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[.::musicness::.] Download para os saudosistas do Vinil
30.03.11 19:441 comentário

O vinil perdeu espaço para os incontáveis e sempre polêmicos novos formatos, mas segue bem vivo pra muita gente. Em uma entrevistas recente que fiz com Michael Mayer (do selo Kompakt), ele disse que as vendas dos 12" estão em alta na Europa. Vários DJs saudosistas ainda usam vinis em suas apresentações e com o passar do tempo o charme deles parece aumentar.

 

Assim, o set aí de baixo é especialmente dedicado aos amantes do Vinil: é do DJ inglês Paul Woolford e foi gravado ao vivo no clube Berghain (Berlim). Além de ouvir, dá pra baixar! Enjoy:

 

 

 

Paul Woolford Planet E @ Berghain / Vinyl-only / 4/3/2011 by Paul Woolford

 

 

João Anzolin
João Anzolin (joaoanzolin @ hotmail.com)
twitter.com/joaoanzolin
[Molotov21] Assista aqui a Vynil Lovers
04.11.09 18:242 comentários

A eterna questão sobre o futuro do vinil - se é que ele existe - está mais uma vez em debate no curtíssimo documentário do jovem diretor inglês Jack Somerville.

 

Vynil Lovers é dinâmico, envolvente e divertido. Com sua ágil estética de edição como maior característica, o curta pretende nos mostrar diferentes pontos de vista sobre a boa e velha bolacha, sejam eles nostálgicos, mixáveis ou até plásticos.

 

Vale ver!

 

 

 

Felipe Tiradentes
Felipe Tiradentes (felipe @ molotov21.com)
We drop bass in your face, b-b-bass in your face
[.::musicness::.] Docmania - Saudades da Nuvem Nove
20.10.09 16:352 comentários

Vamos falar de documentários?


Numa realidade onde todo e qualquer assunto tem sido esmiuçado pela mídia, um dos meus passatempos prediletos é assistir a documentários. E novos lançamentos na área são o que não faltam... Desde aqueles biográficos que contam a vida de artistas, músicos e até políticos (sobre o Lula,por exemplo, existem dois docs), tem os científicos que todo mundo já assistiu um dia nem que fosse de passagem pelos canais da TV a até aqueles que serão o assunto principal desta sessão: os documentários musicais ou que envolvem áreas afins.

 

Saudades da Nuvem Nove

 

Essa é pra quem adora fuçar sebos atrás de discos e cds como este que vos escreve. A Nuvem Nove foi uma das mais procuradas e concorridas lojas de discos novos e usados de SP e que, depois de 17 anos de atividade na área, fechou sua área musical em 2008.

 

Filmado e editado por Paulo Beto do blog Mundo Estranho de PB, esta versão é a estendida, e num futuro próximo, uma edição mais enxuta e com abertura e mais detalhes nos créditos. Cada parte tem aproximadamente 50 min e foi filmado e postado em 2008.

 

Quem pontua o documentário é o proprietário José Carlos, que pelo histórico todo, era a cara e o cara do lugar. Mas à medida que o tempo avança, clientes, personagens e o próprio staff dão depoimentos apaixonados e muitas vezes engraçados sobre o dia-a-dia da Nuvem Nove. Fica claro que o local, muito além de ser um ponto comercial, era um ponto de encontro de pessoas apaixonadas pelos mais variados gêneros de música. Paixão esta que torna-se obsessão para alguns como da vez de um japonês que entrou um dia às 10 da manhã e saiu às 7 da noite sem ir ao banheiro, comer ou beber nada, só destrinchando todas as prateleiras de discos. Ou outro cliente que falava com as capas dos vinis e cds. 

 

Ponto de referência entre jornalistas e músicos, Fábio Massari e Marcelo Nova, além de vários profissionais dessas áreas, contam sobre a importância da loja, de como acabaram indo parar lá e depois se tornaram habitués. Impossível não lembar do filme "Alta Fidelidade" com tantos e apaixonados causos. A edição se limita a entrevistas e algumas imagens de passado via filmagens e fotos, o que acaba tornando o documentário cansativo, mas lembrem-se, este é um material bruto. A trilha passeia o tempo todo entre faixas clássicas e obscuras de rock, mpb, jazz e até de um disco onde só se ouvem gemidos... de prazer. Bizarro.

