Se existe um lugar no mundo onde pessoas interessadas em tendências devem olhar, esse lugar e' Paris durante a semana de moda. Não há lugar no mundo onde todos os aspectos relacionados a ela são levados mais a sério em termos COMERCIAIS, e assim o que for eleito como aceitável ali, será aceito ao redor do mundo.
Assim, como eu havia previsto na retrospectiva de dezembro, a MULHER COMO ELA É está de volta no mundo aristocrático da high-fashion. Ou como disse style.com, "isso e' moda que até HOMEM HETERO vai entender."
Então, homens desse mundo, celebrem O RETORNO DAS CURVAS, e agradeçam Marc Jacobs e Louis Vuitton por decretarem tal lei. Agradeçam a eles também (e outros designers que também pularam no vagão rapidim) por botar no casting as anjas brazucas da Victoria Secret's Alessandra Ambrósio e Ana Beatriz Barros, além da modelo curvilínia do momento, Lara Stone, que não podia faltar dejeitonenhum.
E o mais surpreendente de tudo: o retorno do sorriso! Sabe aquelas imagens de desfiles de 30, 40 anos atrás, quando a modelo tinha que parecer GRACIOSA, e não um robô temperamental? Pois Stella McCartney e de novo Louis Vuitton PERMITIRAM aquilo que em inglês chama-se de SMIRK - ou o sorrisenho debochado que fez de George Bush sinônimo da palavra. Okay, nada gracioso, mas um avanço imenso na civilização alienígena que é esse mondo da moda, huh?
Estamos todos cansados de saber que moda e música andam de braço dado desde que o mundo é mundo, e já faz um tempinho que poderosos do mundo corporativo entenderam que unir os dois rende mais do que um trocadinho extra. Lily Allen ensaiou uma colaboração com a marca high-street New Look lá em 2006, Beth Ditto enlouqueceu com paetês e lycra ano passado pra uncool Evans, Lovefoxxx fez as estampas e acessórios da última coleção da Triton... e até os bad boys do selo francês Ed Banger Records tem sua linha de camisetas (depois daquele vídeo bafo do Justice - acima - não tinha como não ter.)
Mas vamos e venhamos, tá fraco isso ( e nem vou comentar as colaborações FORTES de *artistas* como Avril Lavigne e ... Fall Out Boy.) Sendo assim, a gente resolveu compilar uma listinha de 11 artistas estilosos entre novos e velharias que, se não tivessem coisa melhor pra fazer, como, sei lá, MÚSICA, poderiam fazer um extra-cash emprestando seus guarda-roupas pra serem copiados.
1- Pete Doherty
Falem o que quiser do moço, mas ninguém faz a linha Young Tom Waits Britânico como ele. Eleito por Hedi Slimane, ex-cabeça da Dior Homme e hoje fotógrafo rock'n'roll e CHIC, como um "homem de relevância", Doherty marcou seu espaço no sub-consciente fashion sem fazer muito esforço (além de cortejar Kate Moss.) Meninos indies do mundo inteiro comprariam sua coleção de skinny blazers, jaquetas militares e chapéus.
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2- Natasha Khan, a Bat For Lashes
Depois de tanto anos 80 - ombreiras, lycra, neon, and the like - permeando a moda nas últimas estações, o lado esvoaçante e despreocupado dos anos 70 estão a beira de, sim, OUTRO revival. Natasha e seu estilo semi-Woodstock, cheio de cocares e arranjos de cabeça, daria todo um sentido concreto a penas, paetês, e glitter que nem a escola de samba Porto da Pedra conseguiria imaginar em seus sonhos mais hippies.

3- MGMT
Falando em, ahm, neo-hippies, são poucos os músicos do sexo masculino que conseguem se libertar no quesito figurino sem medo de parecer um membro do Scissor Sisters - e os moços do MGMTtem atingido tal façanha com grande êxito até agora. É de se imaginar o que seria uma colaboração sartorial com a dupla - uma coleção inteira sem botões na parte de cima, certamente (ou completamente sem camisas).
4- Florence
Florence e' a rainha do vintage e suas escolhas de looks, tanto em cima quanto fora dos palcos, são típicos do jeito britânico de se vestir: idiossincrático, sexy e ligeiramente desalinhado. Se algum dia a Topshop precisar substituir Kate Moss, Florence seria uma séria candidata.
