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[.::musicness::.] Hora do recreio: A onda agora é o estilo discoteca
02.05.10 00:385 comentários

Essa matéria do Fantástico deve ter ido ao ar em 1978, auge da onda disco no mundo inteiro. Em imagens de qualidade rara a locução explica o que é a disco music para o público brasileiro das sonolentas noites de domingo.

 

Com takes de um concurso de dança disco no Rio (com juri estrelado e tudo), imagens da entrada e do interior do mítico Studio 54 por Hélio Costa (!), artistas gravando música no estúdio, tudo aqui é puro deleite. Vale assistir esse mini-doc até o final onde didaticamente é explicado porque a disco music veio pra ficar e suas qualidades anti-estresse. É fantástico!

 

Raul Aguilera
Raul Aguilera (djraulaguilera @ gmail.com)
www.twitter.com/raulaguilera
[Molotov21] O que é Underground pra você?
30.09.09 21:2122 comentários

O post anterior do blog, onde o Bernardo relata e exalta o movimentado fim de semana do underground carioca, fez com que Vivian Caccuri (autora do nosso vizinho Ataque-Ataque) levantasse uma dúvida interessante, sempre discutida em botecos e portas de noitada, mas que como toda boa filosofia de boteco, nunca termina num consenso entre os participantes.

 

Eu também sempre me questiono sobre o que é ou o que não é a cena "underground" da cidade. Se ela existe ou não.

 

Mas pensando no Rio, a cidade-berço da Rede Globo, qualquer movimento cultural que vive em paralelo a isso é underground. O mainstream tá aqui. O underground também. Mas todos em nichos cada vez mais heterogêneos e conexos, tudo fica muito confuso.

 

Obviamente o denominado underground carioca de hoje não é trangressor e reto como era na origem da contracultura em 60 e 70. O mundo também não. O sistema a ser rompido não é tão claro e concreto como era antes. É até mais sedutor e flexível.

 

Às vezes, por ver que muita gente que frequenta essa cena segue o rótulo por modismo, porque é cool ou por motivos nada coincidentes com o "princípios underground" - se é que eles existem - a confusão se forma.

 

O interesse claramente comercial de patrocinadores e fornecedores no público que consome o chamado underground também desacredita. Mas essa é a tão sonhada profissionalização, não é? A Indústria do Entretenimento?

 

Underground pra mim é a cultura que corre com objetivos alheios aos da cultura dominante. Sem ceder aos caprichos da POPularização em detrimento da qualidade (no caso musical) e da diversão.

 

E pra você?

 

Felipe Tiradentes
Felipe Tiradentes (felipe @ molotov21.com)
We drop bass in your face, b-b-bass in your face