“Splice, A Nova Espécie” é um filme de terror bonitinho, quase fofo. Até que...
Conta a história de um casal de cientistas, Adrian Brody e Sarah Polley, que cria em laboratório uma espécie nova de animal/ser humano, um híbrido com um pouco de cada.
Só que ao invés de “matarem” o experimento como sempre fazem quando um desses experimentos dá certo, a cientista mulher (com seu instinto materno?) a esconde e começa a criar “a coisa” como uma criança.
Só que aos poucos isso vai saindo de seu controle, o bicho não mais tão fofinho pira e…
“Splice” tem jeitão de drama indie, com o casal principal bacana, não só como os genais cientistas, mas também vivendo um drama que vem à tona quando o mostrinho vai crescendo e o “filho” do casal levanta a questão do próprio casamento, do comprometimento e até da sanidade dos dois.
Só que isso em meio a muito sangue e um pouco de medo.
Corra, aproveite que está passando no cinema, porque não deve durar muito.
"Dead Snow" é um daqueles filmes de amigos que vão passar o final de semana em algum lugar isolado sem celular nem comunicação, nesse caso uma casa no meio de uma montanha cheia de neve no interior da Noruega.
Como um dos personagens do filme diz, isso não pode dar muito certo.
Na primeira noite eles recebem a visita de um local que diz que eles não sabem onde se meteram, que o lugar é povoado por fantasmas da Segunda Guerra Mundial e explica: aquela montanha foi tomada por nazistas por ficar entre a Alemanha e a Rússia mas os moradores locais conseguiram dominá-los e prenderam os alemães e os mataram todos.
Só que aos poucos os amigos descobriram que os soldados não foram mortos, mas viraram zumbis e aos poucos vão atacando o grupo.
O filme é ótimo, muito divertido, com piadas boas, elenco bacana e o que eu mais gostei é que os amigos do grupo não são adolescentes, dando um tom menos besta ao filme. Em alguns momentos até, o filme fica mais "sério", mas o tom da farsa é o que permeia o filme inteiro.
Sucesso em Sundance do ano passado, "Dead Snow" tem pelo menos uma cena já clássica: a do ataque dos nazistaas zumbis ao som de Tchaikovsky, numa montanha coberta de neve, com muito vermelhor de sangue e cinza dos uniformes puídos, lindo!
Todo mundo que acompanha este blog sabe do meu amor pelo sueco "Deixa Ela Entrar", o filme de vampiros de molecada que coloca no chinelo todos os "Crepúsculos" e "Vampire Diaries" e se bobear até mesmo o "True Blood".
Desesperadoramente um tempo atrás li que o filme seria refeito nos EUA. Pensava que a história é muito boa pra ser estragada, que o filme tinha uns detalhes que não me saíam da cabeça e a gente sabe como essas refilmagens geralmente terminam.
O tempo passou, o filme estreou ano passado por lá com boas críticas e finalmente estreou aqui esse final de semana e lá fui eu conferir: filmaço!
O título mudou, antes era um pedido pra deixar a vampira entrar, agora vira uma coisa mais íntima, ela pede pra entrar, "Deixe-me Entrar", o que já mostra um dedinho do diretor e o caminho que ele tomou no enredo, na minha opinião deixando a vampira mais "animada" com o moleque do que no filme original.
A história: numa fria cidade do New Mexico, um moleque que é alvo de bullying na escola, que apanha, que sofre, tenta de alguma forma pensar em como se proteger de seus agressores. Com uma mãe totalmente relapsa (e deprê ainda pela falta do marido), mas tão relapsa que não vemos seu rosto o filme inteiro, e com um pai que s´ø ouvimos a voz pelo telefone uma vez, o moleque solitário e quase abandonado, encontra em sua nova vizinha uma amiga inesperada.
A menina, que acaba de se mudar para o apartamento ao lado, é bem estranha, fica descalça na neve, tem um cheiro diferente, vive com o pai num apartamento com as janelas cobertas por papelão. Mesmo assim, o menino vai se interessando e gostando da vizinha e ela também, faz muita pergunta, tenta entender o que se passa com o menino, dorme ao lado dele separada por uma parede por onde conversam via código morse.
Paralelamente a gente descobre que a menina precisa ser alimentada com sangue, que seu pai mata pessoas e as drena para que a filha "coma". Sim, ela é uma vampirinha.
Obviamente as coisas não dão certo pro pai da menina, que como ele mesmo diz já é velho e não tem a agilidade que precisaria pra resolver o problema dela. E o menino vizinho vai crescendo em confiança, briga na escola, pede a vampira em namoro sem saber quem é o seu amor e, claro, a história se desenrola de formas não muito normais.
