A maratona The Way We Run, ou TWWR, como chamam os já íntimos e seguidores do evento, encerra seu ciclo na próxima quinta-feira, 3 de junho. Após seis ações gratuitas, o palco do grand finale será no Teatro Odisséia, na Lapa, e terá início às 22h com a exposição fotográfica e exibição de filmes com os melhores momentos da The Way We Run no Rio.
Quem passar por lá poderá ser fotografado no mini estúdio Espaço Photo Converse What do You do? Tudo isso ao som dos rapazes d’Os Ritmos Digitais, coletivo formado por Rafael Salim, Millos Kaiser e Yugo. Para o evento de despedida, a Converse guardou um grande trunfo e vai levar um tatuador que exibirá sua arte ao vivo e no corpo de quem estiver disposto a encarar a proposta, com patrocínio da marca de óculos Evoke.
A noite não acaba por aí. A partir da meia noite, o casarão da Lapa será invadido pelo show da banda Rockz, formada por "velhos" conhecidos do cenário independente carioca. A Rockz já surgiu nos palcos com certa experiência, devido a bagagem dos seus integrantes: Pedro Garcia (Bateria) seguiu a vida tocando no Planet Hemp e nos Seletores de Frequência, do ex-Planet BNegão, onde também Nobru Pederneiras (Guitarra) passou a tocar baixo. Da mesma banda veio Gabriel Muzak (Guitarra), que também tocava na Funk Fuckers. Enquanto Daniel Martins (Baixo) e Diogo Brandão (Vocal) vieram da também carioca Benflos.
Em seguida o elogiadíssimo Database, formado pelos amigos Lucio Morais e Yuri Chix. Juntos desde 2007, já lançaram remixes oficiais para o projeto BPA, do inglês Fatboy Slim, e para a banda britânica Metronomy. Para fechar com chave de ouro o DJ Sugar Rush com suas mixagens neuróticas de Fidget House e Maximal.
Veja as fotos da últimas edições no site Party Busters
Saiba mais sobre a The Way We Run
O ciclo de atividades promovido pela Converse - The Way We Run - é uma maratona de eventos gratuitos relacionados à arte, moda, música, cinema, fotografia e skate. Durante quatro semanas, o The Way We Run se instalou em locações próximas entre si promovendo festas, exposições e contato com a cultura urbana. O público teve à sua disposição eventos com escalas de horário, proporcionando aos participantes a livre busca pela experiência seguinte deslocando-se entre as locações.
No Rio de Janeiro, o evento começou no dia 13 de maio e termina na próxima quinta-feira, 03 de junho.
Quem foi aos eventos garantiu um passaporte e ganhou estrelas adesivas Converse em cada locação visitada. Na etapa final, o passaporte com seis estrelas poderá ser trocado por um vale-Converse, que posteriormente será trocado por uma edição especial do tênis Converse The Way We Run. A lista de lojas para a troca será divulgada oportunamente no site do evento. Para o acesso à festa de encerramento, é necessário apenas que se apresente o passaporte. Além do Rio de Janeiro, as cidades de Curitiba e Recife também receberam o The Way We Run este ano.
Sobre a Converse
A Converse Inc. nasceu em Massachusetts. Fundada em 1908, construiu uma forte reputação com produtos como Chuck Taylor All Star, entre outros no segmento Skate, Urban, Training e Lifestyle. Hoje, o diverso portfólio é comercializado em mais de 160 países. Outras informações acesse: www.converseallstar.com.br
Programação:
Dia 03/06 - Teatro Odisséia - Avenida Mem de Sá, 66
22hs
*DJs Os Ritmos Digitais
*Exposição Fotográfica Melhores momentos TWWR Rio (André Câmara+ Rene junior/skate)
*Exibição de filme com melhores momentos TWWR Rio (edição especial Banzai)
*Exposição Converse
*Test Drive Converse
*Máquina de pescar tenis
*Espaço Photo Converse What do You do?
0hs
*Show Banda Rockz
*Database (special rock set)
* DJ Sugar Rush
Quem for na Campus Party poderá acompanhar a programação de VJs na zona de Criatividade, área de Vídeo.
"É um espaço onde as pessoas podem se encontrar para trocar experiências sobre vídeo. O foco é o compartilhamento de conhecimento", conta VJ pixel, um dos coordenadores da área.
