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#SEAPUNK: Life is a Beach
03.12.11 11:422 comentários

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Tendência e' uma coisa engraçada né? Uma hora elas surgem da rua, outras vezes da passarela, e quem realmente e' aficcionado nunca deixa de checar os 4578432 blogs no seu Google reader. Mas blogs são uma coisa tão 2010, né? Quem e' FASHUN mesmo agora tá no tumblr reblogando 30 posts por segundo de fotos roubadas. 

 

E é no tumblr, domínio de teenagers com extrema deficiência de atenção, que tem se criado alguns trends interessantes, especialmente um que me chamou a atenção por ter origens musicais e ser praticamente um derivado da minha querida cena rave dos anos 90. 

 

Depois da New Rave, ladies & gentleman, conheçam o #SEAPUNK. Em vez de aliens, Sheeva, OHM, e as nossas queridas referências Indianas, agora o esquema e' New Wave e tudo que vem da facção mais cafona desse gênero: fantasy art, golfinhos, baleias, céus e mares fluorescentes e muito, mas muito Ying Yang. Misture a isso couro, jeans rasgado, botas plataformas, cabelo colorido, adesivinhos com glitter e pulseiras de acrilico, e você tem a estética marítima-rebelde desse micro-movimento.

 

Uma coisa cyber-punk-meets-Mad-Max-meets-rave, é praticamente um revival daqueles personagens comicamente futuristas de filmes dos anos 80, só que agora realmente surgindo daquele mundo virtual que só existia na nossa imaginação a duas décadas atrás.

 

Outros termos pra definir o gênero são Tidal Rave e TropicCult (o que me fez pensar na imagen de uma Carmem Miranda Gótica), que também são títulos dos próprios EPs lançados pelos criadores do gênero. A trilha sonora é outro big revival que mistura trance, garage, música Caribenha e dubstep (AFFF), e tem como carros-chefe o escocês  Unicorn Kid, e os LA kids Zombelle (na foto inicial), Teams,e  Fire For Effects.

 

E pra completar tem até REVIVAL DA PROPRIA INTERNET EM SI, com .gif animado, imagens pixeladas, design e fontes toscas a la Hackers, e PA' - it's 1995 AGAIN !

 

 

YOU LOOK SO WET ≈ BUKKAKE IS A FEELING ≈ by ZOMBELLE

 

 

 

 

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Como Lulu Santos já dizia, tudo muda o tempo todo no mundo - só que continua tudo igual. Como uma onda no mar. 

Categorias: Gente, Pensa, Trends
 Thais Mendes (glittah)
Thais Mendes (glittah) (glittah @ gmail.com)
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O Apocalipse Hipster
26.08.11 12:2714 comentários

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Eu sou fã de ironias. Ironias fazem o meu dia ser mais divertido. E eu acredito que não há nada como uma boa ironia pra animar a torcida, ainda mais quando elas vem dos lugares mais PROVÁVEIS. Como um fumante que fica surpreso quando descobre que tem câncer. De pulmão. Depois de 30 anos fumando.

 

Anyway.

 

A ironia de hoje vem cortesia de um texto publicado na edição de agosto da bíblia hipster, Dazed & Confused. Segundo a revista, o apocalipse estaria próximo, e a morte em massa de seu discípulo maior – aquela figura magrela/ de bigode / boné New Era / que toca synth / posa em fotos de festa com o queixo abaixado e ventinho no olho/ (insira aqui o seu atributo hipster favorito), mais conhecida como o HIPSTER EM SI –  não só está próxima, como será muito bem-vinda.

 

 

AHN?

 

“Ahn,” indeed. Parece que até aqueles que dependem dessa criatura pra se manter em business andam cansados da existência lomografada característica de tal figura.

Essa conversa sobre a extinção do hipster não é nova. Lá pelos idos de 2008, vários bloggers e colunistas já previam a catástrofe que um “movimento” como esse, baseado no simples consumo de novidades, ia causar.

 

A matemática, por mais que pareça complicada, é na verdade muito simples: o problema do hipster é que ele acredita profundamente que consumir o novo, ou a tendência-antes-da-tendência, é uma forma de CRIATIVIDADE. Pior: uma forma de REBELDIA, como se freqüentar festas do momento usando mega-cílios postiços da MAC e posar topless no banheiro pro fotógrafo-blogueiro do momento (ou pro Instagram do teu próprio iPhone) fosse um ato comparável ao do punk que passou três meses comendo feijão enlatado pra bancar a guitarra de segunda mão com a qual ele pretende compor a nova “Anarchy in The UK”.

