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[.::musicness::.] A eletrônica chegou lá...
14.04.11 14:5315 comentários

Recentemente o site Gizmodo publicou um ótimo texto que atende pelo título “Tudo é maravilhoso hoje e ninguém está feliz”. Aconselho quem ainda não leu a matéria que o faça o quanto antes ou assista ao vídeo abaixo, mas, pra quem está com preguiça, me arrisco a fazer um breve resumo. Em poucas palavras, o que se diz é que mesmo vivendo em uma época em que temos absolutamente tudo à nossa mão – em boa parte graças às facilidades tecnológicas – todos estão insatisfeitos, reclamando e achando tudo ruim, como que ignorando (e até subestimando) o real valor disso tudo.

 


O paradoxo é real e vale uma análise mais detalhada. Ocorre que de tanto ler textos com a temática “o pop está eletrônico de vez” nos mais diferentes meios brasileiros  ou estrangeiros, acabei concluindo que ele se aplica, também, ao mundo da música, e mais especificamente ainda, ao nicho eletrônico dela.


É chover no molhado afirmar que desde que o hip-hop norte americano abraçou de vez produtores eletrônicos manjados e a bagagem que eles possuíam, sim, o pop se tornou uma espécie de releitura de hits que a gente escutava há 10 anos atrás nas pistas.


Mas, sejamos sinceros: isto realmente pode ser considerado ruim como alguns propõem? Claro que pra quem freqüenta clubes e já escutou (e dançou) estas estruturas e elementos à exaustão nos últimos 15 anos, o som de um Black Eyed Peas soa perto da insuportabilidade. Mas pras gerações nascidas dos anos 90 pra frente isto é tão novo quanto para o grande público norte americano, que já teve contato com isso em algumas ocasiões (Madonna produzida por Stuart Price é um exemplo emblemático), mas só agora aderiu em massa à esta proposta.


A verdade é que a música eletrônica nunca foi tão grande quanto é hoje mesmo se analisada somente nos seus redutos tradicionais, e ainda assim, surpreendentemente ninguém parece estar feliz com isso. Quando na história DJs que fazem sonoridades consideradas “não comerciais” foram tantos e ganharam tão bem? Hawtin, Villalobos, Luciano, Sven Vath são algumas figuras que ganham bastante mesmo sendo completamente desconhecidos do grande público e fazendo um trabalho rotulado por muitos como “underground”. Novidades não faltam também, e o menino prodígio novo “future-DJ-heroe” Nicolas Jaar é uma das evidências de que ainda há muita coisa boa e nova sendo feita. Penso que sim, isto deve ser comemorado e visto como uma fase única.


No Brasil a insatisfação é recorrente também, mas quando tivemos tantos clubes no país? Ou quando houve tantos veículos e ferramentas de comunicação (programas de rádio, blogs, revistas, sites, etc) específicos? Um circuito de clubes completo que, apesar de dominado por propostas muitas vezes quase apelativas de tão comerciais, ainda assim possui do outro lado tantas opções espalhadas por diversas cidades que possibilitam trazer simplesmente qualquer artista pra cá. De novo, penso que a lógica recomenda uma satisfação com isso.


Este estágio é bem diferente daquele de não muito tempo atrás. Raves proibidas e demonizadas (ok, isto ainda acontece), comemorações mil quando vinha um grande DJ, circuito de clubes restrito à poucas cidades e uma “cena” que era quase de gueto. A cartilha do romantismo musical apregoa que sim, estes tempos que eram bons - mas criticar tudo quando se parece ter finalmente chegado “lá” soa mais como chatice do que saudosismo.

 

Se a eletrônica lá atrás quis crescer e ficar grande e hoje e quer sair de vez do campo dos estereótipos, o seu público vai ter que se acostumar aos ônus e aos bônus disso. Esta fase "adulta" traz, sim, os seus incovenientes. Mas é difícil acreditar que eles realmente serão capazes de se sobrepor aos benefícios.

