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[Marmita Sônica] Killer On The Dancefloor lança "Criminal"
05.03.12 17:00Deixe seu comentário

killerdance

 

O aguardado álbum de estreia do Killer On The Dancefloor leva o sugestivo nome "Criminal" e está a venda nas lojas a partir de hoje. O disco sintetiza a empolgada trajetóriado do trio paulistano no universo da indie dance com synths rasgados.

 

São 10 faixas que passam por influências diversas tendo o groove da disco e o electro vintage como unidades. Pitadas de hip hop complementam o molho em boa parte de "Criminal".

 

Colaborações são a cereja do bolo em "Criminal", de Thiago Pethit a MC C4bal, passando por Turbo Trio. Boas parcerias rolam também com integrantes das bandas de indie rock Holger e Copacabana Club. Confira!

 

Killer On The Dancefloor - Criminal by kotdpromo

Categoria: Cena Eletrônica
Felicio Marmitex
Felicio Marmitex (marmitex86 @ gmail.com)
www.twitter.com/feliciomarmitex
[.::musicness::.] Clássicos da house são repaginados para outros estilos
04.08.11 04:253 comentários

Muito normal hoje em dia ouvir novas versões de hits batidos da house de 10, 20 anos atrás. Porém sempre há uma forma diferente de ressuscitar essas tracks, ainda mais em se tratando de faixas que ficaram limitadas às primeiras cidades e pistas onde elas primeiro foram tocadas. Refiro-me àquelas primeiras faixas da house music que não tivemos oportunidade de ouvir ou dançar aqui na terra brasilis. 

 

O primeiro exemplo de como renascer um clássico de forma original foi justamente o remake faixa considerada o ano zero da house music, Your Love de Frankie Knuckles e Jamie Principle, lançada em primeiro numa fita cassete em 1984 mas que ganhou vida em vinil 2 anos depois.

 

 

Os Friendly Fires, mostrando as influências, a transformaram numa bela versão indie rock em 2006 (!). 

 

 

Outro clássico dessa fase inicial da house music é It's Allright (1987) de Sterling Void que ainda nos anos 80 ganharia versão um pouco mais polida dos magos do pop eletrônico Pet Shop Boys.

 

 

O que me leva à versão "fim de festa" dos Hercules & The Love Affair editada no álbum deste ano sintomaticamente chamado Blue Songs e que muito apropriadamente encerra o long play. Original e improvável, deve ser boa de  ouvir em dias chuvosos...  

 

 

 

Raul Aguilera
Raul Aguilera (djraulaguilera @ gmail.com)
www.twitter.com/raulaguilera
[Já viu?] 283 filmes - "Kaboom".
24.03.11 16:36Deixe seu comentário

Em 1993, se não me falha a memória, teve um encontro no MIS sobre produção independente de cinema. E trouxeram uns americanos pra falar como eles filmavam por lá, na época áurea do cinema indie.

 

Kaboom-poster

 

Um dos convidados foi Greg Araki, um diretor meio novo, que falou sobre seu cinema indie-gay, seus filmes punks e ele passou seu mais recente na época, "The Living End", uma porrada no estômago com um dos melhores finais da história do cinema de amor americano.

 

O tempo foi passando e Araki foi fazendo basicamente o mesmo filme, histórias de jovens ou pós-adolescentes, transando, se perdendo, se drogando.

 

Até que em 2004 ele lançou "O Mistério da Carne", filmaço quase mainstream, sobre pedofilia, e como não podia deixar de ser, pesado.

 

Eu achei que com esse filme, ele mudaria um pouco o foco de seus filmes, deixando o lado mais "farsesco", mais Almodovar de cores de lado e indo pra uma outra linha, mais sóbria esteticamente, mas com o mesmo pulso de sempre.

 

Até que ontem vi seu mais recente filme "Kaboom" e fuen, tudo igual, o mesmo de sempre.

 

O filme é vendido como uma ficção científica, mas garanto que não é não. Conta a historinha besta de um carinha gay na faculdade que e sua vidinha sem graça em festinhas, com a amiga até que ele conhece uma menina com quem começa a transar. Nesse meio tempo, ele tem uns sonhos estranhos, aparece uma menina que é meio bruxa e eu quase dormi.

 

O elenco é lindo, escolhido a dedo, mas os diálogos e a estética toda parecem parados nos anos 90. E isso não é bom!

 

Uma das coisas boas de filmes do Araki são as trilhas, recheadas de bandinhas boas. E só!

 

Agora, pra quem não conhece o diretor, vale a pena!