 

Ele/ela esquece que uma rede global de agências, blogs, marcas, redes sociais estão capturando cada novo hábito de consumo desenfreado dessa pseudo sub-cultura, na sequência empacotando e revendendo tudo de novo para eles mesmos, os próprios pseudo-criadores de tendências culturais. Só que a partir do momento que a novidade se espalha – e em tempos de redes sociais, isso acontece na velocidade da luz – o hispter passa a desdenhar tal tendência e procurar a próxima,  se enfiando assim num ciclo infinito de tédio e vazio existencial. Expressar entusiasmo é expressamente proibido, já que realmente AMAR ALGO DE PAIXÃO significa se AFILIAR a esse algo mais do que os 5 minutos que o hispter está acostumado a dedicar pra cada moda/música/obra-de-arte. E isso é o HORROR, porque no fim das contas, deslumbre é para os fracos, ou pros que chegaram atrasados. Assim, sempre histericamente a frente de todos, o hipster pra se manter hipster precisa exalar um ar constante de indiferença, apatia, tédio.

 

Mas pensa: como é que vamos criar qualquer coisa de significância nesse mundo se não há motivação significativa pra isso? O que fazer quando o nosso objetivo maior é ganhar o maior numero de “LIKES” na rede social, assim validando nossos esforços temporariamente - na sequência, sendo deixados pra trás pela próxima novidade a ser “postada”? Em tempos de gratificação instantânea, ser relevante e ser efêmero praticamente viraram sinônimos.

 

Todos os movimentos jovens antes da vinda do hipster surgiram como uma reação a um status-quo, uma alternativa ao que era ditado pelo establishment.  Os Mods, os Hippies, os Punks, os New Romantics, os B-boys, e por aí vai, tinham objetivos claros na cabeça quando decidiram se vestir orgulhosamente da maneira que se vestiam: protestar, usando o estilo pra chamar atenção pra ideia em si. Hoje em dia os únicos protestos em que existem em sociedades consumistas como as nossas são adolescentes quebrando as vidraças de lojas da vizinhança pra roubar os tênis e celulares do momento, simplesmente por roubar – depois culpando o governo por isso. O estilo em si virou a ideia final, a causa.   

 

Hoje, te desafio a encontrar um indivíduo que bata no peito com orgulho ao se auto-proclamar um Hipster. Ele próprio sabe o quão pejorativo e sinônimo de vazio o termo é.

 

Infelizmente, enquanto os próprios criadores, como a Dazed, continuarem cultivando a existência da própria criatura, a morte do hipster tá longe de acontecer. No máximo, esse monstro cultural só vai se transmutar em outro tão consumista quanto, indefinidamente, até sermos todos engolidos pelo próprio excesso material.

 

Salve-se quem puder. 

Categorias: Gente, Pensa, Polêmica
 Thais Mendes (glittah)
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O Ataque dos Clones
23.05.11 08:307 comentários

Voltei.

 

Longos hiatos as vezes são necessários pra que cheguemos a certas conclusões, meus caros. Afinal, nos dias de hoje em que ninguém mais tem tempo de pensar sobre determinado assunto quanto mais chegar a conclusões – muda-se de assunto como se muda de roupa! – só mesmo se afastando uns bocados pra get the big Picture.


E como os poucos que aqui se aventuram devem ter notado, esse não é um blog de looks do dia, certo? Que fique claro: aqui são registradas opiniões subversivas e esporádicas sobre o fascinante e frívolo mondo fashion, e assim se manterá até minha eventual expulsão pelos donos do rraurl, cansados de blogueiros que desaparecem.

 

Mas então.

 

Estive no Brasil por dois meses recentemente, e well, well, well, vejam só se esse não é um país em ascensão? Quase irreconhecível, nosso Brasil, com seus ares de Dubai, no centro das atenções mundiais, e cheio das pretensões típicas dos emergentes. Muitas cifras por pouco valor,  muita atenção dispensada no indigno e injustificado, ou como diria o velho Bardo, much ado about nothing!


Mais tais são os perigos do capitalismo desenfreado.

 

Aí esses dias caí nesse blog post na FFW, onde a autora Bia Granja celebra a relação positiva da internet com fashionistas em geral, o quanto tem sido LIBERTADORA (caixa alta de autoria dela.)

