
Conhecidos como um dos melhores projetos de downtempo de maior sucesso, a dupla se conheceu em 1995, quando Rob Garza e Eric Hilton se encontraram no Eighteenth Street Lounge, e, devido a grande identidade musical (ambos eram admiradores da bossa nova dos anos 60) logo se juntaram para fazer música.
Em 2007, dois anos após se juntarem, fundaram a label independente Eighteenth Street Lounge Music e lançaram o álbum de estreia, chamado "Sounds From the Thievery Hi-Fi". Com muita influência da já falada bossa nova, dub e percussões latinas, "Sounds..." é considerado um clássico do downtempo/trip hop, rendendo cmparações com bandas como Massive Attack and Portishead. Depois disso, a dupla ficou famosa e já lançou quatro álbuns de estúdio, incluindo o mais recente LP "Radio Retaliation" em 2008, produziram trilha sonora, remixes de outros artistas, etc. Fora os remixes que foram feitos de suas músicas!
As 16 faixas da compilação foram selecionadas por Garza e Hilton para agradar tanto os novos fãs como os fiéis, que acmpanham o trabalho da dupla desde o início. Nessa seleção estão incluídas colaborações com Femi Kuti ("Vampires"), Sleepy Wonder ("Warning Shots"), o hit "Lebanese Blonde" (veja o vídeo abaixo) e a inédita e exclusiva "The Passing Stars", com a lenda do jazz Pam Bricker.
Veja a tracklist:
01. Amerimacka
02. Lebanese Blonde
03. Facing East
04. Holographic Universe
05. Shadows of Ourselves
06. Sound the Alarm
07. Until the Morning
08. Sweet Tides
09. Satyam Shivam Sundaram
10. All That We Perceive
11. Air Batucada
12. Exilio (Rewound)
13. Vampires
14. Warning Shots
15. The Richest Man in Babylon
16. The Pasing Stars
"It Takes a Thief" será lançado antes da quarta turnê da dupla pelos E.U.A. e do novo álbum que está por vir em 2011.
Uma ação promocional para o lançamento do álbum - Heligoland - do Massive Attack causou polêmica na Inglatarra. O metrô londrino mandou retirar o material publicitário que envelopava os vagões para não serem confundidos com pixação. A estética da campanha era formada por cartazes de shows e desenhos feitos pelos próprios membros da banda.
O beat mais sexy da cidade de Bristol se mostra como o estilo a ressurgir na próxima década. Através de novos trabalhos dos grupos como Portishead e Massive Attack, o Trip Hop reaparece do jeitinho que era antes: conceitual, cheio de referências estéticas e marcado pela sensualidade peculiar à mais fina "fuck music".
O Portishead, que demorou 11 anos pra finalizar seu terceiro álbum (Third, 2008), surpreendeu a todos ao afirmar que já está em estúdio gravando o quarto disco. Um dos três pilares do Portish, Geoff Barrow (que também trabalhou no Massive Attack), afirma porém que este novo trabalho não deverá ser lançado por vias tradicionais/físicas, mas apenas em formato digital. De qualquer forma, ouviremos novidades cantadas pela sensualíssima voz de Beth Gibbons sob beats quebrados já em 2010.
Já o Massive Attack lançou recentemente pela Virgin Records "The Splitting The Atom", EP Promo com quatro singles que serve como uma espécie de teaser de seu novo LP, com lançamento previsto pra Fevereiro do próximo ano. Já dá pra sentir o gostinho do que vem por aí, principalmente após o hiato criativo de três anos sem nenhuma novidade.
O termo Trip Hop foi criado pela revista Mixmag em 1990 pra definir o álbum Maxinquaye, do artista Tricky porém antes de ser nomeado o estilo já se desenvolvia no underground britânico como uma alternativa downtempo, jazzística e viajante do hip hop. Influênciado por estéticas tão diferentes como a do grafitti e a de filmes noir, este rótulo pode ser aplicado a artistas tão distintos quanto Morcheeba, Sneaker Pimps, Lovage e Gotan Project.
O Trip Hop Brazuca como movimento ainda engatinha, porém tem iniciativas isoladas bem interessantes como Macunaíma Ópera Tupi por Iara Rennó;
Claudia Dorei, com o que ela chama de "Trip Hop Solar" é a artista nacional do gênero que mais me agrada.
O grupo inglês Smoke City é liderado pela brasileira Nina Miranda, que canta também em português. Confiram a mistura no belíssimo vídeo de Underwater Love
Quem também se aventura no gênero é a cantora Céu.
Pesquisando e escrevendo este post, até me imaginei inserido nessa temática film noir, bebendo martinis e fumando charutos (se a lei anti-fumo deixar) num loungezinho elegante, ao som desse jazz lisérigico ritmado por batidas quebradas. Tá faltando um warm up do estilo por aqui, não acham?


