Essa é praquela turma que sempre critica DJs como o chileno Luciano e tantos outros por insistirem em vocais étnicos (latinos, africanos, etc...). Como o vídeo abaixo - gravado recentemente em evento parte da WMC, no qual Luciano faz back to back com Carl Craig - mostra, a criatividade supera estas (e tantas outras) obviedades, e resultado na pista é bonito e capaz de fazer com que um hitaço dos anos 80 ressuscite (Fine Young Cannibals - She Drives Me Crazy).
Na páscoa Luciano se apresenta no clube catarinense Green Valley, em evento especial do seu selo Cadenza.
O selo cult entre os amantes do techno Planet E lança em fevereiro a coletânea digital "20 F@#&ING Years - We Ain't Dead Yet" com os maiores destaques da história do label. O pacote festivo vai incluir um box de vinil em que o tracklist final vai ser definido por votação online - um remix inédio do Caral Craig para "You Are" do Kenny Larkin está garantigo.
A próxima etapa virá com a turnê mundial do Carl Craig e amigos (com direito a live do Moritz von Oswald trio), re-lançamentos oficiais do mitológico catálogo e remixes novíssimos. Seth Troxler, Mad Mike Banks, Dennis Ferrer, Kevin Saunderson são alguns dos que vão assinar as versões nos b-sides.
Confira o tracklist da coletânea digital que resgata os clássicos da casa de Carl Craig, com data prevista para 22/2.
"20 F@#&ING Years - We Ain't Dead Yet"
01. Balil - Route North
02. Esoterik - Interiors
03. Quadrant - Hyperprism
04. Urban Tribe - Repeating Decimal
05. Flexitone - Pulse of Revolution
06. Gemini - Moment of Insanity
07. 4th Wave - Electroluv
08. Paperclip People - Clear & Present
09. 69 - Jam The Box
10. Innerzone Orchestra - Bug in a Bassbin
11. Carl Craig - Dominas
12. Recloose featuring Dwele - Can't Take It
13. Urban Tribe - Covert Action
14. Niko Marks - Chune
15. Naomi Daniel - Stars
16. Tres Demented - Tres Demented
17. Tres Demented - Shez Satan
18. Martin Buttrich - Full Clip
19. Lazy Fat People - Pixelgirl
20. Tribe - Livin' In A New Day
21. Jona - Altiplano
22. Kenny Larkin - You Are (C2 mix)
23. Ican - Pa Mi Gente
24. Attias – Analysi
O cover de Alan Vega - cérebro do Suicide - caiu como uma luva no repertório de James Murphy. A música saiu como single em novembro passado é uma releitura da orginal lançada em 1980. Com quase oito minutos de vocal melódico sob eletrônico cru, a faixa promete ser uma das mais remixadas do ano.
O clipe é totalmente lisérgico e traz de volta uma estética oitentista muito vista nas pistas de dança atualmente, porém sem o ar 'forçado' habitual.
O vídeo, em alguns hosts, não pode ser visto no Brasil por conta de aspectos legais. Tente ver aí embaixo e caso não consiga acesse este link do Myspace.
Além do clipe, o LCD Soundsystem também presenteia os fãs com outro cover. Throw de Carl Craig (foi lançado via iTunes como faixa extra de seu último álbum. Agudo. Eletrônico. James Murphy. Ouça abaixo.
O que acontece quando um dos maiores talentos da cena techno de Detroit se junta a uma das grandes orquestras contemporâneas da França? Poderia ser a trilha para um sono profundo, não fosse o maestro de tudo isso o americano Carl Craig.
Em meados de outubro, ele se apresentou na Cité de La Musique, um dos lugares mais fodas de Paris para se ver um show, com a orquestra Les Siècles e o pianista Francesco Tristano.
A união improvável - mas não inédita, Jeff Mills abriu os trabalhos - rendeu um concerto emocionante, poderoso e estranhamente eletrônico. Carl Craig, vestido de terno e gravata, é sem dúvida a grande estrela deste encontro de gigantes. Dá só uma olhada na pinta de importante do DJ. Ficou bom ou o quê?
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.

O compositor vanguardista americano John Cage, compõe peças onde um dos instrumentos a ser usado são pick-ups com "velocidade variável". A idéia de Cage é produzir música através da oscilação do pitch (afinação, em inglês), com sons que vão do 33 RPM ao 78.
Desde então, artistas com mania de desobedecer o molde pré-estabelecido têm adotado a prática de alterar a velocidade (e, por consequência, a afinação) de uma gravação original para conseguir um resultado diferente (ou melhor).
No final dos anos 80, reza a lenda que o DJ belga Marc Grouls tocou sem querer a faixa "Flesh", do A Split Second, na rotação errada. O eletrônico nervoso do original virou um novo groove dopado, na casa dos 110 BPM. O resultado agradou e a idéia se espalhou que nem febre, gerando o movimento "new beat", onde faixas de acid, EBM e techno eram tocadas numa rotação mais baixa. O "new beat" foi super-popular na Bélgica até o começo dos anos 90 e foi de onde se originaram selos como R&S e Music Man.
Nesse meio tempo, do outro lado do Canal da Mancha, DJs ingleses estavam indo na direção contrária e começando a acelerar discos de breakbeat e hip hop. As batidas quebradas aceleradas ajudaram a dar os contornos de novas vertentes eletrônicas, conhecidas como hardcore e do drum'n'bass. Um exemplo clássico era "Bug In the Bassbin", da Innerzone Orchestra (Carl Craig) que, tocada em 45 RPM, passou de techno-jazz de Detroit a proto-drum'n'bass.
(E sabia que em 1986 o Cocteau Twins lançou o álbum Victorialand em 45 RPM, algo totalmente inusitado já que álbuns sempre tocaram em 33? O que deu de moderninho paulistano se deslumbrando com a "beleza incomum" do disco, mal sabendo que estava ouvindo na rotação errada...)
Veja os dois posts abaixo para a continuação da história...
A revista americana muderrrna XLR8R tem uma web-tv, sabia? Pois é, fica hospedada dentro do canal Revision3 e está na segunda edição.
O programa dessa semana traz um animadão Carl Craig pirando na Aquarius Records, uma loja de discos, digamos, variada em San Francisco.
3 motivos pra assistir:
1 > programas de web tv são uma realidade.
2 > um dos maiores produtores da eletrônica é também um cara nada bitolado, e isso não é coincidência.
3 > pra dar risada com a cara dele ouvindo "rio funk" :D
Link abaixo. Enjoy!
Depois de tocar na The Week nesta quinta (22/3), tem mais Carl Craig nesse sábado no Vegas. Quem abre é Andre Juliani e depois tem Hell's Club. A entrada vai custar R$ 45.