João Anzolin
João Anzolin (joaoanzolin @ hotmail.com)
twitter.com/joaoanzolin
[Já viu?] 322 filmes - "Não Me Abandone Jamais".
13.02.11 12:081 comentário

"Não Me Abandone Jamais" é um filme que eu tinha em casa fazia meses e não assistia porque queria ver no cinema. Dirigido pelo ótimo Mark Romanek, baseado no livro do Kazuo Ishiguro e com um trio principal de dar inveja formado por Carey Mulligam, Keyra Knightley e Andrew Garfield, o filme não passou aqui pelos cinemas e foi lançado direto em DVD.

 

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Quase chorei, porque sabia que poderia esperar um filme lindo esteticamente, só pra começar.

 

Esse é um dos filmes que me fascinam, com uma história num futuro possível, uma ficção científica não longe do que vem acontecendo hoje em dia, algo que me deixa ao mesmo tempo com medo e fascinado.

 

Em sua infância e adolescência, o trio principal vive num colégio interno idílico, num lugar maravilhoso, bem cuidado, e aos poucos eles vão descobrindo o amor, a amizade verdadeira, sem saber o que está por acontecer.

 

Romanek é um diretor de publicidade e clipes já clássicos (como o ótimo "Rain" da Madonna), com um apuro estético invejável. É dele talvez o único filme bom do Robin Williams, "Retratos de uma Obsessão", onde ele faz o cara que revela as fotografias num 24h e vira um stalker doido.

 

Nesse "Não Me Abandone...", Romanek não nega a mão linda estética mas se mostra, mais uma vez, um grande diretor de atores. Com esse trio de ótimos atores principais, ele aproveita e faz com que rendam ao máximo, criando personagens memoráveis numa história linda e pesada ao mesmo tempo, que fala de amor e morte como poucas souberam falar nos últimos tempos.

 

A trilha é linda, a fotografia é linda, a direção de arte é linda, a história é linda e o filme vai direto pra DVD aqui. Inacreditável. Mas por favor, assista, chore e fique como eu chocado por não ter visto no cinema.

 

Fabilipo
Fabilipo (fabilipo @ gmail.com)
I am a dj, I am what I play.
[Já viu?] Glee, o fênomeno.
10.06.10 10:53Deixe seu comentário

A menos que você more em Marte, o que eu duvido, você ouviu falar em Glee, a série de tv sobre os nerds cantores de um coral numa high school americana.

 

Teve início no ano passado na Fox e virou o maior hit do canal, perdendo apenas para American Idol em audiência, o que não é pouco.

 

O sucesso foi tanto que os produtores, que não acreditavam no que aconteceu, tiveram que fazer um break no meio da temporada para produzirem mais episódios.

 

Glee foi vencedor do Emmy de melhor comédia sem ter terminado a primeira temporada ainda. Tipo inédito!

 

No início eu gostava bem de Glee, a história de um grupo de alunos que formam o coral de um colégio do interior americano: uma nerd quase feia, uma negra gorda, um paraplégico, uma japonesa gaga (não como a lady, mas na fala mesmo). E eis que o melhor jogador de futebol americano gosta de cantar, entra para o tal glee clube e leva com ele mais uns jogadores e algumas cheer leaders e o grupo está montado.

 

A obviedade dos personagens começou a me irritar um pouco, mas eis que não surpreendentemente uma personagem que deveria ser coadjuvante rouba a cena de forma arrebatadora: a treinadora das cheer leaders, Sue Syvester, a fodona, impiedosa, detratora do glee clube, vai crescendo e se torna "A" personagem do seriado.

 

A graça desses corais americanos é que eles cantam e dançam/encenam ao mesmo tempo em suas competições. Meio grandioso o negócio. E uma coisa bacana é que eles fazem mash ups e re-interpretam as músicas. E pela repercussão toda de Glee, artistas querem que suas músicas apareçam no programa. O exemplo típico é Madonna, que não libera suas músicas pra nada, liberou seu catálogo todo para o show. Já houve um episódio inteiro com músicas dela e os produtores prometem mais para a segunda temporada.

 

Como disse ali acima, gostava mais de Glee no início, depois os episódios começaram a ficar meio monótonos, a história não vingava muito, o que acontecia era óbvio demais. Mas o que me prendia eram os números musicais, cada vez melhores e com mash ups mais bacanas. 

