
Semana passada, a Skol reuniu jornalistas numa coletiva no Shopping Cidade Jardim - o novo ícone do luxo da cidade - pra anunciar um evento para 40 mil pessoas, anunciado como "nunca antes visto", ou algo parecido.
Deu vontade de ver. Seria o fim do Skol Beats, evento que nasceu inovador, cresceu como um encontro ecumênico de várias tribos e nos últimos anos vinha tentando encontrar um novo caminho? Na dúvida, entrei na coletiva online.
Tratava-se do Skol Sensation, um megaevento pra 40 mil, marcado para acontecer em abril, em São Paulo. A novidade? Segundo o pessoal da Skol e o gringo dono da ideia, a grande inovação é que o Sensation reúne música eletrônica, teatro, acrobacias, luzes, laser e fogos de artifício, num ambiente onde todo mundo deve ir vestido de branco.
Depois, a Folha publicou os preços do bailão: ingressos simples serão vendidos por R$ 160 e os premiuns, com bebida incluída, batem na casa dos quatro dígitos. Ou seja, saem os cybermanos, entram os frequentadores do Café de la Musique.
Tudo bem, a Skol é uma marca e precisa vender, achar novos nichos pra investir e de repente foi ágil em farejar uma tendência: a de que estamos vivendo num país onde, apesar da crise que assola o mundo, o que importa é ostentar, gastar, ou seja, ser alguém (rico) na cena.
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Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.


