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[Marmita Sônica] Crescendo em escola noturna
18.04.12 17:095 comentários

D-Edge Classic

 

Nunca fui até Campo Grande. Mas seria um prazer ter conhecido a formação de uma escola da música eletrônica brasileira em suas origens. A marca D-Edge celebra 12 anos esta semana com gig do Sven Vath no clubinho que virou clubão nos ultimos anos.

 

O D-Edge veio para São Paulo em 2003 com uma bagagem pós Mato Grosso do Sul que eu eu e mais paulistanos ainda não entendiamos muito bem... Bastou abrir as portas em sua primeira noite na Al. Olga na Zona Oeste, que o frio na barrida cresceu. O extinto Stereo Club havia se transformado radicalmente em um "monstro" sinestésico com o trato de Muti Randolph e uma curadoria musical impecável.

 

Me lembro até hoje da sensação de ter 17 anos e pisar na noite de abertura do estabelecimento que viria a ser "O" box cultural da cena de DJs não só de Sampa. Eu estava no terceiro ano do ensino médio num mundo diurno careta pra caramba, comprando meus primeiros discos de vinil. Escutei e vi de perto atrações inovadoras como Luke Solomon, Mark Farina, Justin Harris, DJ Heather e todos aqueles que me apresentaram a uma pegada "infernal" do house "freaky" daquele momento tão importante para minha carreira.

 

Simplesmente as gigs destes DJs mudaram a minha vida, experiências únicas ouvidas na noite experimentalmente moderna Freak Chic. Durante esse Review de 12 anos do Marmita Sônica, ouça os sons que foram a cara do D-Edge segundo minha vivência.

 

 

Bati cartão nas sextas-feiras mais geniais de minha jornada musical plugado na condução groovy de Luiz Pareto e Renato Ratier, e passei a cultivar um amor intenso pelos samples  radicais de caras como os que fundaram a Classic Music Company nos anos 1990, entre outros.

 

 

Acompanhei a safra minimal de Colônia a Detroit, debutei nesta fase como DJ em uma Mothership na qual eu celebrei aniverásio de 19 anos e tocava minimal funk na linha do Duplex 100. "Tremi" na base ao soltar as primeiras tracks, pois a responsa na cabine do D-Edge é sempre muito grande. O som é fiel em todo canto, não dá pra vacilar.

 

Hoje, sou muito feliz em lembrar das viradas que já fiz na  mesma cabine em noites distintas como Crew, Paradise, Cio 80's, Afternoon Skol Beats, Freak Chic e Mothership.

 

 

Já como repórter no Nokia Trends Web e posteriormente no Portal Skol Beats ao lado dos amigos Clau Assef e Coy Freitas, continuei tomando a caixa preta como pesquisa de campo. Todos não perdiamos atrações internacionais quando podiamos. Assim, pude entrevistar artistas internacionais que jamais teria o mesmo acesso se não fosse pela gig no clubinho: Miss Kittin, Superpitcher, Matias Aguayo, Luke Solomon, entre muitos outros.

 

Ouvi dizer que já foram mais de 700 o número de "gringos". Quantos festivais abasteceriam?

 

 

Boas lembranças são também o live de tech-house rasgado com timbre "sujos" de Mattew Dear na sua melhor fase após debutar o álbum "Leave Luck To Heaven" pela Gosthly; o techno espacial, instrospectivo e terapêutico  na residência de Daniel UM ao lado do tech-funk do Mau Mau. E o impulso mais recente da disco em mutações tão interessantes quanto Spacel, Micro, Nu, Dark em mais uma empreitada conceitual.

 

 

Os primeiros namoros com a Kompakt em momento histórico quando a música eletrônica mundial ganhava uma dieta minimalista em suas produções de pista e até comerciais.

 

 

Parabéns ao time que faz do D-Edge o clube noturno que dá tanta satisfação de ser brasileiro quando você investe uma grana pra chegar na noite de Berlim e sentir uma energia muitíssimo parecida com essa aqui da Barra Funda. 

