Cada vez mais a dobradinha música x sneaker gera filhotes na cultura pop. Simplemente porque é muito mais legal vc usar um tênis limitado, que tenha todo um conceito e uma historinha por trás, do que comprar o modelo básico na sapataria mais próxima.
Desta vez o protótipo que surgiu é assinado pelo N.A.SA. de Squeakr E. Clean e Zegon, sneaker-freak de carteirinha, e personaliza a Telford Mid, linha cássica da Lakai.
UPDATE: No fim da entrevista, você vê 2 vídeos da apresentação do Zegon na Yeahh!
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Prestes a tocar sexta-feira na festa Yeahh! @ Fosfobox, sua primeira apresentação em clubs no Rio depois de mais de 2 anos, Zé Gonzalez aka Zegon - fala sobre seu início de carreira, os 8 anos no Planet Hemp, internacionalização do nome, sua relação com a Nike, N.A.S.A., DJ Hero y otras cositas más, com a língua afiada que lhé peculiar.
Resume pra gente um pouco da sua trajetória musical até chegar ao Planet Hemp.
Comecei como qualquer criança que se interessa por música, através dos pais, no
caso os meus eram aficionados por disco ,funk e rock nos 70. Depois teve a fase
das bandas de garagem na escola com 13, 14 anos... Toquei guitarra por uns anos
e através do skate pude conhecer a primeira geraçoes de B-Boys de SP.
Andávamos de skate nos mesmos lugares que eles dançavam break, tipo Estação São Bento e Praça Roosevelt. Daí foi um passo para me apaixonar pela cultura do scratch e descobrir que era isso que eu queria. Tive vários grupos de rap e cheguei a tocar com o Defalla na Tour do "Kings of Bullshit", isso em 93.
Alguns anos antes tinha conhecido o Marcelo D2 num
campeonato de skate e quando o Planet foi fazer o show de lançamento em São
Paulo, ele me convidou pra participar. Fiz um show,dois shows e acabei ficando
por quase 8 anos.
E como vc conseguiu se reinventar
pra fugir do estigma de DJ do Planet ?
Não me importo muito com isso, desde a epoca do Planet eu participava dos mais
variados projetos que me interessavam. Gravei desde Nação Zumbi, Gilberto Gil
até Sepultura e Racionais Mc's. Nunca tive bloqueio com estilos musicais
ou rótulos.
Não acho que eu tenha me reinventado, tenho muito orgulho do Planet Hemp. Fui e sou o unico DJ do Planet , acho que segui o meu caminho natural mesmo.Me joguei ,saí do Brasil, comecei praticamente do zero novamente. Demorou mas as coisas estão acontecendo ...
Essa mudança de Zé Gonzalez pra
Zegon foi uma forma de se internacionalizar?
Ja tinha alguns amigos que me chamavam de Zego, de brincadeira, mas Zegon foi
mais facil por vários motivos: Primeiro por eu estar morando em Los Angeles e
Gonzalez ser mexicano. Rola preconceito com mexicano por lá,já com brasileiro
não; Segundo porque ninguem consegue falar Zé direito fora do Brasil ...
E o NASA? O qua a gente pode esperar
do projeto?
O NASA sim esta numa fase de se reinventar, rodamos o mundo todo algumas
vezes em 2009 e agora estamos reconstruindo nosso show ,novos MC's, coisas
tocadas ao vivo, novos vídeos, tem
também disco de remixes e making off que
está pra sair em alguns meses.
De qualquer forma esse ano tomei a decisão de viajar menos e
não viver o ano todo na estrada. Também estou trabalhando forte em novos
projetos solo,que todos vão ficar sabendo em breve.
Você é um DJ que consegue
tangibilizar em idéias/produtos o seu estilo e a sua música. Pretende se
aventurar mais como fez assinando o design do Nike Vinylheads?
Com certeza ,tenho uma relaçao com a Nike há varios anos, eles me ajudam
bastante com o patrocínio e eu retribuio. O Vinylheads foi uma colaboraçao que
veio "pronta", foi o útil ao agradável, temos grandes projetos para
2010.