A grande diferença dessa versão americana para o original sueco é a entrada de um grande diretor, Matt Reeves, direto de "Cloverfield". O cara sabe onde colocar a câmera, brinca com o voyeurismo nosso e do menino que parece que tem uma janela indiscreta em seu quarto e de lá percebe mudanças na vizinhança.
Reeves parece que faz um desenho do Tom & Jerry em certos momentos onde os adultos não são importantes o suficiente e em alguns casos, só os vemos da cintura pra baixo, sempre no ângulo de visão de uma criança.
O original sueco é bem cruel em mostrar o sangue, as vítimas da vampira e Reeves mantém esse ar de crueldade com closes desconcertantes e cortes inesperados, sempre envoltos por uma trilha sonora que, mais um pouco, se torna um personagem quase invisível do filme.
E o elenco principal é de tirar o chapéu, comandado pela ótima Chloe Morretz ( de "Kick Ass" e a conselheira amorosa do chatinho "500 Dias com Ela), o menino com cara de elfo Kodi Smit-McPhee e completando o triângulo o "pai" da vampira Richard Jenkins. Escolha perfeita!
Eu sempre que falo dessa história fico com vontade de contar o filme todo, as cenas de hospital, a cena da piscina (que continua punk!), mas me seguro.
Mega recomendo que seja visto no cinema! Corra!
"Cyrus" é um drama indie de terror psicológico, se é que uma coisa dessas é possível. E por isso tem muito de bom e de ruim de tudo isso.
O filme tem aquela vibe indie, filmado em locação, com um elenco bacana (apesar de super manjado) com destaques pra dupla principal masculina John C. Reilly e Jonah Hill.
Cyrus é um cara de 20 e poucos anos que ainda mora com a mãe solteira (o que é um absurdo pros padrões americanos) e com ela tem uma relação, digamos, íntima demais. A mãe conhece um cara, começa a namorar e o filhão começa sabotar esse namoro sem que a mãe perceba.
E o tal do namorado, um editor de filmes meio looser, começa a pirar com a doideira do filho de sua namorada e tenta fazer com que ela perceba o que está acontecendo, o que obviamente é um erro. Bem dirigido, o filme fez um sucesso no circuito de festivais com alguns prêmios e muito destaque principalmente pra Jonah Hill que é o gordo doido de um monte de comédia retardada, dessa vez fazendo um personagem com mais profundidade ( ia dizer com mais peso, mas a piada involuntária ia ser péssima).
O grande destaque do filme é mesmo John C. Reilly, um cara feio, meio gorducho, que nunca vai ser um super star americano mas que rouba a cena sempre que aparece na tela. Ele é o tipo de cara que é meio esteriotipado até, sempre faz um tipão looser (ele era o marido traído do musical "Chicago", por exemplo) mas que eu acredito em tudo o que ele faz nos filmes, e isso pra mim é prova de um bom ator.
Outro destaque é Marisa Tomei, meio velha, com pouca maquiagem, a mãe do Cyrus é sempre uma atriz que se dedica. E eu gosto de lembrar que ela ganhou o Oscar de coadjuvante pela porcaria "Meu Primo Vinny", dizem, que por engano! Quem entregava o prêmio na hora era o doidão velhusco Jack Palance que não leu direito o nome da vencedora no teleprompter e repetiu o nome da última indicada, que foi a Marisa.
Lenda ótima, né?
Nem sei de onde nem porquê baixei esse "Monster", mas na febre da noite passada resolvi assistir e até que foi divertido.
É um indie, terror, monstro, pouca grana, elenco bacana, efeitos razoáveis e história legal de uma nave alien que cai no norte do México, fronteira americana e lá uns aliens sobrevivem e matam a galera. E os EUA constroem uma muralha para barrar que os aliens invadam seu paisinho. ( E a gente sabe que em inglês alien é um dos nomes que eles dão ao imigrantes, né).
Lições de moral a parte, e o filme tem poucas delas, o filme é bom, o diretor promete, com uma grana vai longe e o casal principal tem momentos ótimos na tentativa de voltarem aos EUA.
Dois vídeos bizarros:
- 100 finais de filmes de terror contados em 5 minutos: MAJOR SPOILER Vídeo
- "Jogos Mortais" explicados em 6:66 minutos
Obrigado Oscar, por dar 9 indicações ao maravilhoso "Guerra Ao Terror" fazendo com que assim, seu distribuidor brasileiro o lançasse nos cinemas, depois de terem "jogado" direto em DVD ano passado.