 

Fabilipo
Fabilipo (fabilipo @ gmail.com)
I am a dj, I am what I play.
[Já viu?] 342 filmes - "Cyrus".
28.01.11 11:21Deixe seu comentário

"Cyrus" é um drama indie de terror psicológico, se é que uma coisa dessas é possível. E por isso tem muito de bom e de ruim de tudo isso.

cyrus_0UPM

 

O filme tem aquela vibe indie, filmado em locação, com um elenco bacana (apesar de super manjado) com destaques pra dupla principal masculina John C. Reilly e Jonah Hill.

 

Cyrus é um cara de 20 e poucos anos que ainda mora com a mãe solteira (o que é um absurdo pros padrões americanos) e com ela tem uma relação, digamos, íntima demais. A mãe conhece um cara, começa a namorar e o filhão começa sabotar esse namoro sem que a mãe perceba.

 

E o tal do namorado, um editor de filmes meio looser, começa a pirar com a doideira do filho de sua namorada e tenta fazer com que ela perceba o que está acontecendo, o que obviamente é um erro. Bem dirigido, o filme fez um sucesso no circuito de festivais com alguns prêmios e muito destaque principalmente pra Jonah Hill que é o gordo doido de um monte de comédia retardada, dessa vez fazendo um personagem com mais profundidade ( ia dizer com mais peso, mas a piada involuntária ia ser péssima).

 

O grande destaque do filme é mesmo John C. Reilly, um cara feio, meio gorducho, que nunca vai ser um super star americano mas que rouba a cena sempre que aparece na tela. Ele é o tipo de cara que é meio esteriotipado até, sempre faz um tipão looser (ele era o marido traído do musical "Chicago", por exemplo) mas que eu acredito em tudo o que ele faz nos filmes, e isso pra mim é prova de um bom ator.

 

Outro destaque é Marisa Tomei, meio velha, com pouca maquiagem, a mãe do Cyrus é sempre uma atriz que se dedica. E eu gosto de lembrar que ela ganhou o Oscar de coadjuvante pela porcaria "Meu Primo Vinny", dizem, que por engano! Quem entregava o prêmio na hora era o doidão velhusco Jack Palance que não leu direito o nome da vencedora no teleprompter e repetiu o nome da última indicada, que foi a Marisa.

 

Lenda ótima, né?

Fabilipo
Fabilipo (fabilipo @ gmail.com)
I am a dj, I am what I play.
[Já viu?] 348 filmes - "Barry Munday".
18.01.11 15:35Deixe seu comentário

O cinema americano, gigante como só, é cheio de atores excepcionais e Patrick Wilson é um desses.

 

barrymundayonesheetfinal

 

É um ator que vem comendo pelas beiradas, participa de um monte de filme bacana mas não estourou ainda pro grande público, o que logo acontece, tenho certeza.

 

Ese "Barry Munday" é o mais recente filme de Wilson e conta a história de um cara todo errado, meio funcionário público, acima do peso, com um cavanhaque ridículo que se faz de galã e pegador. Só que o filme começa com o personagem de Wilson acordando num hospital e recebendo a notícia que infelizmente os médicos não conseguiram salvar seu "mais precioso bem", suas bolas. E como essa é sua última chance de ser pai, ele embarca na história da feiosa e acaba tendo um monte de boas revelações.

 

A partir daí ele tenta se lembrar de como chegou ali e no meio do caminho recebe uma intimação judicial de uma mulher dizendo que ele é o pai do filho dela e que ela tem certeza disso porque foi a única vez que fez sexo na vida e foi no bar onde ele "pega a mulherada".

 

Filme bom, indiezinho divertido, elenco ótimo com um monte de atorzão bacana e o melhor, o próprio Wilson de "womanizer" de quinta.

 

Recomendo.

 

Fabilipo
Fabilipo (fabilipo @ gmail.com)
I am a dj, I am what I play.
[Já viu?] Filme filhadaputa do dia: "Animal Kingdom".
07.12.10 15:291 comentário

"Animal Kingdom" é um filme australiano com cara de brasileiro. Não, calma, vou explicar.

 

"Animal Kingdom" é o típico filme que brasileiro gosta de fazer, sobre uma família de ladrões, toda detonada, com um monte de irmãos, alguns ladrões de banco, um traficante, um fugitivo da polícia que vive escondido, a mãe conivente e protetora (o melhor personagem do filme) e a irmã que morre de overdose de heroína na primeira cena do filme deixando o filho sozinho que vai morar com a tal da avó.

 

Num ambiente super propício como esse, tudo tem que dar errado, certo?

 

E dá.

