Madonna fura-olho
19.12.08 21:555 comentários
Goste ou não de Madonna, não dá pra negar que este show Sticky & Sweet é imperdível. Sem nenhuma possibilidade de comparação com a chocha Girlie Tour, que passou pelo Brasil em 1993. Nada a ver.
Além da mulher ser muito fodona, ela sabe chamar os melhores em tudo para acompanhá-lha. Então o show vira uma espécie de Broadway pop, com satélites que brilham - bailarinos, um DJ, músicos - mesmo que sem nenhuma chance de ofuscar a estrela principal.
Talvez não choque mais ver Madonna beijando uma dançarina no palco ou simulando um esfrega com algum músico. O que impressiona hoje é o pique da tia! Eu fui, amei e recomendo. E diz que tem ingresso baratinho sendo vendido até pra pista vip na porta do Morumbi.
Consegui ficar tão perto do palco que quase levo o par de óculos que ela jogou na testa. Dá uma olhada no vídeo e se anima pra ir:
Além da mulher ser muito fodona, ela sabe chamar os melhores em tudo para acompanhá-lha. Então o show vira uma espécie de Broadway pop, com satélites que brilham - bailarinos, um DJ, músicos - mesmo que sem nenhuma chance de ofuscar a estrela principal.
Talvez não choque mais ver Madonna beijando uma dançarina no palco ou simulando um esfrega com algum músico. O que impressiona hoje é o pique da tia! Eu fui, amei e recomendo. E diz que tem ingresso baratinho sendo vendido até pra pista vip na porta do Morumbi.
Consegui ficar tão perto do palco que quase levo o par de óculos que ela jogou na testa. Dá uma olhada no vídeo e se anima pra ir:
Tags: madonna
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Na padoca com Bomb The Bass e Gui Boratto
29.11.08 20:399 comentários
Quinta-feira de manhã, fui tomar café da manhã com meu amigo Gui Boratto, que por acaso está produzindo com ninguém menos que Tim Simenon, o cara por trás do Bomb The Bass.
O que um dos produtores mais foda da Inglaterra e o nosso top mãos-de-midas brasileiro estão fazendo juntos? Eles não mostram nem a pau, ainda. Mas que eles têm passado manhãs e tardes entre o estúdio Mosh e a casa do Gui, isso dá pra dizer.
Outra coisa que dá pra dizer é que o cara é mega simpático e simples. Tudo bem, ele ajudou a revolucinar a música eletrônica ao lançar o single "Beat Dis", fez um dos discos mais importante de 1988 - ano de ouro para as pistas -, o "Into The Dragon". Depois se meteu com trip hop, ajudou a criar as fundações do big beat, produziu de Neneh Cherry a Depeche Mode. Um puta CV.
Bom, melhor do ler é ver. Então dá uma olhada neste vídeo que eu gravei pro Virgula
Deu vontade de ver o cara em ação? Ele toca com banda, no Nokia Trends. Vô.
O que um dos produtores mais foda da Inglaterra e o nosso top mãos-de-midas brasileiro estão fazendo juntos? Eles não mostram nem a pau, ainda. Mas que eles têm passado manhãs e tardes entre o estúdio Mosh e a casa do Gui, isso dá pra dizer.
Outra coisa que dá pra dizer é que o cara é mega simpático e simples. Tudo bem, ele ajudou a revolucinar a música eletrônica ao lançar o single "Beat Dis", fez um dos discos mais importante de 1988 - ano de ouro para as pistas -, o "Into The Dragon". Depois se meteu com trip hop, ajudou a criar as fundações do big beat, produziu de Neneh Cherry a Depeche Mode. Um puta CV.
Bom, melhor do ler é ver. Então dá uma olhada neste vídeo que eu gravei pro Virgula
Deu vontade de ver o cara em ação? Ele toca com banda, no Nokia Trends. Vô.
Tags: bomb the bass, tim simenon, gui boratto
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
O que o Rick Astley não faria por você...
12.11.08 18:505 comentários
Ele era um bom rapaz, tinha uma cara de aluno da primeira fila do segundo colegial, um vozeirão gostoso sobre músicas dançantes e muito açucaradas, que pegavam as meninas pelo estômago. Hit incontestável dos anos 80, Rick Astley volta agora, como alvo de chocho.
Parece que todo mundo resolveu se lembrar dele, principalmente do ubber-hit do bom mocismo, "Never Gonna Give You Up", nos últimos tempos.

