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[QG DO RRAURL] UPDATE: mais shows pra sua agenda
31.07.09 11:506 comentários

UPDATE: Killers no Rio e em São Paulo

 

O site da Rolling Stone brasileira confirmou duas apresentações da banda de Brandon Flowers. O grupo, que já esteve por aqui no Tim Festival 2007, vem para apresentações baseadas no disco mais recente, Day & Age. Em São Paulo rola na Arena Anhembi em 21 de novembro e no Rio de Janeiro é no Arena HSBC no dia 24. Ainda não está no calendário online dos locais dos shows (aqui e aqui), mas o myspace da banda aponta um punhado de datas próximas na América do Sul.

 

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UPDATE: Beirut no Auditório TIM

 

Outra banda confirmada para o segundo semestre paulistano: o Beirut toca em 8 de setembro no Auditório TIM. Ainda não tem nenhuma informação sobre venda de ingressos ou outras datas, mas considerando o sucesso que a banda faz entre o povo indie local e a música que foi trilha sonora de minisérie da Globo (lembra de Capitu?), pode ser que os 800 locais disponíveis no Auditório não seja suficiente.

 

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O sempre animado segundo semestre paulistano começa a ganhar contornos. Além das já anunciadas bandas e DJs do Madame Satã Fest, a manhã de hoje trouxe notícias como uma possível vinda do duo inglês Ting Tings (via portal Vírgula, citando uma fonte extra-oficial ligada à gravadora).

 

Já o Popload Gig, que teve estréia esse último fim-de-semana no Clash Club, mostrou no telão as datas da segunda edição: é 15 de agosto no Rio e dia 17 de agosto em São Paulo, e tem a banda bacana do ano Friendly Fires como atração principal.

 

 

 

 

Mas antes disso tudo tem as belas vozes do Jens Lekman no Studio SP (dia 13 de junho em SP e mais datas em Porto Alegre, Curitiba e Recife, veja aqui) e Coralie Clement no SESC Pompéia.

 

E não é só isso! Os fãs do Depeche Mode já podem ver as datas dos shows da banda no Brasil no site oficial. É 22 (Rio) e 24 (SP) de outubro, logo após passagens por Bogotá, Lima, Santiago e Buenos Aires.

 

E, lá na frente, em janeiro de 2010, o país deve receber etapa da tour mundial do disco novo do Metallica, segundo assessoria da Universal Music.

 

Para todos os gostos, mesmo.

Categoria: show
Gaía Passarelli
Gaía Passarelli (gp @ rraurl.com)
YYSSW
[.::musicness::.] Será por causa do marketing?
22.09.08 16:091 comentário

As pessoas esquecem que para chegar a esse nível - os aviões e champanhe - vocês precisaram começar de baixo.

 

Essa é a coisa engraçada sobre essa história toda do Napster. Nove entre dez pessoas dizem "O que foi aquilo? Era sobre o dinheiro". Que se fodam essas pessoas. Não era sobre o dinheiro. Era sobre o controle. Nós estávamos comendo pratos de saladas de U$ 2,99 no Burger King no outono de 83. O dinheiro não importava. Dinheiro era um elemento prático. Não tinha nada atrelado a isso. Em 2008, não é um assunto sobre o qual nos sentemos e tenhamos longas conversas. Não é nada como "Como está o banco? Quanto dinheiro estamos fazendo?". Não tenho ligação emocional com o dinheiro. E, de repente, eu me tornei o ganancioso baterista dinamarquês por causa dessa história do Napster.

 

Dar as coisas de graça? Sem problema. A internet? Nenhum problema [O Metallica vende shows recentes no site da banda e oferece quase duas dúzias de concertos clássicos de seus arquivos de graça]. Mas quem toma essa decisão? Nós tomamos essa decisão. Eu darei todas as minhas porcarias de graça. Mas quando, onde e como eu decidir.

O baterista do Metallica Lars Ulrich em entrevista à Rolling Stone americana mostra que ainda tem muita mágoa guardada sobre a polêmica que a banda se envolveu quando processou o Napster e bloqueou o acesso dos fãs às suas faixas, em 2001. Note que quem trouxe o assunto à tona durante a conversa foi o músico (o Metallica, inclusive, disse que agora só concede entrevistas se o tema pirataria não estiver na pauta).

 

Para muita gente, até hoje, a banda deu um tiro no pé quando iniciou a ação contra o Napster. O episódio deu projeção ao criador da ferramenta, Shawn Fanning, na época de apenas 19 anos, e rendeu um tremendo marketing negativo ao Metallica. Ulrich se ressente mais da coisa toda por ter aparecido como porta voz da banda contra a pirataria durante anos e ter seu nome ligado à RIAA até hoje.

 

Se realmente o que incomodava era a grana ou não, é difícil saber. Mas que o músico mudou de opinião, não há dúvidas. Na época, suas afirmações sobre o assunto eram sempre bem pesadas (alguns diriam conservadoras demais para uma banda que fez fama por ser anti- establishment). Atualmente, Ulrich declara coisas como preferir ser uma banda independente das majors.

 

É bom deixar claro, contudo, que o cara tem todo o direito de reanalisar o que pensa. Aliás, o Metallica adora mostrar que mudou: já disponibilizou seu catálogo baratinho no próprio Napster e no iTunes, não demoniza mais os fãs (esse sim, talvez o maior pecado da trupe na história toda), e participa ativamente de iniciativas de desenvolver novos modelos para venda na internet (permitiram, por exemplo, que seu novo disco, Death magnetic, possa ser adquirido para ser jogado no Guitar Hero, além de já terem sido escalados como a próxima banda a ganhar um título próprio da franquia).

 

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Mas que o disco novo é ruinzinho, isso ele é.

 

Foto: Dariusz Lachowicz/wikimedia

 

 

 

 

Diogo Dreyer
Diogo Dreyer (diogo.dreyer @ gmail.com)