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[Molotov21] Beatler, o novo Mac OS X client para o Beatport
27.07.10 20:34Deixe seu comentário

Por Ricardo Estrella


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Estava conversando essa semana com meu amigo @mdentinho, do projeto @doppeldosen, e ele me mostrou esta ferramenta, que achei excelente. Trata-se de um aplicativo para que você possa acessar o beatport de qualquer lugar, sem a necessidade de estar logado no site.

 

Ele conta com uns features bem bacanas, como por exemplo a checagem de todos os novos releases. Ele faz o cruzamento de informações sobre os artistas e gravadoras mais comprados por você, tornando a sua pesquisa mais objetiva, direcionada e otimizada.

 

Sem contar que ele vem com um plataforma (amada por muitos, e odiada por outros tantos) do Itunes, o que torna ainda mais facil sua navegação.

Mas infelizmente como nada que é bom é free, você pode entrar, conferir, e comprar no site do desenvolvedores : http://www.cancelmonday.com/

 

Existe uma versão gratuita, mas com muita limitações, como por exemplo só poder ser feita a compra de uma track por vez.

Molotov 21
Molotov 21 (contato @ molotov21.com)
www.molotov21.com
[Bate-Estaca] Truques e mais truques
15.06.09 19:4734 comentários

Um grupo de DJs londrinos andou dando um golpe feio e tosco. Seguinte: usando cartões de crédito falsos, compraram sem parar downloads de suas próprias faixas. Com isso, ganhavam grana de direitos autorais e promoviam seus nomes, fazendo-os aparecer bem nas listas de vendidos. Eles foram pegos e vão responder judicialmente.

 

Fóruns pela internet estão sedentos para saber o nome dos ditos cujos. Esperamos que sejam descobertos para o merecido apedrejamento em praça pública.

 

Inflar artificialmente o sucesso de um nome é mais antigo que minha vó. A prática é antiga na música. Gravadoras de bandas de rock inglesas nos anos 60 compravam discos de monte nas lojas para fazê-los subir nas paradas de sucesso.

 

Acontece que antes era geralmente a gravadora ou empresário quem "sujava as mãos". Hoje, com tantos artistas assumindo todas as etapas do processo, alguns resolveram assumir esse lado escuso também.

 

TURNÊ EUROPEIA

 

Agora, vamos e venhamos, a música eletrônica está cheia, mas cheia, de truques de diversas cores e tamanhos. Datas em dois pubs da Estônia que viram "turnê europeia" (ou pior, dizer que tocou na Europa quando nem foi). Socar votos na eleição dos Top DJs da DJ Mag (ou em qualquer votação com alguma importância). Lançar dez faixas genéricas e toscas em selo próprio no Beatport só (e só mesmo) para poder colocar "produtor" no CV.

 

Na minha nova coluna para a DJ Mag, chamada "Camilódromo", eu abordei o tema dos truqueiros na discotecagem e live PA (saiu na edição 10). Segue um trecho do texto:

 

"Com tanta gente sem entender direito o que se passa ali entre o mixer, os cabos, as pick-ups/CDJs e aquele laptop (não insistem em chamar o Gui Boratto de DJ a toda hora?), tem muito malandro se aproveitando disso para se dar bem.

 

O que dizer, por exemplo, dessa história que aconteceu comigo e um conhecido DJ inglês de psy-trance? Passei o constragimento de tocar antes dele. No fim do meu set, ele chegou, todo serelepe e animadão. Já achei esquisito quando se lançou por cima do mixer e passou a girar botões que nada faziam, afinal eram de canais com o volume abaixado. Mas aí aconteceu o mais absurdo. Quando ponho minha última música e passo a bola, veio a pergunta que entregou toda sua filosofia de discotecagem fraudulenta: 'Essa música tá mixada com a próxima?'

 

A coisa é tão disseminada por aí que foi criado até um blog dedicado a desmascarar os (maus) atores: www.deadact.com (que considera o DJ serelepe citado acima 'o rei do dead PA'. "

 

Então, assim, os ingleses fizeram algo muito feio. Mas eles estão longe de serem exceções.

Camilo Rocha
Camilo Rocha (camilo @ rraurl.com)
Putz! Putz!
[.::musicness::.] Apple, acredite, ameaça fechar o iTunes
01.10.08 19:034 comentários

Deu na revista Fortune. A Associação Norte-Americana de Editores Musicais entrou com um pedido junto ao Conselho de Royalties e Direitos Autorais nos Estados Unidos para aumentar a participação de US$ 0,09 para US$ 0,15 por faixa - um salto de 66% - nas vendas em lojas online. A determinação do conselho deve ser anunciada nesta quinta-feira.

 

A Apple então saiu à carga: disse que se nega a aumentar o valor de US$ 0,99 cobrado pelas canções e afirma que, se tiver que arcar com a diferença, passará a ter prejuízo, o que inviabilizaria o serviço. Ou seja, babau iTunes.

 

Segundo a reportagem da Fortune, a associação que representa as gravadoras argumenta que, graças à recusa da Apple em aumentar os preços, os lucros permanecem fracos mesmo com o crescimento do mercado de música digital. "A Apple pode vender músicas baratas para vender iPods, mas nós não ganhamos um centavo com a venda de iPods", disse à Fortune David Israelite, presidente da Associação Norte-Americana de Editores Musicais. Acontece que, segundo a Apple, na verdade, US$ 0,70 de cada venda do iTunes é passada para as gravadoras, que não ganham apenas com os royalties.

 

A empresa de consultoria Piper Jaffray estima que a loja da Apple venderá cerca de 2,4 bilhões de faixas até o fim de 2008, o que garantiria à companhia 85% do mercado. Com esse poder de fogo, parece mais certo que a Apple queira, com a ameaça de fechar o serviço, mostrar que vai jogar duro para manter seus lucros e continuar praticando um preço justo para os downloads.

 

É preciso ainda levar em conta que, devido à queda constante das vendas de CDs, as gravadoras precisam do iTunes para reverter em lucro, por menor que seja, a venda de músicas. Nesse modelo, uma mão lava a outra. A alternativa - de aumento de preço - deve jogar muitos consumidores novamente aos downloads ilegais.

 

Via Technologizer.

Diogo Dreyer
Diogo Dreyer (diogo.dreyer @ gmail.com)
[.::musicness::.] Será por causa do marketing?
22.09.08 16:091 comentário

As pessoas esquecem que para chegar a esse nível - os aviões e champanhe - vocês precisaram começar de baixo.

 

Essa é a coisa engraçada sobre essa história toda do Napster. Nove entre dez pessoas dizem "O que foi aquilo? Era sobre o dinheiro". Que se fodam essas pessoas. Não era sobre o dinheiro. Era sobre o controle. Nós estávamos comendo pratos de saladas de U$ 2,99 no Burger King no outono de 83. O dinheiro não importava. Dinheiro era um elemento prático. Não tinha nada atrelado a isso. Em 2008, não é um assunto sobre o qual nos sentemos e tenhamos longas conversas. Não é nada como "Como está o banco? Quanto dinheiro estamos fazendo?". Não tenho ligação emocional com o dinheiro. E, de repente, eu me tornei o ganancioso baterista dinamarquês por causa dessa história do Napster.

 

Dar as coisas de graça? Sem problema. A internet? Nenhum problema [O Metallica vende shows recentes no site da banda e oferece quase duas dúzias de concertos clássicos de seus arquivos de graça]. Mas quem toma essa decisão? Nós tomamos essa decisão. Eu darei todas as minhas porcarias de graça. Mas quando, onde e como eu decidir.

O baterista do Metallica Lars Ulrich em entrevista à Rolling Stone americana mostra que ainda tem muita mágoa guardada sobre a polêmica que a banda se envolveu quando processou o Napster e bloqueou o acesso dos fãs às suas faixas, em 2001. Note que quem trouxe o assunto à tona durante a conversa foi o músico (o Metallica, inclusive, disse que agora só concede entrevistas se o tema pirataria não estiver na pauta).

 

Para muita gente, até hoje, a banda deu um tiro no pé quando iniciou a ação contra o Napster. O episódio deu projeção ao criador da ferramenta, Shawn Fanning, na época de apenas 19 anos, e rendeu um tremendo marketing negativo ao Metallica. Ulrich se ressente mais da coisa toda por ter aparecido como porta voz da banda contra a pirataria durante anos e ter seu nome ligado à RIAA até hoje.

 

Se realmente o que incomodava era a grana ou não, é difícil saber. Mas que o músico mudou de opinião, não há dúvidas. Na época, suas afirmações sobre o assunto eram sempre bem pesadas (alguns diriam conservadoras demais para uma banda que fez fama por ser anti- establishment). Atualmente, Ulrich declara coisas como preferir ser uma banda independente das majors.

 

É bom deixar claro, contudo, que o cara tem todo o direito de reanalisar o que pensa. Aliás, o Metallica adora mostrar que mudou: já disponibilizou seu catálogo baratinho no próprio Napster e no iTunes, não demoniza mais os fãs (esse sim, talvez o maior pecado da trupe na história toda), e participa ativamente de iniciativas de desenvolver novos modelos para venda na internet (permitiram, por exemplo, que seu novo disco, Death magnetic, possa ser adquirido para ser jogado no Guitar Hero, além de já terem sido escalados como a próxima banda a ganhar um título próprio da franquia).

 

*****

 

Mas que o disco novo é ruinzinho, isso ele é.

 

Foto: Dariusz Lachowicz/wikimedia

 

 

 

 

Diogo Dreyer
Diogo Dreyer (diogo.dreyer @ gmail.com)