 

Não concordei, imediatamente. Simplesmente porque a conclusão da Bia é típica de uma cultura que está em ascensão e ainda otimista – e portanto CEGA – em relação aos perigos do excesso. 

 

Por aqui, já deu tempo do fascínio com blogs de moda/revistas/fast-fashion gerar um repercussão negativa. Guarda-roupas abarrotados de peças descartáveis e sem sentido, legiões de “It-girls” pré-fabricadas e clonadas, e milhares de editoriais mostrando o mesmo sapato Prada (ou cópia dele), deixando um gosto amargo na boca de quem curte moda como forma de auto-expressão.

 

Claro que a internet virou, de uma forma positiva, uma terra de ninguém onde todo mundo tem voz e liberdade pra contribuir da maneira que quiser (olha eu aqui fazendo exatamente isso). Só que pouquíssimas pessoas estão fazendo isso, expressando a própria opinião ou visão. Pelo contrario, a internet só trouxe pra um plano mais visível uma “boiada” de supostos fashionistas que nada mais são do que os velhos seguidores de tendências. Uma massa homogênea e sem senso-crítico.

 

"É bom para o público consumidor e a indústria" – dizem os otimistas. O problema é quando “players” da própria indústria enxergam seus trabalhos como uma forma de expressão artística, mas ao invés de trabalhar na criatividade, apenas regurgitam versões e mais versões medíocres do trabalho de outros. Por que a internet abriu as portas de um mundo até não muito tempo limitado, o que se chama de “pesquisa” e “inspiração” hoje em dia nada mais é que reprodução descarada. Nunca pipocaram tantas revistas de moda como agora (pra não falar das revistas online), e é extremamente difícil diferenciar o conteúdo de uma pra outra! 

 

Do ponto de vista do consumidor, se é bom ter acesso e dinheiro pra comprar as roupas que até pouco tempo era privilégio dos que viajavam e moravam fora? Lógico que é.  É maravilhoso. Mas o perigo, como sempre, está na preguiça mental que a disponibilidade em massa causa, ainda mais quando esse tal consumidor só filtra suas escolhas através do twitter/blogs/revistas de moda. O resultado? Todo mundo vestindo a mesma coisa.


Quer uma prova?  Essas fotos foram tiradas de 3 street-style blogs diferentes, de 3 países diferentes. Dá pra dizer quem vem de onde? Então.            

 

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E não são apenas meninas. Aqui mais 5, de Seoul a Califórnia, passando por Amsterdam e hm, Brasil.

 

 

 

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Se achamos o look deles legal? Achamos. Se é necessário ver 5 milhões de versões online do mesmo look todo santo dia? Definitivamente não.

 

Volto a bater na mesma tecla: estilo verdadeiro não está no consumo desenfreado de fast-fashion, no look do dia, na obsessão pelo tendência, tendência, tendência. O “fashionista” verdadeiro leva anos pra afinar sua identidade, seu look, se deixando influenciar por todos os âmbitos da cultura e pelo ambiente que se vive.  Pode vir das bandas que escutava na adolescência, dos romances que lia na faculdade e os filmes que via a tarde depois da escola, pode vir de uma tia que praticava hipismo ou pela avó que tricotava suéteres pra família toda. Ou pode vir daquela lojinha da esquina de uniformes que vende camisas brancas que caem como uma luva. Referências únicas que não vão virar uma fórmula a ser seguida no twitter ou ditadas por uma personal stylist. Qualquer lugar, menos o óbvio.

 

Como disse Oscar Wilde (eu sei, eu sei, citar Wilde é o extremo do óbvio), “Eu vivo apavorado de não ser incompreendido.” #Ficaadica. 

Categoria: Gente, Pensa
 Thais Mendes (glittah)
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Conclusões Tiradas do Guia de Estilo Inglês de Luella Bartley
22.01.11 20:572 comentários

Esse post (LONGO) vem cortesia de outro livro que eu li nessa virada do ano, e foi inspirador: Luella's Guide to English Style - um guia de estilo inglês compilado por uma das designers mais legais que apareceram, e infelizmente quebraram, na Inglaterra nos últimos tempos, Luella Bartley.