 

Elenco escolhido a dedo, personagens absolutamente plausíveis, texto bom, diálogos ótimos, só que falado em inglês e daí um filme australiano ganha o festival indie americano mais conceituado.

 

O filme é punk, sem concessões, pesadão e muito bom. O único problema é que obviamente não deve passar por aqui, então, de novo, viva o torrent.

 

Fabilipo
Fabilipo (fabilipo @ gmail.com)
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[Molotov21] O Chromeo é uma festa!
03.12.10 18:25Deixe seu comentário

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Por João Fernando 

 

O vídeo que gravei abaixo mostra um pouco do clima no show do Chromeo nachromeo_munich3_NSWS última sexta, 26, em Munique na Alemanha. Setlist muito bem pensado, misturando com muito equilíbrio os hits, as faixas do cd novo e músicas mais calmas. Particularmente gostaria de ter ouvido "Rage" ao vivo, mas não dá pra dizer que fez falta. Ah, e também pensei que certamente tocaria "When the Night Falls" do cd novo, mesmo sem saber de onde viria a voz feminina. Mas não rolou. Por sua vez, "Night By Night" mostrou todo seu poder ao vivo e "Call Me Up" foi umas das minhas preferidas.

 

Não estava esperando grandes novidades, solos, virtuosismo ou efeitos especiais. Apenas diversão, e isso teve de sobra. É claro que o público também é responsável por parte do show, e a galera tava amarradona.

 

Esse foi a penúltima apresentação da turnê européia da dupla. Que na real não é muito popular por essas terras. Foram apenas algumas datas em casas pequenas no velho continente. Fica o toque para os produtores brasileiros: O show foi numa festa para 700 pessoas, aberta para o público, e com ingressos a 15 euros (pouco mais de 35 reais). Não pode ser tão difícil trazer os caras pro Brasil. 

 

Setlist:

 

Intro (aquela clássica: ôh ôh chromeo...)

I'm Contagious

Outta Sight

Tenderoni

Call Me Up

Opening Up 

Hot Mess

Waiting For U

Don't Turn The Lights On

Bonafied Lovin

You're So Gangsta

Night By Night

Moma's Boy

100%

Fancy Footwork

 

Bis

Needy Girl

Grow Up

 

Veja o vídeo da banda tocando ao vivo:

 

 

 

Mais fotos do show:

 

 

chromeo_munich

 

IMG_3786_NSTN

Categoria: Shows
Molotov 21
Molotov 21 (contato @ molotov21.com)
www.molotov21.com
[Molotov21] DJ vs DJ - Rafael RM2
28.06.10 20:085 comentários

rm2_2

Rafael RM2 completou 15 anos de profissão em 2010. Um feito e tanto num mercado em que muitos desistem no meio do caminho ou levam a coisa apenas como um hobby.

 

Na entrevista abaixo, RM2 nos conta um pouco de sua história. Do Garage House, passando pelo "Jamantismo", até os dias de hoje com o Indie Dance.

 

- Você se lembra a primeira vez que escutou música eletrônica?

 

No movimento New Wave, em meio a década de 80. Lembro da banda Sigue Sigue Sputnik, “Love Missile”, e um remix enorme de “Walk Like an Egyptian”, do grupo Bangles. Também o álbum ‘Substance’, do New Order. Essas músicas naquele tempo não eram classificadas como “eletrônico” e eram tocadas em hi-fi’s (festas de playground), meio a explosão do rock nacional que acontecia por aqui. Não tinha idade suficiente para ir a clubes noturnos dançar.

 

- E a primeira gig?

 

Costumei dizer que comecei a tocar em 95’, no 1º after-hours do Rio, na Underbang, com DJ Ricardo NS. Ficava em Botafogo, mais próximo ao Humaitá, no antigo consulado da China. Mas na verdade fiz equipe de som e comprava discos por volta de 89, com 13 anos e fazia as festas do condomínio onde morava com um soundsystem 3x1, um mixer Tarkus Ap-2, mais uma pick-up D-20, da Gradiente, e uma caixa amplificada. E luzes com pastilhas (para piscar). Tocava continuamente por 5 ou 6 horas, montava e desmontava tudo sozinho, fora uns 100 discos que levava. Chegava em casa exausto.

 

- Recentemente ouvi um set seu de Garage House, você se apresentava em festas do estilo?

