Fato difícil de acontecer esse: uma banda de rock de qualidade estar no Brasil e ainda passar por Curitiba, haja vista a falta de espaços para apresentação das mesmas ou falta de quem se mobilize para trazê-las pra cá. Nesse quesito lugares como Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília e Recife têm sido mais felizes.
Dito isso, vale assitir ao show dos ingleses Fugiya & Miyagi nesta quinta no bar Era Só O Que Faltava. Se você gosta de rock moderno influenciado por eletrônica, krautrock e synthpop, tudo junto e misturado, vale a saída de casa.
A noite tem ainda os DJs Guga Azevedo e Camila Cornelssen fechando o line-up.
Dá uma olhada nesse clip interessante da banda:
Por João Fernando
O vídeo que gravei abaixo mostra um pouco do clima no show do Chromeo na
última sexta, 26, em Munique na Alemanha. Setlist muito bem pensado, misturando com muito equilíbrio os hits, as faixas do cd novo e músicas mais calmas. Particularmente gostaria de ter ouvido "Rage" ao vivo, mas não dá pra dizer que fez falta. Ah, e também pensei que certamente tocaria "When the Night Falls" do cd novo, mesmo sem saber de onde viria a voz feminina. Mas não rolou. Por sua vez, "Night By Night" mostrou todo seu poder ao vivo e "Call Me Up" foi umas das minhas preferidas.
Não estava esperando grandes novidades, solos, virtuosismo ou efeitos especiais. Apenas diversão, e isso teve de sobra. É claro que o público também é responsável por parte do show, e a galera tava amarradona.
Esse foi a penúltima apresentação da turnê européia da dupla. Que na real não é muito popular por essas terras. Foram apenas algumas datas em casas pequenas no velho continente. Fica o toque para os produtores brasileiros: O show foi numa festa para 700 pessoas, aberta para o público, e com ingressos a 15 euros (pouco mais de 35 reais). Não pode ser tão difícil trazer os caras pro Brasil.
Setlist:
Intro (aquela clássica: ôh ôh chromeo...)
I'm Contagious
Outta Sight
Tenderoni
Call Me Up
Opening Up
Hot Mess
Waiting For U
Don't Turn The Lights On
Bonafied Lovin
You're So Gangsta
Night By Night
Moma's Boy
100%
Fancy Footwork
Bis
Needy Girl
Grow Up
Veja o vídeo da banda tocando ao vivo:
Mais fotos do show:
Em setembro de 2009, um grupo de fãs da banda Radiohead se reuniu com um simples objetivo: registrar, de todos ângulos possíveis, uma performance do grupo inglês em Praga.
A brincadeira acabou se tornando um longa metragem de um show, que terá o nome de Live in Praha e pode ser ouvido ou baixado de graça, aqui. São 25 músicas, não é pouca coisa não!
Confira um "trailer" do filme:
Fonte: http://filtermagazine.com/

Após três anos do seu primeiro show no Brasil, Lauryn Hill está de volta. E pelos movimentos recentes da cantora, está claro que ela quer voltar com tudo a cena! Recentemente, a Miss do R&B deixou vazar uma música inédita na internet e segundo a versão online da revista Veja, a cantora estaria trabalhando em seu segundo álbum. Por enquanto, a ex-Fugges só tem um disco: o já clássico The Miseducation of Lauryn Hill, lançado há 12 anos atrás.
A cantora fará shows esse mês de setembro em quatro cidades do Brasil: Florianópolis, no dia 3, Rio de Janeiro dia 6 (veja o flyer abaixo), São Paulo dia 7, Belo Horizonte dia 10 e Brasília dia 12.
Para os moradores do Rio, temos um desconto especial. Nossa amiga Loulou Chavarry está cuidando da lista do evento, portanto se você é leitor do Molotov21, aproveite essa boa!
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Preços na mamata com a Loulou Chavarry:
R$ 50 (pista comum)
R$ 90 (pista premium)
Mande um e-mail para loulou.chavarry@gmail.com até o dia 5/9 (domingo)
Preços sem nome na lista:
R$ 140 (pista comum)
R$ 250 (pista premium)
Aproveite!
Foi com uma boa dose de expectativa e curiosidade que fui ao Curitiba Master Hall ver a volta de Moby à capital paranaense em 21/04, pleno feriado de Tiradentes. Na véspera a tour brasileira tinha abraçado Porto Alegre e, dias antes, Brasília. Mas... volta de Moby em Curitiba, como assim? Bem, há 17 anos atrás - maio de 1993 pra ser mais exato - ele fez uma apresentação naquela que foi a primeira rave da cidade com os mascarados do hardcore techno Altern 8 e os DJs Mark Kamins e Mau Mau, evento cujo nome era L&M Music / The Dance Party. E esse fato-quase-lenda vai render um post aqui em breve.