Obama
Brian, do Family Guy
Vvídeo tosco, feito em 2008
Parece que todo mundo resolveu se lembrar dele, principalmente do ubber-hit do bom mocismo, "Never Gonna Give You Up", nos últimos tempos.

Obama
Brian, do Family Guy
Vvídeo tosco, feito em 2008
Tags: rick astley
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
A orquestra visível
07.11.08 23:1512 comentários
O que acontece quando um dos maiores talentos da cena techno de Detroit se junta a uma das grandes orquestras contemporâneas da França? Poderia ser a trilha para um sono profundo, não fosse o maestro de tudo isso o americano Carl Craig.
Em meados de outubro, ele se apresentou na Cité de La Musique, um dos lugares mais fodas de Paris para se ver um show, com a orquestra Les Siècles e o pianista Francesco Tristano.
A união improvável - mas não inédita, Jeff Mills abriu os trabalhos - rendeu um concerto emocionante, poderoso e estranhamente eletrônico. Carl Craig, vestido de terno e gravata, é sem dúvida a grande estrela deste encontro de gigantes. Dá só uma olhada na pinta de importante do DJ. Ficou bom ou o quê?
Em meados de outubro, ele se apresentou na Cité de La Musique, um dos lugares mais fodas de Paris para se ver um show, com a orquestra Les Siècles e o pianista Francesco Tristano.
A união improvável - mas não inédita, Jeff Mills abriu os trabalhos - rendeu um concerto emocionante, poderoso e estranhamente eletrônico. Carl Craig, vestido de terno e gravata, é sem dúvida a grande estrela deste encontro de gigantes. Dá só uma olhada na pinta de importante do DJ. Ficou bom ou o quê?
Tags: carl craig, cité de la musique
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Pequeno manual de etiqueta na cabine

Amigo DJ,
Se você frequentou uma escola para aprender suas técnicas de mixagem, de scratch, de estilo ou se você é um autodidata, tanto faz. O importante, no som, é manter uma pista animada, não é mesmo?
Isso é senso comum, não resta dúvida. O que às vezes passa batido nas cabines é que há um código de conduta, ainda que velado, para a categoria e que alguns coleguinhas ou fingem de bobos ou fazem questão de ignorar.
Depois de passar alguns tantos apuros na cabine e ouvir relatos de vários colegas reclamando da conduta de outros, resolvi compilar aqui algumas coisas que são "no no" na profissão. Porque se todo DJ já sambou, amigos, todo DJ também já cruzou algum sem noção.
1º mandamento do DJ fino: não atrasarás
Não tem coisa pior do que ficar segurando uma pista, já sem discos, sem a menor perspectiva do seu coleguinha chegar. Então isso não se faz. Seja pontual e não deixe o próximo em apuros.
2º mandamento do DJ fino: não serás papagaio de pirata do próximo
Você tá louco, babando pra tocar? Espere chegar bem perto do seu horário e só então comece a mexer no seu case. Não tem coisa mais chata do que DJ que fica esperando a vez, horas antes, pendurando no cangote de quem tá tocando, se abanando com o vinil ou com o fone na mão. Não faz o fominha, a sua vez vai chegar.
3º mandamento do DJ fino: não falarás horas com o colega enquanto ele toca
DJ adora falar sobre música, é uma delícia mesmo. Mas quando se está na cabine, procurando discos, se concentrando para mixar, tentando imaginar que música vai arrasar depois daquela, não dá pra conversar muito, não. A não ser que você não se importe com um monte de "a-hãs" impancientes, deixe pra conversar depois que os dois terminarem de tocar.
4º mandamento do DJ fino: não regularás uma música a mais
Que DJ nunca ouviu a famosa pergunta de outro colega empolgado: "posso tocar mais uma?". Quem nunca teve vontade de tocar uma saideira a mais que lance o primeiro vinil na pista. Então não vá deixar aquela pessoa na fissura, com uma música boa embaixo do braço. Não regule, pois amanhã poderá acontecer com você!
5º mandamento do DJ fino: poderás elogiar
Tem DJ que fica seco olhando o que o outro tocou, dando aquela dançadinha nervosa de quem tá amando a música, mas nunca elogia o colega. Olha, elogiar não tira pedaço e não diminui quem faz o elogio. Ao contrário.
Bom, eu poderia passar a noite aqui.
Mas acho que já escrevi o essencial.
Esqueci muita coisa?
04.11.08 23:2038 comentários