 

 

Parte 01

 

 

Parte 02

SAUDADES DA NUVEM NOVE parte 02 from paulo beto on Vimeo.

 

Mais infos:

www.nuvemnove.com.br

 

 

 

Raul Aguilera
Raul Aguilera (djraulaguilera @ gmail.com)
www.twitter.com/raulaguilera
[Bate-Estaca] Noites, nomes e tendências
10.06.09 19:404 comentários

Vamos logo à informação mais urgente: toco nesta quarta (10/6) no bar Astronete (rua Matias Aires, 183, perto da rua Augusta). A noite se chama Veneno e tocam comigo os residentes Mauricio Fleury, Peba Tropikal e Ronaldo Evangelista.

 

O set é de disco, funk e rare grooves com uma particularidade: é 100% em vinil.

 

Uau! dirão alguns. E eu digo "Uau!" mais ainda, tão imerso em discotecagens digitalizadas que tenho estado.

 

Certo dia, há muitos anos, fiquei imaginando o dia em que "vinil set" seria algo de destaque, inusitado, numa festa. Naquele tempo, vinil era a moeda corrente das cabines e CDs ainda eram vistos com reserva por muitos DJs profissionais. Todo mundo tocava "vinil set".

 

(Depois, alguns novidadeiros apareceram com um espelhinho para deslumbrar índio chamado "Final Scratch set". Que era a mesma coisa que o set de vinil só que tocado com o vinil do Final Scratch)

 

Bem, o dia que eu imaginei chegou e cá eu estou chamando o povo e dando destaque para o fato de que vai ser "vinil set". Em tempos de CDs, MP3, Ableton, Traktor, Serato, Torq e o escambau, ou seja, em tempos onde quase todo DJ é digital, "vinil set" tem um ar de coisa romântica e vintage.

 

Eu, de minha parte, senti um certo alívio de selecionar músicas para um set a partir de uma quantidade finita de opções que eu podia localizar por pistas visuais (capas, lombadas, cores) e pegar na mão e não a partir de um galáxia de gigas de MP3s.

 

Em tempo: não estou pregando uma volta ao vinil. Mas de vez em quando é bom fazer as coisas de um jeito mais simples.

 

BATE-ESTACA, A NOITE

 

Pois mal estávamos nos acostumando com o novo nome da Quebrada, Go!, e veio o aviso de que já existe uma balada na Clash com esse nome (tinha aqueles que implicavam também por Go! lembrar Vai!, mas aí eu achava que era forçar a amizade - tipo o Inferno Clube não usar esse nome pro causa do Hell's Club).

 

Bom, o fato é que a Discology de agora em diante teria que ser "versus" outra coisa. Pensei, pensei e cheguei no óbvio. Mas um óbvio excelente.

 

O subsolo agora vai se chamar Bate-Estaca. Exatamente, o nome do blog também vai ser o nome da pista-irmã da Discology. Que tal a sinerrrrgia? Eu acho ótimo. Nem preciso falar aqui do encaixe perfeito desse nome no conceito daquela pista, né?

 

Então fica assim: dia 4 de julho, Discology vs Bate-Estaca no Vegas. Quer mais perfeição na amarração? Então tome: a estreia de Bate-Estaca, a noite, será bem na noite em que iremos celebrar SEIS anos de Discology.

 

Com um belo lineup. Fique atento!

Camilo Rocha
Camilo Rocha (camilo @ rraurl.com)
Putz! Putz!
[Bate-Estaca] Arte com plástico preto
05.06.09 13:437 comentários

Vinil é tão icônico, né? E não precisa nem tocar para expressar arte.

