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[Molotov21] Integrantes do Thievery Corporation lançarão compilação para marcar os 15 anos de parceria da dupla
24.09.10 14:201 comentário

ThieveryCorporation

Conhecidos como um dos melhores projetos de downtempo de maior sucesso, a dupla se conheceu em 1995, quando Rob GarzaEric Hilton se encontraram no Eighteenth Street Lounge, e, devido a grande identidade musical (ambos eram admiradores da bossa nova dos anos 60) logo se juntaram para fazer música. 

 

Em 2007, dois anos após se juntarem, fundaram a label independente Eighteenth Street Lounge Music e lançaram o álbum de estreia, chamado "Sounds From the Thievery Hi-Fi". Com muita influência da já falada bossa nova, dub e percussões latinas, "Sounds..." é considerado um clássico do downtempo/trip hop, rendendo cmparações com bandas como Massive Attack and Portishead. Depois disso, a dupla ficou famosa e já lançou quatro álbuns de estúdio, incluindo o mais recente LP "Radio Retaliation" em 2008, produziram trilha sonora, remixes de outros artistas, etc. Fora os remixes que foram feitos de suas músicas!

 

As 16 faixas da compilação foram selecionadas por Garza e Hilton para agradar tanto os novos fãs como os fiéis, que acmpanham o trabalho da dupla desde o início. Nessa seleção estão incluídas colaborações com Femi Kuti ("Vampires"), Sleepy Wonder ("Warning Shots"), o hit "Lebanese Blonde" (veja o vídeo abaixo) e a inédita e exclusiva "The Passing Stars", com a lenda do jazz Pam Bricker

 

 

Veja a tracklist:

01. Amerimacka

02. Lebanese Blonde

03. Facing East

04. Holographic Universe

05. Shadows of Ourselves

06. Sound the Alarm

07. Until the Morning

08. Sweet Tides

09. Satyam Shivam Sundaram

10. All That We Perceive

11. Air Batucada

12. Exilio (Rewound)

13. Vampires

14. Warning Shots

15. The Richest Man in Babylon

16. The Pasing Stars

 

"It Takes a Thief" será lançado antes da quarta turnê da dupla pelos E.U.A. e do novo álbum que está por vir em 2011.

Categoria: Lançamentos
Pedro Mezzonato
Pedro Mezzonato (pedro.mezzonato @ gmail.com)
www.twitter.com/pedromezzonato
[Molotov21] Metrô de Londres proíbe Massive Attack
15.07.10 12:20Deixe seu comentário

 

Uma ação promocional para o lançamento do álbum - Heligoland - do Massive Attack causou polêmica na Inglatarra. O metrô londrino mandou retirar o material publicitário que envelopava os vagões para não serem confundidos com pixação. A estética da campanha era formada por cartazes de shows e desenhos feitos pelos próprios membros da banda.

Revoltados com a situação, a label e o gruo falavam em censura."Eles não permitem qualquer coisa que se assemelhe à arte de rua por aqui", declarou 3D, um dos cérebros do Massive Attack, claramente indignado com a burocracia. "É a censura mais absurda que eu já vi. " continua 3D.

O engraçado é que a tal proibição só fez da ação um sucesso ainda maior, já que essa polêmica toda só ajuda ainda mais o lançamento de Heligoland.


Felipe Tiradentes
Felipe Tiradentes (felipe @ molotov21.com)
We drop bass in your face, b-b-bass in your face
[Molotov21] Pic Vicious: elektro-glam-indie-hop californiano?
19.05.10 20:361 comentário

l_9196f6c716104ff394d39be5d3982fb2Garimpando novas sonoridades na web, me deparo com Pic Vicious. A fórmula pra chamar atenção é altamente eficaz: batize seu projeto com o nome de um rock star polêmico e troque as letras, exagere no visual, mas sem perder a identidade, faça música e vídeos diferenciados. Claro que a gente iria querer saber mais sobre esse projeto que vem se destacando na cena underground da California.

