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[Já viu?] 313 filmes - "O Discurso do Rei".
22.02.11 20:59Deixe seu comentário

Sim sim sim, "O Discurso do Rei" é (eu pasmado) meu filme favorito dos que disputam o Oscar.

 

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Gosto sim de "Cisne Negro", de "A Origem", de "Bravura Indômita", até do "Toy Story 3", mas esse filme inglês me deixou de queixo caído.

 

O filme conta a história de George VI, o rei que foi porque seu irmão mais velho, sucessor ao trono, trocou a coroa por uma americana e pela vida boa. Isso já daria uma história boa de ser contada, mas pra piorar (ou melhorar cinematograficamente) a situação, George VI era gago. 

 

 

O cara foi o pai da atual rainha inglesa, a Elizabeth, marido da rainha mãe, a amante do gin tônica que morreu há pouco. E reinando logo depois da Segunda Guerra mundial, com o país aos frangalhos, tinha que passar confiança a todo um reino, porque o Reino Unido não era só formado pelos países da ilha de Albion, mas por países que se espalhavam pelos 4 cantos do mundo, como a gente vê na cena do principal discurso do rei.

 

O filme conta magistralmente a história das aulas que o então príncipe recebia para tentar melhorar a gagueira: sua esposa (Helena Boham Carter dando um show), depois de tentar tudo que lhe indicam, acha um médico/professor (vivido pelo ótimo Geoffrey Rush) que dá aulas a um príncipe fragilizado por ser gago e por ser o segundo da linhagem de trono, alguém que nunca vai chegar lá e não está tão preocupado com isso, como ele mesmo diz. Ninguém melhor do que Colin Firth para esse papel, o ator que sempre tem cara de bobo, de janotinha, de sem graça. Mas um ator menor não conseguiria segurar toda a onda e dar a volta por cima.

 

O diretor Tom Hooper se mostra um geniozinho da decupagem, do movimento de câmera e do enquadramento. O futuro rei, o personagem principal do filme, sempre está no meio do quadro, enquadrado como numa moldura, já todos os outros personagens sempre estão nos cantos, súditos da película.

 

Firth nunca foi dos meus atores preferidos, talvez por essa vibe bunda mole dele. Mas ele não poderia ter encontrado melhor personagem que um prícipe inglês bunda mole para brilhar. Prícipe que sem uma mulher forte e determinada como sua esposa, provavelmente não teria chegado onde chegou. E o diretor Hooper faz questão de mostrar o poder que a rainha tinha e achou a perfeição em Helena.

 

Pra completar, só babar um pouco sobre Geoffrey Rysh, o australiano que rouba quase sempre os filmes que faz, mas nesse caso, o brilho do rei o ofuscou, mas não minando o seu próprio brilho no filme.

 

De novo, Tom Hooper é meu mais novo ídolo, um diretor que se mostra inventivo, firme e ao mesmo tempo discreto, sem querer aparecer demais. 

 

Ah, e tenho quase certeza que a cena que vão mostrar quando indicarem o nome de Colin Firth no Oscar vai ser a cena da preparação vocal do Rei no final do filme, para seu grande discurso, digna sim de todos os prêmios que vem arrebatando.

 

 

Só um adendo bizarro: hoje me deparei pela internet com uma descoberta absurda, de que a locação do cenário principal do filme já foi usada num filme pornô gay inglês! É engraçado ver que o cenário mais bonito do filme já existia antes, foi um trabalho a menos para o diretor de arte. Se quser ver a comparação, clique aqui, mas saiba que é absolutamente NSFW.

Fabilipo
Fabilipo (fabilipo @ gmail.com)
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[Já viu?] 328 filmes - "Cisne Negro".
07.02.11 15:283 comentários

Nem sei por onde começar a falar sobre "Cisne Negro". Talvez comece mesmo dizendo que tudo o que falam de bem do filme é verdade.

 

cisne-negro-poster

 

Natalie Portman vem ganhando todos os prêmios de melhor atriz por sua atuação como Nina, uma bailarina de boa técnica péssima emoção, por ela mesma ser uma mulher/menina castrada pela mãe, virgem aos 20 e tantos anos e que não relaxa, ou nem tem como relaxar.

