Essa matéria do Fantástico deve ter ido ao ar em 1978, auge da onda disco no mundo inteiro. Em imagens de qualidade rara a locução explica o que é a disco music para o público brasileiro das sonolentas noites de domingo.
Com takes de um concurso de dança disco no Rio (com juri estrelado e tudo), imagens da entrada e do interior do mítico Studio 54 por Hélio Costa (!), artistas gravando música no estúdio, tudo aqui é puro deleite. Vale assistir esse mini-doc até o final onde didaticamente é explicado porque a disco music veio pra ficar e suas qualidades anti-estresse. É fantástico!
O post anterior do blog, onde o Bernardo relata e exalta o movimentado fim de semana do underground carioca, fez com que Vivian Caccuri (autora do nosso vizinho Ataque-Ataque) levantasse uma dúvida interessante, sempre discutida em botecos e portas de noitada, mas que como toda boa filosofia de boteco, nunca termina num consenso entre os participantes.
Eu também sempre me questiono sobre o que é ou o que não é a cena "underground" da cidade. Se ela existe ou não.
Mas pensando no Rio, a cidade-berço da Rede Globo, qualquer movimento cultural que vive em paralelo a isso é underground. O mainstream tá aqui. O underground também. Mas todos em nichos cada vez mais heterogêneos e conexos, tudo fica muito confuso.
Obviamente o denominado underground carioca de hoje não é trangressor e reto como era na origem da contracultura em 60 e 70. O mundo também não. O sistema a ser rompido não é tão claro e concreto como era antes. É até mais sedutor e flexível.
Às vezes, por ver que muita gente que frequenta essa cena segue o rótulo por modismo, porque é cool ou por motivos nada coincidentes com o "princípios underground" - se é que eles existem - a confusão se forma.
O interesse claramente comercial de patrocinadores e fornecedores no público que consome o chamado underground também desacredita. Mas essa é a tão sonhada profissionalização, não é? A Indústria do Entretenimento?
Underground pra mim é a cultura que corre com objetivos alheios aos da cultura dominante. Sem ceder aos caprichos da POPularização em detrimento da qualidade (no caso musical) e da diversão.
E pra você?


