Muito normal hoje em dia ouvir novas versões de hits batidos da house de 10, 20 anos atrás. Porém sempre há uma forma diferente de ressuscitar essas tracks, ainda mais em se tratando de faixas que ficaram limitadas às primeiras cidades e pistas onde elas primeiro foram tocadas. Refiro-me àquelas primeiras faixas da house music que não tivemos oportunidade de ouvir ou dançar aqui na terra brasilis.
O primeiro exemplo de como renascer um clássico de forma original foi justamente o remake faixa considerada o ano zero da house music, Your Love de Frankie Knuckles e Jamie Principle, lançada em primeiro numa fita cassete em 1984 mas que ganhou vida em vinil 2 anos depois.
Os Friendly Fires, mostrando as influências, a transformaram numa bela versão indie rock em 2006 (!).
Outro clássico dessa fase inicial da house music é It's Allright (1987) de Sterling Void que ainda nos anos 80 ganharia versão um pouco mais polida dos magos do pop eletrônico Pet Shop Boys.
O que me leva à versão "fim de festa" dos Hercules & The Love Affair editada no álbum deste ano sintomaticamente chamado Blue Songs e que muito apropriadamente encerra o long play. Original e improvável, deve ser boa de ouvir em dias chuvosos...
Fato difícil de acontecer esse: uma banda de rock de qualidade estar no Brasil e ainda passar por Curitiba, haja vista a falta de espaços para apresentação das mesmas ou falta de quem se mobilize para trazê-las pra cá. Nesse quesito lugares como Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília e Recife têm sido mais felizes.
Dito isso, vale assitir ao show dos ingleses Fugiya & Miyagi nesta quinta no bar Era Só O Que Faltava. Se você gosta de rock moderno influenciado por eletrônica, krautrock e synthpop, tudo junto e misturado, vale a saída de casa.
A noite tem ainda os DJs Guga Azevedo e Camila Cornelssen fechando o line-up.
Dá uma olhada nesse clip interessante da banda:
O DJ e promoter Denis Pedroso fala sobre a festa INMWT (In New Music We Trust) no James, uma das mais fervidas de Curitiba.
Quantos anos você tem? Há quanto tempo existe a INMWT? Comecou como DJ nessa festa?
Tenho 30 anos e a INMWT existe desde 2005. Comecei discotecando na Quarta Rock do James, a convite dos djs de lá, que não aguentavam mais eu entregando CDs pra eles tocarem as músicas novas que eu pesquisava. Na época, o som, nesse segmento, girava em torno dos anos 80 e 90.
O que você toca?
Depende da festa. Não sou DJ, tecnicamente falando, então aposto em repertório. Portanto, dependendo do lugar que eu toque, levo um repertório que, a princípio, outros não exploram (não pra ser diferente, apenas, mas pra oferecer outras possibilidades. O espírito do projeto INMWT é meio esse). Se a festa comporta novidades, então acabo mandando coisas que pesquiso e não ouço sendo tocadas por aí. Se me dão liberdade total e o espaço recebe bem, então a sonoridade que curto mandar é eletro rock com hip hop, aquela mistura mais maximal, no sentido de diversidade sonora, batidas e transições.
Quantos anos tem a festa?
Ela completa 6 anos, agora em setembro (2011).
Quais as melhores edições até agora? Teve alguma particularmente memorável?
A festa passou por diferentes fases. Quando comento no Twitter que cada edição é uma surpresa, isso é real, pois não há Djs residentes e os sets sempre mudam. A única regra é tocar música dos 00's em diante. Nesses quase 6 anos, passamos por diferentes fases e tipos de público, então a sonoridade mudou bastante. No começo, era indie rock, anos depois estava bem eletrônica. Hoje, a festa vai mais na linha maximal, misturando as sonoridades, e o eletrônico deixado de lado (por exemplo, dificilmente se tocará faixas com 5 minutos e sem nenhum vocal. Isso se deveu mais em relação à resposta do público, com isso o critério pra chamar convidados mudou também).
No começo do no passado, mudei novamente o rumo da fetsa, tornando-a ainda mais eclética ainda e com aquela pegada maximal que gosto de pôr em meus sets. A resposta do público foi excelente e desde então tivemos ótimas edições. Em Novembro, quando recebemos os sets da Killing the Dance X 4e20, a coisa toda estava bem estabelecida já e assim a festa virou uma grande confraternização. Porém, esta última edição, em que veio tocar o Ricardo Bizafra (Fone Dourado/BH) e tivemos ainda os curitibanos DJ Feiges (Reboot) e o Ale Dantas (do James), a interação do público com os Djs e a resposta na pista foi até então nunca vista. O clima de confraternização e o caráter eclético dos sets enriqueceu o evento, por isso certamente tomarei esta última como parâmetro, para a partir dela procurar sempre, apesar de cada edição ser diferente, manter essa clima que rolou.
Vocês fazem flyer? Qual a importância da internet e redes sociais pra divulgarem os eventos?
No começo, fazíamo flyers e cartazes, que eu distribuía no circuito mais alternativo da cidade. Com o tempo, tudo migrou pra plataforma virtual, além do que fomos criando um público fiel e até quem não vai à festa sabe quando ela rola e como é que funciona.