 

Darren Aronofsky, o grande diretor que diz ter tido a ideia do filme lendo Dostoievski, só confirma pra mim sua genialidade, já visível pra mim quando assisti em 1998 "Pi", seu primeiro filme alucinado sobre um matemático judeu numa NY em PB.

 

Mila Kunis, Vincent Cassel, Barbra Hershey, Wynona Ryder, os coadjuvantes que acabam com a vida de Nina, são uma delícia de assistir, cada um com suas vontades e agendas.

 

O filme começa quando Nina e o resto de sua companhia estão nos últimos dias de tensão antes que o coreógrafo/artista (Cassel) anuncie quem será a próxima prima-bailarina que viverá os cisnes branco e preto no "Lago dos Cisnes", no lugar da última diva (Wynona) que já passou da idade. Nina tenta e tenta e tenta o papel principal ao que sempre ouve que lhe falta emoção, apesar de sua técnica perfeita até que o coreógrafo começa a provocá-la de formas não ortodoxas e vai aos poucos fazendo com que a menina/mulher desabroche.

 

Sua mãe (Barbra) ao mesmo tempo que lhe ajuda, tem medo que a filha descubra o mundo e também tem medo que a filha a supere, por ela mesmo ter sido uma bailarina só do coro.

 

Essa história de superação, de desafio, de conflitos internos, de conflitos com outras bailarinas, é toda contada num clima de terror. O filme me lembrou muito "O Bebê de Rosemary", num clima de opressão, tensão e principalmente pelo fato de Nina, quem é uma coitadinha, se deixa levar por todos a sua volta, na esperança de que os "conselhos" que recebe a ajudem a se tornar a nova diva.

 

O filme com certeza teve como inspiração o ótimo "Os Sapatinhos Vermelhos" que já falei aqui antes, e como naquele, este "Cisne Negro" é menos sobre balé e mais sobre a autodescoberta, sobre o horror de perceber que você não sabe nada sobre o mundo a sua volta.

 

Venho lendo em jornais matérias com bailarinas profissionais dando opinião sobre o roteiro, sobre o filme em si, e nada mais besta que isso, tentar provar veracidade de uma obra de arte. Por que o Estadão não pede pra um sequestrador falar sobre isso em algum lançamento de filme com esse tema? Ou tentar falar com um cara do Taleban sobre a veracidade dos ataques a NY? Bobagem! O balé O Lago dos Cisnes não é nada mais do que uma desculpa pra o roteiro falar sobre uma menina pura, casta e ingênua (o cisne branco) se transformando numa mulher sexy, forte, perigosa (o cisne negro) através de influências alheias a sua vontade.

 

No início do filme Nina, a personagem principal, me irritava profundamente exatamente por ela ser tão bobinha e perdida e manipulável como estava sendo por todos. Mas à medida que ela vai se transformando, ganhando corpo, ganhando personalidade que não só a da boazinha, o negócio mudou. Pra muito melhor. Uma frase que sintetiza o filme é quando o coreógrafo diz a Nina "a única coisa que está em seu caminho para a perfeição é você mesma", dizendo que a nóia da personagem com perseguição, com medo, pode ser coisa da cabeça dela e só.

 

 

 

Li que o filme é bem simplista, mas também discordo. O que acho é que não é tão sutil quanto poderia ser. A direção de arte joga muito na nossa cara o que está acontecendo com a história, o que na verdade até que é bom, pra confirmar tudo o que estamos vendo acontecer. E algumas sequências são tão boas que eu imagino um outro filme inteiro a partir de algumas delas, como por exemplo, a hora que Nina sai para uns drinques com sua antagonista (a personagem de Mila Kunis) sexy e segura de si. Elas começam em um bar, bebem, paqueram, tomam ecstasy, dançam, se beijam num taxi, até que Nina chega em casa e briga de vez com a mãe castradora. Mas ao mesmo tempo que essa noitada tenha sido libertadora pra Nina, ela descobre no outro dia que as intenções da outra bailarina nunca foram as melhores.

 

O final do filme é memorável, há tempos não via algo tão bacana e corajoso.

