De resto a produção estava respeitável: Bom soundsystem nos 3 ambientes. Luz de pista naquele estilo leds, Muti Randolph. Rolava também uma decoração temática no esquema London Squat Party. A festa foi realizada em galpões, do lado de fora deles tinham projeções e grafitis. E Tinha água de graça, além de alguns quitutes como mini hot-dogs, uma boa idéia.
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James Murphy & Pat Mahoney – Aqueeeeela onda disco-house de sempre, muitos vinis e carisma de sobra. A parte técnica não é muito afiada e o repertório é bem interessante. A lance inusitadao do set foi a queda de um dos dutos do ar condicionado em cima de uma das pick-ups. Um pedaço do duto do ar despencou lá do alto do galpão exatamente em cima de uma das pick-ups, que estava tocando na hora. Depois do estrondo nos ouvidos, Mahoney pegou a peça, riu, e tacou pra galera que ficou jogando para o alto como se fosse uma bola gigante num show de rock.
Renato Cohen, Gil Barbara, e Renato Ratier.
Yacht - Não estava ligado nos caras, e ainda não estou. Do que vi não gostei. Meia hora foi suficiente para não despertar meu interesse em saber mais sobre eles.
Joe Goddard - Também não me agradou, som muito barulhento. Não rolou um clima. E o som muito alto da pista 2 atrapalhou todos os artistas nesse sentido.
John Tejada – Muito concentrado, tocou um techno deep. Muito climão, baixos gordos, e hipnose. Dá pra dizer que ele fez o set com pelo menos 80% de vinis. Classe.
Derrick Carter – Como já tive a oportunidade de assistí-lo outras vezes, dei preferência para o Tejada que tocava no mesmo horário. No pouco que asssiti tenho certeza que ele não decepcionou. Sua mega onda house 4x4 foi super pra cima como sempre. Muita animação e muitos cds. Dá pra dizer que foi o DJ que mais levantou a pista. Não ouvi o Move D e nem o Mau Mau.
Joe Goddard com mais alguém (?), John Tejada, e Derrick Carter
fotos e vídeos: João Fernando Carino
2008 foi um ano feliz para a DFA: com bons lançamentos de Syclops, Free Blood, Mock & Toof, Juan Maclean e, especialmente, HERCULES & LOVE AFFAIR, o selo nova-iorquino não saiu da pauta musical.
E 2009? Os primeiros sinais mostram que a "stoned disco", aqueles grooves chapados e lânguidos, continuarão com bom espaço no catálogo do selo.
A prova é o primeiro single do ano, "King of the Witches", do Capracara, que dá pra ouvir aqui. Tem a versão original, com beats crispados e synths nebulosos, e um remix dos ótimos Rub`n`Tug, que levam o groove para tomar um pouco de sol no jardim.
O Capracara é um londrino que há três anos lançou um single acid house retrô pela Soul Jazz chamado "Flashback 86". É bem legal!
Logo mais rola pela DFA também o primeiro segundo álbum da dupla Yacht, See Mystery Lights, que já é meio disco meio pós-punk.
O primeiro single deles pela DFA saiu o ano passado. Aí embaixo tem o clipe. Fácil ver o que James Murphy viu neles. A música tem aquele groove de funk cinzento com percussão cowbell que poderia facilmente estar numa faixa do LCD Soundsystem.
Yacht - Summer Song
Hum... sem querer ser chato, mas, quando sai mais coisa do Hercules?