E suas impressões sobre o DJ Hero?
Qual é a sensação de ter track sua podendo ser mixada na plataforma videogame ?
Achei o DJ Hero interessante pela parte musical, pela programação, pela
historia... A seleção de DJs não tá aquela coisa clichê tipo Tiesto e Paul
Oakenfold, tem verdadeiros DJ Heros como Jazzy Jeff e Z-Trip e também outros
nem tanto...
Mas eu faço parte da geração do Atari e gosto de toca-discos
de verdade, de jogar sinuca, não perco tempo brincando de tocar, prefiro
treinar scratch de verdade! Mas as as faixas estarem no Game foi muita honra e
bastante compensador também.
Você se equilibra na linha tênue que
separa o hip-hop e a eletrônica. O que a gente pode esperar ouvir na sexta?
Gostei do ponto de vista, mas eu gosto de musica boa seja ela Hip Hop,
Eletronica ou Rock. Nos meus sets eu costumo passar por todas influencias, mixar
rapido, megamix style mesmo, passando o máximo das minhas influencias.
Ultimamente estou louco por anos 60, 50 e tenho conseguido fazer isso em meus
sets. Toco tudo que eu gosto, sinto o publico,toco hits ,nao vejo problema. Faço
as pessoas dançarem. Conceito é legal também, mas quem não toca o emocinal das
pessoas, no dia seguinte ninguem lembra do som.
Ao mesmo tempo gosto de passar informaçã, trazer o velho que foi esquecido e tambem o novo que nem foi lançado. Não tenho uma regra.
Só acredito em 2 estilos de musica, música boa e música ruim, independente de rótulos ou época. Se eu toco é porque gosto e acredito que a pista vá custir.
Normalmente num set de 1h30 chego a tocar mais de 100 musicas.
Estou muito animado pois é minha primeira noite em club no Rio em muito tempo. Nos ultimos 2 anos, estive em eventos diferentes,mas há bastante tempo que eu nao toco em club por aí.
Vídeo Upate
1 - Resume pra gente
um pouco da sua trajetória musical até chegar ao Planet Hemp.
Comecei como qualquer criança que se interessa por música, através dos pais, no
caso os meus eram aficionados por disco ,funk e rock nos 70. Depois teve a fase
das bandas de garagem na escola com 13, 14 anos... Toquei guitarra por uns anos
e através do skate pude conhecer a primeira geraçoes de B-Boys de SP.
Andávamos de skate nos mesmos lugares que eles dançavam break, tipo Estação São Bento e Praça Roosevelt. Daí foi um passo para me apaixonar pela cultura do scratch e descobrir que era isso que eu queria. Tive vários grupos de rap e cheguei a tocar com o Defalla na Tour do "Kings of Bullshit", isso em 93.
Alguns anos antes tinha conhecido o Marcelo D2 num
campeonato de skate e quando o Planet foi fazer o show de lançamento em São
Paulo, ele me convidou pra participar. Fiz um show,dois shows e acabei ficando
por quase 8 anos.
2 - E como vc conseguiu se reinventar
pra fugir do estigma de DJ do Planet ?
Não me importo muito com isso, desde a epoca do Planet eu participava dos mais
variados projetos que me interessavam. Gravei desde Nação Zumbi, Gilberto Gil
até Sepultura e Racionais Mc's. Nunca tive bloqueio com estilos musicais
ou rótulos.
Não acho que eu tenha me reinventado, tenho muito orgulho do
Planet Hemp. Fui e sou o unico DJ do Planet , acho que segui o meu caminho
natural mesmo.Me joguei ,saí do Brasil, comecei praticamente do zero novamente.
Demorou mas as coisas estão acontecendo
...
3 - Essa mudança de Zé Gonzalez pra
Zegon foi uma forma de se internacionalizar?