 

 

São vários os tópicos que deixaram minhas papilas gustativas fashion salivando (só no top 10 de maiores estilosas inglesas da moça tem PJ Harvey, Poly StYrene e Justine Frischmann do Elastica... \m/), mas um que ficou martelando na minha cabeça foi o capítulo sobre classes sociais.

 

Ah. O elemento existencial e metafórico (leia-se status) que difere, e ao mesmo tempo une, o Reino Unido ao Brasil.

 

Aqui na Britânia, fazer parte de uma determinada classe é algo que não depende de dinheiro, e raramente aquele que pertence a uma mudará pra outra. A teoria é que uma vez working class, always working class, não interessa o quão profundo seus bolsos se tornaram. O mesmo vale pra aristocracia, que pode ficar pobre de uma hora pra outra, mas terá o mesmo senso despreocupado de tradição e apatia.

 

Mas existem três fatores que conseguem derrubar as paredes sociais: criatividade, talento, e, AHAM, estilo. As escolhas do seu guarda-roupa são a maneira mais imediata de mostrar suas influências culturais, e por direta associação, seu faro criativo, aquele que eventualmente te desliga de qualquer conexão social, seja ela inferior ou superior. Exemplos diretos disso? Alexander McQueen (filho de taxista), Vivienne Westwood (professora primária), David Bowie (filho de proletários), Amy Winehouse (também filha de taxista), e por aí vai.

 

Já no Brasil, mobilidade social parece ser a última tendência: em tudo que é matéria sobre economia só se fala da classe E que virou D, que virou C, que até 2015 vai virar A++. O que obviamente é excelente pra um país com um histórico de crises financeiras.

 

Mas quando o assunto é imagem (ou estilo, moda, aparência), toda essa mobilidade acaba fazendo um desserviço as classes que podem se dar ao luxo de pensar no assunto. Conseguir avistar no horizonte a possibilidade de uma vida diferente daquela que se vive gera também a vontade de ser visto como alguém que pode pertencer, ou já pertence, àquela classe almejada. Ao invés de se criar a própria persona com o intuito de fugir da condição  que se vive, prefere-se seguir o padrão e tentar se encaixar no molde. A consequência? Insegurança permanente e um complexo de inferioridade embutido que acabam se refletindo em todos os aspectos, inclusive no estilo.

 

A classe média brasileira, em especial, tem o hábito irritante de fazer um esforço absurdo pra parecer aquilo que não é por medo do julgamento alheio. Além de tentar eternamente parecer que é financeiramente mais confortável do que realmente é (cabelo liso e escovado! unhas perfeitas! cirurgia plástica! o jeans que custa mais de mil reais! tudo isso em 197453729 parcelas de R$2.99), os "medianos" estão sempre buscando *inspiração* no que vem de fora pra validar as próprias escolhas, como se ser fiel ás próprias raízes fosse motivo de vergonha. O resultado disso tudo é um enorme carrossel de mediocridade, rodando num eterno loop de deja-vus, disfarçado de estilo. Toda compra - do tênis Nike ao Iphone - vem com uma placa de aviso imaginária com os dizeres "Eu sou MELHOR que você." E nunca é verdade, já que todas essas escolhas similares acabam por criar uma enorme massa homogênia de consumistas entediantes e entediados.

 

Assim no Brasil uma pessoa com estilo de verdade, com criatividade e caráter pra se vestir da maneira que melhor interpreta seus interesses e estado de espírito, vira uma em um milhão.

 

 

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todo bairro classe média brasileiro tem um grupinho de "estilosas" como esse.

 

 

 

 

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um encontro de "blogueiras" fashion brasileiras

 

 

A classe média britânica também sofre do mesmo problema de insegurança que a brasileira hoje em dia, e por isso vemos por aqui também muito mais mediocridade do que originalidade, em termos de moda. Consume-se demais, do mesmo, e cria-se de menos. Nessa era de internet e informação ampla, de redes sociais e bordas entre países praticamente invisíveis, todo mundo está mais preocupado em ser aceito pelo establishment (ganhar aquele "LIKE" no facebook é essencial), do que ficar alienado por ser verdadeiramente original. O mais interessante é que exatamente o fato de se ser alienado, rejeitado, mal-visto, ignorado, são fatores que mais contribuem pra gerar talentos e ícones, já que tornando-se diferente é a maneira mais rápida de se fugir do julgamento social.

 

E essa é a diferença entre uma nação e outra: ser diferente e original é algo a ser celebrado na Inglaterra. No Brasil, é motivo pra ser ridicularizado.