 

Numa playlist de trip hop, percebi em Wicked West grande influência de dubstep. Com baixo marcante, beats quebrados, refrão gostoso e samples bem postados, você se sente realmente convidado pro lado mais imoral do West Side americano. E é lá onde você pode encontrar  Pic Vicious.

 

Pic Vicious - Wicked West

 

Performático até o caroço, o duo foi formado em 2007, originário do encontro entre o rapper/cantor independente PIC e a cantora, atriz e cineasta Letta V. A proposta, como não podia deixar de ser, foi a de fazer música pros próprios ouvidos e atrelar à ela o mais global conceito de imagem. Seja ele no palco, no figurino, em projeções ou videoclipes.

 

Felipe Tiradentes
Felipe Tiradentes (felipe @ molotov21.com)
We drop bass in your face, b-b-bass in your face
[Molotov21] Hoje é dia Do Hauze no Dama de Ferro. Avisa pra vovó não esperar pro almoço de domingo...
13.03.10 08:26Deixe seu comentário

 

A Do Hauze pode ser considerada a festa-marco da mudança conceitual do Dama de Ferro. Antes ocupando todos os sábados do clubinho de metal, a festa abrigou todos os órfãos das extintas celebrações de house music da cidade, sejam eles aficcionados pelo tech/deep/funky/chicago ou quaisquer outras vertentes da house music.

 

Vídeo de Chico Abreu 

Lista Amiga: dohauze@molotov21.com

 

 

Após semanas afastada dos dancefloors, a bagunça produzida pelos residentes André Araújo, Bernardo Campos e - anteriormente - Anninha Abud volta com tudo ao Dama! Numa edição família, pra mostrar que o que é Do Hauze é da casa, a noite de hoje promete...

 

Trazendo como convidados de honra o americano mais tupiniquim das pistas cariocas, Mike Frugaletti e o DJ de mais peso da cena nacional, Ricardo Estrella, juntos ao warm up trip hop set de Glenda Shaw, ao Da Casa Pedro Mezzonato e aos residentes de sempre Bernardo Campos e André Araújo, prometem uma bela bagunça que se vai se estender até o almoço de domingo!

 

 

Já avisei pra Vovó Tiradentes que hoje é dia Do Hauze e que o almoço de domingo vai ter que ser requentado. Afinal, na hora que ela tiver botando os quitutes mineiros à mesa, provavelmente ainda estarei dançando no escurinho da pista mais prolongada da cidade.

 

Fica mais ou menos assim a baguncinha:

GLENDA SHAW 

BERNARDO CAMPOS

PEDRO MEZZONATO

RICARDO ESTRELLA

ANDRE ARAUJO

MIKE FRUGALETTI

7:00 -> AFTER HOURS JAM SESSION <-

lista:

dohauze@molotov21.com 


Preços:

R$25 com nome na lista
R$35 na hora
R$25 after (05h00)

 

 

Felipe Tiradentes
Felipe Tiradentes (felipe @ molotov21.com)
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[Molotov21] Um panorama do Trip Hop para a próxima década
29.11.09 16:075 comentários

 

19692_logoO beat mais sexy da cidade de Bristol se mostra como o estilo a ressurgir na próxima década. Através de novos trabalhos dos grupos como Portishead e Massive Attack, o Trip Hop reaparece do jeitinho que era antes: conceitual, cheio de referências estéticas e marcado pela sensualidade peculiar à mais fina "fuck music".

 

O Portishead, que demorou 11 anos pra finalizar seu terceiro álbum (Third, 2008), surpreendeu a todos ao afirmar que já está em estúdio gravando o quarto disco. Um dos três pilares do Portish, Geoff Barrow (que também trabalhou no Massive Attack), afirma porém que este novo trabalho não deverá ser lançado por vias tradicionais/físicas, mas apenas em formato digital. De qualquer forma, ouviremos novidades cantadas pela sensualíssima voz de Beth Gibbons sob beats quebrados já em 2010.

