Foram quatro dias de festival aqui em SP, inicialmente eu só ia mesmo no sábado dia de MGMT banda que sou ultra-hiper-mega-über-fã. Mas acho que o Tim esse ano, devido aos altíssimos preços teve que apelar, foi uma distribuição de convites sem fim. Bastava um pedido informal na internet e alguém sempre tinha um convite sobrando, conclusão acabei indo nos 4 dias. Considerações iniciais: O lugar escolhido foi bem bacanam mas ainda não chega aos pés da edição carioca, o som nos 4 dias foi sofrido em diversos momentos, você tinha que ficar num lugar específico da arena pra não adquirir uma surdês precoce, no Dan Deacon foi foda, acordei no dia seguinte com a maior dor de cabeça. Mas enfim, Kanye West foi Xou da Xuxa con direito a Godzilla, Gogol Bordello foi tipo o show que o Jack Sparrow teria pirado, Dj Yoda foi o melhor set, que eu não vi por sinal. Klaxons foi bem bacana pra quem não é fã ddos exageros dessa nova safra de remixes, foi um show de guitarras marcantes. the National foi um ótimo show, uma ótima banda, mas infelizmente não sou fã do som deles. Ah e claro, o MGMT quase botou o chão da arena abaixo. Fazia tempo que eu não presenciava uma catarse não-teen nos últimos tempos.
Mas vamos ao que interessa? Sim, fotos! O que o povo vestiu? Cara, o povo abraçou MESMO essa coisa anos 80 over de cores, de estampas, de óculos... Mas tinhas uns hippies perdidos lá no meio tbm.



















dia 23 - quinta
Neon Neon - 21:00 às 22:00
Klaxons - 22:20 às 23:20
dia 24 - sexta
Junior Boys - 19:00 às 20:00
Dan Deacon - 20:00 às 21:00
Gogol Bordello - 21:10 às 22:00
Switch - 22:00 às 23:00
DJ Yoda - 23:00 às 24:00
dia 25 - sábado
Cérebro Eletrônico - 21:00 às 21:40
The National - 21:50 às 22:50
MGMT - 23:00 às 24:00
No Rio e em Vitória, os horários podem ser encontrados no site do evento.
Depois de copiar o clipe "D.A.N.C.E." do Justice em 2007, o Tim Festival desse ano decidiu não se arriscar e apelaram para uma edição de clipes dos artistas que irão participar do evento em 2008. Não é muito criativo, mas pelo menos não cria problema certo? Errado.
O problema é que ninguém avisou para quem compilou e editou os vídeos, que aquele senhor um pouco mais jovem que acompanha o Paul Weller em seu clipe não é alguém de sua banda, e sim o Noel Gallagher do Oasis (banda que não irá se apresentar no TIM Festival). E, estranhamente, o cara ganha mais tempo no ar que quase todas as outras bandas - e nem bonito ele é.
Quem sabe é uma mensagem subliminar nos mostrando quem será o headliner da edição de 2009? Os fãs de Oasis só podem sonhar...
Aproveitando um ótimo e inédito remix que o Primal Scream fez para o Oasis que será lançado como b-side de "The Shock of Lightning".
Certezas que ficaram após a edição curitibana do TIM Festival:
1.ª - Brandon Flowers acorda querendo ser ou Bono Vox, ou Morrissey. O cara é de uma grande eloquência e postura no palco capaz de causar inveja ao líder do U2, ao mesmo tempo em que é "doce" como o ex-Smith durante o show, jogando uma florzinha aqui, outra ali. Já o restante do The Killers se contenta em ser mórmon. Ficavam impassíveis mesmo com todo o público cantando junto.

2.ª - A Björk é o PT da música. Ou o cara é seguidor fanático, ou não desce mesmo. Não tem aquela de "não gosto dela, mas o show foi legal". Foi a atração que mais dividiu opiniões. No Rio funcionou melhor, talvez pelo espaço menor. A graça do show ficou por conta do reacTable - que divertia um dos músicos - e em jogar glowsticks nos asseclas trombeteiros castrados do Himalaia, que Björk adquiriu enquanto procurava umas batinas descoladas na Birmânia.
3.ª - Falem mal, falem bem. Ao vivo, os moleques do Arctic Monkeys são do cacete! Imagino como é assistir ao show em um espaço menor. Vendo tête a tête, as músicas ficam bem mais pesadas. E mesmo que eles não sejam muito de falar, o público fala por eles: até os curitibanos - bichos arredios, não dados a demonstrações de alegria em público - cantaram durante todo o show.
4.ª - Tudo bem que festival em dia de semana precisa acabar cedo. Mas começar muito cedo também não dá! O Hot Chip tocou para meia dúzia de nego. Aqui no .::musicness::., o máximo que se viu foram as duas músicas de encerramento. Portanto, sem comentário para eles.
5.ª - Curitiba merece ganhar, sim, uma edição anual do festival. Mesmo numa quarta-feira, com rodada quente do Brasileirão, conseguiu reunir quase 20 mil cabeças. O público estava animadão, se esgoelou de cantar as músicas (mesmo as da Björk) e além de tudo é um povo super rabudo: a semana toda Curitiba foi castigada por uma forte chuva. Agora mesmo, enquanto escrevo, cai o maior toró lá fora. Mas na quarta, dia do festival, nem uma gota. E em termos de organização, deu um baile no Rio e em São Paulo, que tiveram um monte de problemas.