 

Parabéns pelos 12 anos da marca! Keep going!

Já espero comprar as passagens pro Rio e Curitiba no próximo ano. Aposto que a "experiência D-Edge" promete em qualquer destino!  

 

+ Informações da festa de 12 anos aqui.

Categoria: Cena Eletrônica
Felicio Marmitex
Felicio Marmitex (marmitex86 @ gmail.com)
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[Molotov21] Do Hauze com Christian Malloni esse sábado
15.09.10 16:163 comentários

2010-09-18-Do-Hauze

 

Do Hauze do próximo sábado tem um convidado especial. Fazendo jus ao nome da festa que tem o melhor after da cidade, os residentes Bernardo Campos e André Araújoconvidaram um dos melhores produtores de house atuais: o argentino Christian Malloni. Parceiro do conhecido Jay West no projeto CPM - Christian Malloni and The Candy Dealers, o hermano vem se destacando no mundo da música eletrônica, principalmente na cena house.

 

O DJ Pedro Mezzonato completa o line up da festa.

 

A entrada no Dama de Ferro é R$ 35, mas se você mandar nome para lista fica só R$ 25. É só mandar seu nome para dohauze@molotov21.com ou então esperar dar 5h, quando começa o melhor after do Rio e o preço fica R$ 25 para todos.

 

PROMOÇÃO PARA CADASTRADOS NO SITE MOLOTOV21.COM:

 

Quem for cadastrados em nosso site entra pela mamata de R$15 até às 5h, quando começa o after e o preço é R$ 25

 

Entre em www.molotov21.com e cadastre o seu e-mail! 

 

CADASTRE-SE!

 

CHRISTIAN MALLONI

 

malloni

Apenas alguns produtores na industria da dance music tem a habilidade de fazer cada uma de suas tracks soarem completamente diferente. Estilos, grooves e blending, Christian tem lançado constantemente suas tracks de 2005 até hoje com o nome de CPM - Christian Malloni and The Candy Dealers (com o house music star Jay West).

 

Ele tem trabalhado para uma longa lista de respeitadas labels como Vendetta, Proton Music, So Sound, Soulman e Candy Music e vem ganhando respeito por grandes nomes como Sasha, Laurent Garnier, Fedde Le Grand, Timewriter, Junkie XL, Dimitri From Paris, Djuma Soundsystem, John Digweed, Luke Fair, Kruder & Dorfmeister, Hernan Cattaneo, Switch, Sven Vath dentre outros.

 

Christian Malloni - Agua Ardiente by ChristianMalloni 

 

Sua track "Agua Ardiente"(ouça acima), lançada em 2009, tornou-se um hit com mais de um milhão de acessos no Youtube e foi licenciada para grandes labels e compilações como Buddha Bar e Roger Sanchez's Release Yourself, além de um grande suporte em Ibiza. Foi incluída em charts de Sasha e John Digweed. "Agua Ardiente" foi logo seguida por "Tierra Santa", também licenciada para Vendetta Records, com enorme sucesso.

 

Christian Malloni Live Mix Abril 2010 by ChristianMalloni

 

Em 2007 Christian e Jay West formaram o "The Candy Dealers" e lançaram alguns discos causando grande furôr no meio da house music underground mundial. Seus sons Electric, Disco-Funk, logo ganharam atenção e suporte dos melhores DJs de house do mundo. Suas tracks se tornaram comum em sets de Mark Farina, Miguel Migs e DJ Heather, citando apenas alguns, e o duo ainda se mantêm no topo de labels como Peng, Drop Music, Alphabet ou Open Bar com remixes feitos para Gala, Hipp-e, Alexander East, Johnny Fiasco e Daniel Kyo.

 

Com um grande apetite para experimentação e talento para fazer quase todo estilo de música eletrônica, Christian tem um futuro brilhante a sua espera no Dance Music World, aonde milhões de fãs esperarão o que virá em seguida.