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5 - Daft Punk
Okay. Eu tinha que colocar na lista algum artista do mundo eletrônico, e depois de quebrar a cabeça atrás de DJS com uma identidade visual forte, não veio ninguém que merecesse entrar na lista (sugestões, por favor, fique a vontade nos comentários). Eles não são DJs (ou nem humanos, talvez), mas não há como não associar o look BIKER CHIC DO FUTURO sem pensar nos reis do capacete metálico. Imagine a linha incrível de jaquetas de couro em cores do outro mundo que não renderia uma colaboração com eles? Kanye West, presta atenção.
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6 -Courtney Love
Ela erra mais do que acerta, e costumava acertar muito mais nos anos 90, mas não tem como a rainha do grunge não exalar uma aura cool com sua mistura de lingeries e camisolas com couro e jeans rasgados. Fã de Rick Owens e Helmut Lang, Courtney so' tem fama de desmiolada - em fashion, ela sabe bem como separar o joio do trigo.

7- Patti Smith
Isso é pura utopia, afinal, Patti JAMAIS dedicaria horas preciosas do seu tempo pra pensar em roupas - quando poderia estar escrevendo outro poema baseado na conexão entre o movimento barroco e a teoria da semiótica em letras de músicas neo-punk. Mas por sintetizar com tanta maestria a estética andrógina sem a menor intenção, é impossível não fantasiar com o resultado fantástico que uma linha de camisetas e jeans podrinhos teriam em mãos tão poéticas.
8 - Debbie Harry
Debbie tem sido TÃO, mas TÃO copiada nos últimos anos por garotas indies do mundo todo que se ela fosse pedir um centavo pra cada uma que surrupiou o look óculos Wayfarer + cabelo desgrenhado e descolorido + batom, ela estaria agora afogada em moedas. Pra ser sincera, acho que a Ray-Ban devia colocar Debbie na sua folha de pagamento pro resto da vida por décadas de marketing gratuito servidos a marca.
9 - Bjork
Well, preciso explicar? Apesar de que, em termos comerciais, seria complicado pensar em versões aguadas de QUALQUER coisa que Bjork tenha usado nessa vida (imagine aquele vestido de cisne transformado numa... estampa de cisne. Perderia toda a graça). Se McQueen tivesse vivo, quem sabe ele não encontraria a solução pra unir o excentrismo da cantora ao consumismo desenfreado que nos assola? Pena.
10 - David Bowie
DUH. Esse eu não vou perder meu tempo explicando. Just obvious in every way.

11 - Grace Jones.
Ah. Chapéus e maquiagem. Done.
(PS: não, não vou incluir nessa lista a Lady Gaga. Não dessa vez.)
Eu sempre tento fazer tudo ao mesmo tempo, mas na grande, overwhelming maioria das vezes, obviamente não consigo. Quando eu consigo terminar alguma coisa, normalmente demora mais do que o devido - e nessa era de twitter e informação a jato, isso é praticamente UM PECADO digno de se queimar no fogo do inferno. Oh well.
Assim, minha tentativa de documentar o agito e burburinho acontecendo durante a London Fashion Week AO MESMO TEMPO que eu produzia o show do Basso & Brooke acabou ficando no primeiro dia, né? Como o show era no quinto dia, tudo o que rolou no meio passou praticamente batido (mas nada que não tenha sido documentado a exaustão, anyway). Então, enquanto eu corria de um lado pro outro e não dormia, fui fazendo um mini-photo-diary do casting e backstage no meu celular.
então here you go: estou postando as Fotos pequenas pra não traVar a conexão de ninguém (Brasil, né?), mas só clicar na foto que dá pra ver ela maior.
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A primeira arara de roupas, fresquinhas, ainda no QG Basso & Brooke.
Bruno Basso, o sultão do reino das estampas digitais. :P
O sultão experimenta novas maneiras de exibir suas criações.
James Kaliardos, mestre maquiador da L'oreal, registra mais uma obra-prima.
A make-up do show, em tons de "deserto".
"Escolhas, escolhas, escolhas...."
"Great. Can you give us a walk, darling?"
Larissa, mega-assistente, mostra serviço.
As, as ankle boots. Obra-prima de Julia Finsk.
Essa é a MINHA cara.
"Tudo posso naquele que me fortalece." Essa é da modelo brazuca Viviane Orth, que encerrou o show.