 

Luella resume bem em uma frase aquilo que falta a todos nós medianos: ter classe - ou ser cool - está diretamente ligado com a falta de preocupação e esforço que se faz por obtê-los. Como ela diz na página 301, "Individualidade é o que importa no fim das contas. Caráter (no sentido de personalidade) sempre supera classe social. Na Inglaterra, pode-se conseguir qualquer coisa desde que se tenha um personalidade, um personagem extremamente único, e facilmente identificável, quaisquer que sejam as raízes sociais. Ser lúdico, irreverente, notável, são mantras úteis."  

 

 

TO BE CONTINUED... (no próximo post, a diferença GRITANTE entre os símbolos de status sociais entre o Brasil e a Inglaterra).

 

 Thais Mendes (glittah)
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Depois da Lady Gaga...
22.11.10 18:004 comentários

 

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So. YEAH. Pois parece que nenhuma cantora pop aspirante a mega-star que queria um minuto de atenção da geração Y - a.k.a. a geração mais desatenta da história EVER -  pode pensar em subir num palco sem usar a Lady Gaga como referência féshion. Ou a Cher, se você quiser ter mais substância.

 

Vejamos: de uns tempos pra cá apareceu a Ke$ha (acima e abaixo), que adora um neonzão e pintar a cara

(e no finde apareceu no American Music Awards com tachinhas na sobrancelha).

 

 

 

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E lançando álbum essa semana aqui no UK, tem a Nicki Minaj, que colaborou com tudo que e' big name do hip hop, de Will.i.am a Lil Wayne. Assim como as outras (incluindo Rihanna, Beyonça e etc), ela também adora (ou começou agora a adorar) um estilista maluquenho em começo de carreira e usar cores do arco-íris na cabeça.

 

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e por fim, lançando o single feminista (ou lesbico) "DO IT LIKE A DUDE" direto dos guetos de East London, a nossa querida Jessie J. A atitude é punkete, mas o estilo, por enquanto, é menos maluquete: cabelo chanel-meio-katie-perrie + dourado hiphop + maquiagem forte.

 

 

 

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todo mundo mutcho macho, e cheia das atitudes boludas. Agora, se vc me perguntar sobre a música, vou responder a mesma coisa que eu costumava dizer em relação á Gaga:

 

WHO CARES?

 

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 Thais Mendes (glittah)
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Curvas e Sorrisos
12.03.10 10:005 comentários

Se existe um lugar no mundo onde pessoas interessadas em tendências devem olhar, esse lugar e' Paris durante a semana de moda. Não há lugar no mundo onde todos os aspectos relacionados a ela são levados mais a sério em termos COMERCIAIS, e assim o que for eleito como aceitável ali, será aceito ao redor do mundo.

 

Assim, como eu havia previsto na retrospectiva de dezembro, a MULHER COMO ELA É está de volta no mundo aristocrático da high-fashion. Ou como disse style.com, "isso e' moda que até HOMEM HETERO vai entender."

 

Então, homens desse mundo, celebrem O RETORNO DAS CURVAS, e agradeçam Marc Jacobs e Louis Vuitton por decretarem tal lei. Agradeçam a eles também (e outros designers que também pularam no vagão rapidim) por botar no casting as anjas brazucas da Victoria Secret's Alessandra Ambrósio e Ana Beatriz Barros, além da modelo curvilínia do momento, Lara Stone, que não podia faltar dejeitonenhum.

 

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E o mais surpreendente de tudo: o retorno do sorriso! Sabe aquelas imagens de desfiles de 30, 40 anos atrás, quando a modelo tinha que parecer GRACIOSA,  e não um robô temperamental? Pois Stella McCartney e de novo Louis Vuitton PERMITIRAM aquilo que em inglês chama-se de SMIRK - ou o sorrisenho debochado que fez de George Bush sinônimo da palavra. Okay, nada gracioso, mas um avanço imenso na civilização alienígena que é esse mondo da moda, huh?