Categoria: Festas
Molotov 21
Molotov 21 (contato @ molotov21.com)
www.molotov21.com
[Molotov21] Do Hauze faz aniversário esse sábado
10.08.10 16:214 comentários

2010-08-14-Do-Hauze

 

 

Aproximadamente um ano atrás o Dama de Ferro passava por mudanças. Saía a dona Adriana Lima e a nova administração estava fechando programação da casa. Bernardo Campos, André Araujo e Anna Abud estavam no time escalado para "tocar" algum projeto na casa. Amigos de longa data, logo veio a idéia de se juntarem e fazerem uma festa juntos: nascia a Do Hauze.

 

Já na primeira edição, notava-se claramente uma renovação do público e a Do Hauze foi a festa que marcou a "nova fase" do Dama.

 

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Após algumas edições infelizmente fomos obrigados a nos despedir de nossa querida promoter Anna Abud, que estava atolada de coisas para fazer entre seu trabalho fixo, monografia e

etc.

WE LOVE YOU ANINHA! No lugar dela vieram a rapaziada do Molotov21, galera que vinha dando o que falar no Rio pela qualidade e inovação de idéias e eventos.

 

Nesse tempo todo que passou, lá se foram 23 edicões e aproximadamente 50 DJs e produtores passaram pela cabine da festa. Entre eles artistas do Rio já consagrados e da nova geração, DJs de Sampa, Minas, Curitiba, Porto Alegre, Estados Unidos, Inglaterra, etc.

 

Line up:

 

BRIAN THOMAS (EUA)


MÁRCIO CARECA

RAFAEL RM2

RODRIGO CORREIA


MIKE FRUGALETTI

VIVI SEIXAS

PEDRO MEZZONATO

BERNARDO CAMPOS

ANDRÉ ARAÚJO

 

Blog da festa:

 

www.molotov21.com/dohauze

 

Flickr:

 

www.flickr.com/photos/m-21/show

 

Fotos de outras edições:

Entrada do Dama de Ferro
Pista
PistaLu Perez, Mari Rothman e Kaa Virkki
As amigas Mari Rothman, Lu Perez e Kaa VirkkiDj João Fernandes
DJ João FernandesPista
Pista
Serviço:
Local: Dama de Ferro – Vinicius de Moraes, 288 – Ipanema
Telefone: (21) 2247-2330


Data: Sábado, 14 de agosto de 2010

Line Up: Bernardo Campos, André Araújo, Pedro Mezzonato, Rodrigo Correia, Brian Thomas (EUA), Márcio Careca, Rafael RM2, Mike Frugalletti e Vivi Seixas

Preços:  

R$25 - na lista
R$35 - s/ lista
R$25 - após 5h
Lista amiga: dohauze@molotov21.com

Entrada somente em dinheiro

PROMO BEER até 1h:

Chegando até 1h você paga só R$15 e ainda ganha uma cerveja free!


Realização: 
Molotov 21
Frenetik Crew
Pedro Mezzonato
Pedro Mezzonato (pedro.mezzonato @ gmail.com)
www.twitter.com/pedromezzonato
[Molotov21] Fuck The Beach está de volta! (*UPDATE - Resultado da promoção!)
01.06.10 18:449 comentários

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*UPDATE 02/06/2010

 

Saiu o resultado da promoção e os vencedores são:

 

Felipe Pádua
Laura Brandão
Fernanda Fontoura
Ricardo Tavares
Keila Araújo

 

Parabéns aos vencedores, nos vemos na pista domingo!

 

Lembramos que cada vencedor tem direito a um acompanhante, também VIP!

 

FUCK THE BEACH!

 

 

Flyer da primeira edição da FTB -->

 

 

 

A festa mais aguardada do Rio já tem data e local definidos: 6 de junho, no Studio Line. Sim, estamos falando da Fuck the Beach, que nessa edição – assim como nas outras já realizadas – reúne uma verdadeira seleção de DJs, novos e consagrados.

