Timing é tudo nessa vida. Por exemplo: alguém arriscar a trazer uma
banda como os Midnight Juggernauts nesse Brasil escasso de gente
disposta a correr riscos soa ousadia ou excentricidade. Mas não. Eles
representam fortemente aquela tendência em que o rock já nasce com
matizes eletrônicas e o que era pra ser uma banda eletrônica veio ao
mundo com roupagem rocker. Acrescente a esse híbrido cores
synth-espaciais e temos o sabor da novidade assolando nossos ouvidos e
players pelos últimos 2 anos.
Dito isso, foi com grande surpresa que recebí a notícia da vinda dos Juggernautas a São Paulo em 24/04. Não havia como deixar de conferir ao vivo essa banda que é uma das melhores coisas que Austrália vem exportando nos últimos anos ao lado de Cut Copy e Empire Of The Sun (além de outras bandas que se encaixam na onda synth-rock).
Ao show, então. Após a adequada abertura dos Funhell DJs, que prepararam a pista com sons mais suaves e alguns hits do nu synthpop, entram os 3 músicos do MJ pontualíssimos às 3h. E pra nossa surpresa detonaram já de primeira o maior hit da banda "Shadows".
Na sequência emendam com "So Many Frequencies". Depois entra o novo single "Vital Signs" que ainda deve sair no seu segundo álbum "The Crystal Axis". Mais euforia para tudo descambar em "Tombstone" que levantou mais ainda os fãs que a essa hora já gritavam as letras dos hits do primeiro álbum "Dystopia". Pra dar uma esfriada tocaram uma faixa nova que segue o mesmo clima agitado e rocker das 4 primeiras músicas. Continuando na trilha das músicas novas tocam a ótima "This New Technology". Param e agradecem a todos, estão felizes pela primeira vez no Brasil, pedem para que todos levantem os braços (no que obedecemos quais ovelhas felizes) e tiram uma foto da pista. Ainda no meio do show o baterista joga as baquetas ao público, descem do palco pra tocar no meio dos fãs no gargarejo, interagem no microfone, trocam de lugar entre os dois synths vintage Moog e Korg e o baixo. E tocam "Road To Recovery" para causarem mais pandemônio.
Depois vem "Ending Of An Era" com "Into The Galaxy", que para minha surpresa foi uma das que mais levantou o público (afinal nunca dei muita bola pra esta faixa). E saem para um intervalo. Voltam, tocam "Nine Lives" e uma última instrumental com participação de alguém do gargarejo tocando tom-tons da bateria com a banda e... fim de show. 11 músicas em 1 hora.
No meu ver esse foi outro timing perfeito pois a banda não possui tantas músicas (e nem tantos hits) para segurar um show maior, pois daí sempre há o perigo de cair no tédio seja pela irrelevância de algumas composições, seja pelo desconhecimento (do público) do material novo. Ficou o gostinho de "quero mais".
Acertaram ao abrirem o show com o hit principal, pois cumprida essa obrigação, passamos a prestar mais atenção em tudo o que veio depois (se bem que fiquei com uma desconfiança que eles fechariam com "Shadows" de novo, o que não aconteceu). Ao vivo banda ainda dispara todos os arpegios dos sintetizadores que dão o ar característico de um certo Giorgio Moroder, mas predominaram o punch e a sujeira do rock, mostrando assim os novos caminhos que a banda vai trilhar no seu aguardado segundo álbum. Em alguns momentos a viajeira quase caía no prog rock. Quase. E como nem tudo é perfeito, faço minhas ressalvas apenas ao volume das vozes que muitas vezes ficaram abaixo ou no mesmo volume dos instrumentos, confundindo-se com estes.
O ano começou bem, e depois disso posso afirmar um dia que peguei o show duma grande banda quando esta ainda não era mainstream (orgulho máximo de todo hipster/indie cafona). Ou não, como diria Caê.
E será que já dá pra começar a sonhar com Hot Chip ou Cut Copy no Brasil em 2010?
Mais do show do Midnight Juggernauts aqui.
(Foto e vídeos: Leonardo Wandresen)
O festival audiovisual mais inovador do Rio acaba de inserir uma peça publicitária no hall de ganhadores do Brazil Design Awards, prêmio máximo da Brazil Design Week, que foi criada este ano e se encerrou no último dia 6 em São Paulo.
O cartaz criado pela Bold Design Company, de Leo Eyer e Billy Bacon, para o Multiplicicade_Imagem_Som_Inusitados agora entra na disputa do IF Design Awards em Hannover, Alemanha, e do Festival Internacional de Publicidade de Cannes, na França.

Nesse eu não vou nem de graça, mas segundo reportagem do jornal Gazeta do Povo, a cobrança da taxa de conveniência de 20% sobre o ingresso comprado pela Internet e call center para os shows da Madonna no Brasil, feita pela empresa Time 4 Fun, é indevida. De acordo com o diretor de fiscalização do Procon-SP Paulo Arthur Góes, "o valor é absurdo":
"Não importa se eu vou sentar no camarote ou se eu vou de pista, a conveniência é uma só".
Góes indica que as pessoas interessadas em comprar o ingresso entrem em contato com o Procon (no Paraná, o telefone é 0800-41-1512) para formalizar a denúncia. Após o procedimento, a empresa será fiscalizada e pode ser multada.
Mais, aqui.
O novo single do Bloc Party, "Mercury", sai hoje na Inglaterra (os EUA terão apenas a versão digital). Já o restante do planeta vai ouvir através dos meios normais de se conseguir essas faixas. O lado B traz dois remixes: um do Flosstradamus (?) e outro do CSS. Algum figura usou a versão do Cansei no Audiosurf, e o resultado você confere abaixo.