Muita informação deixa a top Tao Okamoto meio confusa...
Um dos looks do show, baseado no Uzbequistão.
Allan experimenta o cabelo gráfico do show na Larissa.
Coque quadrado, tá?
E as modelos entram e saem, cada uma com um sapato mais absurdo. Essas botas são Viv Westwood...
... e essa peludinhas são Nina Ricci.
E essa, ai, Givenchy. I die.
Bruno e uma de suas criações na entrada da tenda principal da LFW.
Tudo bonitinho esperando as modelos chegarem.
Fabiana, outra top brasileira, finge que tá acordada.
Timoxa, já não consegue disarçar.
E o drama começa...
continua...
mas antes, o show em SI.
ENJOY.
BASSO & BROOKE AW 2010 - LONDON FASHION WEEK from Esquire on Vimeo.
Resolvi fazer um espécie de diárinho fotográfico enquanto está rolando a London Fashion Week pra vocês, queridos leitores do rraurl. Blogar da maneira que eu normalmente faço, cheio de palavreados, vai ficar completamente impossível, mas acho que sempre sobra um minutim pra botar fotos (que e' a parte legal néam? who cares about words these days...)
Então, Primeiro Dia de LFW!
Povo de East London se lanca na montaria pra entrar nos shows. O melhor dia foi o chapéu do moço de preto. Demorei HORAS pra reparar o que era. Excelente.
Entrada da tenda principal. Londres tá mesmo virando a capital das estampas digitais!
Tá uma onda de pintar o cabelo de cinza e cores de SORBET, tudo meio apagado. Acho interessante.
Essa bota da NIna Dolcetti, apresentado na Estethica, a mostra de designers éticos,prova que material reciclado também é sexy. MUITO sexy.
Tricotar nunca foi tão COOL. Essas duas figuras estavam assim, lindas, no meio da agitação toda.
Essa é a Lady Gaga de East London, colega de sala da minha flatmate Aline. E ela se chama Ryhanna. E sim, isso são cabeças de barbie no ombro dela. Não deve ser nada prático colocar o casaco na hora de pegar o busão.
Modelos enroladas em chiffon e tons de SORBET (vai se acostumando...cores aguadas são tudo na vida) marcham no encerramento de Bora Aksu.
Marina Gasolina, ex- Bonde do Rolê, dá um abracinho em moi no fim do show de cabelereiro-du-jour Charlie Le Mindu.
Atmosfera ultra dark no show de Le Mindu.
Super blogger Susie Bubble aposta no bege dos pés a cabeça.
Sei que a foto ficou uma nhaca, mas e' so' pra constar que David Koma, o designer favorito das stars do momento que vai de Beyonça a Cheryl Cole, mostrou que zíperes podem ter funções mais interessantes.
Mais atmosfera DARK no show de James Hock. A trilha sonora desse show me deixou seriamente perturbada, cheia de risadas macabras e barulhos diabólicos. :/
A parede memorial de Alexander McQueen dentro da tenda principal. Podia ser maior né? Já tava cheia no primeiro dia.
Abertura de Bora Aksu.
Hilary Alexander, peso-pesado da indústria, correspondente do Daily Telegraph, procura direções pro próximo show.
E eu, no final do dia, acabadjinha, vestindo top Basso & Brooke.
continua...
Hoje a London Fashion Week deu seu primeiro pontapé em direção a um futuro inverno fashion (sorry, essa foi horrível... tô cansada), mas antes de eu me jogar de cabeça em falatório de estilistas e acessórios e gentchi do meio, posso fazer um resumão rápido dos melhores figurinos dessa semana de Carnaval e Brit Awards? Por que ultimamente o povo da moda tem andado TANTO de braço dado com o povo da música que dá gosto de ver. Principalmente no Brasil e no Reino Unido.
Então, obviamente eu não pulei Carnaval esse ano (aliás, eu não lembro a última vez que eu fiz tal coisa), mas graças as maravilhas tecnológicas de live video streaming, hoje em dia da' pra dar uma espiada na Globo entre um episódio de Mad Men ou outro. E antes de eu cair no sono na segunda, foram boas as surpresas fashion que apareceram na tela sofrida do meu Mac, quase tudo mérito da Porto da Pedra:
Geisy de Arruda LENDA vestindo uma versão monárquica DAQUELE vestidinho polêmico (que até hoje eu não entendo por que diabos aquele vestido causou TANTO alvoroço... alguém explica?)
