O cover de Alan Vega - cérebro do Suicide - caiu como uma luva no repertório de James Murphy. A música saiu como single em novembro passado é uma releitura da orginal lançada em 1980. Com quase oito minutos de vocal melódico sob eletrônico cru, a faixa promete ser uma das mais remixadas do ano.
O clipe é totalmente lisérgico e traz de volta uma estética oitentista muito vista nas pistas de dança atualmente, porém sem o ar 'forçado' habitual.
O vídeo, em alguns hosts, não pode ser visto no Brasil por conta de aspectos legais. Tente ver aí embaixo e caso não consiga acesse este link do Myspace.
Além do clipe, o LCD Soundsystem também presenteia os fãs com outro cover. Throw de Carl Craig (foi lançado via iTunes como faixa extra de seu último álbum. Agudo. Eletrônico. James Murphy. Ouça abaixo.
O LCD Soundsystem já está em estúdio e James Murphy, mentor da
banda, disse em entrevista à revista NME que dessa vez - assim como na
última - o álbum é o último do projeto. Mas por suas declarações,
podemos desconfiar de promocionismo ou até incerteza criativa.
"Eu sei que disse a mesma coisa na última vez e as coisas mudaram, mas não gosto de repetir ou voltar atrás. Quando estou trabalhando num disco, faz sentido pensar que será o meu último. Assim acabo me superando e fazendo um disco bom. - Afirma Murphy.
Com título ainda indefinido, mas com lançamento previsto para o mês de Abril, o sucessor de Sound of Silver (2007) já está sendo produzido a todo vapor. James Murphy disse ainda que o novo álbum "é definitivamente melhor do que os dois anteriores" e que terá "uma diversidade sonora ampliada" em relação aos outros trabalhos.
Na mesma entrevista, Murphy - que também é criador da DFA Records - afirmou que a turnê desde novo trabalho também será a última do LCD.
Pena né?
De resto a produção estava respeitável: Bom soundsystem nos 3 ambientes. Luz de pista naquele estilo leds, Muti Randolph. Rolava também uma decoração temática no esquema London Squat Party. A festa foi realizada em galpões, do lado de fora deles tinham projeções e grafitis. E Tinha água de graça, além de alguns quitutes como mini hot-dogs, uma boa idéia.
![]()
James Murphy & Pat Mahoney – Aqueeeeela onda disco-house de sempre, muitos vinis e carisma de sobra. A parte técnica não é muito afiada e o repertório é bem interessante. A lance inusitadao do set foi a queda de um dos dutos do ar condicionado em cima de uma das pick-ups. Um pedaço do duto do ar despencou lá do alto do galpão exatamente em cima de uma das pick-ups, que estava tocando na hora. Depois do estrondo nos ouvidos, Mahoney pegou a peça, riu, e tacou pra galera que ficou jogando para o alto como se fosse uma bola gigante num show de rock.
Renato Cohen, Gil Barbara, e Renato Ratier.
Yacht - Não estava ligado nos caras, e ainda não estou. Do que vi não gostei. Meia hora foi suficiente para não despertar meu interesse em saber mais sobre eles.
Joe Goddard - Também não me agradou, som muito barulhento. Não rolou um clima. E o som muito alto da pista 2 atrapalhou todos os artistas nesse sentido.
John Tejada – Muito concentrado, tocou um techno deep. Muito climão, baixos gordos, e hipnose. Dá pra dizer que ele fez o set com pelo menos 80% de vinis. Classe.
Derrick Carter – Como já tive a oportunidade de assistí-lo outras vezes, dei preferência para o Tejada que tocava no mesmo horário. No pouco que asssiti tenho certeza que ele não decepcionou. Sua mega onda house 4x4 foi super pra cima como sempre. Muita animação e muitos cds. Dá pra dizer que foi o DJ que mais levantou a pista. Não ouvi o Move D e nem o Mau Mau.
Joe Goddard com mais alguém (?), John Tejada, e Derrick Carter
fotos e vídeos: João Fernando Carino
Muita gente adora dizer que James Murphy, um dos LCD Soundsystem, salvou a dance music ao injetar nela uma pegada rock/pós-punk lá pelo meio desta década.
Mas, antes de mais nada, foi a dance music que salvou James Murphy. A comprovação está no Speedking, banda que Murphy encabeçou nos anos 90.
Um rock quadrado meio Joy Division meio Sonic Youth, um groove adstringente, de pulso eletro-hipnótico e ocasionais esporros barulhentos.
Ouça "Millionth Monkey". A música não é de todo ruim. É até boazinha. Mas como o som de James Murphy ficou melhor acrescido de suingue, cowbells, claps disco e outros itens chacoalhantes.
Speedking - Millionth Monkey
James Murphy e Pat Mahoney voltam ao Brasil em outubro. Eba! O líder e o baterista do LCD Soundsystem se apresentam no Rio de Janeiro no dia 3. A gig faz parte da tour mundial da dupla como DJs, batizada de "three month Special Disco Version".
"As pessoas ouvem a palavra ‘disco' e pensam em calças boca de sino e That'70s Show. Não, não, não. Queremos mostrar que a disco é o tipo de música que realmente liberta quem sabe aonde ir. O Special Disco Version é o ‘You Should Be Dancin' do The Bee Gees. Não a original, mas sim, o release dub nunca lançado. Esse é o real deal. [essa expressão fica melhor sem tradução]", diz James Murphy no release mandado para a imprensa gringa.