 

 

 

Curta produzido pelo Portishead >> Glamour e espionagem

 

 

 

Já o Massive Attack lançou recentemente pela Virgin Records "The Splitting The Atom", EP Promo com quatro singles que serve como uma espécie de teaser de seu novo LP, com lançamento previsto pra Fevereiro do próximo ano. Já dá pra sentir o gostinho do que vem por aí, principalmente após o hiato criativo de três anos sem nenhuma novidade.

 

 

O termo Trip Hop foi criado pela revista Mixmag em 1990 pra definir o álbum Maxinquaye, do artista Tricky porém antes de ser nomeado o estilo já se desenvolvia no underground britânico como uma alternativa downtempo, jazzística e viajante do hip hop. Influênciado por estéticas tão diferentes como a do grafitti e a de filmes noir, este rótulo pode ser aplicado a artistas tão distintos quanto Morcheeba, Sneaker Pimps, Lovage e Gotan Project.

 

 

 

 

 

O Trip Hop Brazuca como movimento ainda engatinha, porém tem iniciativas isoladas bem interessantes como Macunaíma Ópera Tupi por Iara Rennó;

 

Claudia Dorei, com o que ela chama de "Trip Hop Solar" é a artista nacional do gênero que mais me agrada.

 

O grupo inglês Smoke City é liderado pela brasileira Nina Miranda, que canta também em português. Confiram a mistura no belíssimo vídeo de Underwater Love

 

 

Quem também se aventura no gênero é a cantora Céu.

 

 

Pesquisando e escrevendo este post, até me imaginei inserido nessa temática film noir, bebendo martinis e fumando charutos (se a lei anti-fumo deixar) num loungezinho elegante, ao som desse jazz lisérigico ritmado por batidas quebradas. Tá faltando um warm up do estilo por aqui, não acham?

 

 

 

 

Felipe Tiradentes
Felipe Tiradentes (felipe @ molotov21.com)
We drop bass in your face, b-b-bass in your face
[Soundscoop] A brisa marítima do Lone
08.01.09 01:504 comentários


Imagine um híbrido entre o som perturbador do Flying Lotus e as paisagens sonhadoras do Quiet Village. A soma Lynchiana resulta em algo bem próximo às músicas de Lemurian, último álbum do Lone. O projeto é fruto das elucubrações de Matt Cutler e não soaria deslocado na trilha sonora de Inland Empire.

 

As melodias das faixas são como raios de sol tentando atravessar o bloqueio de nuvens carregadas. Beleza ofuscada por uma reverberação mística, assim como um passeio pela Mulholland Drive do diretor de Veludo Azul.

 

Flash Content
Lone - Orange Tree (mp3)

 

Flash Content
Lone - Borea (mp3)

 

 

Marcus Vinícius Brasil
Marcus Vinícius Brasil (marcvs @ rraurl.com)
twitter.com/marcvs
[Soundscoop] Flying Lotus e o eterno retorno...
14.08.08 20:302 comentários


Após a guinada pop de Roisinha Murphy, o sumiço do Massive Attack e o mergulho industrial do Portishead, muita gente colocou uma pedra sobre o trip hop. Mas acredite, há artistas soprando vida sobre a dissidência psicodélica do hip hop (ainda que por um viés bem mais futurista à la Scott Herren), como o Flying Lotus.

 

O rapaz, nascido na Califórnia, lançou seu segundo álbum, Los Angeles, em junho pela Warp, e estrelou festivais bacanas como o catalão Sónar. Entre minhas preferidas do disco está "GNG BNG", cheia de reviravoltas e tropeços embriagados.

 

O álbum reúne algumas participações especiais, como a dos vocais melancólicos de Gonja Sufi. Se você estiver à procura de uma sessão de psicoterapia musical, Los Angeles é uma boa pedida.

 

Flash Content
Flying Lotus - GNG BNG (mp3)

Marcus Vinícius Brasil
Marcus Vinícius Brasil (marcvs @ rraurl.com)
twitter.com/marcvs