Já falei aqui desse filme, falei que eu gostei e tal.
O roteiro sim é fraquinho, mas o visual é tã0 bacana que me deixou muito feliz ao ver. Ainda mais em I-Max 3D, é lindo demais.
E tem a trilha feita pelo Daft Punk, que ainda aparece no filme, tocando numa balada.
E como também já disse por aqui, os robôs franceses lançaram agora a trilha reconfigurada por um monte de gente bacana, de Boys Noize a Moby, passando por Paul Oakenfold.
O nodata.tv, o site que eu tanto amo, "disponibilizou" a trilha, vale muito a pena.
Olha a capa e o track list:
01 – The Glitch Mob: “Derezzed”
02 – M83 vs. Big Black Delta: “Fall”
03 – The Crystal Method: “The Grid/Game Has Changed”
04 – Teddybears: “Adagio for Tron”
05 – Ki:Theory: “The Son of Flynn”
06 – Paul Oakenfold: “C.L.U.”
07 – Moby: “The Son of Flynn”
08 – Boys Noize: “End of Line (Boys Noize Remix)”
09 – Kaskade: “Rinzler”
10 – Com Truise: “Enron Part II”
11 – Photek: “End of Line”
12 – The Japanese Popstars: “Arena”
13 – Avicii: “Derezzed”
14 – Pretty Lights: “Solar Sailor”
15 – Sander Kleinenberg: “Tron Legacy (End Titles)”
Eu sou um filho do "Tron". É um dos filmes que mudou a minha adolescência, um daqueles que me chocou quando eu vi no cinema lá nos idos de 1982 !
Lembro bem das referências ao filme por toda a década de 80, da música aos figurinos, da direção de arte aos letreiros. E eu ficava feliz na minha adolescência sem internets quando descobria alguma dessas referências perdidas por aí.
Fui ver "Tron: O Legado", a continuação, e fiquei mega bem impressionado. Todo mundo falando mal da história, mas é bacana, na pegada de zen-cabecismo de Matrix, onde um Jeff Bridges preso por 30 anos dentro dos computadores acaba virando Deus, meditando, vivendo numa "caverna de gelo" (super man?), filosofando e terminando uma discussão com seu filho pra meditar porque, como ele mesmo diz: "you are messing with my zen".
E o que o Jeff Bridges tá bem no filme! Impressionante! Eu sou fã do cara desde sempre, "King Kong", "Starman" e aquele "Tron" marcaram (de novo) os meus primeiros anos cinéfilos. E o ator com cara de bobo virou um gênio: nesse novo filme ele faz um guru meio chapado meio "dude" mas que na hora do vamos ver, quebra tudo.
Aliás, o elenco do filme é bem bacana e os destaques pra mim são a Olivia Wilde, que finalmente sai de "House" e vai virar gente grande no cinema, além do inglês Michael Sheen que cada vez vai dando as caras como um grande ator de personagem.
A trilha é um capítulo a parte: os "robôs" (por isso foram escolhidos?) Daft Punk criaram e executaram com maestria uma música que num ano fértil como 2010, acaba se sobressaindo junto com a trilha do Trent Reznor pro "A Rede Social" e a do Clint Mansell pro "Cisne Negro", na minha opinião as 3 melhores do ano. Sempre tenho em mente o Hitchcock dizendo que o segredo de uma boa trilha não é colocar a música no lugar certo mas sim saber deixar os silêncios no filme.
E o bacana é que os próprios Daft Punk aparecem um monte no filme, numa festinha bem animada na hora da virada do filme.
O legal de ver esse novo Tron é pensar que isso que a gente vê hoje é provavelmente o que os caras quiseram fazer em 1982 e não tinham como: todos os efeitos especiais, os CGIs, tudo é absurdo. E u fico pensando no falastrão James Cameron dizendo que esperou 20 anos pra fazer o seu Avatar porque esperava pela tecnologia pra conseguir o que ele queria e penso no povo da Disney fazendo esse Tron e deixando todo mundo muito bem impressionado. Demais!
Assista. Não é com certeza um filme que vá mudar sua vida, e nem pretende, mas pra um moleque de 13 anos de idade, acostumado com toda essa tecnologia e velocidade bizarra de hoje em dia, certeza que esse Tron vai marcar no melhor dos sentidos além de divertir muito! Ah, e se puder, 3D no IMax é obrigatório pela sutileza do 3D: chega de coisa saindo da tela, a gente quer mais profundidade mesmo!
Depois de muita especulação, finalmente podemos ouvir as músicas do Daft Punk que vão fazer parte da trilha sonora do filme Tron Legacy! Realmente, os caras são fodas demais, só ouvindo mesmo pra sentir a maestria.
Você pode ouvir seis dessas canções aqui.
Veja o trailer do longa:
Carlos Sosa aka Dj Sneak nasceu no ano de 1969. Aos 14 anos se mudou da ilha de Porto Rico para Chicago, o berço da house music.
O nome Sneak vem de suas raízes grafiteiras, era a tag que Carlos assinava nas paredes de Chicago.
Suas referencias musicais vão de sons latinos como salsa e merengue até pioneiros do house como Fairley Jackmaster Funk.
Após alguns anos tocando em Clubs locais, Sneak começou a produzir suas próprias faixas em 92, mas ficou conhecido internacionalmente no ano de 94, após o produtor Cajmere (Green Velvet) se interessar por algumas de suas produções e lançar 3 delas.
A partir dai Sneak virou referencia como produtor e dj de house music. Fez parcerias com icones da musica eletronica como Derrick Carter e Daft Punk e lançou a label Magnetic Records.
O irreverente dj é frequentador assíduo das festas na ilha de Ibiza e da cidade holandesa Amsterdam (onde inclusive já participou de uma edição da anual Cannabis Cup).
Só em 2009 o site Beatport lançou nada menos que 3 albums e aproximadamente 100 faixas do produtor entre remixes e originais.
Destaque para o album House to House contendo 20 musicas e um live mix com 15 delas mixadas por Sneak no seu home estúdio no Canadá.
Abaixo Sneak mostra sua versatilidade em 3 momentos. O primeiro no seu home studio seguido de um back to back com Ricardo Villalobos, no festival Sunwaves na Romênia e o terceiro tocando no WMC de 2009.
Em mais uma edição do Grammy Awards - essa foi a 51ª, destacaram-se alguns bons shows, favoritismo exagerado e a tecnologia. Sim, a tecnologia interativa 2.0: o mais legal foi acompanhar a cerimônia pelo Twitter, com todos comentando a festa, inclusive pessoas que estavam na própria platéia do evento, como o Diplo, que comentou como M.I.A. no palco grávida parecia um Oompa Loompa, que Estelle era a mais bem vestida, e que o Jonas Brothers deveriam ir para a casa, que o Thom Yorke era Deus...
Sim, porque a festa é protocolar, longa e excessivamente norte-americana (os vencedores do prêmio são escolhidos por votantes da National Academy of Recording Arts and Sciences), e na transmissão da TV paga (Canal Sony) ou da web (Ustream e afins), não há nem tradução simultânea, quanto mais comentadores.
Aos vencedores agora. Coldplay, Lil Wayne e Robert Plant & Alisson Kraus eram favoritos e foram celebrados. Para surpresa, não deu os roqueiros ingleses como maiores ganhadores, mas sim a dupla formada pelo ex-Led Zeppelin e pela cantora country. Cinco prêmios, entre eles álbum e gravação do ano.