Por Diogo Dreyer, fotos por Joel Rocha (Divulgação TIM)
Pode não parecer à primeira vista, mas muita gente aí tem uma boa dívida com o drum'n'bass.
Bjork, a estrela maior do TIM desse ano, é o primeiro caso que vem à cabeça. Afinal, ela já foi mulher de Goldie, a primeira estrela do drum'n'bass.
Já Joe Goddard, do Hot Chip, contou para o rraurl.com que começou a ouvir música eletrônica através do drum'n'bass.
A conexão também é óbvia com Sinden e Herve (ou Count of Mount Cristal, que acabou não vindo). Repare no bassline de algumas de suas produções e remixes.
Sem falar que tem gente apontando influência do grime no vocal de Alex Turner, do Arctic Monkeys. E o grime é um descendente indireto do DB.
Saindo do Tim, tem vários outros exemplos.
Um dia desses, o minimalista dark Konrad Black contou pro rraurl.com que era totalmente envolvido com DB, incusive produzia faixas nesse estilo. O popular inglês Kissy Sell Out é outro que diz dever muito ao "drum". Já o selo Fat!, uma das marcas mais respeitadas do breakbeat, teve uma encarnação anterior como Certificate 18, um selo de adivinhe? DB, claro.
No Brasil, alguns meses atrás, Mau Mau surpreendeu na noite do DJ Andy tocando um set de novidades fresquinhas do gênero. Ele contou pro Andy que sempre compra discos de drum'n'bass. E não poderíamos deixar de fora o maestro Laurent Garnier. Nenhum set seu estaria completo sem "a hora em que ele toca um drum'n'bass."
Ouça abaixo quatro pedradas do DB dos anos 90:
Breakbeat Era - Past Life
Alex Reece - Pulp Fiction
Goldie - Inner City Life
Danny Breaks - Droppin' Science Vol. 1 (DJ Harmony Remix)

Vai ser difícil deixar de pensar na imagem da Bjork entrando no palco, acompanhada por sua banda e pelo brinquedinho mais desejado do mundo, o ReacTable - que esteve em exposição em São Paulo alguns meses atrás, no FILE.
Ela entrou vestindo um turbante ultracolorido, tipo de Aladim, e um vestido rodado, bufante. Era meio que uma baiana new rave. Linda. O palco também recebeu uma cenografia forte, colorida, com bandeiras que de longe pareciam aquelas usadas em templos budistas.
O show começou com "Earth Intruders", com o grupo de sopros, que tinha oboés e trompetes, atraindo as atenções para si. Os metais e o manipulador do ReacTable conseguiram, às vezes, dividir os olhares com Björk.
O tom do show se alternou entre muuuuito lento e instrospectivo, com o grupo de metais dominando o Anhembi, e o eletrônico, de músicas como "Hunter" e "Army of Me". Um dos momentos mais lindos foi "Joga", do disco "Homogenic". A música ganhou dramaticidade e volume com o som dos metais.
No telão, o músico que manipulava o ReacTable ganhou atenção especial. A câmera acompanhava seus movimentos, que repercutiam "visualmente" na música. Pra entender melhor, dá uma olhada no vídeo de demonstração do instrumento aqui.
Agora pro povo que ficava conversando e rindo alto na horas da lentas... não dava pra ir pra um cantinho e continuar a conversa? ?", falta de educação, viu...
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
A assessoria do Tim Festival divulgou o seguinte hoje sobre reembolso para quem comprou o ingresso para ver a Feist, que cancelou sua vinda por causa de uma crise de labirintite:
"Os espectadores que preferirem solicitar o dinheiro de volta pelo cancelamento do show da cantora Feist, podem pedir o ressarcimento nos seguintes pontos de venda:
São Paulo
Lojas Saraiva
Citibank Hall
Teatro Abril
Auditório Ibirapuera
Rio de Janeiro
Modern Sound
Lojas AM/PM
Lojas Saraiva
Vitória
Teatro da UFES
Para compras através do Call Center e Internet, deve ser solicitado o estorno através do telefone: (11) 6846.6200. O prazo máximo para ressarcimento é o dia do evento."
Em menos de 24 horas, duas noites do Tim Festival 2007 esgotaram seus ingressos: dia 25/10 (Cat Power, Antony & the Jonsons e Toni Platão) e dia 27/10 (das "divas" Feist, Katia B e Cibelle).
Este ano, o evento acontece entre os dias 25 e 31 de outubro no Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Vitória. São 24 postos de venda espalhados pelas quatro cidades. Há ainda bilheterias em Belo Horizonte, Brasília, Santo André e Campinas. O público pode também adquirir ingressos via Internet, através do site www.ticketmaster.com.br, ou por telefone, com entrega em domicílio (ver relação completa dos postos de venda e respectivas formas de pagamento no fim do texto).