Ja tinha alguns amigos que me chamavam de Zego, de brincadeira, mas Zegon foi
mais facil por vários motivos: Primeiro por eu estar morando em Los Angeles e
Gonzalez ser mexicano. Rola preconceito com mexicano por lá,já com brasileiro
não; Segundo porque ninguem consegue falar Zé direito fora do Brasil ...
4 - E o NASA? O qua a gente pode esperar
do projeto?
O NASA sim esta numa fase de se reinventar, rodamos o mundo todo algumas
vezes em 2009 e agora estamos reconstruindo nosso show ,novos MC's, coisas
tocadas ao vivo, novos vídeos, tem
também disco de remixes e making off que
está pra sair em alguns meses.
De qualquer forma esse ano tomei a decisão de viajar menos e
não viver o ano todo na estrada. Também estou trabalhando forte em novos
projetos solo,que todos vão ficar sabendo em breve.
5 - Você é um DJ que consegue
tangibilizar em idéias/produtos o seu estilo e a sua música. Pretende se
aventurar mais como fez assinando o design do Nike Vinylheads?
Com certeza ,tenho uma relaçao com a Nike há varios anos, eles me ajudam
bastante com o patrocínio e eu retribuio. O Vinylheads foi uma colaboraçao que
veio "pronta", foi o útil ao agradável, temos grandes projetos para
2010.
6 - E suas impressões sobre o DJ Hero?
Qual é a sensação de ter track sua podendo ser mixada na plataforma videogame ?
Achei o DJ Hero interessante pela parte musical, pela programação, pela
historia... A seleção de DJs não tá aquela coisa clichê tipo Tiesto e Paul
Oakenfold, tem verdadeiros DJ Heros como Jazzy Jeff e Z-Trip e também outros
nem tanto...
Mas eu faço parte da geração do Atari e gosto de toca-discos
de verdade, de jogar sinuca, não perco tempo brincando de tocar, prefiro
treinar scratch de verdade! Mas as as faixas estarem no Game foi muita honra e
bastante compensador também.
7 - Você se equilibra na linha tênue que
separa o hip-hop e a eletrônica. O que a gente pode esperar ouvir na sexta?
Gostei do ponto de vista, mas eu gosto de musica boa seja ela Hip Hop,
Eletronica ou Rock. Nos meus sets eu costumo passar por todas influencias, mixar
rapido, megamix style mesmo, passando o máximo das minhas influencias.
Ultimamente estou louco por anos 60, 50 e tenho conseguido fazer isso em meus
sets. Toco tudo que eu gosto, sinto o publico,toco hits ,nao vejo problema. Faço
as pessoas dançarem. Conceito é legal também, mas quem não toca o emocinal das
pessoas, no dia seguinte ninguem lembra do som.
Ao mesmo tempo gosto de passar informaçã, trazer o velho que foi esquecido e tambem o novo que nem foi lançado. Não tenho uma regra.
Só acredito em 2 estilos de musica, música boa e música ruim, independente de rótulos ou época. Se eu toco é porque gosto e acredito que a pista vá custir.
Normalmente num set de 1h30 chego a tocar mais de 100 musicas.
Estou muito animado pois é minha primeira noite em club no Rio em muito tempo. Nos ultimos 2 anos, estive em eventos diferentes,mas há bastante tempo que eu nao toco em club por aí.
Que eu não sou DJ acho que já ficou claro por aqui, né? Mas nem por isso eu vou perder essa oportunidade que o N.A.S.A., junto com a Indaba Music e Anti-Records, está oferencendo.
Sabe o álbum "Spirit of Apollo" dos caras, que conta com a participação de Kanye West, David Byrne, Chuck D, RZA, The Cool Kids, Ol ‘Dirty Bastard, Tom Waits, DJ AM, KRS-One, Ghostface Killah, Method Man, Lykke Li, Santigold, George Clinton, Scarface, MIA, etc., etc. e etc.? Apesar de estar do CAR####, a dupla achou que é pouco e está procurando mais um nome pra entrar no álbum de remixes oficiais.