Há projetor e tela disponíveis na bancada de vídeo para quem quiser brincar com suas imagens. Também é possível levar equipamento próprio.
Na sexta-feira, 29.01, às 18h00, acontece o encontro do VJBR, com a presença de VJs de diferentes estados, para troca de idéias e projeções nas paredes do evento, que por coincidência, estão apropriadamente forradas com lycra branca.
A programação da área de Criatividade também inclui painel sobre VJing, oficinas de vídeo, VJing, Blender, Processing e outros.
Veja os horários na Agenda do site da Campus Party 2010: www.campus-party.com.br.
Quem não estiver no evento, pode acompanhar online a transmissão ao vivo através deste link: http://tv.campus-party.org.
Você pode escolher a área que quer ver. Para assistir a programação de VJs basta entrar no canal "2 - Video, Foto e Design".
Achei muito bom a FACT magazine (um dos meus sites preferidos) ter publicado uma lista com os 10 melhores hip house da história.
Apesar de não concordar com toda a seleção (cadê "Rok The House", dos Beatmasters/Cookie Crew, cadê Tony Scott?), adorei a ideia de uma lista/matéria dedicada a um estilo desprezado pelo bom gosto oficial.
Adoro progressive house clássico tipo Leftfield, ou os primeiros releases da Warp, ou ainda as pedradas jungle/hardcore da primeira metade dos anos 90. Mas isso é OK gostar, é oficialmente aceito.
Agora, na hora de defender, por exemplo, o hip house, a maioria das pessoas dá uma risadinha e muda de assunto.
Imagina então defender algo menos levado a sério ainda nos panteões do cool: a Euro-house, em especial aquela da primeira metade dos anos 90 (quando o gênero dominava o mundo).
Dá pra colocar muita coisa nesse balaio. Mas, em linhas gerais, dá pra dizer que euro-house é house music anabolizada com ganchos de produção euro-pop.
Abaixo, cinco argumentos para minha defesa desse subgênero incompreendido. Cinco músicas fantásticas, puro êxtase escancarado, sem medo de gritar na pista ou tocar no rádio. Ouve aí:
Cappella - U Got 2 Know (com a melodia de "Happy House", de Siouxsie and the Banshees)
Diddy - Give Me Love (Sasha e Digweed tocaram essa até gastar em 93/94)
Alex Party - Saturday Night Party (Read My Lips) (Itália, para o alto e avante)
JX - Son of a Gun (figura atualmente conhecida como Rex the Dog, artista da Kompakt)
Tin Tin Out - The Feeling (usa rap de 1987 de Sweet Tee)
O Surfluz é uma mesa que permite desenhar no telão usando luz infravermelha. As imagens são animadas e aparecem no telão em tempo real, podendo ser mixadas às imagens do VJ e permitindo a participação do público.
O aparato foi construído pelo VJ pixel, no estilo "Criei, tive como" (alusão ao Creative Commons), utilizando apenas ferramentas open source.
pixel, assim com letra minúscula, é apenas um pedacinho de um jpeg, como ele mesmo diz. Ou seja, um componente de uma cena formada por diversos outros elementos. Esta metáfora também traduz a filosofia de seu trabalho, onde a criatividade é agregativa, ou seja, realizada em conjunto por diversas pessoas, colaborativamente, visando sempre o avanço das ferramentas e as disponibilizando para que a comunidade possa dar continuidade à evolução do conhecimento.
Desta maneira, ficam à disposição da criatividade livre, diversos recursos, desde softwares até hardware, como o Arduino. E já há muita gente construindo coisas bem divertidas com estes.
O VJ pixel está presente em diversos eventos esta semana na Campus Party. Quem se interessa em aprender mais sobre edição de vídeo e Vjing em software livre pode colar lá nesta sexta, às 14h00, para uma oficina sobre o LiVES, ministrada por ele e por Garbiel Salsaman.
Na sexta-feira ele faz palestra sobre o software. Aqui, ele explica de onde veio e como funciona toda essa história da mesa na entrevista abaixo, feita por gtalk, levemente adaptada ao estilo blog.
Bete: Quando você começou a fazer o Surfluz?
pixel: Comecei há aproximadamente três meses. Na verdade, ela ainda não está terminada. Estou testando várias possibilidades. A intenção é fazer um instrumento que permita que um VJ faça uma performance 'habitual', e ao mesmo tempo tenha mais flexibilidade de criação. Esse vídeo foi feito em outubro, logo quando comecei as experiências.
