De gerações distintas, três DJs alimentam famintos dançarinos e fãs de soul-funk no Hotel Cambridge com a nova festa Clube Canibal. O mitológico Tony Hits, dono de tradicional loja de discos no centrão, o faro-fino Trepanado (alcunha do jornalista Augusto Olivani), e Rafa Sapol, são os residentes da empreitada freestyle.
Segundo o release no tumblr dos caras, "da psicodelia à blaxpoitation, do glamour da discoteca aos guetos da soul music, a ideia é pagar tributo à música dançante de diferentes épocas com os olhos de hoje, redescobrindo tesouros e compartilhando com o público, tudo em clima de euforia".
Prepare o apetite, a próxima edição já rola esta quinta-feira, dia 19. Agora é semanal! Vai sentindo o drama dos pratos que te esperam. Frio? Mais uma motivo pra suingar bastante.
Playlist da Clube Canibal:
Quincy Jones - Money Runner
youtu.be/9xEiL8-u8EY
Fred Wesley - House Party
youtu.be/ks-T6dGBglg
Rita Lee & Tutti Frutti - Agora é Moda
youtu.be/1Uf0Ybl9-ig
Tim Maia - Vou Com Gás
youtu.be/lJ1Nu2GsERk
Jackson 5 - Shake Your Body to the Ground
youtu.be/BRdN-9zEj2w
Sam Jam - Dance N Chant
youtu.be/pb9_4uhyS9o
Rick James - Big Time
youtu.be/cmuZZI5mND4
Kokomo - Use Your Imagination
youtu.be/4Ase-l7Oj14
Etta James & Sugar Pie DeSanto - In the Basement
youtu.be/zSj-KEWw6A0
The Human Beinz - Nobody But Me
youtu.be/ASolukaBVC8
Depois de ficar quase dois anos sem um clube que se propusesse a suprir os anseios de quem gosta de boa música eletrônica em Curitiba, a Vibe reabriu no meio do ano passado e em seis meses deu uma agitada boa na noite local. Apresentações de dOP, Marc Romboy, Format B e vários outros gringos além de um espaço justo para nomes locais e nacionais fizeram um 2010 ótimo.
No começo de 2011 a vinda de John Digweed já mostrava que o resto do ano seria promissor, o que se confirmou com a agenda dos próximos meses que você confere abaixo. Mais detalhes e informações sobre cada noite, no site da casa: www.clubvibe.com.br.
O vídeo não é exatamente novo, mas graças à dica de um aluno do curso de DJs no CE/AIMEC (onde dou aulas) cheguei até esta preciosidade com os depoimentos de pessoas que trabalharam com o sempre lembrado Big Boy, pseudônimo de Newton Alvarenga Duarte (1 de junho de 1943 - 7 de março de 1977), disc-jockey que revolucionou os programas rádio do Rio de Janeiro, e de quebra do Brasil, nos anos 1970.
Pontuado por áudios (como o característico "hello crazy people!") e alguns vídeos onde aparece com sua voz do personagem "gordoidão", era sobretudo um amante dos melhores sons de sua época e queria empurrar os limites sonoros para além do já estabelecido. Basicamente a essência de um bom DJ que gosta de correr riscos. Garimpador de discos, nunca dizia de onde vinham suas preciosidades.
Vale a pena parar pra assistir os 20 min. onde, entre outras coisas, pode-se ter uma ideia de como surgiram os bailes que movem a periferia do Rio (e outras cidades), e até como a black e a funk music conquistaram para sempre o território das festas cariocas.
Você leu com exclusividade aqui no rraurl em maio sobre a estreia da festa-movimento de global ghettotech Boom Boom em São Paulo. Todo mês desde então os músicos e DJs Lucas Santtana, Nego Moçambique, El Roquer e Barata têm conectado os pontos em comum dos guettos plugados na era livre/digital em sets especiais e lives inusitados no Tapas Club.
O caldeirão de kuduro, dancehall, cumbia, soca e baile funk rola em setembro neste sábado (25/9), no inferninho hispânico do Baixo Augusta. O fervo terá discotecagens dos residentes Barata, conhecido também a frente da Criolina, e o autor de ótimos álbuns da nova MPB Lucas Santtana, ele que acaba de lançar um vinil.
