Resultados com a tag: cultura (1 resultados)
[Marmita Sônica] Quebrando A Fome solta coletânea gratuita na internet
01.10.10 15:406 comentários

Cover_-_Front2"Quebrando A Fome" é a coletânea que leva o nome de uma das poucas festas paulistanas de música eletrônica realizadas com o intuito de promover não só boa música, mas também a conscientização em torno de causas sociais.

 

Resultado da parceria entre o Tranzmitter Netlabel, de Marcos Paulo Tiago, e a Zyon Music, de Cavalaska, trata-se de um bom exemplo da pluralidade e qualidade da atual produção de música eletrônica feita no Brasil.

 

A compilação já pode ser baixada gratuitamente no site e reúne, entre nomes novos e outros mais conhecidos, faixas que representam vertentes quebradas da eletrônica atual, como o dubstep (Cavalaska, DNS), drum'n'bass (Yes America), jungle (Artomik), e também faixas construidas a partir de bases mais retas, passando pelo dub (Dubalizer, Julgados) e manifestações experimentais do techno (L_cio, Bmind, Holocaos).

 

No dia 13 de novembro os DJs da Quebrando A Fome invadem a charmosa Casa Taiguara de Cultura, no coração do Bixiga, para mais uma festão beneficente ao lado da Xiliquê.

 

Tracklist

 

01- DJ DNS- Get Up (5:13)
02- Artomik - My Place (6:05)
03- Alex DB- Aura (6:13)
04- DJ Yes America & Cavalaska feat. Arcanjo Ras- Na Selva (Original mix) (5:24)
05- Nine - What Is Love (6:20)
06- Julgados Culpados - Coroa de Ras (DJ DNS remix) (5:31)
07- Dubalizer- Salvia Divinorium (6:58)
08- Cavalaska- Searching for Redemption (Original Mix) (5:15)
09- Bmind Featuring Roger Brito- 7 (11:45)
10- L_cio- DIFF (9:19)
11- Holocaos- Foodsoldiers (7:08)

 

(via @fiberonline)

 

Categoria: Breakbeats
Felicio Marmitex
Felicio Marmitex (marmitex86 @ gmail.com)
www.twitter.com/feliciomarmitex
[Marmita Sônica] Gui Boratto estreia residência como DJ hoje
20.04.10 13:123 comentários

gui_boratto

Gui Boratto fica pê da vida quando vê seu nome com a sigla “DJ” em um flyer. Mas mesmo assim, o produtor topou discotecar em clima de festinha lá em casa na nova noite Le Pulp, no Dorothy Parker. O cabaret intimista dos Jardins deve abrigar sua residência DJing a cada dois meses. “Nessa ocasião posso até ser chamado de DJ, se for o caso. Mas o correto seria: Gui Boratto (DJ SET). Nunca fui DJ. Mas isso aqui é uma brincadeira gostosa. Tocar coisas de outros amigos produtores, coisas que escutava no passado e que me influenciaram de certa forma”, explica o músico ao blog Marmita Sônica.

 

Você leu recentemente aqui no rraurl que Gui Boratto assinou a coletânea  

"Renaissance: The Mix Collection" no estilo DeeJay, mixando Kiki, Tricky, John Tejada, Lusine, Christian Smith, Gabe & Marcelo VOR a Gui Boratto, é claro. Na festa Le Pulp, deve rolar alguma coisa dessa mix sem pretensão. “Não estou preocupado com a compilação em si. Talvez toque um som ou dois. Mas o grosso vai ser coisa bem mais velha ou coisa bem mais nova. Sem regra, o que me der na telha na hora”, garante.

 

Gui Boratto diz que curte o trampo dos discotecários Michael Mayer, Andre Galuzzi, Renato Lopes, Jennifer Cardinni, entre outros. Confira o bate-papo que rolou por e-mail nesta manhã.

 

ENTREVISTA

 

Marmita Sônica - Quais DJs você curte?

 

Gui Boratto - Michael Mayer, Andre Galuzzi, Renato Lopes, Jennifer Cardinni, Mau Mau (apesar de fazer um tempo que não o escuto), Seth Troxler, Sascha Funke, etc...

 

Marmita Sônica - Como surgiu a idéia da festa Le Pulp?