Amigo DJ,
Se você frequentou uma escola para aprender suas técnicas de mixagem, de scratch, de estilo ou se você é um autodidata, tanto faz. O importante, no som, é manter uma pista animada, não é mesmo?
Isso é senso comum, não resta dúvida. O que às vezes passa batido nas cabines é que há um código de conduta, ainda que velado, para a categoria e que alguns coleguinhas ou fingem de bobos ou fazem questão de ignorar.
Depois de passar alguns tantos apuros na cabine e ouvir relatos de vários colegas reclamando da conduta de outros, resolvi compilar aqui algumas coisas que são "no no" na profissão. Porque se todo DJ já sambou, amigos, todo DJ também já cruzou algum sem noção.
1º mandamento do DJ fino: não atrasarás
Não tem coisa pior do que ficar segurando uma pista, já sem discos, sem a menor perspectiva do seu coleguinha chegar. Então isso não se faz. Seja pontual e não deixe o próximo em apuros.
2º mandamento do DJ fino: não serás papagaio de pirata do próximo
Você tá louco, babando pra tocar? Espere chegar bem perto do seu horário e só então comece a mexer no seu case. Não tem coisa mais chata do que DJ que fica esperando a vez, horas antes, pendurando no cangote de quem tá tocando, se abanando com o vinil ou com o fone na mão. Não faz o fominha, a sua vez vai chegar.
3º mandamento do DJ fino: não falarás horas com o colega enquanto ele toca
DJ adora falar sobre música, é uma delícia mesmo. Mas quando se está na cabine, procurando discos, se concentrando para mixar, tentando imaginar que música vai arrasar depois daquela, não dá pra conversar muito, não. A não ser que você não se importe com um monte de "a-hãs" impancientes, deixe pra conversar depois que os dois terminarem de tocar.
4º mandamento do DJ fino: não regularás uma música a mais
Que DJ nunca ouviu a famosa pergunta de outro colega empolgado: "posso tocar mais uma?". Quem nunca teve vontade de tocar uma saideira a mais que lance o primeiro vinil na pista. Então não vá deixar aquela pessoa na fissura, com uma música boa embaixo do braço. Não regule, pois amanhã poderá acontecer com você!
5º mandamento do DJ fino: poderás elogiar
Tem DJ que fica seco olhando o que o outro tocou, dando aquela dançadinha nervosa de quem tá amando a música, mas nunca elogia o colega. Olha, elogiar não tira pedaço e não diminui quem faz o elogio. Ao contrário.
Bom, eu poderia passar a noite aqui.
Mas acho que já escrevi o essencial.
Esqueci muita coisa?
Tags: DJ, discotecagem, ética
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Documentário do Diplo é matador

Os 80 minutos do documentário Favela On Blast não passam, voam. O filme sobre funk carioca que o DJ americano Diplo produziu e co-dirigiu, com direção do mineiro Leandro Hbl, estreou na Mostra de Cinema de São Paulo para pouca gente. Mas, certamente, quem viu não só se divertiu muito como saiu da sala com uma mensagem: o funk carioca independe de modinhas para sobreviver.
Passa longe de Favela On Blast a glamurização da pobreza ou da violência, clichê recorrente em documentários que retratam gente pobre. O filme adentra os morros cariocas onde o funk é mais presente como um convidado bem-vindo e não um intruso e mostra, através de personagens fortes, como o som é feito, em que é baseado e, em seguida, como é consumido.
Como numa mixagem perfeita, com passagens suaves de um tema para o outro, você é apresentado a figuraças como o MC Pana, que conta a odisséia que foi produzir seu primeiro "cripe" - este, segundo ele, foi parar na internet e rendeu "não sei quantas mil cópias" (?).
Ou o MC Colibri, uma espécie de Don Juan do funk carioca, que migrou do samba para o batidão e subiu de vida, a ponto de ser proprietário de uma senhora casa. Ou ainda o MC Gorila, que mandou fazer uma corrente pesando 1,7 kg, em que pendura um pingente com "o corpo do Hulk e cabeça de macaco". E tem ainda entrevistas e trechos de shows com nomes mais conhecidos, como Deize Tigrona, Sanny Pitbull, DJ Marlboro e Mr. Catra.
O filme não se esquiva de temas pesados, como a violência policial, a banalização do sexo e o tráfico de drogas na favela. Mas mostra esse cotidiano com a mesma naturalidade com que os moradores a encaram - não deixa de ser assustadora essa tranquilidade diante do caos, mas esse não é o ponto aqui.
Costurando o filme todo estão crianças, muitas, magrelas e espertíssimas. Não dá pra não fazer um "nhóóó" vendo aquela molecada feliz da vida, cantando, celebrando a vida, mesmo descalças e usando shortinhos puídos.
Com edição esperta, sensibilidade, bom humor e incrível intimidade com o tema, Favela On Blast merece muito mais do que ser classificado apenas como "o filme do Diplo", como eu fiz logo acima no título. Se vai entrar no circuito comercial, eu duvido muito. Tomara que saia logo em DVD e faça uma bela carreira na gringa.
31.10.08 22:223 comentários

