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[Já viu?] 270 filmes - "Tournée".
08.04.11 00:129 comentários

Lembra que eu falei aqui eu "Burlesque" era o pior filme do ano, né?

 

Pois é, "Tournée" é um filme francês sobre dançarinas de burlesco também, só que o oposto do filme da Cher. É bom!

 

Tournee-Movie-Poster

 

Muito bem dirigido, com uma história bacana, sem firulas, parece um documentário por vezes, "Tournée" mostra uma troupe de dançarinas viajando pela França apresentando seu espetáculo.

 

Só que elas não são ricas e lindas e magras, são mulheres de verdade, personagens profundas e o melhor, as meninas são dançarinas de burlesco de verdade.

 

Vi na Mostra de SP e torci pra que fosse comprado e a Imovision nos fez esse favor. O filme é obrigatório, principalmente depois do lixo do filme americano.

 

Esse é um filmão francês no melhor dos sentidos, muito falatório, muito drama, elenco fantástico e o melhor, com um final lindo. Super bem dirigido, premiado no Festival de Cannes de 2010, super recomendo mesmo!

 

Pra animar, vou dar 5 pares de convites pra ver o filme que entra em cartas no Reserva Cultural. Quem ganhar tem que ir buscar os ingressos na distribuidora. Os 5 primeiros que pedirem ingressos nos comentários levam!

 

Fabilipo
Fabilipo (fabilipo @ gmail.com)
I am a dj, I am what I play.
[Visual Jóquei] Kino Beat
02.12.09 00:40Deixe seu comentário

 

Até o dia 10 de dezembro, a Mostra Kino Beat leva a Porto Alegre o cenário da música eletrônica internacional, através de filmes, documentários, VJ sets e clipes, apresentando seus gêneros, cultura, modos de produção e disseminação.

 

Um dos destaques é a retrospectiva da obra do diretor dinamarquês Andreas Johnasen, com quatro filmes, inéditos no Brasil: Homem Mulher (MAN OOMAN), Good Copy Bad Copy, Mr. Catra o Fiel e Stocktown. Os filmes abordam assuntos como o dancehall jamaicano, copyright, a cultura do sample e música independente ao redor do mundo.

 

A seleção do FILE Documenta, mostra de cinema do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE), também faze parte do Kino Beat. Entre os filmes estão Drum In Braz, Eletricidade, Objeto Sonoro e Operação Cavalo de Tróia, a famosa invasão de clubbers na festa Mega A.

 

Os VJs estão representados com a exibição dos DVDs VJBR I e VJBR II, que trazem um panorama das imagens ao vivo no Brasil, de 2005 a 2009.

 

A curadoria e a organização do evento são de Gabriel Cevallos e Eric Marke, com realização da Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre.

 

As exibições acontecem a partir das 15 horas, na Sala P.F. Gastal, Usina do Gasômetro, até o dia 10 de dezembro.

 

Leia as sinopses dos vídeos e veja os horários de exibição no blog da mostra:

http://kino-beat.blogspot.com

BeteRum VJ7
BeteRum VJ7 (beterum @ rediffmail.com)
[QG DO RRAURL] Pixo na Mostra
29.10.09 16:553 comentários
Pixadores e a explosiva-polêmica arte ilegal de rua são temas de um interessante documentário que está sendo exibido nesta edição da Mostra de São Paulo.
Chamado Pixo, o doc é dirigido por João Wainer e por Roberto T. Oliveira e promete "retratar uma parte da cidade de SP que poucos conhecem além do próprio rabisco que já se acostumaram a ver pelos muros". Na trilha feita por Ice Blue e Tejo D (coletivo Instituto), faixas inéditas de Racionais MCs e do falecido Sabotage.
Ainda segundo o release, a fotografia do filme deixou espectadores boquiabertos numa exibição na Fundação Cartier, em Paris. A ver.
Veja as sessões no flyer abaixo.
Equipe rraurl.com
Equipe rraurl.com (redacao @ rraurl.com)
[Já viu?] "A Fita Branca": Mostra de Cinema de São Paulo começa...
26.10.09 12:482 comentários

Começou na última sexta feira a 33a. edição da Mostra de Cinema de São Paulo.