Gui Boratto - Eu, Silvinho, Alê, João, China e Paulo resolvemos fazer uma festa, pequena, apenas para amigos e pessoas que gostam de boa música, além de ser realizada num ambiente lindo e confortável. Ou seja, uma festa feita por DJs. O conforto em primeiro lugar. Conforto para pedir um drink, para ir ao banheiro, sem ter que pedir pelo amor de Deus. Falando de música, sem a preocupação de tocar hits. Muito pelo contrário. Coisas que gostamos e tal.


M.S. - Qual deve ser a periodicidade do bafo?

 

G.B - Bom, ainda não sabemos, ainda mais que somos muito ocupados com outros trabalhos. Eu, pois vivo viajando por esse mundo a fora. O Silvinho, também muito ocupado, com DJs internacionais que veem para o Brasil. Ele é um dos diretores artísticos da minha agência aqui no Brasil. O Ale e o João também sempre com agenda lotada e o China, além de fazer eventos como House Ship, tem uma agência de publicidade e de viajens. Mas o intuito é que a festa Le Pulp role pelo menos há cada dois meses. Vamos ver.


M.S. - Você concorda que a discotecagem é um passo importante para o produtor em início de carreira? O que é mais importante: técnica de mixagem ou referências de repertório?

 

G.B. - A referência, claro. Mas a técnica é a ferramenta para que o repertório não seja comprometido... A harmonia conta muito também, que já é um lance de músico, como no meu caso, e que pouquíssimos DJs se preocupam, ou ainda, que nem sabem o que é... Mas que claro, é sentido quando uma música é mixada com outra com harmonias conflitantes... Tudo no fundo tem sua importância.


M.S. - Mesmo sem discotecar, você pesquisava música de pista com qual freqüência no dia a dia em estúdio?


G.B. - Pouquíssima freqüência. Digo, nos dias de hoje. Não sou de comprar muita música. Conheço coisas que as gravadoras (e que são muitas), me mandam dia-a-dia. Além disso, recebo muita coisa direta de amigos produtores que conheço desse mundo todo.

 

http://www.lepulp.com/

Categoria: Cena Eletrônica
Felicio Marmitex
Felicio Marmitex (marmitex86 @ gmail.com)
www.twitter.com/feliciomarmitex
[Molotov21] Contagem regressiva pra ver Andy Warhol em SP
15.03.10 09:152 comentários

Andy Warhol é o cara. Entre seus grandes feitos, destaco a descoberta de Basquiat e do Velvet Underground. Mas nada tão significativo como elevar ao status de arte produtos e ícones do nosso dia-a-dia.

 

Warhol basicamente chegou pro mundo e disse que um mero produto comercial do cotidiano era símbolo da nova ordem mundial e que o fetichismo da compra ditado pelo capitalismo selvagem, também podia ser visto como arte. Gritou: "Hey you bastards! Arte não é só aquele quadro velho e fora do contexto de nossas vidas. Arte pode ser qualquer coisa. A arte faz parte de nossas vidas!" E foi com a quebra deste distanciamento entre arte e público, com uma guaribada de técnicas de reprodução, regada a cores vibrantes e releituras, que surge pro mundo a Pop Art.

 

Mr. America é a maior exposição de Andy Warhol que o Brasil já viu e conta com 169 obras que retratam todos os aspectos da carreira do maior nome da arte pop. É como uma retrospectiva da carreira do artista que pode ser vista em 26 pinturas, 58 gravuras, 39 trabalhos fotográficos, duas instalações e 44 filmes experimentais. Tudo isso na Pinacoteca de São Paulo - um espaço excelente, aliás - começando no dia 20 de Março e terminando em 23 de Maio.

 

 

Nascido Andrew Warhola, desde muito novo Andy viveu inserido no sistema de mercado. Essa percepção desde a infãncia, quando acompanhava os irmãos trabalharem com o comércio em um mercado de Pittsburgh, foi fundamental para sua visão de mundo refletida em seus trabalhos. Com 30 anos, no fim dos anos 50, já era um dos mais bem pagos ilustradores de revista e de publicidade em New York.

 

A transição de seu produto para arte - justamente mostrando a arte como produto e vice-versa - aconteceu naturalmente nos anos 60, assim Warhol se tornou o propulsor da Pop Art, que tem como outros ícones Roy Lichtenstein e Jasper Johns.

 

A partir daí, Andy fez da cultura pop sua vida até os limites. Vivia intensamente a noite novaiorquina, virou manager de bandas, apresentador de programas, garoto-propaganda,  dono de revista, autor de filmes, livros e dono do Factory, um estúdio de arte que também funcionava como ponto de encontro de personalidades como Mick Jagger e Bob Dylan, modelos, traficantes e drag queens.