 

Nesse período eu não tocava tanto. Havia me mudado da zona norte do Rio para a zona sul e estava começando a ver pessoas e clubes que faziam a noite acontecer por aqui. Mas ainda assim comprava discos do estilo. Minha maior referência ao Garage foi através dos programas de rádio do DJ Marcelo “Memê” Mansur:  Festa da Cidade e RPC Megamix. O próprio Memê as vezes me convidava a ir ao estúdio da rádio para assistir o programa ao vivo. Bom que nos programas informava-se bastante sobre os produtores de Garage House. Não posso deixar de lembrar também do DJ Felipe Venâncio, nas festas “Elevation” e “Até que enfim é sexta-feira”, no clube Dr. Smith. Foi onde tive meu primeiro contato com o que chamamos de música underground.

 

DJ RM2 - Garage House Set 

 

 

rm2

- E a fase do "Jamantismo"? Comente um pouco sobre essa fase marcante no Rio de Janeiro

 

(Risos) Era o termo que usávamos para definir um house desengonçado, mas cheio de groove. Não era o Garage, e sim o Funky House e Deep house, vindos da Europa, Chicago e São Francisco (USA). Ouve um movimento bacana no Brasil e, principalmente, no Rio de Janeiro. Ficamos conhecidos por ter uma ‘cena’ de Chicago House. Não era grande, mas tocávamos bastante em outras cidades brasileiras. Surgiu o projeto “Jamanta”, de Dudu Marote e Rafael ‘Droors’, que tiveram músicas lançadas pelo selo do DJ Derrick Carter: “Classic “. Foi uma boa fase carioca. Sentíamos que as pessoas queriam sair para ouvir a música.

 

DJ RM2 - Jamantismo 3 pickups. 

 

 

- E hoje em dia, qual o estilo de som que não sai da sua case?

 

O House. Este é o estilo eletrônico mais democrático que existe. É o que recebe mais influências exteriores (não necessariamente do eletrônico) e assim fica dificil estagnar.

Hoje em dia está agregado ao rock e ao pop sem soar 'baba'. E por sua facilidade de acompanhar o rítimo, o House ainda é procurado por públicos variados nas pistas de dança.


- Quais seus produtores favoritos? 

 

Atuais: Mickey Moonlight, Greenskeepers, Honey Clawns, Claude Vonstroke, Tomboy, Siriusmo, Matias Aguayo, Abe Duque, Azari & III, Joakim, Horse Meat Disco, Who made Who, Solomun, Pollyester, Captain Comatose, Lo-Fi-FnK…

Antigos: Frankie Knuckles, Masters at Work, Larry Levan, Todd Terry, Jellybean, Joey Negro, Silk Hurley, Shep Pettibone, I:Cube, Morgan Geist, Derrick Carter, Luke Solomon, Orbital, Chemical Brothers, DJ Hell, Ian Pooley, Moodyman, GusGus, Green Velvet, Giorgio Moroder, Greg Wilson e muitos outros…

 

- Como você ve as mudanças na cena nesses 15 anos de profissão?

 

Muita coisa mudou mesmo. Acho que no Rio o público de eletrônico tornou-se mais jovem, enquanto nos anos 80 e início de 90 você via o grupo dos mais experientes sempre freqüentando e fazendo acontecer. Em São Paulo isso ainda continua. Este é o segredo da noite paulistana funcionar tão bem. Pessoas que trabalham na noite levam o profissionalismo mais a sério, pela experiência, e até por conta da concorrência também. Acho que só vamos fortificar a cena do Rio no momento em que todos os interessados trabalharem juntos. Tanto os produtores e remixers, para se fazer uma cena musical consistente;  quanto os donos de clubes e promoters exigindo as condições necessárias para se trabalhar; e o público, pagando a entrada (lista amiga? Grande invenção!) e dando atenção ao line-up da festa que vai, com bons DJs. Sempre caímos na conversa de cidade praiana não ser a cidade onde a noite acontece. Mas podíamos ter noites proporcionalmente menores, porém boas, se todos os que citei cooperassem.

 

- Pra finalizar fale um pouco dos seus projetos presentes e futuros

 

Recentemente fiz minha retrospectiva destes 15 anos como Dj, chamada “RM2 – 12 HORAS”. Está hospedado no site http://soundcloud.com/rafaelrm2 . São 10 podcasts com várias fases de discotecagem, incluindo o “Garage House” que foi citado na entrevista. O mais recente é o “Indie Dance”, onde toco essa fusão de Rock/Pop com House Music. Hoje em dia chamada de Indie Dance (Indie = alternativo).

 

Valeu a entrevista! Esta iniciativa ajuda o público a se informar e ficar mais interessado ao que eles participam.

 

Rafael RM2 toca na festa Bordel, essa quinta, no La Cueva e sábado na festa PIMP no Pista 3.

Bernardo Campos
Bernardo Campos (bernardo @ molotov21.com)
Do Hauzinnn