As caveiras de Herchcovitch avançando no Sambódromo como um exército apocalíptico de...Alexander McQueen (é dele a influência, né não?).
Marília Pêra também LENDA (gente, restylene e botox é o novo hidratante das atrizes brasileiras hein? Que inveja) de Coco Chanel, pérolas e tudo (será que a bolsa é verdadeira?)
Eu não sei explicar direito o que é essa ala, mas achei que o conjunto visual da mensagem na ... o que é isso, uma bata? teve impacto bonito. Apesar de que se você parar pra pensar mesmo, "comer e beber roupa" pode resultar em distúrbios alimentares, e já basta esse meio da moda ser todo paranóico com peso... :P
Eliana (olha o restylene aí de novo minha gente) nem foi atrás de fantasia e optou instead por um look arara da hilária Neon. Fiquei doida imaginando como ficaria nela o look elefante ou o coruja do inverno 2010, nas fotos abaixo.
E Claudia Leite em Salvador, simplesmente pelo ESFORÇO que deve ter sido vestir um look desse, preso até o rabo de cavalo. Imagine a sessão que não deve ser ir no banheiro?
Agora, mais perto de casa, na terça-feira tive também ótimos momentos enquanto assistia ao Brit Awards - uma espécie de VMAs britânico menos engraçado, mas com quase tanto apelo fashion quanto o Carnaval.
E claro, VOCÊS ACHAM QUE EU IA DEIXAR ELA DE FORA? Dame of Gaga, presente em praticamente TODOS os meus posts nesse blog, destruiu mais uma vez, fazendo uma bela homenagem a McQueen.
Lily Allen fez várias APARIÇÕES (não há como usar outra palavra) usando uma série de perucas retiradas provavelmente do closet de Elizabeth Taylor nos anos 80. Não consigo pensar em uma explicação concreta pra ela ter escolhido tais penteados, mas de repente eu estou perdendo alguma mensagem subliminar ... ou tendência.
E Mel B das Spice Girls (leeembra dela? nada como ressucitar estrelas dasantiga quando a Beyonce tá no Brasil hein?) optou por fazer um Alice Dellal, o raspado escolhido por 9 entre 10 fashionistas em 2008 e 2009 (inclusive essa que vos fala... ainda estou amargando os longos meses que levam pra voltar a crescer).
Em uma de suas últimas entrevistas, pra super revista de moda LOVE de fevereiro 2010, Alexander McQueen disse que "quando eu morrer, espero que esse marca continue. Em uma nave espacial. Voando pra cima e pra baixo acima da Terra.” Ninguém imaginava que tal incidente aconteceria tão cedo, dias depois da publicação da revista. Pra alguém vivendo o topo de uma trajetória tão monumental, foi mais do que um choque – foi uma perda irreparável pro mundo da moda.
Os shows de Lee McQueen (Lee era seu nome verdadeiro - Alexander foi ‘inventado’ por sua descobridora, melhor amiga e também tragicamente falecida Isabella Blow, por ter um ar mais aristocrático) era daqueles que qualquer estudante de moda daria um braço pra assistir ao vivo. Mais do que um desfile de roupas, McQueen armava espetáculos mágicos onde as peças eram apenas o canal por onde sua arte se manifestava.
Mas o maior apelo de Lee era que ele tinha conseguido uma façanha rara nesse meio: atingir sucesso comercial e artístico (hell, não há no Reino Unido quem não conheça seu nome, seja ele interessado em moda ou não) sem jamais perder o espírito de anarquismo e rebeldia que chamou a atenção da mídia no começo de sua carreira (com as famosas Bumsters Trousers que mostravam o “cofrinho” de tão baixas). Filho de um taxista que foi parar no universo nobre das maisons parisienses, ele era o Hooligan da moda internacional, um garoto safado produzindo alta-costura – o resumo do espírito Britânico, tradicional e revolucionário, de fazer as coisas.
São vários os momentos que entraram pra história da moda contemporânea: suas passarelas já pegaram fogo, tempestades de chuva e neve, já se transformaram num manicômio em forma de uma caixa espelhada cheia de mariposas, já tiveram robôs borrifando tintas em seus vestido e modelos dançando coreografias ao mesmo tempo engraçadas, atrevidas e muito sexy. Cada coleção carregava uma energia que era típica McQueen, emoção em estado puro apresentadas em cortes e estampas extraordinárias – resultado de anos de técnica apuradíssimas com os alfaiates londrinos de Saville Row.