Bete: Você desenvolveu sozinho ou com mais alguém?
pixel: A pesquisa foi desenvolvida com ajuda de algumas pessoas. O Tiago Pimentel, com quem trabalhei no Casa Brasil (projeto de inclusão digital), e o Caio Luna (VJ do Desconstrução). Foi o Tiago que teve a sacada de usar aplicações em Processing. Eu estava pesquisando interfaces há uns meses e conversei bastante sobre o assunto.
A proposta é pensar em interfaces inusitadas, como usar um joystick de Playstation para controlar um software de edição de vídeo. Não é grande novidade, a diferença é que esse recurso poderá ser utilizado por milhares de pessoas assim que for incorporado ao LiVES. Acho que vai ser o primeiro programa de VJ que terá um recurso interno para utilização de joystick como controlador, mas não tenho certeza. Durante a pesquisa, acabei me deparando com o Wii e passei a pesquisar várias possibilidades de interfaces mediadas pelo Wiimote.
Inclusive, quando estava pesquisando essas interfaces mediadas pelo Wiimote, me deparei com a Linux Electronic Whiteboard, que é uma versão livre pro projeto do Johnny Chung Lee, e passei a fazer experiências com ele usando vários softwares. O Tiago me mostrou que era interessante fazer com Processing e como ficava bom com o Yellowtail. Então devo a ele um grande salto na pesquisa. O Caio me chamou pra levar a instalação pra uma festa que ele estava produzindo em Brasília e me ajudou construir a interface pra apresentar. Foi onde saiu esse vídeo.
Bete: Então, me explica a caixa. O que tem nela?
pixel: Caixa? Tela?
Bete: Sim, onde as pessoas passam o dedo pra desenhar, como chama?
pixel: Não é desenhado com o dedo, e sim com uma luz infravermelha.
Bete: A luz pega o movimento? Como faz?
pixel: Já viu sobre led throwing? Eu construí uns LEDs como aqueles.
Deixa eu pegar um link: http://vercodigofonte.blogspot.com/2006/02/led-throwing-action.html.
Eu me inspirei na maneira que eles constrõem os LEDs para arremessar. Tem gente que adapta canetas de verdade, como aqueles hidrocores Piloto, utilizando uma bateria, LED e um interruptor. Mas eu simplifiquei fazendo o interruptor rusticamente e utilizando apenas a bateria e o LED.
Bete: Teve que programar alguma coisa? No Processing ou outro?
pixel: Eu fiz modificações no Yellowtail pequenas, beeeeem pequenas.
Bete: Esse Yellowtail, o que é?
pixel: É um software escrito em Processing. Atualmente, a Surfluz usa só ele no Processing, mas já pesquisei outros softwares. A intenção é criar alguns também.
Bete: :)
pixel: Mas quero ver o que já existe primeiro. Uma das grandes vantagens do software livre é não ter que reinventar a roda. Além disso, é interessante. No lugar de ficar criando projetos novos, fortalecer outros já existentes, o que prefiro fazer. Tem gente que cria projetos do zero, parecidos com outros, para poder ter autoria, dizer que fez. Não é meu caso.
As pessoas normalmente perguntam: foi você que fez? O que você fez daí? Eu gosto de dizer que apenas juntei as peças. No Surfluz foi o que fiz. Juntei diversos softwares, fiz modificações e o mais importante, vou distribuir minhas modificações (avanços?) para a comunidade de volta. O controlador do LiVES com joystick veio do Surfluz. Eu o fiz junto com o Salsaman e testei, ainda testo, exaustivamente. Ele faz parte do Surfluz, na verdade, talvez não esteja funcionando bem, pois as pessoas correm pra tela e esquecem o controle, e olha que é beeeem divertido brincar com ele.
Bete: Mas o que faz o controle? A luz surfa. E o controle?
pixel: uhauhauhauauha
Bete: ahisuhaiushau
pixel: O Surfluz é composto de três elementos. Um deles é um computador com o LiVES, que é um software livre de VJing com o qual colaboro no desenvolvimento (testando, propondo recursos e traduzindo). O controle serve para controlar o LiVES. O LiVES dá a textura da imagem ou do fundo. O outro elemento é um computador que roda o Linux Whiteboard e o Processing. Ele é responsável por captar os movimentos do mouse e transformar em imagem. O terceiro elemento é um mixer de vídeo que junta as imagens dos dois, que são duas fontes de vídeo que podem criar uma composição de qualquer maneira que o mixer permitir. As maneiras que acho mais interessante são: A) usar a imagem que vem do LiVES como textura nos desenhos dentro deles. B) usar as imagens do LiVES como fundo dos desenhos.