 

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Posso Copiar Seu Guarda-Roupa, Por Favor
08.03.10 21:308 comentários

 

 

 

Estamos todos cansados de saber que moda e música andam de braço dado desde que o mundo é mundo, e já faz um tempinho que poderosos do mundo corporativo entenderam que unir os dois rende mais do que um trocadinho extra. Lily Allen ensaiou uma colaboração com a marca high-street New Look lá em 2006, Beth Ditto enlouqueceu com paetês e lycra ano passado pra uncool Evans, Lovefoxxx fez as estampas e acessórios da última coleção da Triton... e até os bad boys do selo francês Ed Banger Records tem sua linha de camisetas (depois daquele vídeo bafo do Justice - acima - não tinha como não ter.) 

 

Mas vamos e venhamos, tá fraco isso ( e nem vou comentar as colaborações FORTES de *artistas* como Avril Lavigne e ... Fall Out Boy.) Sendo assim, a gente resolveu compilar uma listinha de 11 artistas estilosos entre novos e velharias que, se não tivessem coisa melhor pra fazer, como, sei lá, MÚSICA, poderiam fazer um extra-cash emprestando seus guarda-roupas pra serem copiados.

 

 

1- Pete Doherty

 

Falem o que quiser do moço, mas ninguém faz a linha Young Tom Waits Britânico como ele. Eleito por Hedi Slimane, ex-cabeça da Dior Homme e hoje fotógrafo rock'n'roll e CHIC, como um "homem de relevância", Doherty marcou seu espaço no sub-consciente fashion sem fazer muito esforço (além de cortejar Kate Moss.) Meninos indies do mundo inteiro comprariam sua coleção de skinny blazers, jaquetas militares e chapéus. 

 

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2- Natasha Khan, a Bat For Lashes

 

Depois de tanto anos 80 - ombreiras, lycra, neon, and the like - permeando a moda nas últimas estações, o lado esvoaçante e despreocupado dos anos 70 estão a beira de, sim, OUTRO revival. Natasha e seu estilo semi-Woodstock, cheio de cocares e arranjos de cabeça, daria todo um sentido concreto a penas, paetês, e glitter que nem a escola de samba Porto da Pedra conseguiria imaginar em seus sonhos mais hippies.

 

 

 

 

 

 

 

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3- MGMT

 

Falando em, ahm, neo-hippies, são poucos os músicos do sexo masculino que conseguem se libertar no quesito figurino sem medo de parecer um membro do Scissor Sisters - e os moços do MGMTtem atingido tal façanha com grande êxito até agora. É de se imaginar o que seria uma colaboração sartorial com a dupla - uma coleção inteira sem botões na parte de cima, certamente (ou completamente sem camisas).

 


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4- Florence

 

Florence e' a rainha do vintage e suas escolhas de looks, tanto em cima quanto fora dos palcos, são típicos do jeito britânico de se vestir: idiossincrático, sexy e ligeiramente desalinhado. Se algum dia a Topshop precisar substituir Kate Moss, Florence seria uma séria candidata.

 

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5 - Daft Punk

 

Okay. Eu tinha que colocar na lista algum artista do mundo eletrônico, e depois de quebrar a cabeça atrás de DJS com uma identidade visual forte, não veio ninguém que merecesse entrar na lista (sugestões, por favor, fique a vontade nos comentários). Eles não são DJs (ou nem humanos, talvez), mas não há como não associar o look BIKER CHIC DO FUTURO sem pensar nos reis do capacete metálico. Imagine a linha incrível de jaquetas de couro em cores do outro mundo que não renderia uma colaboração com eles? Kanye West, presta atenção.

 

 


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6 -Courtney Love

 

Ela erra mais do que acerta, e costumava acertar muito mais nos anos 90, mas não tem como a rainha do grunge não exalar uma aura cool com sua mistura de lingeries e camisolas com couro e jeans rasgados. Fã de Rick Owens e Helmut Lang, Courtney so' tem fama de desmiolada - em fashion, ela sabe bem como separar o joio do trigo.

 

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7- Patti Smith

 

Isso é pura utopia, afinal, Patti JAMAIS dedicaria horas preciosas do seu tempo pra pensar em roupas - quando poderia estar escrevendo outro poema baseado na conexão entre o movimento barroco e a teoria da semiótica em letras de músicas neo-punk. Mas por sintetizar com tanta maestria a estética andrógina sem a menor intenção, é impossível não fantasiar com o resultado fantástico que uma linha de camisetas e jeans podrinhos teriam em mãos tão poéticas.