 

Ver Mr. America é ver o ponto de vista de uma geração que até hoje influencia o mundo.

 

Mr. America

Exposição de Andy Warhol

Estação Pinatoteca

largo General Osório, 66, Luz, São Paulo

Terça a Domingo de 10h a 17h30

De 20 de Março a 23 de Maio

Felipe Tiradentes
Felipe Tiradentes (felipe @ molotov21.com)
We drop bass in your face, b-b-bass in your face
[Molotov21] O que é Underground pra você?
30.09.09 21:2122 comentários

O post anterior do blog, onde o Bernardo relata e exalta o movimentado fim de semana do underground carioca, fez com que Vivian Caccuri (autora do nosso vizinho Ataque-Ataque) levantasse uma dúvida interessante, sempre discutida em botecos e portas de noitada, mas que como toda boa filosofia de boteco, nunca termina num consenso entre os participantes.

 

Eu também sempre me questiono sobre o que é ou o que não é a cena "underground" da cidade. Se ela existe ou não.

 

Mas pensando no Rio, a cidade-berço da Rede Globo, qualquer movimento cultural que vive em paralelo a isso é underground. O mainstream tá aqui. O underground também. Mas todos em nichos cada vez mais heterogêneos e conexos, tudo fica muito confuso.

 

Obviamente o denominado underground carioca de hoje não é trangressor e reto como era na origem da contracultura em 60 e 70. O mundo também não. O sistema a ser rompido não é tão claro e concreto como era antes. É até mais sedutor e flexível.

 

Às vezes, por ver que muita gente que frequenta essa cena segue o rótulo por modismo, porque é cool ou por motivos nada coincidentes com o "princípios underground" - se é que eles existem - a confusão se forma.

 

O interesse claramente comercial de patrocinadores e fornecedores no público que consome o chamado underground também desacredita. Mas essa é a tão sonhada profissionalização, não é? A Indústria do Entretenimento?

 

Underground pra mim é a cultura que corre com objetivos alheios aos da cultura dominante. Sem ceder aos caprichos da POPularização em detrimento da qualidade (no caso musical) e da diversão.

 

E pra você?

 

Felipe Tiradentes
Felipe Tiradentes (felipe @ molotov21.com)
We drop bass in your face, b-b-bass in your face
[QG DO RRAURL] Bettie Page R.I.P.
12.12.08 08:503 comentários

Você com certeza já viu uma foto dela estampada em algum lugar. Bettie Page não foi somente a mais importante pin-up girl da história, como também um dos mais fortes ícones da cultura pop em todo o mundo.

 

Sua imagem foi um dos maiores responsáveis por dar início à revolução sexual dos anos 60 e já serviu de inspiração para dezenas de músicas e filmes (incluindo uma biografia sua, The Notorious Bettie Page, de 2006), toneladas de produtos de merchandising, campanhas publicitárias, editoriais de moda, tatuagens, etc.

 

"Ela capturava a imaginação de homens e mulheres com seu espírito e sensualidade livres. Ela personificava a palavra 'beleza'", disse Mark Roesler, seu agente.

 

bettie

 

PIN UP GIRL

 

Bettie trabalhava com secretária no começo dos anos 50 até que, durante umas férias na praia, foi descoberta por um fotógrafo. Suas fotos começaram a aparecer nas páginas de revistas obscuras para homens, até que um dia foi chamada para ser o poster central da Playboy, exibindo poses que remetiam ao universo sadomasoquista. Foi o que bastou para ela virar um mito.

 

Bettie exibia em suas fotos uma série divertida de personagens que marcaram época: havia a Bettie empregadinha safada, a Bettie S/M, a de biquini de oncinha, a "Bettie das selvas"... sempre com destaque especial ao seu sorriso matador e sua principal marca registrada: a sua franja de cabelo, que viria até hoje a influenciar um entre dez cortes de cabelo de celebridades/modernettes de plantão.

 

Sua história também é envolta numa aura de mito impressionante. Depois de explodir como modelo, Bettie se retirou completamente da vida pública durante décadas, fazendo inclusive que muitos pensassem que ela havia morrido. Reapareceu na década de 90 enrolada numa série de situações estranhas - alguns diziam que ela estaria sofrendo de problemas mentais. Concedeu poucas entrevistas, com a exigência de que não fosse fotografada.

 

Bettie foi internada há cerca de três semanas com um severo caso de pneumonia, o que acabou acarretando na semana passada um ataque cardíaco. Bettie foi levada às pressas para o hospital, mas sua situação já era bem grave - ela passou os últimos dias sobrevivendo com a ajuda de aparelhos, que foram finalmente desligados ontem a noite em decisão conjunta de sua família. Bettie tinha 85 anos.

 

bettie

 

bettie

 

bettie

 

bettie

 

bettie

Alisson Gøthz
Alisson Gøthz (alissongothz @ gmail.com)
www.twitter.com/alissongothzzzz
[Todo DJ Já Sambou] O carão voltou? Alguém avisa!
18.10.08 18:3743 comentários

Tá, o que aconteceu foi o seguinte. Eu lá, no Vegas, dançando feliz, afinal, era anivesário do meu querido amigo Luca Lauri, que estava no som, e em seguida iam tocar o Bruno e a Eli, do Tetine, duplinha que eu amo, quando senti "aquilo".

 

 

Entenda-se por "aquilo" uma forte presença do velho carão. Se você é bem novinho, felizmente não conhece esse expediente, então eu vou explicar: nos anos 90, quem era alguém na cena normalmente fazia cara de paisagem para os outros mortais, mesmo que os conhecessem de vista. Resumindo: mostrar-se simpático, fofo, receptivo com estranhos era bem por fora.

 

Não tô falando que as pessoas não eram afetuosas entre si - ainda estamos falando da tal "cena"-, ao contrário, lembra, com o ecstasy chegando, a fofura era intensa entre os grupinhos.

 

Agora voltando ao Vegas, sexta.

 

Fazia um tempo que eu não ia à Strip Poker, a noite do Luca e da Liana. E foi lá, na pista, que eu senti a volta do carão. Gente conhecida fazendo a egípcia eu não aguento. Uma dessas pessoas eu até fui falar: "ué, você não lembra de mim?" ( o que é bem normal na noite, ninguém magoa). E a pessoa falou, "lógico, Claudia", e só faltou me cumprimentar com aquela mão mole tão comum à gente blasé.

 

Eu até chequei com outro amigo que tava lá, o Vitor Angelo, e ele também sentiu uma estranha e desagradável presença do mal clubber da década de 90.

 

Será esse um caso isolado ou estamos dando uma ré no quibe agora? Só faltava...

 

 

 

 

Claudia Assef
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
[Todo DJ Já Sambou] Tá faltando finesse na noite? “Pista Chic” nelas!
27.11.07 18:0014 comentários

Oliveros compilou em livreto dicas que aprendeu numa rave no Monte Sinai

 

Quem conhece o Ricardo Oliveros sabe a figura engraçada e cativante que ele é. Sabe também dos chochos de que ele é capaz. E quem não o conhece, mas frequenta as boates deste Brasilzão há anos, certamente já parou pra vê-lo dançar, sempre muito bem, bailarino que foi.

 

Na sexta-feira 7 de dezembro ele lança, com festa no D-Edge, o "Pista Chic", versão clubber dos manuais de estilo e comportamento. Ele não é a Gloria Kalil, mas quando o assunto é finesse na pista de dança, ah, não tem pra ninguém. Pudera. No lançamento de "Pista Chic" ele aproveita pra celebrar seus 43 anos de vida... e 30 anos de pista de dança. Aproveitei a troca de emails - ele me chamou pra tocar no coquetel, que honra! - pra fazer a seguinte entrevistinha:

 

Como surgiu a idéia de criar um manual clubber?

Pista Chic começou de brincadeira, em 2005, na época que eu tinha fotolog. Comecei a homenagear um monte de gente da cena, cada um representava fundamentos que eu acho importantes e que estavam se perdendo. Pode até parecer meio xiita, saudosista, meio pedante, mas não é. Regrinhas básicas de convivência bem-humoradas. É uma versão clubber dos manuais de estilo e comportamento. A versão que vou lançar na Freak Chic é pocket, com 10 fundamentos para carregar no bolso. Aproveitem porque estas dicas eu recebi numa rave no Monte Sinai.

 

Qual a gafe de clubbers desavisados que mais te incomoda. Lista outras top 5, por favor.