 

Aronofsky demorou anos pra conseguir realizar "Cisne Negro" e com certeza a espera valeu a pena. Tecnicamente o filme é um absurdo, desde a direção de arte que já citei, até a direção de fotografia de Matthew Libattique, seu colaborador desde "Pi", com a câmera sempre em cima literalmente de Nina, quase como sua sombra ou sua aura ou um diabinho sobre seu ombro, dando uma sensação de que está sendo feito um documentário sobre a vida dessa bailarina, com a câmera tão presente o tempo todo, e sempre só nela, diferente do approach os outros personagens.

 

Veja no cinema, compre o Dvd e o Blu Ray quando for lançado, torça pra que o filme seja premiado no Oscar e esperemos o novo de Aronofsky, o filme do Wolverine.

 

 

Making of "Cisne Negro".


 

 

Fabilipo
Fabilipo (fabilipo @ gmail.com)
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[Já viu?] 350 filmes - "Os Sapatinhos Vermelhos".
16.01.11 14:581 comentário

Por causa de "Cisne Negro" (que eu ainda não assisti) a onda de filmes sobre o mundo do ballet vai vir à tona, guardem essas palavras.

 

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Mas "Os Sapatinhos Vermelhos" é o grande filme de ballet da história do cinema. Baseado num conto de Andersen onde uma bailarina ganha sapatilhas mágicas vermelhas e não consegue parar de dançar até que morre, o filme conta a história de uma companhia de ballet inglesa comandada por um russo que dá oportunidade a uma nova bailarina e a um novo compositor que juntos alcançam o estrelato com a versão para o palco do conto de Andersen.

 

A bailarina fica entre a cruz e a espada, entre o amor pelo ballet e o amor pelo homem. O filme mostra bem o quanto a entrega de um artista faz com que ele sofra e se realize, que tenha sentimentos díspares ao mesmo tempo e que encontre seu caminho assim mesmo.

 

Dirigido por Michael Powell, o filme é conhecido pela brilhante direção de arte, os figurinos incríveis e ainda a direção dos números de dança com câmeras em cima do palco acompanhando os bailarinos (parece que isso tem também no Cisne Negro, pelo que vi nos trailers).

 

E o final do filme! Ah, eu acho que um dos melhores finais da história do cinema, quando a companhia de dança reapresenta o ballet dos Sapatinhos Vermelhos sem a bailarina principal. Absurdo!

 

Vale a pena. Filmaço.

 

Fabilipo
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[Já viu?] RETROSPECTIVA 2010: MEUS FILMES PREFERIDOS DO ANO.
27.12.10 18:042 comentários

I AM LOVE -  não passou por aqui. É um filme italiano produzido e estrelado pela Tilda Swinton, uma mistura de Pasolini e Buñuel, numa vibe de que algo está prestes a acontecer e você tenta adivinhar o quê e quando (não) acontece, você se surpreende. Um tour de force da melhor atriz do cinema moderno, na minha modesta opinião, com a melhor direção de arte e fotografia do ano.

 

 

A ORIGEM – não tem jeito, o Nolan é bom demais. Filme estranho, roteiro doido, montagem absurda, elenco ótimo com o DiCaprio fazendo as honras mas quem realmente se destaca no filme é o ingles Tom Hardy, o novo super-star do cinema, guardem minhas palavras.

 

 

VALHALLA RISING – filme ingles que também não passou por aqui, do diretor de “Bronson” da minha lista de melhores do ano passado. A pré-história inglesa, ou quando os cristãos tentam tomar os últimos povoados da Bretanha e encontram uns absurdos pela frente. Elenco genial sob o commando de um dos grandes diretores do cinema moderno Nicolas Winding Refn.

 

 

INTO THE VOID – quando acabei de assitir esse filme eu pensei: quero tatuar o título na minha testa. É uma porrada na cara! O sempre doidão Gaspar Noé, diretor do filme, nos conduz a uma viagem for a do corpo por uma viagem de drogas. Entendeu? Não? Baixe o torrent e veja, porque obviamente não passou por aqui.

 

 

 

MINHAS MÃES E MEU PAI – título bizarre, filme bacana. Indiezinho Americano sobre um casal de lésbicas com 2 filhos adolescents que resolvem saber quem é seu pai biológico. Draminha engraçado, direção fofa, elenco bem bacana com destaque pra Anette Bening e trilha ótima cheia de David Bowie.

 

 

O ESCRITOR FANTASMA – como eu disse aqui no blog, apesar do bode que eu tenho pelo Polanski e tal, não dá pra não achar esse filme incrível. Direção de arte linda, direção de atores impecável, história ótima, resumindo, filmaço.