Na missão de aproximar a síncopa e o bass do UK funky a essa mistureba, faço um set especial com discos de Geeneus, Roska, Brackles, entre outros funkeiros do Reino Unido. Uma prévia da participação do Marmitex na Boom Boom rola no minimix do blog Shhh.fm, de Jackson Araújo.
UK Funky (DJ Felicio Marmitex Minix) by jacksonaraujo
PROMO VIPS - "Qual é seu verdadeiro gueto musical?"
O blog Marmita Sõnica sorteia um par de vip para as cinco pessoas que escreverem o e-mail mais criativo com a resposta pra pergunta acima. Envio até às 20h00 de sábado - todos recebem respostas - nomes ficam na lista até 1h00. marmitasonica@feliciomarmitex.com.br
Tapas Club - Rua Augusta, 1246 - 15,00 entrada
Você que gosta de um baixo bem funkeado e uma forte cozinha de grooves não vai resistir ao refinamento sonoro do DJ Neighbour. O canadense se apresenta hoje pela primeira vez no país, na festa Voyage. Cabeça do selo Homebreakin, ele promete uma apresentação inusitada com sintetizador e guitarra junto aos decks na pistinha da Livraria da Esquina.
O prodígio chega a São Paulo pela união de forças do coletivo eclético Voyage Inc com o ótimo selo de nu-grooves Royal Soul, do DJ Soneca. A mesma rapazeada "quebra-tudo"trouxe o DJ-set do grupo All Good Funk Alliance em 2008. O "vizinho" tá em casa.
Uma das boas revelações do nu-funk/disco dos anos 2000, o garoto de Vancouver Matt Dauncey também tem enveredado por linhas mais rasgadas do fidget house. Seu típico rolê entre beats orgânicos e sintéticos dá a liga. Confira você mesmo, abaixo.
Neighbour - Dancing Face by Homebreakin Records
Neighbour - Close to Mine by Homebreakin Records
Neighbour - Sunday Slam by Homebreakin Records
Neighbour - Dancing Face by Homebreakin Records
Detalhes da festa na agenda.
Como se não bastasse uma agenda cheia de apresentações pelo Brasil, ainda mais em tempos com gig até no BBB10, o Roots Rock Revolution cai no funk. O duo de Mexicano e Fábio Smeli tem largado o seu combo básico (laptop + controlador MIDI) em função de uma ótima iniciativa, a festa de grooves oldschool Dig It?.
Todo mês no Vegas Club desde novembro, o RRR faz DJ-sets ao estilo clássico, com CDJs e toca-discos e recebe um time pesado para brindar os primórdios da música de pista. A Dig It? é uma filha caçula da Discology, festa de garimpo e cunho jornalístico onde a pesquisa do discotecário fala mais alto do que a roupa que ele usa.
Desse jeito largadão, despido de moda e tendências, o RRR se destaca apontando suas influências para os seguidores da CREW. Trocam o batidão do ghetto-tech e do baile funk em prol de um rebolado diferente. E, que está se comprovando, não menos animado.
Nas vésperas de um live em Belo Horizonte, a dupla respondeu nossa entrevista, já com a cabeça na terça-feira, dia 19, quando recebe o imperdível set de disco do Database e o faro-fino Benjamin Ferreira na próxima Dig It?.
ENTREVISTA
Marmita Sônica - Quando e como vocês decidiram que o RRR deveria ter uma noite de grooves vintage em São Paulo?
Mexicano - O Vegas deu oportunidade e abraçamos. São vertentes musicais que sempre admiramos e temos como influência e que fica dificil de tocar na CREW ou na It's Alive. A oportunidade de mostrar isso em uma festa veio em boa hora.
Fábio - Os grooves sempre foram influência para nós, desde muleque eu ouvia com meu pai discos de gente como Stevie Wonder, Ray Charles, Kool and The Gang e Earth Wind and Fire. Poder fazer uma festa pra tocar essas coisas é demais!
Marmita Sônica - Os grooves orgânicos estão em ascenção através de movimentos como o nu-disco. Como que a cena de breakbeats e mash-ups tem assimilado as velharias do funk?
Mexicano - Os mash-ups mais legais com certeza são aqueles que usam um break antigo, ou funk com alguma coisa mais nova. Meio que fundindo influência com a cria.
Fábio - O breakbeat está totalmente ligado a cultura do funk/soul/hip-hop, surgiu e evoluiu a partir dele.
Marmita Sônica - Mas no Brasil, o funk que predomina é o carioca. Como tem sido mostrar o funk genuíno para a galera new rave que é adepta ao baile funk?
