"Príncipe da Pérsia" é um filme que eu vi por acaso ano passado. Não porque não ouvi falar dele obviamente. O dinheiro gasto em marketing, promoção e lançamento de um filme desses daria pra fazer alguns outros baratinhos.
Esse "Príncipe..." é o tipo de filme que eu não vejo no cinema, ao menos se sou pego no meio de um temporal sem ter nenhuma outra opção, o que foi meu caso.
E saí do cinema sem entender direito porque um filme desses é feito. A história é besta demais, o roteiro é fraquinho demais. Baseado num game, não segurou na telona.
O filme não pára, é um monte de perseguição em deserto, em cidadezinha árabe antiga, em meio feiras de rua, com comida voando, com escravos, com adagas, tudo que a gente já viu um milhão de vezes antes.
Nem o elenco salva: claro que Jake Gyllenhaal tá ótimo, bonitão e fortão, mas o resto? Nem o Ben Kingsley de olho preto se salva.
Esse é aquele tipo de filme que é quase todo feito em fundo verde e você onde rios de dinheiro foram gastos pra colocarem aqueles cenários "lindos" de coisas que não existem.
Mega preguiça. Fuja!
Por Tallis Gomes
Wall Street; Money Never Sleeps abriu o pregão em alta com Gordon Gekko (Michael Douglas) saindo da prisão e Oliver Stone dando um show de referências iconográficas ao colocar o guarda entregando um Irídium, um tipo de avô do celular em versão extra big, na mesa junto aos outros pertences do insider (especulador) mais famoso do mundo.
O filme agrada ao público comedor de pipoca devido a cenas que evocam o “melacoequismo” dos romances contemporâneos. A “ecochatisse” e o idealismo socialista fazem o contrapeso na balança comercial de Wall Street II. Winnie Gekko protagonizada por Carey Mulligan; é fundadora
de um site de notícias de extrema esquerda que não visa lucros, mas sim manter a sociedade informada sobre os exageros do capitalismo exacerbado que corroia os EUA antes do estouro da bolha do subprime. A graça disso tudo é que seu sobrenome não deixa dúvidas; seu pai é a personificação do capitalismo em pessoa e não enxerga nomes e sentimentos, apenas números.
Stone foi bem sucedido em construir este contrapeso na balança com o objetivo de mostrar que é preciso haver um equilíbrio entre as duas pontas da lança do deus mercado.
O filme apresenta momentos vibrantes para quem entende um pouco de economia, principalmente de investimentos. Ele disseca a bolha do subprime explicando de maneira clara e resumida o porquê de sua formação e estouro, que deixara o mundo em pânico por conta de uma meia dúzia de insiders que formavam o império do mal em Wall Street.
Por fim; Oliver Stone acaba acertando na fórmula em minha opinião, pois agrada tanto a galera de esquerda quanto a de direita; mostrando as dores e as delícias de cada ideologia política em um pouco mais de duas horas de filme.
Veja o trailer do filme:
O Molotov 21 agradece aos cinemas Kinoplex por nos convidar para mais uma pré-estreia.
So por isso já vale ver. E o trailer promete que os caras vão apanhar pra car*lho!
Ah, e eles pedem que a gente envie dinheiro, acho que pros caras terminarem de filmar.
Espantado ficava a sua avó. Pegando carona no post de Cláudia Assef no Todo DJ Já Sambou, quero falar de um assunto muito mais profundo que está rolando embaixo dos nossos narizes e que ainda muuuuuita gente não se deu conta. Pra variar, estamos aqui indignados com mais uma cena da banalização do papel do DJ, depois das festas movidas a toda sorte de novas e antigas "celebridades" do primeiro ao quinto escalão. Depois do papelão de Cruz-Credo-Jesus trabalhando de G.O. (Gentil Organizador, vide Club Mediterraneé) das multidões em festas país afora, sob as bençãos de Creyçonna, digo, Madonna (valeu Katy!).
Rebobina a fita aí, ops, isso é coisa de velho, dá um F5 em direção aos anos 80. Ok, isso é uma contradição, mas você entendeu. Vamos repassar rapidamente quais foram os principais movimentos musicais encampados pela grande mídia no Brasa: estouro do AXÉ/LAMBADA (metade dos anos 80), entra PAGODE (e suas indefectíveis coreôs), chegou a vez do SERTANEJO (trilha do governo Collor), AXÉ de novo, agora é a vez do FUNK CARIOCA, AXÉ retorna ao topo e depois volta pro SERTANEJO atual. Pronto. Descreví 30 anos de música de massa nessa maravilha tropical chamada Brasil. Lembrou?
Beleza. Só me dei conta disso depois que um belo dia estava ouvindo muito ao acaso na rádio CBN uma entrevista com Léo Jaime no qual ele dizia algo como "o último grande movimeno cultural da classe média no Brasil foi o Rock Nacional". Claro, a Blitz em 1982, redemocratização e o Barão Vermelho cantando Pro Dia Nascer Feliz no primeiro Rock In Rio. E, claro, o Léo Jaime no meio de toda essa turma. É. Comparado com o que veio depois acho que ele tem razão.
Se você caro leitor parar pra analisar com paciência essa velharia toda que eu acabei de descrever, TUDO o que a grande mídia precisa ou faz é pela audiência. Pra vender mais anúncios, lógico. Então, onde está o filão encantado de público dos anos 1980 pra cá? Nas classes D e E, que foram as que mais ascenderam "como nunca antes nesse país". E foram felizes e barulhentos pra classe C. Agora pode comprar TV-com-home-theater em 24 meses? Pooooode! Pode comprar "Ipobre" em 10 parceeelas? Pooode! Quer pagar quanto?
E chegamos aos DJs-celebridades no Faustão. A DJ-de-5-minutos só dá play e agita os braços numa trilha suuuuuuper legal em que cabe até Fuscão Preto e outras gemas do cancioneiro popular remixadas e mixadas umas às outras. Duvido que a atriz Mariana Rios ouça isso em casa (ok, posso estar errado). Assistindo a isso tudo só me dá vergonha alheia e a constatação que programa voltado para as massas nunca vai passar disso mesmo. Ah é, tem o DJ no meio disso tudo... Ah, chama qualquer mané artista aí pra micar de DJ com uma trilha bem "povão", afinal este é um programa voltado pra nova classe C. Ou você acha que eles estão interessados no último do Gorillaz?
Boa a trilha né? (NOT)