Os 80 minutos do documentário Favela On Blast não passam, voam. O filme sobre funk carioca que o DJ americano Diplo produziu e co-dirigiu, com direção do mineiro Leandro Hbl, estreou na Mostra de Cinema de São Paulo para pouca gente. Mas, certamente, quem viu não só se divertiu muito como saiu da sala com uma mensagem: o funk carioca independe de modinhas para sobreviver.
Passa longe de Favela On Blast a glamurização da pobreza ou da violência, clichê recorrente em documentários que retratam gente pobre. O filme adentra os morros cariocas onde o funk é mais presente como um convidado bem-vindo e não um intruso e mostra, através de personagens fortes, como o som é feito, em que é baseado e, em seguida, como é consumido.
Como numa mixagem perfeita, com passagens suaves de um tema para o outro, você é apresentado a figuraças como o MC Pana, que conta a odisséia que foi produzir seu primeiro "cripe" - este, segundo ele, foi parar na internet e rendeu "não sei quantas mil cópias" (?).
Ou o MC Colibri, uma espécie de Don Juan do funk carioca, que migrou do samba para o batidão e subiu de vida, a ponto de ser proprietário de uma senhora casa. Ou ainda o MC Gorila, que mandou fazer uma corrente pesando 1,7 kg, em que pendura um pingente com "o corpo do Hulk e cabeça de macaco". E tem ainda entrevistas e trechos de shows com nomes mais conhecidos, como Deize Tigrona, Sanny Pitbull, DJ Marlboro e Mr. Catra.
O filme não se esquiva de temas pesados, como a violência policial, a banalização do sexo e o tráfico de drogas na favela. Mas mostra esse cotidiano com a mesma naturalidade com que os moradores a encaram - não deixa de ser assustadora essa tranquilidade diante do caos, mas esse não é o ponto aqui.
Costurando o filme todo estão crianças, muitas, magrelas e espertíssimas. Não dá pra não fazer um "nhóóó" vendo aquela molecada feliz da vida, cantando, celebrando a vida, mesmo descalças e usando shortinhos puídos.
Com edição esperta, sensibilidade, bom humor e incrível intimidade com o tema, Favela On Blast merece muito mais do que ser classificado apenas como "o filme do Diplo", como eu fiz logo acima no título. Se vai entrar no circuito comercial, eu duvido muito. Tomara que saia logo em DVD e faça uma bela carreira na gringa.
Tags: favela on blast, diplo, funk carioca,
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Festival de netlabels começa em Londres

O inglês Appleblim é o homem da vez, e está na programação do Netaudio
É claro que você conhece as netlabels, selos virtuais que funcionam como carimbos de qualidade para lançamentos de música gratuita na internet. Esse universo online ganhou uma festa offline, o festival Netaudio, que acontece a partir desta terça, em Londres.
O Netaudio, que começou timidamente - iniciativa de dois DJs (um francês e um suíco residentes em Londres) - há uns três anos, chega à edição 2008 com mais de 30 atrações, entre bandas e DJs de laptop, que vão produzir, até domingo, arte audiovisual das mais variadas formas. Além disso, haverá uma "vila digital", área de exposição de novidades do mundo da produção de música. Uma festa para quem gosta de gadgets e brinquedinhos sonoros.
Financiado pelo Arts Council England e pela PRS Foundation, com apoio do Swiss Cultural Fund in Britain, o Netaudio Festival acontece desde 2005, no início com sede em Berne, na Suíça.
Além de artistas conhecidos do meio virtual, de gêneros que vão de ambient ao minimal techno, o festival terá como headliner o inglês Appleblim (sócio do Skull Disco), além de Lackluster (IDM), Disrupt (digital dub) e A.R.E. Weapons.
Não seria muito legal ter um festival de internet tipo o Netaudio por aqui?! Food for thought...
22.10.08 22:4915 comentários