 

A coreana Jean Shin montou essa incrível Sound Wave.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em Leaving Records, Felix Jackson Jr. retrata a mudança do formato analógico pro digital.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Já o americano McBess faz um "rio de vinil" na sua elaborada e surreal composição com influência de Walt Disney dos anos 20 (tipo o primeiro Mickey). Essa ilustração foi criada para o blog de design Kitsune Noir (não tem relação com a famosa gravadora parisiense).

 

 

 

Agradecimentos a Juliana Ferreira pelas dicas de Jean Shin e Felix Jackson e a Kleber Nakamura pelo McBess

Tags: arte, vinil, mcbess
Camilo Rocha
Camilo Rocha (camilo @ rraurl.com)
Putz! Putz!
[Todo DJ Já Sambou] Poly Som, a guerreira fábrica de vinis de Belford Roxo, vai voltar à ativa
13.02.09 17:278 comentários

 

Olha que notícia boa pra esta sexta-feira cinzenta: a única fábrica de vinis do Brasil, a Poly Som, falecida ano passado, vai voltar a funcionar!

A notícia é quente: a gravadora Deck Disc, brava independente carioca que explodiu no mercado com artistas Pitty e a banda Dead Fish, tá prestes a bater o martelo da compra da burlesca prensadora de vinis.

 

Não é mara?

 

Assim que sairem mais detalhes eu posto aqui. Por enquanto, dá uma lembrada no histórico da Poly Som. A matéria abaixo eu fiz quando visitei a fábrica em janeiro de 2002

 

Única empresa a produzir discos de vinil no país corre risco de fechar

 

CLAUDIA ASSEF

enviada especial ao Rio

 

De uma rua de terra batida em Belford Roxo, município pobre no subúrbio do Rio, saem todos os discos de vinil produzidos hoje no país.

 

Não são muitos. Em média, 5.000 LPs novos são prensados por mês no Brasil. Quase nada para um país que chega a fabricar 100 milhões de CDs por ano -quase 200 milhões se entrar na conta o mercado dos piratas.

 

A fabricação do LP resiste no Brasil graças aos esforço do industriário Nilton José Rocha. Em 99, dois anos depois de as grandes gravadoras abandonarem a produção dos vinis, Rocha, 54, montou a Poly Som. Queria manter viva a fabricação de bolachas, métier em que se meteu em 1969.

 

A empreitada, que, segundo ele, "nasceu por causa do coração, não do tino comercial", agora corre risco de fechar as portas.

 

Depois de passar pelas áreas de produção da Polygram, Continental e CID (Companhia Industrial de Discos), Rocha montou a fábrica. "Parece coisa de maluco se meter a produzir vinil quando todos os outros estavam abandonando o barco", brinca. "Foi por paixão mesmo", diz Rocha, que tem em casa uma coleção de 300 discos de grandes orquestras.

 

A pequena demanda, o alto preço do acetato -matéria-prima básica na fabricação do vinil- e o maquinário afetado pelo tempo podem forçar a Poly Som a abandonar a produção de discos em breve.

 

No lugar das bolachas, a fábrica passaria a produzir "bugigangas plásticas de mercado fácil", segundo as palavras do dono, como copos de plástico e cornetas. A Poly Som já começou a fazer os tais copinhos, aliás.

 

Segundo as contas de Luciana Carvalho, 26, da área administrativa da Poly Som, a fábrica vai produzir em janeiro 5.140 LPs, divididos entre rock, hip hop e música eletrônica.

 

Nos bons tempos, a Poly Som chegou a fabricar até 150 mil LPs por mês, boa parte para a Igreja Evangélica, um de seus principais clientes no passado.

 

A pirataria, que em 2001 comeu quase metade do mercado de CDs do Brasil, foi a culpada também, segundo o pessoal da Poly Som, pelo afastamento de sua maior cliente. "O pessoal começou a ver que o CD pirata da igreja custava bem menos do que um LP", diz Luciana.

 

Ela calcula que, se todos os pedidos para produção de discos que recebeu em janeiro vingarem, a fábrica terá fôlego para funcionar até março.