Portanto, a importância das redes sociais, hoje, é enorme nesse trabalho de divulgação (e, mais ainda, de promoção do projeto INMWT como um todo) das edições e os convidados (temos o Blog também, que de certo modo mantém o público conectado). Mas estamos sempre aprimorando esse trabalho de pré e também de pós. Agora, com o Facebook e os recursos que eles cada vez mais implementam, a coisa toda tem crescido em importância, não apenas como divulga, mas também esse outro lado da promoção do projeto e da marca (do INMWT, mas do James, também).
Saiba mais:
Blog: http://www.innewmusicwetrust.com.br
Twitter: http://twitter.com/inmwt
Facebook: http://www.facebook.com/innewmusicwetrust
Por João Fernando
O vídeo que gravei abaixo mostra um pouco do clima no show do Chromeo na
última sexta, 26, em Munique na Alemanha. Setlist muito bem pensado, misturando com muito equilíbrio os hits, as faixas do cd novo e músicas mais calmas. Particularmente gostaria de ter ouvido "Rage" ao vivo, mas não dá pra dizer que fez falta. Ah, e também pensei que certamente tocaria "When the Night Falls" do cd novo, mesmo sem saber de onde viria a voz feminina. Mas não rolou. Por sua vez, "Night By Night" mostrou todo seu poder ao vivo e "Call Me Up" foi umas das minhas preferidas.
Não estava esperando grandes novidades, solos, virtuosismo ou efeitos especiais. Apenas diversão, e isso teve de sobra. É claro que o público também é responsável por parte do show, e a galera tava amarradona.
Esse foi a penúltima apresentação da turnê européia da dupla. Que na real não é muito popular por essas terras. Foram apenas algumas datas em casas pequenas no velho continente. Fica o toque para os produtores brasileiros: O show foi numa festa para 700 pessoas, aberta para o público, e com ingressos a 15 euros (pouco mais de 35 reais). Não pode ser tão difícil trazer os caras pro Brasil.
Setlist:
Intro (aquela clássica: ôh ôh chromeo...)
I'm Contagious
Outta Sight
Tenderoni
Call Me Up
Opening Up
Hot Mess
Waiting For U
Don't Turn The Lights On
Bonafied Lovin
You're So Gangsta
Night By Night
Moma's Boy
100%
Fancy Footwork
Bis
Needy Girl
Grow Up
Veja o vídeo da banda tocando ao vivo:
Mais fotos do show:
Ser eternizado em Cleveland ao lado de monstros sagrados como Bob Dylan, Black Sabbath, Beatles, Rolling Stones, Frank Zappa, entre outros, é a honra máxima que um músico pode receber. E o trio formado por Michael Diamond (Mike D), Adam Yauch (MCA) e Adam Horovitz (Ad-rock) estão entre os indicados para 2011.
Além dos Beastie Boys, a indicação que saiu ontem conta também com Alice Cooper, Bon Jovi, Neil Diamond, Donovan, entre outros. Para ser elegível, o músico ou grupo deve ter lançado seu primeiro disco a mais de 25 anos.
Quinhentos votos elegerão os músicos que farão parte do Rock & Roll Hall of Fame, entre eles jornalistas, veteranos da indústria e outros músicos que já foram eternizados. O resultado sai em dezembro e a 26ª cerimônia acontecerá em 14 de março em Nova Iorque.
![]()
Depois de 6 anos sem lançar nada novo, os californianos do Cake liberaram seu primeiro single. A música "Sick of You" faz parte do sexto álbum de estúdio da banda, Showroom of Compassion, previsto para 11 de janeiro do ano que vem.
O single está disponível para ouvir em exclusividade no site SPIN.com.
SKYY VODKA, rraurl.com e Os Ritmos Digitais têm o prazer de apresentar, pela primeira vez no Brasil, o grupo inglês Crazy P (foto ao lado).![]()
Para ganhar seu par de ingressos, acompanhe a fanpage de SKYY VODKA no facebook. No dia 15/09, entre 11h e 17h, você vai receber uma pergunta e a dica para responde-la. Para a festa em São Paulo, a pergunta e a dica virá com #RRAURLSKYYSP; para a festa no Rio de Janeiro, com #RRAURLSKYYRJ. E atenção: você só pode enviar a sua resposta após a última dica ser dada e até às 23h59 do dia 16/09.Envie a resposta por e-mail para promo@rraurl.com.br, colocando no campo "assunto" #RRAURLSKYYSP para a resposta de São Paulo e #RRAURLSKYYRJ para a resposta do Rio de Janeiro. Serão premiadas as primeiras respostas recebidas corretamente. Acompanhe também o twitter de SKYY VODKA e do rraurl.com.
Quer saber mais sobre a mega-festa?
Leia: O RRAURL comemora 13 anos com festas em São Paulo e Rio de Janeiro
Em entrevista para o site ZaneLowe.com, Josh Homme, líder do Queens Of The Stone Age, fala que já cogitou o fim da banda com a saída de Nick Oliveri, um dos fundadores, em 2004. "Songs For The Deaf", de 2002, foi o último álbum com participação do baixista que entrou nu no palco do Rock in Rio em 2001.
Segundo Homme, enquanto ele estava preocupado com a música, Nick só queria aparecer, o que irritava o vocalista. E foi essa preocupação com o respeito pela música que fez o QOTSA seguir em frente e lançar "Lullabies to Paralyze", que para muitos é o melhor álbum do grupo.
Josh Homme fala ainda que a banda já se prepara para o sexto álbum. Mas enquanto não temos um disco novo, "Rated R.", o segundo da banda ainda com Nick Oliveri, foi relançado em agosto, em comemoração aos 10 anos do disco.
Veja a entrevista completa:



