Olha o Rraurl, mais uma vez, desenvolvendo as conexões na cena nacional. Hoje no Fosfobox nós convocamos a festa Xiliquê do Marmitex, nosso vizinho de blog aqui no portal pra invadir o Rio de Janeiro com seu black d.i.s.c.o.ntrole.
Além do Felicio, que toca com seu comparsa Benjamin Ferreira representando o Vegas-SP, convidamos o Diogo Reis (Moo), o projeto Old Fiction (Zeca Veloso e Carol Luck), os Válvulas pra comandarem Fosfobar, além de Pedro Mezzonato e Bernardo Campos.
*Seguindo o conceito da Xiliquê original, doaremos 10% da bilheteria para a Sociedade Viva Cazuza.
Ouça abaixo a Mini Mixtape feita pelos donos da festa abaixo.
Benjamin Ferreira e Felicio Marmitex - "0XiXi21 Minimix"
A-Skillz & Beardyman - "Got The
Rhythm"
Ben Mono - "Beatbox" (Jacob London Remix)
In Flagranti - "She
Bend Each Leg Alternatly"
Octet - "Euros vs. Dollars" (Pilooski
Edit)
Armand Van Helden - "Break That 80's"
Promoção + Vídeo do James Brown
Quer entrar na faixa nessa festança? Mande pro e-mail xilique@molotov21.com seu nome completo e suas 3 músicas preferidas do James Brown. Vamos fazer um sorteio e 5 pessoas dentre as que mandarem ganham VIP! Pode aproveitar e mandar o nome dos amigos também que entram automaticamente na lista amiga. Assim como aqueles que não ganharem a promo.
Infos do Evento: http://www.facebook.com/event.php?eid=111748195514685&ref=ts
A era Obama está oficialmente inaugurada. Como bem lembrou a conceituada revista The Atlantic em sua última edição, é o fim do tempo onde "americano" automaticamente significa "branco" no inconsciente coletivo.
Significa também que todo um repertório cultural de "negro" passa para o banco da frente, o que foi simbolizado pela performance de Aretha Franklin na posse do novo presidente.
Em Hollywood, as coisas já vinham caminhando nessa direção. Não é de hoje que Will Smith é o ator mais bem pago do cinema americano.
Depois de tantos anos de filmes falando de músicos brancos (The Doors, Bob Dylan, Rolling Stones, Johnny Cash, Jerry Lee Lewis), seria muito interessante se a indústria do cinema deslanchasse uma onda de produções explorando artistas negros e suas histórias.
JAMES BROWN JÁ É
Algumas iniciativas já existem.
Spike Lee recentemente anunciou que está filmando a história do todo-poderoso James Brown (com Wesley Snipes no papel do "godfather of soul"). Sobram ingredientes (brigas, ego, drogas, genialidade, pioneirismo musical, sexo, gritaria) para uma produção empolgante.
Outra figura com uma biografia excitante, talentosa e tumultuada é Marvin Gaye. No ano passado, deu que havia dois filmes sobre o lendário soulman em produção. Não há notícias recentes sobre eles, mas vamos torcer para que pelo menos um veja a luz do dia.
No fim do ano passado, estreou nos EUA Cadillac Records, baseado na história do importante selo de blues de Chicago, Chess. Um dos focos do filme é a vida trágica da cantora Etta James. Quem faz seu papel é Beyoncé, escolha criticada por muita gente (compare as duas na foto). Jamie Foxx também está no elenco.
Beyonce também é a estrela de Dreamgirls, com personagens baseados em Diana Ross & Supremes. Mas é um filme fraco, que não faz jus à eletrizante trajetória da venenosa diva Ross e as batalhas de egos dentro das Supremes.
Jamie Foxx foi protagonista de uma das duas melhores biografias para cinema de artista negro até agora: Ray, sobre o gigante Ray Charles. A outra obra-prima é, claro, Bird, sobre o jazzista Charlie Parker, dirigida por Clint Eastwood.