 

Até o episódio final essa semana, que surpreendeu mesmo. O tal do clube ensaia pra participar da competição estadual e ir para o nacional e finalmente acontece a regional. A performance mais bacana é do clube rival, cantando "Bohemian Rapsodhy" do Queen. Mas o bacana é que eles fizeram um paralelo da música com o nascimento do filho da cheer leader principal. A edição do episódio é uma aula de dramaturgia e de timing. Com certeza vamos ouvir falar muito disso ainda.

 

Infelizmente não tenho esse vídeo pra colocar aqui. A fox não libera quase nada deles no youtube. Mas consegui o making of de "Vogue" da Madonna com a vilã Sue Sylvester como protagonista. Vale a pena:

 

Fabilipo
Fabilipo (fabilipo @ gmail.com)
I am a dj, I am what I play.
[.::musicness::.] Strike A Pose tem sua última edição
18.03.10 21:08Deixe seu comentário

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Curitiba, a exemplo de muitos lugares, não é uma cidade na qual o público noturno está acostumado a sair para dançar em "festas-label". Um dos poucos projetos que deram certo e acabaram se tornando um hit foi justamente uma noite com repertório baseado estritamente em músicas da (ex?) rainha do pop, Madonna. 4 anos, 40 edições (com extensões em Londrina e Maringá) e alguns clubes depois, Pedrô Grego (promoter e DJ da festa) realiza a última edição da Strike A Pose

Conversamos com ele pra saber mais sobre o que aconteceu após vários anos de sucesso de público, principalmente entre a nova geração que está saindo na noite curitibana.

 

Musicness - Por que você decidiu terminar a Strike a Pose?

Pedrô Grego: Principalmente pelo cansaço, depois de 4 anos fazendo a festa eu to me sentindo exausto, Preciso dar um tempo... e também porque chegou a hora, é sempre bom terminar as coisas enquanto ainda estão boas.

 

Musicness - Quando vocês (o staff é grande entre DJs, divulgadores e doors) começaram a festa , havia toda essa expectativa dela se tornar um hit como acabou acontecendo?

PG: Não, era uma brincadeira sem pretensões financeiras ou profissionais, mas depois da 8ª edição percebemos que estávamos com uma coisa enorme nas mãos e decidimos ir em frente.

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C'mon Vogue!

 

 

 

Musicness - Qual foi a melhor edição na sua opinião?

PG: Não tenho uma favorita, eu gosto de separar a festa por fases, por isso o nome da última é G4ME OVER, eu gosto muito das duas primeiras fases, VU e Nico, pois ainda não era tão grande a me divertia sem muitas preocupações, e da fase da GAAS, que foi quando tive oportunidade de usar toda a criatividade possível, o que gerou as festas mais cheias e com o visual mais incrível que fizemos.

 

Musicness - Apesar do cansaço causado pela Strike A Pose você tem levado outros projetos em frente...

PG: Eu tenho a PLA$TIC, que é uma festa pequena que faço com dois amigos, mas não sei que rumo a festa vai ter, pois eu pretendo ficar um tempo sendo apenas cliente da noite de Curitiba.

 

Musicness - Tem planos em outras áreas?

PG: Estou trabalhando com fotografia em casamentos.

 

Musicness - O que você teria a dizer aos detratores da festa que dizem que foi um sucesso porque era baseado no repertório da Madonna?

PG: Na verdade nunca ouvi críticas assim, e se uma festa fosse sucesso só por ser baseada em tal repertório, todas as festas que começaram em Curitiba, teriam o mesmo impacto no público alvo, como a Strike teve. A festa fez muito sucesso pois eu vivia pra ela.

 

Musicness - E ela acabou gerando vários clones...

PG: Foram alguns mas não é simplesmente enfiar a foto de uma cantora no flyer, a festa tem que ter um conceito, um porquê.

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Time goes by, so slowly...

 

Musicness - Explica um pouco mais.

PG: Cada festa, a gente pensava no tema, normamente um clipe da Madonna, e a partir do tema escolhido, a gente pesquisava quais eram as referências da Madonna na hora de fazer aquilo, e todo o visual e conceito da festa era criado em cima disso, claro que não podíamos mudar o repertório, mas sempre tentávamos levar algo diferente e que fosse dentro do tema.