Parece piada isso, mas é a mais pura verdade. Não só contentes em darem um título ridículo em português (pra variar), lançaram uma obra prima direto nas locadoras. E agora, meses depois, nos cinemas, pra nossa felicidade.
Eu não acreditava que só veria esse filme em tela pequena e fico feliz com a oportunidade, obrigado.
O filme, mais um petardo da ótima (mas irregular) Kathryn Bigelow, conta a história de um esquadrão anti bomba em plena guerra do Iraque, bravos soldados que arriscam a vida todo dia por causa dos famosos ataques ao exército americano. NOT!
O filme fala de adrenalina, devício, de vício em adrenalina. Jeremy Renner é o líder do esquadrão que não poupa risco nenhum para desativar as bombas, sabendo que toda vez sua vida é colocada em risco e mesmo assim continua, apesar das broncas dos superiores e de seus subordinados. E quando volta pra casa, não aguenta a tranquilidade, e como um junkie , volta atrás do seu vício.
Eu assisti esse filme pela primeira vez logo depois de rever "Redacted", o filme do Brian DePalma sobre o Iraque (que também é uma porrada) que fala de soldados americanos que estupram uma garota no meio da guerra por se sentirem carentes e sozinhos, como se isso fosse uma justificativa palpável. Enquanto DePalma mostra em seu filme como os soldados se comportam, filmando como se não houvesse amanhã (assim como a vida desses soldados na guerra) usando todo tipo de câmera pra isso, de celular, a HD, passando pela película, Bigelow e seu "Guerra Ao Terror" são o oposto: ela filma da maneira mais brilhante possível, como uma diretora (ou um diretor) que chega em seu nível mais alto de perfeição e de qualidade (a velha ladainha da maturidade profissional, que nesse caso se aplica).
Alguns de seus outros filmes, "Caçadores de Emoção" e "Strange Days" já lidavam com essa coisa do vício, de alguma forma de drogas. Eu acho "Strange Days" um dos filmes que um dia ainda serão descobertos e que ganhará a devida atenção e fiquei feliz por Kathryn estar recebendo a devida atenção nesse momento.
Torçamos pela fofa no Oscar, ainda mais porque ela já foi brevemente casada com James Cameron, que a trocou pela atual esposa, a mãe da Kate do Titanic. Se Kathryn ganha o Oscar de direção, vai ser lindo , ainda mais por isso!
É meio óbvio e até redundante eu achar que "Avatar" leva o Oscar de melhor filme de 2009. Suas 9 indicações são a prova do reconhecimento de James Cameron. De novo. Porque o rio de prêmios que ele levou com "Titanic" já tinha sido a prova cabal, e ele gritando "I´m the king of the world" foi seu pseudo agradecimento em forma de auto citação e tapa na cara da indústria cinematográfica americana.
Por ser o rei do mundo, Cameron fez o filme mais caro da história, que bateu seu próprio "Titanic" nas bilheterias e agora concorre aos tais prêmios.
Mas eu ainda tenho esperanças que "Guerra Ao Terror" (o título bizarro de "The Hurt Locker" aqui no Brasil) seja justiçado e dê pelo menos o prêmio de melhor diretora a Kathryn Bigelow (ex mulher de Cameron, diga-se de passagem). E o mais legal é que ela seria a primeira mulher a ganhar tal prêmio.
Em relação a ator e atriz, parece que é certo que Jeff Bridges e Sandra Bullock (que já foram premiados no Globo de Ouro) recebam os prêmios, o que não é ruim pra ele, grande ator mas ela eu não engulo, fraquinha de dar dó.
Uma torcida minha é para Vera Farmiga que concorre como atriz coadjuvante por "Amor Sem Escalas": aposto que ela a partir dessa indicação vire a estrela que merece ser.
Outra torcida minha é por Up-Altas Aventuras, a animação maravilhosa que tanto foi indicado como melhor animação como indicado como melhor filme, além de outras indicações.
Em bolões do Oscar eu sempre perco porque sempre aposto com o coração e nunca com a razão. Minha torcida esse ano é por "Guerra...", "Distrito 9" e "Up..." e o melhor de tudo, "The Cove" foi indicado a melhor documentário, minha paixão do ano passado.
E pra terminar, o filme (ruim) brasileiro "Salve Geral" (obviamente) não concorre ao prêmio de filme estrangeiro onde um argentino e um peruano foram indicados. Claro que eu torço pela obra prima "A Fita Branca", que ainda concorre a melhor fotografia e se não ganhar nas duas categorias, é marmelada.
Se algum desses sair premiado já vai ser bom pra mim.
Aliás, assistam os 3. Imperdíveis!