Provavelmente uma minoria daqueles que estiveram nessa rave num galpão no Jardim Social foram, como eu, rever o produtor novaiorquino. E essa foi uma percepção que tive já no começo da noite: o público que lá estava era de uma faixa etária mais alta (o show também era para maiores de 16 anos), além de muitos insiders e figuras carimbadas da noite curitibana estarem alí se reecontrando, haja vista que a noite local vive um momento de forte estagnação e segmentação. Também dava pra notar que haviam muitos rockers misturados a fãs de eletrônica.
Mas vamos ao show em si. Não houve nenhuma banda de abertura (e nem de encerramento), o DJ Richard Weber tocava enquanto as pessoas iam chegando e se espalhando pelo Master Hall. Um espaço à frente do palco foi separado aos que tinham comprado o ingresso "premium", naquela típica divisão elitista que tem assolado algumas festas e shows de uns anos pra cá.
Às 22:35hs apagam-se as luzes e eis que entra a climática e grandiloquente "A Seated Night", música instrumental quase sinfônica de seu último álbum. As luzes de palco fazem um balé enquanto assistimos a tudo já hipnotizados.
Durante esta abertura entram ovacionados Moby e banda e já mandam ver "Extreme Ways" na sequência. Mais à frente entra "Bodyrock" e logo vem o hino clubber/raver "Go".
Dando sequência entra "Why Does My Heart...". Nesse momento a vocalista negra Joy Malcom da banda de apoio nos impressiona com seu belíssimo e afinado timbre de voz. E ela dá um show à parte em "In This World".
"Porcelain" se faz presente com a voz crua de Moby, sem os efeitos da original (e agora já posso ir feliz para casa).
Outros hits desfilam diante de nossos olhos e ouvidos: "We Are All Made Of Stars", "Natural Blues" e, para surpresa de todos, "Walk On The Wild Side" de Lou Reed, como que nos lembrando as origens underground de ambos na Grande Maçã. "Disco Lies" é uma das que mais causa gritos e passos de dança, a vocalista negra quase roubando o show. "Lift Me Up" tem também a comoção esperada, afinal é um hit recente.
E eis que entra uma versão estranha de "Honey", mais acelerada e encorpada que a original e depois é emendada com "Whole Lotta Love" de Led Zeppelin (!!!). Momento hard rocker total. "Honey" volta, agora em sua versão normal, fechando a quase jam session. E pra contrabalançar e finalizar o show "Feeling So Real" traz toda a sua artilharia jungle/hardcore nos remetendo mais uma vez o início de carreira do produtor. A essas alturas ele consegue arrancar minhas últimas reservas de energia para relembrar como foram energéticos os primeiros anos da década de 90. Ave Altern 8! Ave Prodigy!
Acabou? Não. Como um epílogo, "Thousand" soa nas caixas explodindo nas suas 1000 bpms enquanto Moby faz a sua típica performance de levantar o corpo e os braços ameaçando um stage dive (que nunca acontece) de cima de uma caixa de som no meio do palco. Tive um déja vu total daquela rave jurássica de 1993.
Saldo da noite, 23 músicas, 1h40 de show, teve "diumtudo": ambient, house, techno, trance, hardcore techno, blues, rock, disco e downtempo. Uma aula de música e ecletismo. E apesar de Moby ter em muitas de suas composições uma típica melancolia, o show foi totalmente para cima, com muito punch roqueiro (com o ótimo sound system criando um bom wall of sound), o que deve ter agradado os fãs mais recentes. Aliás uma mistura única de rock com eletrônica e blues. Passados 20 anos de carreira, a situação da música vai por esse caminho da fusão após anos de segmentação e Moby é um sobrevivente mutante daquela época.
Chamaram minha atenção também o despojamente de luzes e recursos pirotécnicos, concentrando nossos sentidos nas músicas e perfomance irreprensível dos músicos: baterista, baixista, guitarrista, tecladista e uma violoncelista, além de Mr. Little Idiot. Outro detalhe que notei no palco foram a ausência de logos, anúncios ou banners de patrocinadores. E todos os músicos (Moby incluso) portavam roupa preta básica, passando um senso de igualdade e neutralidade. Muito interessante.