O lance é o seguinte, é só se inscrever nesse site aqui e você terá disponível todas as faixas do álbum, versões acapellas, instrumentais, e tudo que você possa precisar para remixar, fazer mashups, ou qualquer viagem sonora a partir do som dos caras. E nem precisa preencher os pré-requisitos para ser DJ que o Zé Gonzalez coloca em seu twitter (@zegon).
Ter seu som no álbum de remixes oficiais do N.A.S.A. é realmente muito bom, mas eu pessoalmente estou é de olho no prêmio de mil dólares oferecido pro ganhador. Tá bom ou quer mais?
O DJ Zé Gonzalez aka Zegon está disseminando um protesto divertidíssimo pelo seu twitter. Trata-se do #vcnãoédeejay, onde dentro daqueles famigerados 140 caracteres solta frases de impacto atacando - seja direta e reta, seja ironicamente - essa onda de atacarem de DJ.
Algumas das pérolas:
Se vc precisa pular igual um macaco para tentar animar o publico #vcnãoédeejay
promoter #vcnãoédeejay, modelo #vcnãoédeejay, jornalista #vcnãoédeejay
#vcnãoédeejay se voce se preocupa mais com a mulerada que esta no Club do que com o seu proprio set
#vcnãoédeejay se tudo que vc toca veio de Blogs, Beatport ,Hype Machine,Limewire ou Soulseek
#vcnãoédeejay se voce so sabe mixar com o lap top
#vcnãoédeejay se fica puto quando o dj que esta abrindo toca todos os "hits" antes de voce.
Se voce ao ler esses posts ficou puto ou inseguro #vcnãoédeejay
Aproveitando a deixa, posto aqui um vídeo promocional que a Nike Sportswear soltou hoje mostrando um bate-papo recheado de sneakers, música, skate e afins, a caminho do VMB, onde seu projeto N.A.S.A. ganhou a categoria eletrônico.
Posso começar 2009 sendo um pouco ufanista? Ok então, pra frente Brasil! Podemos encher cada vez mais o peito quando se trata do alcance da música eletrônica feita por aqui.
Em 2009, falar em música eletrônica feita aqui circulando por blogs e sets no resto do mundo virou algo absolutamente normal.
Os exemplos abaixo surgiram de uma checagem de, juro, 10 minutos, na caixa de entrada do email e no Google Reader.
- A dupla de breakbeat candanga MKM & GBX (foto acima) lançou no final de 2008 o single "I Don't Think So", elogiadíssimo nos meios quebrados gringos. A faixa está entre as mais vendidas do Beatport e chegou a número um nas vendas dos sites Juno, Chemical Breaks e Breakbeat Online. É um pedrada tech-breaks que vale ser escutada.
- Também no fim do ano passado, o casal/duo de DJs do Rio Flow & Zeo (ao lado) botou
na rua uma colaboração com o produtor alemão Oliver Klein. As faixas são "Cafe Latte" e "Double Espresso", sendo que está foi incluída na coletânea mais recente do selo Kling Klong, de Martin Eyerer.
Oliver Klein, Flow & Zeo - Coffee Break EP
- O Juan Maclean remixou uma faixa do Twelves (de Niterói; incensados na mídia e na blogosfera; foto abaixo) chamada "Be My Crush". Transformou electro eufórico num groove espacial com notas de acidez.
The Twelves - Be My Crush (Juan Maclean's B-Live Rio Mix)
- A dupla Discobot (ótimo nome), de Florianópolis, pende mais pra barulheira maximalista. Sua faixa "Lights Out" tem sido elogiada em uma penca de blogs gringos por aí.
- E, é claro, tem o NASA do celebrado Zegon em parceria com o americano Squeak E. Clean. Seu primeiro álbum, The Spirit of Apollo, que traz de Tom Waits a Chuck D fazendo vocais, chega no comércio em 17/2. Dá pra ouvir faixas no MySpace do NASA
2009! Eba, começou. E com motivo para rompantes de patriotismo.