O inglês Appleblim é o homem da vez, e está na programação do Netaudio
É claro que você conhece as netlabels, selos virtuais que funcionam como carimbos de qualidade para lançamentos de música gratuita na internet. Esse universo online ganhou uma festa offline, o festival Netaudio, que acontece a partir desta terça, em Londres.
O Netaudio, que começou timidamente - iniciativa de dois DJs (um francês e um suíco residentes em Londres) - há uns três anos, chega à edição 2008 com mais de 30 atrações, entre bandas e DJs de laptop, que vão produzir, até domingo, arte audiovisual das mais variadas formas. Além disso, haverá uma "vila digital", área de exposição de novidades do mundo da produção de música. Uma festa para quem gosta de gadgets e brinquedinhos sonoros.
Financiado pelo Arts Council England e pela PRS Foundation, com apoio do Swiss Cultural Fund in Britain, o Netaudio Festival acontece desde 2005, no início com sede em Berne, na Suíça.
Além de artistas conhecidos do meio virtual, de gêneros que vão de ambient ao minimal techno, o festival terá como headliner o inglês Appleblim (sócio do Skull Disco), além de Lackluster (IDM), Disrupt (digital dub) e A.R.E. Weapons.
Não seria muito legal ter um festival de internet tipo o Netaudio por aqui?! Food for thought...
Tags: netaudio, netlabel
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
O carão voltou? Alguém avisa!
18.10.08 21:3742 comentários
Tá, o que aconteceu foi o seguinte. Eu lá, no Vegas, dançando feliz, afinal, era anivesário do meu querido amigo Luca Lauri, que estava no som, e em seguida iam tocar o Bruno e a Eli, do Tetine, duplinha que eu amo, quando senti "aquilo".

Entenda-se por "aquilo" uma forte presença do velho carão. Se você é bem novinho, felizmente não conhece esse expediente, então eu vou explicar: nos anos 90, quem era alguém na cena normalmente fazia cara de paisagem para os outros mortais, mesmo que os conhecessem de vista. Resumindo: mostrar-se simpático, fofo, receptivo com estranhos era bem por fora.
Não tô falando que as pessoas não eram afetuosas entre si - ainda estamos falando da tal "cena"-, ao contrário, lembra, com o ecstasy chegando, a fofura era intensa entre os grupinhos.
Agora voltando ao Vegas, sexta.
Fazia um tempo que eu não ia à Strip Poker, a noite do Luca e da Liana. E foi lá, na pista, que eu senti a volta do carão. Gente conhecida fazendo a egípcia eu não aguento. Uma dessas pessoas eu até fui falar: "ué, você não lembra de mim?" ( o que é bem normal na noite, ninguém magoa). E a pessoa falou, "lógico, Claudia", e só faltou me cumprimentar com aquela mão mole tão comum à gente blasé.
Eu até chequei com outro amigo que tava lá, o Vitor Angelo, e ele também sentiu uma estranha e desagradável presença do mal clubber da década de 90.
Será esse um caso isolado ou estamos dando uma ré no quibe agora? Só faltava...

Entenda-se por "aquilo" uma forte presença do velho carão. Se você é bem novinho, felizmente não conhece esse expediente, então eu vou explicar: nos anos 90, quem era alguém na cena normalmente fazia cara de paisagem para os outros mortais, mesmo que os conhecessem de vista. Resumindo: mostrar-se simpático, fofo, receptivo com estranhos era bem por fora.
Não tô falando que as pessoas não eram afetuosas entre si - ainda estamos falando da tal "cena"-, ao contrário, lembra, com o ecstasy chegando, a fofura era intensa entre os grupinhos.
Agora voltando ao Vegas, sexta.
Fazia um tempo que eu não ia à Strip Poker, a noite do Luca e da Liana. E foi lá, na pista, que eu senti a volta do carão. Gente conhecida fazendo a egípcia eu não aguento. Uma dessas pessoas eu até fui falar: "ué, você não lembra de mim?" ( o que é bem normal na noite, ninguém magoa). E a pessoa falou, "lógico, Claudia", e só faltou me cumprimentar com aquela mão mole tão comum à gente blasé.
Eu até chequei com outro amigo que tava lá, o Vitor Angelo, e ele também sentiu uma estranha e desagradável presença do mal clubber da década de 90.
Será esse um caso isolado ou estamos dando uma ré no quibe agora? Só faltava...
Tags: carão, cultura clubber, luca lauri, tetine
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