 

"Temos capacidade para produzir 5.000 discos por dia, mas temos feito essa quantidade durante um mês", diz o técnico de corte William Carvalho, 21, que pilota o torno, o rack e a mesa, equipamentos que dão o pontapé à feitura do vinil. O rapaz trabalha na fábrica há dois anos e sonha ser DJ.

 

A Poly Som funciona com três funcionários, além de Rocha, o dono. Outros dois são chamados somente nos dias em que a fábrica está produzindo, o que acontece uma ou duas vezes por semana.

 

A falta de pedidos faz com que haja pouca grana no caixa. Pagamentos têm de ser sacrificados para que seja garantida a compra de matéria-prima. "O jeito é pagar o que dá, que é uma ajuda para alimentação e transporte", diz Luciana, que também é caixa da Poly Som. "Só assim podemos pagar fornecedores."

 

O maquinário antigo faz com que os funcionários precisem de atenção redobrada.

 

Numa sala escura e com equipamentos repletos de poeira e graxa, Benedito Simplício Marques, 64, o seu Benê, diz qual é o segredo para contornar a falta de maquinário moderno.

 

"É preciso fazer tudo com muito amor e sem "apavoramento'", diz o galvonoplasta, nome do profissional responsável por transformar o disco de acetato numa espécie de fôrma, que posteriormente é usada para moldar o vinil na prensa. "A gente tem que tirar a qualidade de dentro da gente, porque o equipamento é bem velho mesmo", diz.

 

Seu Benê lamenta que o mercado de vinil seja tão pequeno no Brasil. Ele mesmo é um apreciador do som das bolachas. "Ouço em casa LPs do Orlando Silva e do Nelson Gonçalves."

 

O desgaste do maquinário afasta clientes potenciais como os produtores de música eletrônica.

 

"Eles reclamam muito que nosso corte sai com problema nos agudos", diz o técnico de corte William Carvalho.

Claudia Assef
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
[Todo DJ Já Sambou] Mercado de vinil cresce 89% em 2008 nos EUA
23.01.09 20:058 comentários

Sobe

 

Ok, talvez essa notícia não tenha tanta relação com o universo dos DJs, mas graças a relançamentos de clássicos e a bandas como o Radiohead, que fazem questão de ter seus álbuns lançados em vinil, o formato voltou à boa forma.

 

São dados dos EUA: foram 1,88 milhão de vinis vendidos em 2008, contra 988.000 em 2007. Um dos fatores que ajudaram a requentar as compras de bolachas foi o fato da gravadora Capitol ter recolocado históricos best sellers de seu catálogo nas prateleiras em vinil (discos como Abbey Road, dos Beatles, The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, e OK Computer, do Radiohead, entre outros). Mais uma prova de que o fã de música gosta mesmo de manusear bolachões.

 

Desce

 

Na outra ponta, os CDs só fazem minguar. No Brasil, por exemplo, o ano de 2008 fechou com números de dar dó. Uma das maiores vendedoras da indústria fonográfica, Ivete Sangalo levou o primeiro lugar no ranking de sua gravadora, com esquálidas 156 mil cópias. Outra bombada do pop, Wanessa Camargo acaba de ganhar disco de Platina por... 100 mil cópias vendidas. Essas devem ter saudade de um bom milhão, e não tô falando daqueles do Rancho da Pamonha.

 

Já no mundo das pistas, é cada vez mais raro ver DJs usando vinis, dentro ou fora do Brasil. Claro que a necessidade de renovação fala mais alto, mas aposentar de vez as bolachas? Acho cruel.

Claudia Assef
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
[Tip Tip Tip] Analog Apartment
08.12.08 03:271 comentário


 

Numa época dominada por gigabytes e downloads, uma homenagem ao formato analógico dos discos de vinil.

 

O pessoal da LFSTYL lançou um projeto paralelo, um aplicativo para ajudar você a administrar sua coleção.

 

Mais informações aqui.

Dani Cury
Dani Cury (danicury @ gmail.com)