 

 

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8 - Debbie Harry

 

Debbie tem sido TÃO, mas TÃO copiada nos últimos anos por garotas indies do mundo todo que se ela fosse pedir um centavo pra cada uma que surrupiou o look óculos Wayfarer + cabelo desgrenhado e descolorido + batom, ela estaria agora afogada em moedas. Pra ser sincera, acho que a Ray-Ban devia colocar Debbie na sua folha de pagamento pro resto da vida por décadas de marketing gratuito servidos a marca.

 

 

 

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9 - Bjork

 

Well, preciso explicar? Apesar de que, em termos comerciais, seria complicado pensar em versões aguadas de QUALQUER coisa que Bjork tenha usado nessa vida (imagine aquele vestido de cisne transformado numa... estampa de cisne. Perderia toda a graça). Se McQueen tivesse vivo, quem sabe ele não encontraria a solução pra unir o excentrismo da cantora ao consumismo desenfreado que nos assola? Pena.

 

 

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 10 - David Bowie

 

DUH. Esse eu não vou perder meu tempo explicando. Just obvious in every way.

 

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11 - Grace Jones.

 

Ah. Chapéus e maquiagem. Done.

 

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(PS: não, não vou incluir nessa lista a Lady Gaga. Não dessa vez.)

 

 

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 Thais Mendes (glittah)
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Mais Estilo Menos Cash
11.10.09 08:05Deixe seu comentário

Já faz uns bons três anos que os blogs de moda tem gerado uma lenta revolução fashion. A ascensão dos DIYs e as corridas pra descobrir tesouros em lojas de caridade, guarda-roupa de avós e pontas de estoque tem provado que pra ser estiloso, é mais importante ter criatividade do que marcas famosas no closet e uma conta bancária pra combinar.

 

Tudo muito divertido e proveitoso - e fora do radar. Até a VOGUE UK fazer uma edição inteira falando do assunto, mostrando que estamos sim no meio de uma mudança permanente, e pra melhor. Nesse caso, foi uma ampliação da seção More Dash Than Cash, que ensina as leitoras a criar looks tão sofisticados quanto os editoriais da revista por preços irrisórios.

 

More Dash Than Cash não é um seção nova. Criada em 1974, foi uma maneira de democratizar a moda pra quem tinha "paixão por champagne e orçamento de cerveja". Essa seção rodou na revista até 88, voltando brevemente entre 91 e 94, pra desaparecer na mesma época que a moda passava por um dos seus momentos mais chatos.

 

Esse ano, depois do fantasma da recessão econômica fazer o comércio britânico entrar em pânico, a revista ressucitou as páginas de novo.E foi uma ótima estratégia: mesmo com analistas prevendo que o aumento do desemprego afetaria imensamente as indústrias do entretenimento e de consumismo supostamente "supérfluo" (viagens, cosmésticos, roupas, etc) ao contrário do previsto, moda tem sido uma das poucas indulgências que o público feminino têm alimentado constantemente. Um resultado talvez do surgimento da fast-fashion - roupas inspiradas nas passarelas a preço de banana- e do acesso a informação que a internet promove. Falta de grana hoje em dia não significa necessariamente se vestir mal.

 

Já tava mais do que na hora. Enquanto as outras grandes publicações de moda continuam tentando empurrar vestidos e casacos com preços que só a Beyonce consegue pagar (e pelo visto a Wanessa Camargo também), pouco tem se falado de atingir looks parecidos sem quebrar o banco. Ainda bem que a editora Alexandra Schulman, a versão pé-no-chão de Anna Wintour, tem mantido o espírito de mudança (esse ano ela escreveu pra estilistas pedindo que fizessem samples de roupas maiores, numa tentativa de desencorajar a imagem anoréxica das modelos), e essa edição de novembro certamente vai impulsionar transformações significativas na mídia fashion (ou assim esperamos).

 

O mais legal foi esse editorial, fotografado pelo já lendário Tim Walker: todas as roupas de "alta-costura" foram criadas a partir de objetos encontrados em lojinhas de materiais domésticos, de luvas de borrachas a pano de pratos, de sacos plásticos a bolas de algodão. Se isso vai inspirar toda uma leva de meninas a incorporar o esfregão no guarda-roupa, não sei. Mas que de repente a cozinha e a área de serviço passaram a ser muito mais interessantes, ah, isso com certeza. :)

 

 

 Thais Mendes (glittah)
Thais Mendes (glittah) (glittah @ gmail.com)
I love you honey, I think you're a terrific girl, but you have clothes like a f•ckin' d•ckhead.