Christopher Isherwood é um escritor inglês mais conhecido por ser o autor do livro que deu origem ao ótimo "A Single Man".
Quer dizer, pelo menos pra mim que confesso minha ignorância em relação ao cara. Depois do filme eu fui atrás e li umas coisas muito fodas dele e agora eu vi "Christopher And His Kind", telefimle produzido pela BBC que conta a história do escritor na Berlim nazista pré-Guerra.
Ele vivia com sua mãe super castradora e seu irmão em Londres e animado pelo amigo W. D. Auden, se muda para a fervilhante Berlim em busca de... homem!
Lá ele relaxa, se solta e se joga.
Dá aulas de inglês para se sustentar e vivendo num submundo sexual de uma Berlim já quase totalmente dominada pelos nazistas, conhece os mais diversos tipos como a cantora americana de cabaré, a bicha velha careca e safada, o varredor de rua por quem se apaixona, todos que se tornariam personagens de seus livros futuramente.
Se você assistir esse filme e sentir uma vibe meio "Cabaré" não se engane, o ótimo filme é baseado nos escritos de Isherwood.
Super recomendo.
A musa Julie Christie ganhou um Oscar por seu papel título em "Darling", esse filme queridinho de 1965, que conta a história de uma periguete barra modelo na swinging London dos anos 60, dormindo com quem quer que seja pelo sucesso.
O filme de John Schlesinger ainda tem os ótimos Dirk Bogard e Laurence Harvey pra completar o time principal de atores.
Diana Scott é a menina bonita que dá em cima dos caras certos, acaba com casamentos, começa outros, sofre, dança, ri, se diverte e aos poucos vira um sucesso como modelo publicitário.
A história me lembrou um pouco a de Grace Kelly, a estrela de Hollywood com fama de mega periguete que um dia conhece o príncipe de Mônaco, se casa e vira princesa. Diana no filme passa por isso, um dia filmando na Itália um comercial de chocolate, conhece um príncipe que se apaixona por ela e eles se casam.
E nem mesmo o príncipe faz o facho dela apagar.
Mas antes disso ela se diverte no auge da Londres dos anos 60 e em Paris com toda a loucurinha e as experimentações de vários tipos que rolavam na época.
De novo, senão por nada, o filme vale pela atuação perfeita de Julie Christie.
Veja a cena onde ela briga com seu marido, que descobriu uma mentira gigante e a chama de puta!
Em todos os meus posts mais antigos aqui do blog sobre filmes do Woody Allen, eu sempre começava escrevendo que apesar dos pesares, um filme dele é sempre muito melhor que a maioria das porcarias que passam no cinema.
Mas eu acho que com esse "... Homem dos seus Sonhos" eu paro de dizer isso, porque é uma porcaria e não é nada melhor que muitas das outras porcarias em cartaz.
O filme segue a linha dos últimos do Allen, filmado em Londres (porque ele não consegue dinheiro pra filmar nos EUA), com um elenco (olhe no poster acima) sempre bom (geralmente seus filmes ganham Oscar de melhor atriz coadjuvante), com uma historinha meio besta, direção de fotografia boa, trilha ok, Woody chegou numa época de preguiça que me deixa triste.
Nesse filme, um casal se separa depois de muitos anos casados, ele vai atrás de uma loira linda e burra e ela atrás de uma cartomante pra saber o que vai ser da vida. Sua filha casada em crise com o marido fica atraída pelo seu chefe e seu marido, que não ganha bem e não pode provê-la, é deixado de lado e se sente atraído por uma morena linda.
E basicamente é isso por quase 2 horas, nada demais, parece uma novelinha classe A com piadas (poucas) boas.
Juro que eu espero que o cara saia dessa maré chata e faça um "Tiros na Broadway" pra nos deixar felizes.
Uma ação promocional para o lançamento do álbum - Heligoland - do Massive Attack causou polêmica na Inglatarra. O metrô londrino mandou retirar o material publicitário que envelopava os vagões para não serem confundidos com pixação. A estética da campanha era formada por cartazes de shows e desenhos feitos pelos próprios membros da banda.
O porão de um antigo quartel-general da Gestapo durante a Segunda Guerra Mundial num vilarejo na Riviera Francesa abrigava o improvisado estúdio onde os Rolling Stones gravaram o que para muitos é, até hoje, o melhor álbum do grupo.
Exilados em Villa Nellcote, num casarão alugado por Richards, a falida banda fugia das dívidas e impostos ingleses, e esperavam que o novo disco seguido de uma turnê pelos EUA fossem a salvação para seus problemas financeiros. Mas, ao mesmo tempo, se afundavam em álcool e drogas no paraíso mediterrâneo.
Apesar de muito polêmico, "Exile on Main Street” é um dos mais influentes álbuns do rock. Batante difícil de ser entendido na época, o caótico disco voltou nessa segunda-feira, 17 de maio, às prateleiras do Reino Unido. A edição deluxe conta ainda com 10 faixas inéditas gravadas na época que foram recalibradas para adquirirem a atmosfera sombria de “Exile”. O documentário “Stones in Exile”, que mostra o período das gravações na França, acompanha a versão superdeluxe.