 

 

Musicness - O mais curioso disso é que os DJs eram os mesmos, não precisava de convidados, é isso?
PG: Não, sempre foi a mesma panelinha. O Manolo é quem tocava as novidades, o set dele sempre foi o de aquecimento. Daí os DJs que tocavam Madonna que eu queria que soubessem até as músicas da banda dela antes da fama, senão eu não deixava tocar, pois não conhecia o suficiente.

 

Musicness - Rolava então um "exame de seleção" sobre a Madonna pra tocar na festa?

PG: É, na verdade como todos sempre foram amigos, todo mundo conhecia mas quando alguém queria tocar na festa essa era a pergunta pra ver se (o DJ) tinha potencial.


Musicness - As músicas das bandas anteriores dela... parece ser um conhecimento nível faixa preta sobre a Madonna, não?

PG: É bem difícil alguém conhecer, tem umas demos legais do primeiro álbum,
mas não é algo que dê pra tocar, até porque é super indie.


Musicness - E qual é, na sua opinião, uma música que podia ser um hit dela e não foi.

PG: Tem uma do Music, Impressive Instant, mas a gravadora não quis lançar.

 

Musicness - E quais foram as prediletas do público nesses 4 anos de festa?

PG: Hung Up, música que deu origem a festa, Vogue, que deu o nome da festa, Like a Prayer e Give It 2 Me. Vai ter uma brincadeira na abertura da festa com as duas primeiras. Essas são as duas que o público mais grita e dança quando tocam.

 

Site: strikeapose.com.br

Raul Aguilera
Raul Aguilera (djraulaguilera @ gmail.com)
www.twitter.com/raulaguilera
[Molotov21] Terça mais que movimentada no Rio
11.11.09 01:008 comentários

Update do blecaute!

 

Depois de tanto esperar por esta noite de terça, ela foi bem mais inusitada que o normal. Apesar do calor infernal, choveu e APAGOU.

 

Fui dormir entediado sem o combustível dos lares, após a bateria do laptop acabar e o 3G parar de funcionar. E quando acordei, não entendi nada. Juro que estava pensando que a luz tinha caído só na minha rua, no máximo em Copacabana... Ok, foi bem maior que isso, mas rumores sobre um ataque terrorista de Hugo Chavez veiculados na CBN e afins, pera lá né!? O cara é louco mas não é maluco.

 

Ouvi dizer que o Multiplicidade parou no meio do espetáculo, o Araka não sei no que deu, já a Rocket foi transferida pra hoje nos mesmos bat-horário e local.

 

E quanto à pergunta que a Loulou Chavarry psicografou da minha mente, via Facebook: - ''E a Madonna no apagão, hein!?!"' - deixa que a própria loura responde, Loulou...

 

 

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"- Cadê a luz, Jesus?"

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O Rio de Janeiro continua mesmo lindo, continua 40 graus e continua não nos deixando ficar em casa durante a semana. Afinal, com esse calor, não existe ar condicionado que salve nem sorvete que gele. 

 

E é nesse clima de verão que a terça-feira tem sido uma das noites mais movimentadas do Rio há tempos, desde que a Maja era Maja. Agora com a "aposentadoria" da festa de Fellipe Marques, pistinhas e obras de arte disputam a hegemonia de terça. Escolha sua noite. Eu? Vou tentar estar nas três!

 

O Multiplicidade propõe um Blind Date entre DJ Dolores e Naná Vasconcellos no som, com a presença de instrumentistas da nova geração, onde a palavra de ordem é improvisar. Nas intervenções visuais, o artista plástico Raul Mourão e o editor/diretor Leo Domingues, também tem seu encontro às escuras. O Multi rola no teatro Oi Casa Grande, no Leblon.

 

 

O Araka é uma das iniciativas mais legais da cidade e rola no 00. Criado pelo artista plástico Michel Mendes, o evento surgiu da idéia de driblar a falta de espaço para expor, encontrar os amigos para uma cerveja e discutir arte contemporânea... mas com tanta gente criativa junta , só poderia terminar em festa . Tem bandas, curtas, poesia, performances, fotografia, VJ, DJs, ufa! Só indo lá pra conferir tudo.

