Sim sim sim, "O Discurso do Rei" é (eu pasmado) meu filme favorito dos que disputam o Oscar.
Gosto sim de "Cisne Negro", de "A Origem", de "Bravura Indômita", até do "Toy Story 3", mas esse filme inglês me deixou de queixo caído.
O filme conta a história de George VI, o rei que foi porque seu irmão mais velho, sucessor ao trono, trocou a coroa por uma americana e pela vida boa. Isso já daria uma história boa de ser contada, mas pra piorar (ou melhorar cinematograficamente) a situação, George VI era gago.
O cara foi o pai da atual rainha inglesa, a Elizabeth, marido da rainha mãe, a amante do gin tônica que morreu há pouco. E reinando logo depois da Segunda Guerra mundial, com o país aos frangalhos, tinha que passar confiança a todo um reino, porque o Reino Unido não era só formado pelos países da ilha de Albion, mas por países que se espalhavam pelos 4 cantos do mundo, como a gente vê na cena do principal discurso do rei.
O filme conta magistralmente a história das aulas que o então príncipe recebia para tentar melhorar a gagueira: sua esposa (Helena Boham Carter dando um show), depois de tentar tudo que lhe indicam, acha um médico/professor (vivido pelo ótimo Geoffrey Rush) que dá aulas a um príncipe fragilizado por ser gago e por ser o segundo da linhagem de trono, alguém que nunca vai chegar lá e não está tão preocupado com isso, como ele mesmo diz. Ninguém melhor do que Colin Firth para esse papel, o ator que sempre tem cara de bobo, de janotinha, de sem graça. Mas um ator menor não conseguiria segurar toda a onda e dar a volta por cima.
O diretor Tom Hooper se mostra um geniozinho da decupagem, do movimento de câmera e do enquadramento. O futuro rei, o personagem principal do filme, sempre está no meio do quadro, enquadrado como numa moldura, já todos os outros personagens sempre estão nos cantos, súditos da película.
Firth nunca foi dos meus atores preferidos, talvez por essa vibe bunda mole dele. Mas ele não poderia ter encontrado melhor personagem que um prícipe inglês bunda mole para brilhar. Prícipe que sem uma mulher forte e determinada como sua esposa, provavelmente não teria chegado onde chegou. E o diretor Hooper faz questão de mostrar o poder que a rainha tinha e achou a perfeição em Helena.
Pra completar, só babar um pouco sobre Geoffrey Rysh, o australiano que rouba quase sempre os filmes que faz, mas nesse caso, o brilho do rei o ofuscou, mas não minando o seu próprio brilho no filme.
De novo, Tom Hooper é meu mais novo ídolo, um diretor que se mostra inventivo, firme e ao mesmo tempo discreto, sem querer aparecer demais.
Ah, e tenho quase certeza que a cena que vão mostrar quando indicarem o nome de Colin Firth no Oscar vai ser a cena da preparação vocal do Rei no final do filme, para seu grande discurso, digna sim de todos os prêmios que vem arrebatando.
Só um adendo bizarro: hoje me deparei pela internet com uma descoberta absurda, de que a locação do cenário principal do filme já foi usada num filme pornô gay inglês! É engraçado ver que o cenário mais bonito do filme já existia antes, foi um trabalho a menos para o diretor de arte. Se quser ver a comparação, clique aqui, mas saiba que é absolutamente NSFW.
O criador do fidget house, termo oficializado em meados de 2006 ao lado de Dave Taylor e Trevor Loveys aka Switch (sim, o projeto era um duo), não se cansa de inquietar o mundo careta do electro-house. E nem tem muito tempo para dormir bem em meio a sua corrida agenda de gigs, desde que cresceu no cenário ao produzir com o Hot Chip no ano passado.
Um dos selos de Jesse Rose, Made To Play, vai lançar no próximo dia 10 a série de singles "Sleep Less" em vinil e digital. São três novas faixas do inglês: "Non-Stop", "(Where Were You) Last Night" e "You Know It" em versões diferentes. A verba desta última track será angariada para os fundos da ONG francesa Doctors Without Borders.
O melhor de tudo é que "Sleep Less" também marca o retorno do cara (seria o @gabrielgaiarsa um sósia dele?!) ao seu berço Chicago house, depois de andanças no pop e nas grandes pistas. Quem conheceu Jesse através de parcerias com Hervé ou Sinden deve ir atrás de sua discografia que é extensa e começa em 2001 como Induceve pela Classic.
zzzZzz... No Parking On The Dancefloor... zzzZzz
Viva o hedonismo, Jesse é houseiro clássico. Dormir bem é realmente uma questão delicada na carreira de qualquer músico e agitador da noite e ele sabe tocar bem no imaginário de sua audiência. Afinal, a maioria das pessoas que compra sua música é composta por DJs e clubbers que dançam madrugadas adentro.
Mulherada, passe o corretivo e arrasa no inferninho. Quem ousa trazer Jesse Rose para o Brasil em 2010?
MTP028 + MTP029 - Jesse Rose - 'Sleep Less (Night One + Night Two) by Made to Play
De resto a produção estava respeitável: Bom soundsystem nos 3 ambientes. Luz de pista naquele estilo leds, Muti Randolph. Rolava também uma decoração temática no esquema London Squat Party. A festa foi realizada em galpões, do lado de fora deles tinham projeções e grafitis. E Tinha água de graça, além de alguns quitutes como mini hot-dogs, uma boa idéia.