 

 

VINCERE – filmaço e filmão. Tem cara de clássico, de filme onde o diretor perde tempo pensando no plano que vai fazer, na luz, no cenário. A história do amor proibido de Mussolini (vivido por um Fillippo Timi super inspirado) com a mão pesada no melhor sentido do diretor Marco Bellocchio.

 

 

SCOTT PILGRIM CONTRA O MUNDO – o filme mais divertido do ano, mais que Toy Story 3. Quando a HQ fica até melhor na tela grande do que no papel. E a trilha sonora, por favor!

 

 

CENTURIÃO – o filme é quase bom, mas o Michael Fassbender como um centurião perdido pela Inglaterra é algo a ser lembrado. Vale a pena.

 

 

MOTHER – A BUSCA PELA VERDADE – é uma porrada no estômago. Filme coreano, do diretor do ótimo terror “O Hospedeiro”, o filme ocnta a história de uma mãe pirada e pirando cada vez mais pra tentar provar que seu filho estranho é inocente de um assassinato. Show de interpretação da atriz principal Kim Hye-Ja.

 

 

UM PROFETA – filme francês do ano e um dos top 3 pra mim, conta a história de um filho de árabes analfabeto que vai preso e pra sobreviver na cadeia “trabalha” pros Mafioso italianos presos numa educação “sentimental” como nenhuma outra. Lindo!

 

 

REINO ANIMAL – já falei aqui, é o filme que deveria ser brasileiro, sobre pobres e bandidos e que ganhou Sundance esse ano. Só pela interpretação da matriarca do clã de desajustados já vale.

 

 

O PECADO DE HADEWIJCH – Bruno Dumont é o diretor francês dessa pérola e um dos grandes diretores vivos pra mim. Só faz filme estranho, num ritmo absurdamente própria, sem concessões e sempre lindos e tristes e absurdos. Esse passou aqui no cinema.

 

 

3 Documentários:

 

CATFISH – o documentário que parece que é uma farsa, como eu já falei aqui, mas que vale a pena o download.

 

EXIT THROUGH THE GIFT SHOP – esse deve estrear por aqui ano que vem, o documentário sobre o grafiteiro pop star Banksy que vira o documentário sobre o cara que tá fazendo o doc do Banksy e que resolve virar grafiteiro e vira super star. Muito bom.

 

 

THE WILD AND WONDERFUL WHITES OF WEST VIRGINIA – imagine uma família cagada, podre, de bandidos e pessoas sem a menor noção de convivência e decência. Esses são os White, o cúmulo do white-trash do sul dos EUA. Só pra dar uma ideia do que rola, uma das mulheres da família na maternidade, acabou de dar a luz a uma menina, deixa o nenê chorando porque está cheirando cocaine na mesinha de cabeceira do seu quarto. Finesse!

 

 

LIXOS SUPER VALORIZADOS:

 

TETRO – o Coppola tá gagá, né? Filme chato, historinha pra boi dormir, tentando criar uma estética copiando ele mesmo? Oi? Alguém avisa! Deixa a tua filha fazer filme ruim, e volte a cuidar dos vinhos!

 

SOMEWHERE - o filme da Sofia, a filha do gagá aí de cima, que todo mundo adora e eu acho chata desde sempre. Mais um filmeco da família. Vamos ver se o Roman recupera o mojo!

 

MACHETE - Robert Rodriguez é um dos meus heróis, mas dessa vez ele errou na mosca. Filminho chato e repeteco de um monte de coisas que ele já fez. Preguiça é foda!

 

HOWL – um dos filmes que eu mais queria ver esse ano no fundo é chato, pretensioso, apesar de bonitinho.

 

A REDE SOCIAL – o filme que todo mundo ama e que eu vi 2 vezes e achei fraquíssimo. daqueles que se ninguém assistir não vai fazer a menor diferença. Apesar de que a trilha pra mim é a melhor do ano disparado e a sequência da corrida de remos na Inglaterra é tudo o que o filme deveria ser mas ela dura 5 minutos num filme de mais de 2 horas.

 

Filmes que não consegui ver ainda, mas que acho que vou gostar: CISNE NEGRO, WINTERS BONE, THE RABBIT HOLE, CARLOS, NEVER LET ME GO, RESTREPRO.