Bete: Aí o público pode mexer? Como é a usabilidade? As pessoas pegam fácil?
pixel: Podem mexer no joystick, desenhar na tela, ou operar o mixer, como preferirem.
Olha o Yellowtail: http://processing.org/exhibition/works/yellowtail/index.html. Aí risca ele com o mouse apertando o botão esquerdo. Eu fiz modificações pra parecer melhor numa resolução maior em tela fullscreen. As pessoas pegam fácil a usabilidade. O joystick é um instrumento já conhecido e fácil de usar, então as pessoas vão mexendo aleatoriamente até entenderem o que os botões fazem. Na tela, a maior dificuldade, é entenderem que precisam apertar o fundo dos LEDs. Mas isso faz uma coisa legal, cria uma rede social, as pessoas vão ensinando umas às outras a usar. Estou pensando em fazer canetas "tradicionais" pra ajudar as pessoas a entenderem o que fazer. Tira um pouco da simplicidade, adicionando mais elementos. Gosto de fazer as coisas simples, para que as pessoas saibam que elas podem fazer em casa, desmistificar a metodologia. Por isso, essa pesquisa toda faz parte da MetaReciclagem.
Bete: O que dá pra controlar com os botões?
pixel: O joystick tem botões pra mudar de vídeo. Um pra "subir" o vídeo, outro pra "descer". Tem um botão pra pausar e despausar o vídeo, um pra limpar todos os efeitos, pra correr o vídeo pra "frente" e "trás", pra aumentar e diminuir a velocidade e botões de efeitos (finalmente descobri uma utilidade pra todos aqueles botões do controle do Playstation). Tem gente que fica brincando só um minutinho, tem gente que fica 10 minutos e volta. Teve um cara que ficou mais de meia hora. Ele ia e voltava o tempo todo. Tirou várias fotos e filmou um monte. Minhas 'canetas' parecem com essa só que com luz infravermelha:
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Bete: A luzinhaaaaaaaaa, que fofa. Dá pra fazer com mais de uma luzinha ao mesmo tempo?
pixel: No momento não porque a luz funciona como mouse, mas quero escrever um programa que faça com toque. Aí podem ser usados vários dedos de uma vez e várias mãos, várias pessoas, pés, também nariz... Com cuidado, rola até com cotovelo. Viu o primeiro vídeo que mandei? Que é na parede?
pixel: Tiago é o cara que passa entre os segundos 23 e 25 do vídeo.
Hora de repensar as listas de melhores vídeos de 2008. O clipe de "One Month Off", do Bloc Party, justifica.
Ainda estou tentando digerir o disco Intimacy, lançado às pressas pelo Blocparty há algumas semanas. Até agora, achei quase no mesmo nível (fraco) do A Weekend In The City. Mas, felizmente, parece que a banda tem mais bala na agulha. Hoje liberaram o clipe da faixa "Talons", o novo single a ser lançado. Gravada durante as sessões de Intimacy, a música segue a idéia do álbum em fazer faixas dançantes. Mas "Talons" tem mais guitarras e mais vibração. Gostei. Dance-rock menos afetado que as demais faixas do álbum, mas mantendo as confissões de Kele Okereke: "I have been arrogant, I have been wicked."
O novo single do Bloc Party, "Mercury", sai hoje na Inglaterra (os EUA terão apenas a versão digital). Já o restante do planeta vai ouvir através dos meios normais de se conseguir essas faixas. O lado B traz dois remixes: um do Flosstradamus (?) e outro do CSS. Algum figura usou a versão do Cansei no Audiosurf, e o resultado você confere abaixo.
Parece que o Bloc Party errou mesmo a mão em sua nova música, "Flux". Mas apesar da faixa não ter agradado o povo aqui do QG, o vídeo japatrash feito para ela ficou bem legal!
Os efeitos especiais deixariam o Esquadrão Relâmpago Changeman com inveja (sem ironia!).