Gente sem noção de qualquer ordem: de educação, de convivência, de espaço. A partir disso temos os tipos mais conhecidos:

 

1. Repetentes do ensino básico: gente que se esquece das 3 palavras mágicas: por favor, me desculpe e obrigado. Elas também servem para noite. Da porta do clube à porta do banheiro.

2. Militantes do Movimento Sem Chapelaria : você está lá na pista e de repente, vem aquela bolsa e começa a bater em você. Mochila, então? Geralmente nunca estão sozinhos (as), vêm junto dos cabelos-chicotes, dos que queimam você com cigarro, dos que pisam em você com patas-de-bode.

3. Imigrantes: freqüentaram muitas raves em espaços livres e acham que o espaço no club é o mesmo e começam a pular, saltar e usar seus malabares imaginários. Surpresa: a pista de club é menor que um rave.

4. Íntimas da Silva: você está geralmente no bar ou no banheiro, e vem uma pessoa que você nunca viu na vida (ou não se lembra, porque clubber que é clubber tem memória curta) te abraça, te beija, e começa ficar íntima do seu drink. Um "oi, tudo bem? Sou fulano", ajuda muito. Esqueça a frase: "lembra de mim?"

5. Lexotans: o pior de tudo: dormir no clube. Sempre penso: antes do vexame completo, antes da queda, vaza. Tá com sono? Vai para casa. Gente que dorme na buati, é como um ralo por onde a vibe escoa. Não dá.

 

Como o pessoal vai estar podendo adquirir uma cópia do manual?

Ligando para 0800-69240-110 e digitando 1 se você é um youngster, 2 se você é véio de guerra... Brincadeira. A primeira edição vai ser distribuída gratuitamente (eba!) no dia 7 de dezembro na Freak Chic, na festa no meu aniversário. Com a lei Kassab que proíbe a distruição de flyers, não vamos conseguir distribuir em outros lugares, infelizmente. Então, a melhor coisa a fazer é ir lá no D-Edge (ou na Diédi, para os íntimos), e conseguir o seu. Vai ser uma festa daquelas! Convidei meus queridos amigos DJs e eles toparam tocar. Vai ter um coquetel para lançar o "Pista Chic" e assim inauguramos o verão oficialmente na Freak Chic. Eles vão fazer um back2back e têm projetos memoráveis na cena paulistana. No coquetel, tem a Claudia Assef (conhece?) da Discology X Daniel Cozta (Motronic), depois Pareto, Marcos Morcef (Freak Chic), da Máfia vem André Juliani x Paula, e encerrando a noite (dia?) Neue, com Spavieri x Atum.

 

Do jazz contemporâneo ao pula-corda das raves, que danças te chamaram mais atenção neste tempo todo?

Eu fico sempre impressionado com qualquer dancinha de pista. Mesmo antes do videoclipe reparou como de repente todo mundo passa a dançar parecido, seja aqui, em NY, Paris ou Tokio? Mas temos os clássicos como os funks originais da época do Chic Show, com toda pista dançando com os mesmos passos coreografados. Nos anos 80 tivemos várias, desde os desolados que dançavam contra a parede ao som dos Smiths, The Cure até dancinha meio robótica da new rave com Devo. Tem os B-boys de dança street, que para quem não sabe, Mau Mau era um expert no assunto. E o pogo? Todo mundo se batendo e incrível sem se machucar, no começo do Madame Satã? Tem o começo das almôndegas incentivadas pelo Mauro Borges e Bebete Indarte tanto na Nation quanto no Massivo. Gostava da energia do drum'n'bass, mas confesso que hoje já não tenho mais pernas para tanto. Eu adoro Vogue, que a Madonna espalhou, mas ver o Will Ninja considerado o pai da modalidade e que pertencia do clã do The House of Grace, é incrível. Numa noite destas o Gil Barbara me fez o desafio de dançar Nu Rave, e lá fui eu. Para cada vertente da música eletrônica sempre tem um passinho junto.

 

Qual é o tipo de DJ que te faz ficar definitivamente longe da pista?

Eu tive o privilégio de dançar para a maioria de DJs que amo nestes 30 anos. Quem me conhece sabe que eu entendo pouco de música, mas adoro uma pista. Sei dançando se o cara errou na virada. Agora, não é tanto a técnica que me atrai, mas odeio quando DJ cozinha o galo, segura a pista e não explode. Não estou falando de BPMs. É de DJ que não olha para pista, não se comunica com o público, que fica tocando para ele mesmo... Afe, fica tocando em casa, então!

Claudia Assef
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.