A única nota desafinada no evento foi o alto preço dos ingressos, R$90 meia de estudante, enquanto que em Porto Alegre a meia entrada chegou a custar R$40. Resultado: um terço do Curitiba Master Hall vazio, que pela lógica podia ter sido preenchido se os ingressos estivessem a preços mais acessíveis. Esse foi o único empecilho que impediu muita gente de ir certamente, uma vez que o espaço, acústica, estrutura e o localização do evento são perfeitos. E fãs de Moby não faltam por aqui também.
E daqui a tour segue rumo a São Paulo (23/04) e Rio de Janeiro (24/04). Paulistas e cariocas: se joguem MUITO.
Parece que mais uma vez a vinda do The Gossip ao Brasil não passou de fofoca. Não que os organizadores do Virus Chilli Beans tenham feito isso de má fé, pelo contrário. Pelo que se comenta, eles estão tão atordoados quanto os fãs da banda liderada pela gordinha de voz estridente que, pela segunda vez, quebra contrato e cancela sua vindo a terras tupiniquins.
Segundo nota divulgada pelo jornal O Globo a organização do festival afirma que os direitos do consumidar serão totalmente respeitados na devolução dos ingressos que já estavam sendo vendidos.
A posição da organização do evento é clara:
"Nossos representantes e advogados nos EUA estão em contato com a agência que representa a banda para entender e buscar superar a situação. Todas as obrigações contratuais por parte dos organizadores do festival foram devidamente cumpridas. Estamos paralisando imediatamente a venda dos ingressos até total esclarecimento dos fatos".
Os felizardos que ganharam os convites pra assistir ao A Stereoscopic Show são: Pedro Mezzonato, Glenda Shaw, Francisco Abreu, Barbara Salinkski e Rafael Srur. Basta se identificarem na lista de convidados e retirarem seus ingressos.
Para aqueles que querem ver o espetáculo, CORRAM! Os ingressos custam a bagatela de R$15,00 e para quem quiser se informar, o telefone da bilheteria do Oi Casa Grande é 2511-0800
O espetáculo começa impreterivelmente às 21h, portanto cheguem cedo e garantam um bom lugar pra essa viagem interestelar.
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O Multiplicidade - festival multimídia que propõe encontros experimentais entre a imagem e o som - propõe um desafio aos leitores do Molotov21: os 5 primeiros que citarem CORRETAMENTE um destes encontros promovidos pelo Multi + nome completo, ganham um dos limitados (e sempre esgotados) convites pro espetáculo desta terça-feira.
Nesta edição do evento a dupla francesa Principles of Geometry se une ao selo visual europeu AntiVJ no projeto "A Stereoscopic Show", que pretende levar a platéia a uma jornada através do espaço mesclando vídeos em 3D (com direito a óculos e tudo!) com a trilha eletrônica repleta de sintetizadores.
Essa viagem intergaláctica vocês podem entender melhor vendo os vídeos abaixo. E não preciso nem saber falar francês pra entender o conceito, que eles explicam a uma TV de seu país natal, afinal som e imagem são linguagens universais, não é mesmo?
Principles of geometry + AntiVJ: a stereoscopic show from AntiVJ on Vimeo.
Esta edição do Multiplicidade acontece no teatro Oi Casa Grande, que fica anexo ao Shopping Leblon, nesta terça-feira, 17 de Novembro às 21h.
Mais Infos: www.multiplicidade.com / http://oicasagrande.oi.com.br/
O “bis” é um momento mágico, tanto para a banda quanto para o fã. É o momento em que a banda é ovacionada depois de um show foda e tomada pelo êxtase volta ao palco para tocar mais uma. É o momento em que o fã tem a chance de ouvir aquela clássica que estava fora da “track list”, é se sentir parte de um show especial, aquela só foi tocada para eles.
Pelo menos deveria ser assim, né? Porque não existe nada mais broxante do que o “bis” planejado. Se você estiver no primeiro show da turnê pode ser até enganado num primeiro momento, mas a decepção vem logo com os próximos. No meio da turnê então, é só aguardar a próxima música com cara de tédio durante quase infinitos segundos de espera. Para dar emoção, talvez. Desgosto é uma emoção?
Algumas bandas abusam. Dois, três, quatro... Algumas fazem até cinco “bis”! Pura palhaçada. Ninguém cai mais nessa.
Se eu tivesse uma banda tocaria todo o “track list” de uma só vez e iria embora. Quem sabe eu não tocaria mais uma num momento de êxtase?