 

A bagunça começa no domingo, às 5hs, e vai até 1h de segunda! Os ingressos custam R$ 15 (antecipado) e R$ 30 (lista amiga ou flyer). Vale a pena correr atrás da boa porque na hora é só R$ 50. Para colocar o nome na lista é só mandar um email para ftbparty@gmail.com

 

* Ingresso antecipado (R$15) à venda na loja VISCONDE437 - Rua Visconde de Pirajá, 437, Sobreloja, Ipanema

 

O Studio Line fica na rua Álvaro Ramos, 414, em Botafogo.

 

Confira alguns promosets da FTB em http://soundcloud.com/fuckthebeach

 

 

Flyer
Fuck The Beach, dia 6 de junho no Studio Line

Design: flickr.com/katelu

 

O responsável por esse mix de estilos que vão do deep à lenha é o DJ e produtor português Bruno Correia, o patrício de Pedro Alvares Cabral, e que, como ele, vem (re)descobrindo o Brasil a cada edição do after mais eletrizante do balneário carioca.

 

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O DJ Bruno Correia

 


Como nasceu o conceito da festa?

Eu tocava com frequencia em São Paulo na Sunday Away. Eu sempre curti muito o formato e vibe da festa, vários djs tocando ao longo do dia, uma hora cada. Uma festa dos DJs, reunindo vários estilos, sem headliners, e com um espírito igualitário. Chegamos até a pensar em fazer uma versão carioca do evento. ...

E por que o nome Fuck the Beach?


Acabamos por optar por dar um nome novo para a festa, que tivesse algo a ver com o Rio. Na realidade, Fuck the Beach é uma brincadeira sobre a obsessão dos cariocas pela praia. Quer dizer: deixa a praia pra lá. Existem outras coisas para se fazer num domingo... rs

A montagem do line-up é praticamente uma questão de ‘logística’. Qual tem sido o maior desafio nesse sentido?

O mais difícil tem sido incluir sempre novos nomes, e não repetir demais os outros. Penso que um aspecto importante da festa é a diversidade de DJs que nela tocam. Ao todo já se apresentaram com a gente mais de 60 DJs.

Como um DJ que costuma viajar pelo mundo, o que destacaria como uma força da cena carioca, e também uma fraqueza?


Penso que as principais forças da cena carioca são a energia e alegria das pessoas. O carioca é hedonista, e gosta naturalmente de festa. Por outro lado, a praia e o dia competem diretamente com a noite. A praia é o ponto de encontro por excelência, e quando se passa o dia todo na praia, nem sempre sobra energia (e às vezes dinheiro) para se gastar na noite.

 

 

__________________________________________

 

 

MOLOTOV21

 

Promoção Molotov21


Daremos vips com direito a um acompanhante (cada) para os cinco primeiros que responderem a seguinte questão:


A primeira edição da FTB, que aconteceu no Nova Lounge, em 11 de junho de 2006, contou com 14 DJs. Diga o nome de cinco DJs que tocaram na festa e ganhe um VIP para a próxima edição.

 

A resposta deverá ser enviada por email para contato@molotov21.com

 

*Promoção válida APENAS para os cadastrados no site molotov21.com


 

Cadastre seu e-mail e participe!

 

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Molotov 21
Molotov 21 (contato @ molotov21.com)
www.molotov21.com
[Molotov21] Lou Reed deve vir ao Brasil esse ano
11.05.10 19:15Deixe seu comentário

loureed

O cantor da lendária banda norte-americana Velvet Underground vai lançar em julho, pela editora paulista Companhia das Letras, seu livro "Atravessar o fogo", na Festa Literária Internacional de Paraty. A edição de 2010 do evento acontece entre os dias 4 e 8 de outubro, na bela cidade de Parati, localizada no litoral do Rio de Janeiro.

Esse ano, a FLIP vai homenagear o sociólogo Gilberto Freyre, autor de "Casa-grande & senzala", e deverá ter a participação do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, que já escreveu diversos artigos sobre a obra do homenageado.