O livro “Exile on Main Street – A Season in Hell With Rolling Stones” de Robert Greenfield também conta o período obscuro e decadente da banda londrina de Mick Jagger.
Anite Pallenberg & Keith Richards, Villa Nellcote (1971)
A amiga e colaboradora informal deste espaço Andrea Greca passou uns dias em Barcelona e Londres e voltou animada. Em Londres esteve no festival Lovebox organizado pelo Groove Armada e ferveu nas pistas da Secretsundaze, do super-combo Disco Bloodbath & Horse Meat Disco que como o nome já diz, são dedicados à, erm, disco. Com belas fotos (até em P/B clicadas por Nick Ensing) e mais informações quentes do que rola numa das inúmeras cenas da inner London.
E de quebra ainda relata o novo fenômeno dos afters em barcos na chacoalhante Ibiza, após o gongo que as autoridades locais deram nos mais afoitos por uma pista pós-pós-tudo. Bafom, né?
Oi.
Eu tava aqui pensando com os meus botões como diabos eu ia me apresentar pra vocês, digníssimos leitores de alto-nível do rraurl, sem parecer uma completa mané, e travei. Como é que se começa um blog? E como é que se começa um blog em português, no Brasil, quando você já está 1/4 da sua vida fora dele? (eu tenho 27 primaveras - faz as contas, cabeção).
Tem jeito não, né. Então é o seguinte:
Meu nome é Thais. Também sou conhecida no mundo virtual como glittah (apelido da adolescência que não desgrudou mais. Purpurina com sotaque britânico. Pode rir.) Moro em Londres faz uns bons anos, desde que vim estudar jornalismo e não voltei mais. Enquanto o diploma não serviu pra grandes coisas, eu caí - não, despenquei - no mundo pirado da moda britânica e, como diria uma amiga escritora igualmente pirada, "obecequei". De hobbie virou freela que virou trampo que virou o ar que eu respiro.
E é sobre isso que eu vou escrever nesse blog.
Mas calma, não entra em pânico ainda (nem faz cara de tédio, você aí no fundo). Eu não gosto de moda. Moda é chato. Eu
gosto de roupas. E idéias. E a maneira como uma simples peça pode expressar uma maneira interessante de ver as coisas, uma referência, uma perspectiva de vida - isso SIM
é legal. E música tem tudo a ver com isso. Você consegue imaginar a Björk sem o vestido de cisne, ou a pintura tribal do Volta no rosto? Ou David Bowie sem o androginismo (nem sei se existe essa palavra) da época do Ziggy Satrdust? Ou, mais perto de casa, Lovefoxxx sem o macacão de paetês? Ahm... Roberto Carlos sem o blazer branco?
E é isso que a gente aqui (the royal we) se interessa - não tem como ignorar estando na terra do céu cinzento. Porque foi aqui que a Viv Westwood botou um alfinete no nariz da rainha numa camiseta inventando o punk, e continua, 30 anos depois, chocando o público ao lado da babe plastificada Pamela Anderson na campanha de verão 2009. Aqui que a super model Agyness Deyn causou um furor mundial indo pros castings de Doc Martens, colete de couro e leggings fluorescentes, e aqui que Beth Ditto, a gordinha vocalista do Gossip, posou nua na capa da super revista LOVE e lançou uma coleção avant-garde pra tamanhos maiores. Gareth Pugh, McQueen, Galliano, a lista de quem desafia os padrões convencionais é longa e estabelecida. Não tem convenção, não tem tradicionalismo, não tem MEDO. Rebeldia (conflito, choque, discordância, colisão - CLASH) é a filosofia que inspira quem faz moda no Reino Unido sempre - e a gente vai tentar manter o espírito aqui nesse espaço, thank you very much. Regras, meu amigo, servem pra ser quebradas.
Então assim, frases que você certamente não vai encontrar por aqui são "acho que não combina" e "não tenho coragem". Pelo contrário: se tiver algum trend que a senhora aí de casa estiver achando "ai feio, não combina, não tenho coragem", esse blog vai aprovar. Não, não: esse blog vai APLAUDIR. Porque rebeldia e vanguarda não precisa necessariamente ser inacessível e viver num palco ou num vídeo clip - e não precisa pertencer a uma tribo pra isso. É tudo inspiração.
Agora, se ainda assim você quiser ganhar dica de moda sensível, sobre pretinho básico, terninho chic, o que comprar na liquidação, conversa com a Glória Kalil ou com a, whatsherface, Ana Maria Braga. Aqui tá valendo tudo.
Stay tuned.
I love you honey, I think you're a terrific girl, but you have clothes like a f•ckin' d•ckhead.
Planos para visitar a capital inglesa?
Agora você tem mais um ótimo motivo.
Até dia 6 de Setembro de 2009 a Hayward Gallery exibe 10 instalações de 10 artistas contemporâneos, Walking In My Mind.
Com instalações em grande escala
espalhadas por todos os espaços do prédio, cada um dos artistas relaciona seu mundo de emocões, pensamentos,
memórias, sonhos e processo criativo com as áreas internas e externas criando diferentes universos de reflexão.