 

E eu comecei a me jogar e comecei bem.

 

Coincidência ou não, no ano passado, na primeira sexta feira, eu assisti o filme que mais queria ver e relaxei: depois de "Deixa Ela Entrar" o resto foi o resto, apesar de coisas boas.

 

Esse ano não foi diferente: "A Fita Branca", do melhor de todos Michael Haneke, vencedor do Fetival de Cannes desse ano, foi uma aula de sutileza. Um dos filmes mais violentos de todos sem mostrar uma porrada sequer, mas que te deixa inquieto por 2 horas e meia.

 

Se o Altman fosse austero e austríaco ele teria feito esse filme. Dias antes do início da Primeira Guerra Mundial, num vilarejo dominado por um barão odiado por quase todos que vivem  sob suas asas, crueldades acontecem sem que se saibam quem as cometeu deixando uma aura de quase desespero.

 

Um mestre da sutileza, Haneke não nos mostra o que quer que a gente veja e faz com que o filme seja um exercício para quem o assiste. A luz, a trilha (quando existe), o elenco, a locação, as crianças, as fitas brancas e a notícia do assassinato que levaria a grande Guerra são pistas pra irmos tentando descobrir quem é o vilão de uma história que ninguém é inocente.

 

 

Fabilipo
Fabilipo (fabilipo @ gmail.com)
I am a dj, I am what I play.
[Molotov21] 'Curta o GIG' mostra caminhos pro cinema independente.
13.10.09 15:451 comentário

Que o modelo da indústria cinematográfica precisa ser reinventado ninguém duvida. Basta ver as pencas de jovens cineastas que surgem ano a ano e não conseguem ser absorvidas pelo mercado, mesmo com boas idéias comprovadas na prática em filmes de muita criatividade estética e baixo (ou nenhum) orçamento.

 

Foi com essa idéia que a estudante de cinema Marcela Moura transformou sua inquietude num caminho interessante para exibição pública de um vasto material, em sua maioria experimental, sem ter que passar pela ditadura das grandes distribuidoras e exibidoras que parecem não ter olhos pro que não se encaixa nos padrões Blockbuster.

 

"O Curta o GIG é uma mostra competitiva onde o vencedor é escolhido pelo público. A idéia surgiu de uma dificuldade pessoal em exibir os filmes produzidos na universidade, que só eram exibidos na mesma. O vencedor da mostra tem seu filme exibido por uma semana no Gig, ou seja, entra em cartaz. Onde mais um curta "entra em cartaz" no Rio de Janeiro? " explica Marcela.

 

E nesta quinta tem mais uma edição, com roteiro digno de tapete vermelho: Às 20h rola um coquetel para convidados, oferecido pela Chandon; às 21h começa a exibição dos filmes da mostra competitiva ("Mãe", de Luis Antonio Pereira; "Nós, palhaços", de Olívia Borges e Lívia Travassos; e "Maria ninguém", de Valério Fonseca estão no páreo). Formalidades findadas, o som no GIG - que não se define como um club, mas como um DJ Bar - fica por conta de Nana Torres e Rafa Canholato.

 

 

Fuçando no Youtube, descobri um curtísima metragem muito criativo feito por Isabel Jobim  - ganhadora de uma das primeiras mostras competitivas do Curta o Gig - que mostra a importância da exibição de trabalhos como este: simples, profundos e extremamente conceituais.

 

Deleitem-se!