 

Entre os autores já estão confirmados os quadrinistas Robert Crumb e Gilbert Shelton, além de Azar Nafisi, Abraham B. Yehoshua, Lionel Shriver, Terry Eagleton, Colum McCann, Robert Darnton, William Boyd e Salman Rushdie.

Ótima notícia, mas bem que podia rolar um showzinho também, né?

 

 

FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty

 

 

 

 

Lou Reed - A Walk On The Wild Side

 

Pedro Mezzonato
Pedro Mezzonato (pedro.mezzonato @ gmail.com)
www.twitter.com/pedromezzonato
[Molotov21] Nähdään pian, Kaarlo Eerikki
12.11.09 19:082 comentários

keer

 

O Rio está prestes a dar um até logo prum grande amigo: é Kaarlo Eerikki, mais conhecido conhecido como DJ KEER que se muda de mala e cuia pra Finlândia na próxima terça-feira, visando desbravar o velho continente em busca de novas oportunidades e de abrir mais portas pros artistas brasileiros naquele gélido país

 

Mas antes disso (nessa sexta-feira 13, só pra dar SORTE), ele produz uma bela festa de despedida, a All Stars na Lapa. O bota-fora conta com 20 DJs, pocket show, bazar y mucho más! Pra saber mais infos, é só clicar aqui ou ver o flyer lá em baixo.

 

 

Na primeira Electroshake @ Fosfobox em 2006, ele mostra que seu som não é 'datado'

 

KEER, 28 anos, começou cedo no mundo clubber. Em 95 já frequentava os primeiros after hours do Rio e a cena underground da cidade. Com apenas 16, promoveu a Techno House Club no Rock in Rio Café e de lá pra cá não parou mais. Foi residente da saudosa Bunker94, DJ oficial do PAN2007, tocou e produziu diversos eventos tais como a clássica Odissey e algumas edições da Yeahh!, junto com a crew Molotov21 e o DJ Ricardo Estrella. Figurinha fácil nas pick ups (e pistas) do Dama de Ferro, Fosfobox e afins, é um DJ em busca contínua por novas sonoridades e tendências, sem medo de arriscar e dar o primeiro passo à frente.

 

Num bate-papo em que senti uma nostalgia antecipada das after parties aqui em casa, a gente se despede e deseja boa sorte nessa nova empreitada do rapaz.

 

Cara, que loucura é essa de ir pra Finlândia? Você fala aquela língua estranha?

Eu já te falava disso há algum tempo né? Agora chegou a hora, quero buscar melhores oportunidades pra ser feliz com meu trabalho. Lá vou me virar no inglês, aquela língua, além de estranha é bem complexa...

 

E você já chega na Europa com gigs marcadas na Finlândia, em Londres e em Paris no reveillon, como foi esse contato? O fato de ser brasileiro ajuda?

Já tenho uma pessoa me agenciando lá, o que tem me ajudado muito. É só a primeira porta pra contatos maiores que estão por vir. Com certeza ser brasileiro ajuda, devido à nossa diversidade ritmica e cultural. Inclusive, assim que me estabilizar, pretendo trabalhar lá com alguns DJs daqui. Principalmente quem sempre esteve do meu lado.

 

Você sempre falou do mercado muito restrito aqui do Rio e na época em que só se ouvia minimal pinga-pinga por todos os cantos, percebia que muita gente tinha preconceito com o seu som... Miopia auditiva?

Panelinhas sempre vão existir, principalmente em locais como o Rio que não tem mercado pra todo mundo, é normal. Mas muita gente que torceu o nariz em determinado momento, eu vi tocando ou dançando músicas que eu tocava meses antes.

 

E você acha que dá pra "embalar" a nossa cultura que está tão tem alta e "vender" pros gringos? Dá até pra tocar um Funkão pra matar as saudades do Rio, hein...