DE MILES DAVIS A LITTLE RICHARD
Agora quem mais? De cara, dá pra pensar na turma da frigideira: Miles Davis, Sly Stone (foto), George Clinton e Rick James. Todos com "vidas locas" e obras monumentais que renderiam excelentes histórias para serem curtidas na sala escura. Prince e Michael Jackson também, mas convém esperar um tempo ainda. Qualquer um que se arrisque a contar alguma coisa minimamente próxima da realidade desses dois, certamente vai ser processado até o último par de meias.
E que tal Little Richard, cuja vida foi da gandaia descontrolada ao fanatismo religioso em poucos anos? De quebra, foi um dos carasw que inventou o rock'n'roll. E já que estamos nesse período, Chuck Berry seria um tópico bem legal também. Voltando ainda mais no tempo, valeria a pena focar o bluesman Robert Johnson e seu pacto com o demônio.
Dois membros-fundadores do soul, que estouraram da virada dos anos 50 e 60, Jackie Wilson e Sam Cooke, dariam boas sessões de música incrível com histórias intensas. Ambas terminaram tragicamente: Wilson teve um ataque cardíaco no palco, durante um show, bateu a cabeça e ficou em coma até morrer meses depois; Cooke foi morto pela gerente de um hotel onde estava hospedado depois que ele a atacou, numa história mal-esclarecida até hoje.
A ascenção e queda do império Motown também daria um filmaço. O mesmo vale para os selos Stax e Philadelphia International. Sem falar nas origens do hip hop no Bronx nova-iorquino: apesar de já terem inspirado o cult tosco Wild Style, ganhariam muito com uma produção de orçamento adulto e qualidade técnica de primeira.
E por que não um filme capturando o embalo sem freio da era disco, retratando a vida e carreira (s) de alguns de seus principais representantes? A locomotiva Chic, de Bernard Edwards e Nile Rodgers, movida a dinheiro, drogas e virtuosismo musical, seria hit de bilheteria na certa.
James Brown - Say It Loud I'm Black and I'm Proud
Banda Black Rio - Maria Fumaça
Gilberto Gil e Chico Buarque - A Mão da Limpeza
Adeva - Musical Freedom
Special AKA - Free Nelson Mandela
Da época em que o líder sul-africano ainda estava na prisão
Sly and the Family Stone - Don't Call Me Nigger, Whitey
Jungle Brothers - Straight Out the Jungle
Public Enemy - Fight the Power
Até mesmo depois da sua morte, James Brown parece mexer os pauzinhos lá de cima e continua gerando notícias excêntricas por aí. O corpo do pai do funk está embalsamado há quase dois meses na espera de um acordo entre seus filhos e sua última companheira, Tomi Rae Hynie, para dar um desfecho à disputa sobre a milionária herança do artista e, sobretudo, permitir o seu enterro.
Mas, parece que, finalmente, Brown vai descansar em paz. Nesta quarta-feira, durante uma audiência judicial, os herdeiros e Hynie acertaram as contas quanto ao dinheiro e bens e garantiram que o sepultamento do cantor será realizado nos próximos dias. Onde? Ainda é um mistério.
A múmia de Brown permanece em um caixão revestido de bronze e ouro em uma sala de temperatura controlada, na sua casa na Carolina do Sul, sob custódia de Charles Reid, da funerária de Augusta, na Geórgia, que dirigiu o funeral. Reid contou que periodicamente abre o caixão dourado para confirmar se Brown continua ali. "Vou, abro o féretro e o fecho. [Ele] Está bem"
A Courtney Love de James Brown?
Tomi Rae Hynie, hoje com 36 anos, foi backing-vocal do músico e era dependente de analgésicos. Quando Brown morreu, estava numa clínica de reabilitação. Companheira sentimental de Brown desde 2001 e mãe do mais novo de seus filhos, com 5 anos, Hynie luta por 50% da herança de seu marido, a que os filhos mais velhos do cantor se opõem. O casal nunca oficializou o matrimônio, porque na época, a mocinha ainda estava legalmente casada com outro homem. Os filhos não reconhecem Hynie como mulher de seu pai e até duvidam que seu filho, James Jr., também seja filho do músico, como ela assegura.
Podcast especial com Tim Sweeney e amigos mixando faixas do homem do funk. Tá no Beats in Space.