Segundo o texto, dia 3 é a única data agendada para o Brasil. O release não traz informações do local. Alguém sabe de mais detalhes?
UPDATE: Então, como o pessoal solucionou ali nos comentários, a festa será dia 3 de outubro mesmo, mas não no Rio como fala o Stereogum, mas em São Paulo, na festa de 3 anos do Vegas. Eu que não havia ligado as festas e as datas. Sorry! Mais infos, aqui.
Desculpas a quem perdeu, mas eu preciso falar: o LCD Soundsystem ontem foi emocionante e mostrou por que cacete o James Murphy é o tal da música nova já faz um tempo.
Primeiro, como disse o meu amigo Vitor Angelo, porque ele é gordo. Não é o sex symbol que tantos band leaders gostam de bancar. Mas não tá nem aí pra isso. Murphy é um maestro altruísta, que faz questão de dividir as luzes do palco com os outros integrantes da banda.
E ele tem uma timidez meio infantil, que faz com ele se aproxime da estética do guy next door ("cara normal"). Ele podia ser praticamente um passante. Mas é aí, no meio desta aparente normalidade, que entra o talento do cara. Com o microfone na mão, ele é um gigante. Tocando percussão, ele empolga. E simplesmente tendo seus xiliquinhos dançantes no meio das músicas, ele levanta o povo.
Bacana de ontem também foi ver como a banda cresceu desde a primeira vinda ao Brasil, em 2004, quando a nossa idéia de escalá-los como headliners pro Sonarsound SP era nada mais do uma aposta. O LCD hoje poderia dominar o mundo.
Perto das onze da noite de ontem, a grande bola disco que ornamentava o palco do Via Funchal ganhou iluminação, e os músicos entraram no palco, para o início dos trabalhos. Começava ali uma festa que parecia feita de amigos para amigos.
Sim, porque talvez ele até tenha percebido que o lugar não estava lotado. Mas também viu que TODAS as pessoas ali sabiam as letras das músicas, vibravam com seus vocais mais estridentes, pulavam a cada slap mais forte no baixo. O público conhecia muito bem os dois discos do LCD Soundsystem e Murphy não só notou como ficou evidentemente feliz e lisonjeado.
Em pouco mais de uma hora e meia de show, estávamos, nós da platéia e a banda, cansados e com um riso besta no rosto. A volta para o bis não poderia ter sido mais perfeita, com o público todo cantando a letra de "Someone Great".
Espero que aquele someone great que guiava a festa, com cabelos espetados e camiseta escrito Rain Bowns, tenha saído dali tão feliz quanto nós, mortais. Deu até vontade de dar um group hug, gente.
Aumenta o volume e...
"Someone Great", LCD Soundsystem
PS - Se alguém tiver uma foto legal que queira publicar aqui, me manda, eu dou crédito e pago uma pinga :-)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
O blog do rraurl tem mais duas companhias.
É que desde fevereiro o James Murphy, vocalista do LCD Soundsystem e um dos nomes por trás do selo DFA, está escrevendo um blog na internet
e promete atualizar o texto 2 vezes por semana. O endereço está hospedado na versão eletrônica do jornal inglês The Guardian (o link está lá embaixo, no final do parágrafo).
Foram três posts até agora. Primeiro ele conta que está treinando e tem adorado artes marciais, que se machucou lutando um autêntico jiu-jitsu brasileiro com seu advogado e que está planejando desculpas para fugir dos compromissos profissionais para ficar em casa dedicando-se a nova mania. Depois fala das milhas que acumulou por conta de tanta turnê e ontem, dia 1, avisou que o blog não se concentrará em música, ao contrário do que poderiam ter pensado os fãs incautos.
Mas, se você prefere um blog nacional para variar tem o da Carla Perez. Dá para descobrir que ela usa o perfume Giovana Baby no dia-a-dia, tem 90 centímetros de busto e o filme de que mais gosta é Shrek.
Tá bom, 90 centímetros de busto todo mundo já sabia antes.
Não tem nada acontecendo a não ser o sol da Rua dos Pinheiros fritando no simples caminhar até o boteco da esquina.
Fontes noticiosas secas, como a a minha boca agora. Pitchforzzzzzzzzz, uol, residentadv, jontyskruff, até a palô, nada. Nas ruas, a constatação de que "Fernanda Vasconcelos" (ahn?) é uma estrela. É aquela da novela, já tem até loja na Oscar Freire com a assinatura dela (como assim?). Tipo a Cléo Pires na época de América.
De música, agora, dia onze de janeiro de doismilesete, só mesmo 20 matérias, 4 seções, 2 colunas e um podcast em repeat pra explicar como SOMEONE GREAT é a melhor música do ano inteiro já. Não há pauta melhor: LCD SOUNDSYSTEM, vem!
Mas nem tudo tá perdido. Luomo, Magda, Xochilt (quê?) e Mr. C.. Já escolheu seu? Fartura de DJ gringo em SP agora é igual filme do Daniel Filho nos cinemas brasileiros: tem aos baldes.
Amém!