Mexicano e Fábio - Na real, o público da Dig it? é bem variado, muita gente ja vai na festa por gostar da proposta sonora, e claro que vão várias pessoas que nos acompanham na CREW e acabam se divertindo. Afinal, a proposta acima de tudo é dançar e se divertir.
Marmita Sônica - Escolham duas faixas que representam bem o espírito da Dig It?
Mexicano:
Kurtis Blow- The Breaks
Paid In Full - Eric B. & Rakim
Fábio:
Midnight Star - Midas Touch
Sequence - Funk You Up
Marmita Sônica - Vocês tiveram uma banda de rock chamada Dialética, no começo dos anos 2000. Como se deu a evolução musical de vocês desde que terminaram o projeto em 2004?
Mexicano - Na época do fim do Dialética a sonoridade da banda já tava tomando outros rumos devido a todo mundo estar ouvindo coisas novas. Com o término da banda, eu e o Fábio passamos a frequentar festas de música eletrônica e hip hop, e deixando um pouco de ir nas costumeiras festas de rock. Nunca deixamos de gostar de rock, o rock é nossa veia e sem ele nada disso teria acontecido.
Fábio - A evolução foi natural, começou no rock e aos poucos a gente foi amadurecendo e agregando outras vertentes e estilos musicais.
Marmita Sônica - Quais serão os próximos convidados da Dig It?, já pode adiantar algum?
Mexicano e Fábio - A gente tem uma galera em mente pra chamar, tipo o Renato Cohen que tem um set de disco incrível. Já vimos o DJ Nuts tocando uns grooves brasileiros, set absurdo de bom. O Damn Funk é um gringo que acompanhamos e tem tudo a ver com a festa, além do Chromeo que é sonho!
O DJ e produtor Rafael Droors, ganhou notoriedade nacional e internacional por conta de seu trabalho no Jamanta Crew.
Nascido em Brasília, mas radicado na cidade maravilhosa já há algum tempo, Droors deu um passo definitivo rumo à carioquice: agora, além do Jamanta, integra o Rio Neurotic Ba$$, do Apavoramento Sound System.
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O Rio Neurotic Ba$$ é um coletivo que além de produzir faixas inspiradas no batidão do funk e da booty music, tem um live impressionante que conta com audio, vídeo e performances de MC´s e dançarinas.
Segundo o próprio release, o RNB é "O encontro dos bailes, electrofunk, crunk, VJing, videoclipes, flimes de horror, e breakdance. Nas apresentações audiovisuais, o RNB dispara na pista, através de laptops e samplers, batidas dançantes sincronizadas com os vídeos do telão. São imagens do Rio, das danças de rua, dos personagens do Apavoramento, de conspirações internacionais desmascaradas. (...) Influenciados pelos clássicos do rap, fazendo o futuro do electro. Até de manhã."
Conversando com o pessoal do RNB, sobre a entrada do Droors no projeto, dá pra entender um pouquinho do que vem por aí:
"O Rafael talvez seja hoje um dos mais competentes produtores de música eletrônica e hip-hop do Brasil. É um cara que, além de todo o swing e da competência do seu live, é um puta técnico de estúdio, com muita noção de mixagem e masterização. Queremos juntar a Influenza A da galera."
Ontem os deputados Wagner Montes-PDT e Marcelo Freixo-PSol aprovaram na ALERJ, em votação unânime, o projeto de lei que define o funk como movimento cultural e musical de caráter popular. A justificativa óbvia é despreconceitualizar mais uma forma de expressão cultural que nasceu (ou se reinventou) nos guetos cariocas.
Na mesma sessão, também foi revogada a lei que estabelecia regras rígidas para a realização de bailes funk e raves. De acordo com a legislação anterior, pra organizar estes tipos de evento, os produtores deveriam enviar uma documentação específica e aguardar autorização da Secretaria de Segurança Pública, que ao meu ver não tem a incumbência de proibir ou permitir qualquer formato de expressão cultural.
O projeto aprovado prevê também a utilização do funk nas escolas, como ferramenta pedagógica, além de reconhecer o gênero musical como uma influente ferramenta de integração e comunicação.
Já que agora a festa tá liberada, separei pra vocês uns vídeos com alguns batidões que marcaram época nos bailes funk e me deixaram bem nostálgicos...