 

 

Já a RedLight de Pedro Piu e Renato Bastos, que tem rolado toda terça no Atlântico, hoje faz uma edição especial chamada Rocket (de ROCK, é claro!), em conjunto com as meninas do programa Nós3 do Multishow e e tom de despedida já que uma das meninas, a Cix, está de malas prontas pros EUA. O DJ convidado é Yugo, do Ritmos Digitais. A própria Cix e outra das Nós3, Yasmin tabém atacam nas pick ups com muito roquenroll.

 

 

 

Pra quem não consegue sair de casa, mas também não tá muito afim de noitada, sugiro um belo banho noturno no Arpoador, ou até ficar de bobeira no bar do Fasano esperando a Madonna chegar pra se tornar o próximo Jesus Luz... Ué, com ele não deu certo?

 

Felipe Tiradentes
Felipe Tiradentes (felipe @ molotov21.com)
We drop bass in your face, b-b-bass in your face
[.::musicness::.] Jesus Luz, o ator
15.10.09 13:2447 comentários

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Atualização 01 - Esse assunto foi falado primeiro aqui.

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E cada vez mais aparecem as evidências que Jesus Luz, além de modelo e "boytoy" (sic) de você-sabe-quem, também se revela um ator (da categoria dos canastrões, diga-se).

 

Mas vamos dar um review pra ver como começou o fail do ano.

 

A pergunta que eu me faço é em que momento ele resolveu fazer o papel de "dublê"de DJ e encenar esse teatro farsesco? Será que foi quando ele via Paul Oakenfold "agitando" o público na abertura nos shows de sua namorada? E se Paul Oakenfold deu algum tipo de aula de discotecagem pra ele, não deve ter sido das boas, haja vista a forma como está discotecando. Rastreando notícias na internet descobri que ele teve aulas de discotecagem com um tal de DJ Inferno (!?!).

 

E lembro que essa pantomima toda começou na mídia em agosto quando ele atacou de DJ no Club Royal em São Paulo, no qual o proprietário é Marcos Buaiz, namorado de Wanessa Camargo, o que pra mim já diz tudo.

 

Depois da mídia dada a essa estréia, foi só esperar sair o clip no qual ele contracena com Madonna na música "Celebration". E aí apareceram os convites para tocar, não por um cachê de iniciante, mas sim pelo de superstars DJs que tem carreira sólida, produzem música própria e tocam há anos (sejam eles pop ou não). Algo muito errado devia acontecer, tava muito fácil não é?

 

Após os twits do DJ Tocadisco (produtor e remixer, dono de alguns hits próprios e que não namora a Madonna), a verdade começou a escancarar-se. Agora tem até ex-BBB falando que já tinha visto antes... E pra finalizar tudo, o DJ Memê colocou no seu Twitpic as fotos do que acontece na cabine do dublê-de-DJ, Jesus Luz: tem alguém tocando e operando os cds e mixers enquanto o "modelo-e-ator" interage com o público:

 

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Meus pêsames ao Club Royal, Ceará Music Festival e Green Valley por prestarem um grande desserviço à história da profissão dos DJs e da música eletrônica.

E parabéns ao Tocadisco e DJ Memê por nos ajudarem na seleção natural das cabines dos clubes.

 

Ah, e caso ele queira de fato aprender a tocar existem várias escolas de DJ no Brasil, é só escolher uma.

 

Raul Aguilera
Raul Aguilera (djraulaguilera @ gmail.com)
www.twitter.com/raulaguilera
[The Clash] De Coelhos e Loucos...
01.10.09 18:527 comentários

E isso agora é culpa da Louis Vuitton. Pois a tradicional maison francesa, quem diria, mostrando grande senso de humor desde que o atrevido Marc Jacobs tomou-lhe as rédeas (afinal, só ele pra PIXAR em cores neon as famosas bolsas com monogramas duas estações atrás), botou suas modelos desfilando de orelhas de coelho na passarela de outono/inverno 2009.

 

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"Rá-rá, esse povo fashion é engraçado mesmo," pensamos com nossos botões, certos de que tal acessório é apenas um artifício de passarela e jamais vai sair de lá.

 

Daí Madonna resolve comparecer ao MET Costume Institute Ball (a.k.a. o evento de moda mais importante do ano) portando as tais orelhas.

 

"Putz, mas é a Madonna né. Ela pode usar tudo, mesmo que com esse outfit pareça uma cougar", continuamos nosso raciocínio sartorial, certos de que tal acessório jamais sairá de tais eventos.