 

 

O Amor Não está Dentro de uma Tela por Isabel Jobim

 

 

Felipe Tiradentes
Felipe Tiradentes (felipe @ molotov21.com)
We drop bass in your face, b-b-bass in your face
[Já viu?] "Lições Particulares", porrada belga no estômago!
28.10.08 13:04Deixe seu comentário

Tá, me ausentei, perdi dias de filmes por conta de shows e família mas voltei.

 

Domingo a noite assisti talvez um dos meus top 5 da Mostra, o belga "Lições Particulares". É a história de um adolescente que vai mal na escola, joga tênis e vai mal no tênis, mora com seu irmão mais velho sem os pais. Quem toma conta dele são uns amigos da família, mais velhos e acabam sendo seus tutores. E não s'ø dando aulas pra ele passar no vestibular, mas ensinando o moleque a vifver e a fazer sexo melhor, já que nisso ele também vai mal.

 

Contando assim parece meio óbvio besta, mas o filme é de um rigor inacreditável. O elenco é extremamente bem dirigido, todas as emoções e reações são perfeitas. A câmera é de uma precisão cirúrgica, sempre no melhor lugar possível. Todos os planos do filme são sem corte, todos planos sequência. Isso é bem ousado, não deixando muita opção pro diretor arrumar uma cena com um close ou qualquer coisa parecida. Por isso ele ensaiou muito, os movimentos dos atores e de câmera, mais do que o normal, acredito, e tá tudo lá.

 

O filme levanta uma questão moral importante e "pesada", que eu nnao vou contar aqui, e isso faz com que seja mais absurdo ainda em relação a outros filmes chamados de sérios, porque esse "Lições Particulares" é um filme sério por excelência, no melhor dos sentidos.

 

Imperdível.

 

Fabilipo
Fabilipo (fabilipo @ gmail.com)
I am a dj, I am what I play.
[Já viu?] "Made In Italy" e "Palermo Shooting"
23.10.08 18:402 comentários

A dupla de filmes de ontem acabou sendo engraçada, 2 filmes não italianos que se passam na Itália. Uma comédia meio besta, bem besta, esse "Made In Italy" que foi total perda de tempo e o filme mais recente do mestre Win Wenders "Palermo Shooting".

 

"Made In Italy" é a história de um italiano que vive na França desde a infância e com mais de 40 anos, volta ao seu país natal por causa da morte do seu pai. No meio de um monte de confusão besta de ex-esposas do pai, dinheiro devido, carros e imprensa, o diretor tenta (e se prede) discutir a falta de personalidade da Itália atual nesses anos do Berlusconi. Se tivesse se aprofundado um pouco mais, teria se saído bem, mas o filme é raso que dá dó.

 

 

Já Wenders vai até Palermo, pra falar de morte, de falta de criatividade, através de um fotógrafo alemão famoso, mega bacana que não sabe se faz fotos de moda pra ser "hype" ou se continua com seu trabalho mais artístico e por causa disso mostrando suas fotos em museus pelo mundo. Sua nova exposição, aliás, seria no MASP em São Paulo, citado o filme todo. Fin, o fotógrafo entra em crise existencial e tenta achar alguma resposta na Itália, onde vai pra fazer uma foto de uma atriz famosa, Mila Jovovich gravidona, mas segundo seu manager, a foto poderia ter sido feita em qualquer lugar, porque mostra a triz numa parede a frente de uma janela. Mas o fotógrafo estrela tenta se justificar e acaba ficando em Palermo pra umas férias. Na cidade ele se sente perseguido por um homem que lhe atira flechas e com a ajuda de uma artista plástica, relaxa e pensa no que está acontecendo ao seu redor. O filme é meio long, mas vale a pena como sempre. Fotografia primorosa, discussões super relevantes, elenco bem bom e o melhor, a trilha sonora, pra variar, é um primor. Wenders é o cara de melhor gosto de todos pra trilhas pop, no nível do Lynch. E nesse filme colocou Lou Reed como um fantasma, além do ator principal que é um rocker alemão bem famoso, Campino. Destaco uma sequência do fotógrafo alemão andando pelas ruas de Palermo e fotografando ao som de Portishead. Lindo!