Fabilipo
Fabilipo (fabilipo @ gmail.com)
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[Já viu?] "Tron: O Legado" é bom, viu!
21.12.10 13:523 comentários

Eu sou um filho do "Tron". É um dos filmes que mudou a minha adolescência, um daqueles que me chocou quando eu vi no cinema lá nos idos de 1982 !

 

Tron-O-Legado-Poster-Homenagem

 

Lembro bem das referências ao filme por toda a década de 80, da música aos figurinos, da direção de arte aos letreiros. E eu ficava feliz na minha adolescência sem internets quando descobria alguma dessas referências perdidas por aí.

 

Fui ver "Tron: O Legado", a continuação, e fiquei mega bem impressionado. Todo mundo falando mal da história, mas é bacana, na pegada de zen-cabecismo de Matrix, onde um Jeff Bridges preso por 30 anos dentro dos computadores acaba virando Deus, meditando, vivendo numa "caverna de gelo" (super man?), filosofando e terminando uma discussão com seu filho pra meditar porque, como ele mesmo diz: "you are messing with my zen".

 

E o que o Jeff Bridges tá bem no filme! Impressionante! Eu sou fã do cara desde sempre, "King Kong", "Starman" e aquele "Tron" marcaram (de novo) os meus primeiros anos cinéfilos. E o ator com cara de bobo virou um gênio: nesse novo filme ele faz um guru meio chapado meio "dude" mas que na hora do vamos ver, quebra tudo.

 

Aliás, o elenco do filme é bem bacana e os destaques pra mim são a Olivia Wilde, que finalmente sai de "House" e vai virar gente grande no cinema, além do inglês Michael Sheen que cada vez vai dando as caras como um grande ator de personagem.

 

A trilha é um capítulo a parte: os "robôs" (por isso foram escolhidos?) Daft Punk criaram e executaram com maestria uma música que num ano fértil como 2010, acaba se sobressaindo junto com a trilha do Trent Reznor pro "A Rede Social" e a do Clint Mansell pro "Cisne Negro", na minha opinião as 3 melhores do ano. Sempre tenho em mente o Hitchcock dizendo que o segredo de uma boa trilha não é colocar a música no lugar certo mas sim saber deixar os silêncios no filme.

 

E o bacana é que os próprios Daft Punk aparecem um monte no filme, numa festinha bem animada na hora da virada do filme.

 

 

O legal de ver esse novo Tron é pensar que isso que a gente vê hoje é provavelmente o que os caras quiseram fazer em 1982 e não tinham como: todos os efeitos especiais, os CGIs, tudo é absurdo. E u fico pensando no falastrão James Cameron dizendo que esperou 20 anos pra fazer o seu Avatar porque esperava pela tecnologia pra conseguir o que ele queria e penso no povo da Disney fazendo esse Tron e deixando todo mundo muito bem impressionado. Demais!

 

Assista. Não é com certeza um filme que vá mudar sua vida, e nem pretende, mas pra um moleque de 13 anos de idade, acostumado com toda essa tecnologia e velocidade bizarra de hoje em dia, certeza que esse Tron vai marcar no melhor dos sentidos além de divertir muito! Ah, e se puder, 3D no IMax é obrigatório pela sutileza do 3D: chega de coisa saindo da tela, a gente quer mais profundidade mesmo!

Fabilipo
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[Já viu?] "Black Swan" do Aronofsky: estréie logo por aqui por favor!
30.11.10 16:433 comentários

Amanhã nos cinemas dos EUA tem o filme novo do Arnofsky, "Black Swan".

 

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Dizem que a Natalie Portman leva o Oscar pelo filme e tudo o mais que vier pela frente: dramão no mundo do ballet que vira terror psicológico. Tô resistindo pra baixar, esperando pra ver no cinema, mas se demorar não resisto.

 

A trilha linda é do Clint Mansell e eu mega recomenda ouvir/baixar (tem no nosso amigo nodata.tv).

 

No clipe abaixo, a sequência onde Natalie dança o Cisne Negro, genialmente filmado, com câmeras na mão atrás dela pela coreografia no palco.

 

 

 

 

Fabilipo
Fabilipo (fabilipo @ gmail.com)
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