Nas intermináveis apresentações, Katy Perry num musical salada de frutas, Jonas Brothers em parceria com Stevie Wonder (este, usando um talk box, dando um bom efeito auto-tune), Miley Cyrus, Kanye vs Estelle (American Boy!), Neil Diamond, T.I. e uma explosiva mistura black: Kanye, Lil Wayne, Jay-Z e M.I.A., explodindo de grávida, juntos no palco.

Das boas justiças, Adele levando o prêmio de melhor performance feminina e revelação do ano batendo Duffy, Katy Perry e mostrando que a variação tonal das gordinhas é sempre um atrativo a mais. Prova ainda que a soul, e por consequência a black music, são protagonistas de fato no Grammy há anos, nem que seja por inglesas maluconas ou fofinhas e apaixonadas.

E entre (muitos) elogios à Obama, intermináveis celebrações ao novo presidente e ao novo momentum do país, entre homengem a Nova Orleans, aos cantores cegos do Alabama, a Bo Diddley, entre retornos de Green Day e Blink 182 e até entre a boanova que Whitney Houston se apresentou com louvor no jantar de gala pré-festa (ela também entregou um prêmio), teve Radiohead mostrando rock de gente grande. "15 steps" e o show que vem para o Brasil mês que vem, orquestra, Thom Yorke num cabelão pós-emo e gogó afiadíssimo. Ponto alto.

Na premiação o rap é tão nobre que das últimas a ser anunciadas, mas a dance music não é nem citada na festa, e o Grammy Awards 2008 premiou o óbvio em suas categorias eletrônicas: o remix de Justice para "Electric Feel" (MGMT), álbum dance para Alive 2007 (Daft Punk) e gravação do ano para "Harder Better Faster Stronger", também dos franceses. Vitória justa sobre nomes manjados como Madonna, Moby e Rihanna (!), mas um pouco atrasada...

As fotos do Grammy você confere aqui, e todos os vencedores estão no site oficial do prêmio. No box abaixo, os principais vencedores.
51º GRAMMY AWARDS - 2009GRAVAÇÃO DO ANO
"Please read the letter" - Robert Plant e Alison Krauss
Até ele apareceu...ÁLBUM DO ANO
"Raising Sand" - Robert Plant e Alison Krauss
MÚSICA DO ANO
"Viva la Vida" - Coldplay
ARTISTA REVELAÇÃO
Adele
MELHOR VOCAL DE ARTISTA POP FEMININA
"Chasing Pavements" - Adele
MELHOR VOCAL DE ARTISTA POP MASCULINO
"Say" - John Mayer
MELHOR COLABORAÇÃO POP COM VOCAL
"Rich Woman" - Robert Plant e Alison Krauss
MELHOR ÁLBUM COM VOCAL POP
"Rockferry" - Duffy
Cindy Lauper aka Bruxa de EastwickMELHOR GRAVAÇÃO DE DANCE
"Harder Better Faster Stronger" - Daft Punk
MELHOR ÁLBUM ELETRÔNICO/DANCE
"Alive 2007" - Daft Punk
MELHOR ÁLBUM DE ROCK
"Viva La Vida Or Death And All His Friends" - Coldplay
MELHOR ÁLBUM DE MÚSICA ALTERNATIVO
"In Rainbows" - Radiohead
MELHOR ÁLBUM DE RAP
"The Carter III" - Lil Wayne
MELHOR GRAVAÇÃO REMIXADA
MGMT - "Electric Feel (Justice Remix)"
MELHOR COLABORAÇÃO DE RAP
"American Boy" - Estelle Featuring Kanye West
Daft Punk + Adam Freeland + Obama + visuais da dupla GOLD (Richard Farmer e Sinuhe Xavier) = uma bela homenagem