 

Daí, uma certa chapelaria francesa, Maison Michel, produz dois singelos par de orelhas rendados, um de coelho e outro a la mickey mouse. E a tal das orelhas foram parar em tudo que é editorial e capa, pra não falar na cabeça de meio Hollywood e MTV (adivinha se Lady Gaga não iria ser uma das primeiras a adotar).

 

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Foi o suficiente pras tais orelhas pipocarem em festas, blogs e ruas aleatórias.

 

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Depois de lingerie a mostra, botas na altura da coxa e transparências em geral, o que isso significa? Que o mundo está finalmente pegando dicas de moda de strip-clubs e capas de revista masculinas? Hugh Hefner deve estar rindo a toa.

 

Esse blog obviamente prefere ter referências mais culturais do que coelhinhas da Playboy, e tirando a dica do filmes apocalípticos e nihilistas Donnie Darko e Gummo (e fazendo homenagem a Tim Burton e sua nova versão de Alice no País das Maravilhas), resolvemos experimentar um par de orelhas de pelúcia emprestados da minha amiga D. (sobra de uma festa de despedida de solteiro) e sair pelas ruas de Londres em plena hora do rush. 

 

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É claro, que sem o glamour das rendas francesas, nossas referências culturais foram pouco compreendidas - e após a foto, as orelhas voltaram para o limbo dos acessórios sem sentido, de onde dificilmente sairão tão cedo.

 

Será que uma da Mickey Mouse funcionaria?

 

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 Thais Mendes (glittah)
Thais Mendes (glittah) (glittah @ gmail.com)
I love you honey, I think you're a terrific girl, but you have clothes like a f•ckin' d•ckhead.
[The Clash] Anos 90 e o Bustier - O Retorno
27.09.09 17:559 comentários

Perdoem-NOS a falta de posts regulares, queridos 9 fãs do blog, mas em tempos de fashion weeks e recessão, não nos resta alternativa a não ser trabalhar pra pagar as contas. Aquela história de "quero meu hype em roupa" sempre vira um tiro pela culatra - afinal, não dá pra sair gritando "FAÇA BOM APRUVEITO QUE O MEU É ZERO" quando a companhia de gás bater na porta berrando "JOGA O QUE É MEU PEDROOOO" - dá? Então.

 

Mas a tempestade passou, e estamos voltando com a nossa programação normal. 

 

Browseando (palavra aportuguesada - todo expatriado que se preza tem as suas: parkear, cancelação, experenciar.... e por aí vai) as fotos dos desfiles recentes de Nova York, Londres e Milão, já percebemos imediatamente que depois de uma invasão dos anos 80 nas últimas estações, nada mais óbvio do que um interesse súbito e avassalador na década seguinte, os anos 90.

 

Se você, como eu, também pensa que os anos 90 foram tipo ONTEM, vai se acostumando por que já deu tempo suficiente pra começar os revivals no universo fashion - e não estamos falando de grunge, que já está dando o ar da graça nas ruas faz horas com camisas de flanela e jeans rasgados. Estamos falando dos anos 90 dos vídeos do George Michael, da Madonna de Blond Ambition, da época que modelo era mulherão e não esqueleto vivo (público masculino, vai preparando o ÔLA).

 

E dessa época, a lingerie visível -  como havíamos falado a alguns posts atrás - vai definitivamente marcar presença no verão que vem (não o verão de vocês claro. País de terceiro mundo que se preza tem um hiato de 2 estações dentro do calendário fashion). Principalmente aquela peça tão famosa nos anos 90: o bustier. Marc fez, Alexander fez, Cavalli fez, B&B fez, Moschino, Louise 1 e Louise 2 fizeram - só que em vez de umbigo de fora, como era comum na década passada, no séculO XXI é praticamente um REQUERIMENTO botar a peça por cima de tudo.  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As bloggers, claro, estão a frente do jogo faz alguns meses - o que faz pensar naquela velha pergunta do ovo e da galinha. Quem veio primeiro? 

 

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 Como diz minha amiga Lê, "acho bem" - uma coisa rebelde, mas democrático. Vai *pegar*?


(imagens via style.com e chictopia.com)

 

 

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