Hahaha, Pode dar certo! Eu toco muita coisa da França, da Argentina, adoro esses sons regionais. E a música brasileira é muito rica, diversificada. Tenho muito o que mostrar pra eles dessa influência tropical nos meus sets e produções futuras.

 

Imagina as loirinhas rebolando o popo(zinho) no gelo? Hahaha!

Eu finalizo por aqui, desejando muito trabalho pra você que o sucesso é consequencia. Ah, e obviamente pedindo pra você guardar um cantinho perto da lareira quando formos te fazer uma visita.

 

 

 

 

 

Categoria: Entrevistas
Felipe Tiradentes
Felipe Tiradentes (felipe @ molotov21.com)
We drop bass in your face, b-b-bass in your face
[Molotov21] Marc Romboy e Blake Baxter 'atacam de atores' em videoclip.
28.10.09 18:474 comentários

A tão contestada moda de atores atacarem de DJs acabou de levar o troco. Agora são os DJs que atacam de atores.

 

Desde que o Detroit Grand Pubahs colocou Where Would You Be de Marc Romboy e Blake Baxter em seu chart de Julho, a faixa estourou em vendas nos sites especializados. E agora saiu o clip oficial onde os DJs/Produtores exibem seus dons na arte da interpretação.

 

O vídeo levanta a questão: 'Se não fosse pela música, onde você estaria?' e mostra Marc e Blake vivendo essa realidade alternativa em uma grande cidade. Melancolicamente celebra o underground, "that disco, that garage, that house, that techno, that electro..." Já que tudo começa no underground, onde é tudo por causa do som. 

 

Particularmente eu curto muito vocais falados encaixados em sólidas bases de techno e house, em que o baixo vibrante sempre é o elemento preponderante.

 

Esta faixa celebra orgásticamente tal mistura, complementada com um vídeo editado a partir de padrões estéticos muito interessantes, onde elementos da urbanidade são jogados na nossa cara e chegam a causar dejà-vus audiovisuais.

 

Check it out!

 

 

 

Felipe Tiradentes
Felipe Tiradentes (felipe @ molotov21.com)
We drop bass in your face, b-b-bass in your face
[Molotov21] O que é Underground pra você?
30.09.09 21:2122 comentários

O post anterior do blog, onde o Bernardo relata e exalta o movimentado fim de semana do underground carioca, fez com que Vivian Caccuri (autora do nosso vizinho Ataque-Ataque) levantasse uma dúvida interessante, sempre discutida em botecos e portas de noitada, mas que como toda boa filosofia de boteco, nunca termina num consenso entre os participantes.

 

Eu também sempre me questiono sobre o que é ou o que não é a cena "underground" da cidade. Se ela existe ou não.

 

Mas pensando no Rio, a cidade-berço da Rede Globo, qualquer movimento cultural que vive em paralelo a isso é underground. O mainstream tá aqui. O underground também. Mas todos em nichos cada vez mais heterogêneos e conexos, tudo fica muito confuso.

 

Obviamente o denominado underground carioca de hoje não é trangressor e reto como era na origem da contracultura em 60 e 70. O mundo também não. O sistema a ser rompido não é tão claro e concreto como era antes. É até mais sedutor e flexível.

 

Às vezes, por ver que muita gente que frequenta essa cena segue o rótulo por modismo, porque é cool ou por motivos nada coincidentes com o "princípios underground" - se é que eles existem - a confusão se forma.

 

O interesse claramente comercial de patrocinadores e fornecedores no público que consome o chamado underground também desacredita. Mas essa é a tão sonhada profissionalização, não é? A Indústria do Entretenimento?

 

Underground pra mim é a cultura que corre com objetivos alheios aos da cultura dominante. Sem ceder aos caprichos da POPularização em detrimento da qualidade (no caso musical) e da diversão.

 

E pra você?

 

Felipe Tiradentes
Felipe Tiradentes (felipe @ molotov21.com)
We drop bass in your face, b-b-bass in your face