 

Bom, o tal fotógrafo encontra a morte e com ela tem uma discussão sobre fotografia, digital, película, morte e vida, saber o que fazer enquanto vivo ou não, num papo muito absurdo e muito relevante pros dias de hoje. Wenders usa a história das fotos digitais sem vida, sem profundidade pra falar de como hoje em dia nossas vidas são super digitais, sem nos aprofundarmos em nada. E de como uma película, com foco e profundidade de campo faz diferença. Esqueci de dizer que no papel de morte tá o Denis Hopper, que me deixou arrepiado o filme todo. O filme é dedicado a Antonioni e Bergman, que morreram enquanto ele filmava. Claro que o filme é mega influenciado por Blow Up, mas também por Hitchcock e por Dali. Só gente boa e por isso tudo, Wenders, do seu jeito faz um filme lindo.

 

Claro que o filme vai demorar anos pra passar por aqui, tava com legenda eletrônica, mas se der tempo, corram pra ver.

 

Ah, esqueci de falar, antes da sessão, "por acaso" encontrei com o Win Wenders e bati um papo de 5 minutos com ele. Entrei no cinema chorando!

 

 

Fabilipo
Fabilipo (fabilipo @ gmail.com)
I am a dj, I am what I play.
[Já viu?] "Sob Controle" e "Horas de Verão"
22.10.08 10:402 comentários

Assistir no mesmo dia a Juliete Binoche e a Julia Ormond em dois filmes diferentes, bacanas, foi um privilégio.

 

Binoche loira no filme de Olivier Assayas, "Horas de Verão", filme bem bom do diretor dos filmes que tratam de família e que sempre surpreendem. Nesse caso, a matriarca morre e deixa uma herança quase pesada pra seus 3 filhos já adultos resolverem o que fazer com a história deles. E claro que um segredo vem à tona. Mas o filme é sem dramas, sem desesperos, é o Assayas como nunca tinha visto antes, quase contido, mas alfinetando bem através da empregada que depois de trabalhar pra eles a vida toda, resume o que poderia se esperar que algum dos filhos dissesse. No final das contas o filme mostra mesmo que a França, ou a cultura francesa, já nem existe mais, numa metáfora quase exagerada com os filhos da matriarca morando fora, os netos não se importando com a casa e jogando bola dentro do estúdio "sagrado" da casa. Mas apesar desse "recadinho" do diretor, o filme é fodão. Eu fiquei meio chocado com o ritmo do filme no início, mas logo ele entra num clima bem bom, graças a direção de atores sempre correta. Vale a pena.

 

 

Julia Ormond, depois de tempos sem vê-la em lugar nenhum, ressurge ao lado de Bill Pulman no novo filme da filha do David Lynch, Jennifer. Depois do desastre de "Encaixotando Helena", ela demorou tempos pra repensar a vida e fez um filme até que razoável, esse "Sob Controle". Um casal de agentes do FBI, os dois citados ali acima, chegam em uma cidadezinha no meio do nada pra tentarem descobrir sobre uns assassinatos que vêm ocorrendo por lá. Tudo é meio estranho, a trilha é quase fúnebre, ditando o tom do filme, mas a direção ainda tem uma mão pesada, tirando até a atenção devida em algumas cenas cruciais, como no interrogatório da menina de 9 anos. Mas o filme acaba valendo a pena por uma cena de sexo bem no final, genial e ousada até mesmo pra esse filme. E claro que o pai da diretora, David, é o produtor do filme, assim, sua influência é vista ao longo de toda a película. Mas não se deixe enganar pelos créditos iniciais e os animais mortos aqui e ali, apesar do roteiro espertinho, o filme é mais careta do que parece mesmo.

 

 

Fabilipo
Fabilipo (fabilipo @ gmail.com)
I am a dj, I am what I play.