resolvida.
Logo mais à noite ele lança o disco no Clash, com festão. Algumas horas atrás, ele me respondeu as seguintes perguntas:
TDJS - Depois de rodar o mundo divulgando o disco Chromophobia, o que você absorveu dessa experiência que poderá ser ouvido em Take My Breath Away?
Gui Boratto - Acho que em dois anos, eu fiz umas 10 ou 11 tours. Sem contar o Brasil, todo fim de semana. A troca de informação entre produtores, DJs, até mesmo nas ruas de países de culturas completamente diferentes é muito proveitosa. Mas o processo de feitura do TMBA foi muito parecido com o Chromophobia. Fiz o disco todo em casa, normalmente pelas manhãs, estendendo até o fim de tarde. Isso faz total diferença, de fazer um som às 3h da manhã após uma garrafa de vinho. E claro, no fundo, a gente coloca na música tudo aquilo que vivencia.
TDJS - Você acaba de remixar pro Pet Shop Boys, já trabalhou intensamente
com Bomb The Bass, entre vários outros nomes mega da música. Como é receber as músicas desses caras que até ontem era apenas seus ídolos - e hoje são colegas?
Gui Boratto - Hahaha....realmente é maravilhoso. Não só eles, que têm um grande nome, mas outras parcerias são legais igualmente. Acho que a troca de informação é que é legal. Independente de ser um nome grande ou pequeno.
TDJS - Cite três momentos dos mais importantes pra evolução da sua carreira
até agora
Gui Boratto - Lançamento do Arquipélago, lançamento do álbum Chromophobia e o lançamento do Take My Breath Away

TDJS - O seu tratamento deve ter mudado bastante nos clubes e festivais por onde você passa. Já dá pra se sentir um artista internacional do primeiro time? O que muda?
Gui Boratto - Isso é verdade. Mas eu não ligo. Às vezes até tenho saudade de passar despercebido. É meio chato ter uma galerinha te puxando over o saco.
Mas ao mesmo tempo, é sinal de reconhecimento do meu trabalho, que realmente
foi difícil. Quem me conhece sabe que venho há tempos trabalhando na minha
música.
TDJS - Chromophobia te deixou conhecido em todas as pistas e festivais do
mundo. E agora com o disco novo, o que você espera/deseja?
Gui Boratto - Eu apenas espero seguir o rumo natural das coisas. Para aqueles que curtem o meu som, não vão se decepcionar. Estou feliz com minha atual situação. Gosto de clubes pequenos e não tenho ambição de me tornar um Daft Punk ou Chemical Brothers da vida. Acho que o mais importante é continuar honesto com a sua música. Até agora estou conseguindo me manter íntegro.
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.




amoooo de coração.! (L'
É realmente incrivel o numero de pessoas "crazy for you" mr Boratto!
Isso é a prova que vale muito a pena ser integro, "tem que valer"!
Aprovado! :P
Nem sei se deveria estar falando isso, mas já usamos até de trilha para demoreel de motiondesign na empresa.
Ancioso pra ouvir o novo album.
Parabéns e mais sucesso pra vc.