Agora, só nos resta olhar pra trás e manter o espírito vivo. McQueen vai fazer muita falta porque, nesse meio cruel da moda, são raros aqueles que conseguem unir talento, rebeldia e visão artística de uma maneira tão homogênea e completa como ele fazia.
Abaixo vai alguns dos melhores momentos do gênio – mais o tributo que Lady Gaga, a mais recente musa não oficial de McQueen, fez ontem no Brit Awards.

Esse blog está oficialmente de luto.
Um dos maiores gênios da moda britânica foi encontrado morto as 10 da manhã aqui em Londres, em seu apartamento, aparentemente enforcado.
Alexander McQueen, aos 40 anos, estava no topo de sua carreira e deixou pra trás um enorme legado fashion. Foram inúmeros os momentos de criatividade extraordinária e maestria fashion deixados ao caminho de uma trajetória brilhante e inspiradora.
Uma perda insubstituível. Faremos uma restrospectiva do gênio em breve - por enquanto, deixo o holograma de Kate Moss, desaparecendo como um fantasma no show de outono/inverno 2006, falar por si mesmo.
R.I.P, Lee.
Ai ai ai. Faz tempo que eu não dou as caras por aqui, huh?
E um mês no calendário fashion é algo como, let's see, 1 ano-luz no calendário mortal. Foi o Natal, o Ano-novo, Janeiro inteiro e com eles o Rio Fashion, São Paulo Fashion Week, as coleções Resort ou pré-Outono, a Alta-Costura na França e as coleções masculinas em Milão. AJA CAPACIDADE MENTAL pra tanta informação sartorial hein? E mal vai dar pra respirar, porque esse fim de semana já começa a New York Fashion Week, dando a largada a um mês interminável de desfiles em Londres, Paris e Milão... phew!
Mas obviamente no Brasil ninguém vai estar nem aí pra roupas (até porque ouvi falar que tá fazendo um calor EGÍPCIO por aí), porque é nesse finde também que se dá início ao abuso-hedonístico-sequencial-sem-culpa (merece itálico, negrito e sublinhado) ou aquela atividade mais tradicionalmente conhecida como Carnaval. E você já pensou... com que roupa você vai?
"WHO CARES?", você me responde, calculando que altas tempreraturas + uma semana de festa = pele á mostra². Mas eu retruco "calma lá meu querido", porque, believe it or not, moda tá TÃO na moda esses tempos que até virou tema de samba-enredo.
Como ninguém pensou nisso antes vai além das minhas próprias sinapses, mas esse ano a escola de samba Porto da Pedra pensou tanto com que roupa ir que resolveu dedicar um desfile inteiro a história fashion - com direito a figurinos bafíssimos criados por ninguém menos que os todo-poderosos da moda brazuca Alexandre Herchcovitch, Lino Villaventura, e Oskar Metsavath aka Mr Osklen. As fotos já saíram num editorial fantástico da revista Mag! mês passado, e o styling é tão bom que se ninguém tivesse me explicado que tais criações são fantasias de carnaval, eu aceitaria sem pestanejar que elas saíram do projeto final de algum formando da Central Saint Martins (e estariam em breve a caminho do guarda-roupa de Lady Gaga...ou Bat For Lashes, if you know what I mean).
F-A-N-T-A-BO-L-O-U-S, não? Mais ainda é a sinopse publicada no site da escola, onde se lê a seguinte pérola:
"Quando falamos em moda na pré-história a primeira imagem que nos vem à mente são os Flintstones, que nos leva a fantasiar que naquela época tudo era “fashion”, divertido."
Ah, brilhante.
Se você, ó querido fashion fan, estiver como eu bodeado em casa (ou de ressaca) na segunda que vem as 10 da noite e não se deixar afetar pelo fato de que Max Fivelinha estará representando um Luís XIV versão drag no carro BARROCO (decorado com páginas de EDITORIAIS - how genius is THAT), então esse desfile vai ser um ótimo entretenimento. E um break do excesso de silicone que certamente vai dominar a sua televisão nos dias que seguem.
Divirtam-se por mim.

