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James Murphy & Pat Mahoney – Aqueeeeela onda disco-house de sempre, muitos vinis e carisma de sobra. A parte técnica não é muito afiada e o repertório é bem interessante. A lance inusitadao do set foi a queda de um dos dutos do ar condicionado em cima de uma das pick-ups. Um pedaço do duto do ar despencou lá do alto do galpão exatamente em cima de uma das pick-ups, que estava tocando na hora. Depois do estrondo nos ouvidos, Mahoney pegou a peça, riu, e tacou pra galera que ficou jogando para o alto como se fosse uma bola gigante num show de rock.
Renato Cohen, Gil Barbara, e Renato Ratier.
Yacht - Não estava ligado nos caras, e ainda não estou. Do que vi não gostei. Meia hora foi suficiente para não despertar meu interesse em saber mais sobre eles.
Joe Goddard - Também não me agradou, som muito barulhento. Não rolou um clima. E o som muito alto da pista 2 atrapalhou todos os artistas nesse sentido.
John Tejada – Muito concentrado, tocou um techno deep. Muito climão, baixos gordos, e hipnose. Dá pra dizer que ele fez o set com pelo menos 80% de vinis. Classe.
Derrick Carter – Como já tive a oportunidade de assistí-lo outras vezes, dei preferência para o Tejada que tocava no mesmo horário. No pouco que asssiti tenho certeza que ele não decepcionou. Sua mega onda house 4x4 foi super pra cima como sempre. Muita animação e muitos cds. Dá pra dizer que foi o DJ que mais levantou a pista. Não ouvi o Move D e nem o Mau Mau.
Joe Goddard com mais alguém (?), John Tejada, e Derrick Carter
fotos e vídeos: João Fernando Carino
Carlos Sosa aka Dj Sneak nasceu no ano de 1969. Aos 14 anos se mudou da ilha de Porto Rico para Chicago, o berço da house music.
O nome Sneak vem de suas raízes grafiteiras, era a tag que Carlos assinava nas paredes de Chicago.
Suas referencias musicais vão de sons latinos como salsa e merengue até pioneiros do house como Fairley Jackmaster Funk.
Após alguns anos tocando em Clubs locais, Sneak começou a produzir suas próprias faixas em 92, mas ficou conhecido internacionalmente no ano de 94, após o produtor Cajmere (Green Velvet) se interessar por algumas de suas produções e lançar 3 delas.
A partir dai Sneak virou referencia como produtor e dj de house music. Fez parcerias com icones da musica eletronica como Derrick Carter e Daft Punk e lançou a label Magnetic Records.
O irreverente dj é frequentador assíduo das festas na ilha de Ibiza e da cidade holandesa Amsterdam (onde inclusive já participou de uma edição da anual Cannabis Cup).
Só em 2009 o site Beatport lançou nada menos que 3 albums e aproximadamente 100 faixas do produtor entre remixes e originais.
Destaque para o album House to House contendo 20 musicas e um live mix com 15 delas mixadas por Sneak no seu home estúdio no Canadá.
Abaixo Sneak mostra sua versatilidade em 3 momentos. O primeiro no seu home studio seguido de um back to back com Ricardo Villalobos, no festival Sunwaves na Romênia e o terceiro tocando no WMC de 2009.
Essas são 2 das primeiras imagens das filmagens de Tim Burton's Alice in Wonderland.

A atriz australiana Mia Wasikowska no papel principal ficou linda demais, né? Dizem que o filme vai ser 3D e que o Johnny Depp vai ser o Chapeleiro Maluco, todo animado. Ansiedade mata!

Boas novas: Anne Hathaway e Helena Bonham Carter estão no elenco de "Wonderland". Anne vai ser a Rainha Branca e Helena, mais conhecida como a esposa do Tim Burton, vai ser a Rainha Vermelha, que passa o filme gritando "Cortem a cabeça!". Papel apropriada pra ela!
Momento Derrick Carter 1
No Red Bull Music Academy, de Nova York, em 2001, o lendário tocador de Chicago era um dos palestrantes. O DJ e carioca Schild estava lá e me contou. Ele conversava com a galera enquanto ia tocando discos em três pick-ups e... NADA saia fora. Quer dizer, às vezes saia um milímetro. Derrick, quase nunca usando o fone, esticava o braço e ajeitava o disco que ameaçava se rebelar. E continuava conversando com a galera.
Momento Derrick Carter 2
Alguns anos atrás, eu comprei uma coletânea que me acompanha até hoje, servindo de fonte para muitos sets da Discology nesses anos todos. É o Choice, de Mr. Carter, que tem algumas coisas magníficas e certifica suas credenciais old school. Tem uma faixa rara do Patrick Cowley, "Get A Little", que é um high energy vanguardista, tem o rap-pop do Modern Romance em "Can You Move?", o pump sintético de John Rocca em "Move", tem Yazoo, Electribe 101, Frankie Knuckles, Klein & MBO, Raul de Souza, affff... é bom demais.
Momento Derrick Carter 3
Ele remixou o single novo do Samim, "The Lick" (onde no original baixa um Timbaland no sanfoneiro), e transformou a coisa toda num redondo exercício de balanço sujo, cheio de tique nervoso, quase um "fidget" house. Aí vai uma palhinha:
Momento Derrick Carter 4
Ele toca na Pacha nesta sexta, dia 25.




