Estamos todos cansados de saber que moda e música andam de braço dado desde que o mundo é mundo, e já faz um tempinho que poderosos do mundo corporativo entenderam que unir os dois rende mais do que um trocadinho extra. Lily Allen ensaiou uma colaboração com a marca high-street New Look lá em 2006, Beth Ditto enlouqueceu com paetês e lycra ano passado pra uncool Evans, Lovefoxxx fez as estampas e acessórios da última coleção da Triton... e até os bad boys do selo francês Ed Banger Records tem sua linha de camisetas (depois daquele vídeo bafo do Justice - acima - não tinha como não ter.)
Mas vamos e venhamos, tá fraco isso ( e nem vou comentar as colaborações FORTES de *artistas* como Avril Lavigne e ... Fall Out Boy.) Sendo assim, a gente resolveu compilar uma listinha de 11 artistas estilosos entre novos e velharias que, se não tivessem coisa melhor pra fazer, como, sei lá, MÚSICA, poderiam fazer um extra-cash emprestando seus guarda-roupas pra serem copiados.
1- Pete Doherty
Falem o que quiser do moço, mas ninguém faz a linha Young Tom Waits Britânico como ele. Eleito por Hedi Slimane, ex-cabeça da Dior Homme e hoje fotógrafo rock'n'roll e CHIC, como um "homem de relevância", Doherty marcou seu espaço no sub-consciente fashion sem fazer muito esforço (além de cortejar Kate Moss.) Meninos indies do mundo inteiro comprariam sua coleção de skinny blazers, jaquetas militares e chapéus.
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2- Natasha Khan, a Bat For Lashes
Depois de tanto anos 80 - ombreiras, lycra, neon, and the like - permeando a moda nas últimas estações, o lado esvoaçante e despreocupado dos anos 70 estão a beira de, sim, OUTRO revival. Natasha e seu estilo semi-Woodstock, cheio de cocares e arranjos de cabeça, daria todo um sentido concreto a penas, paetês, e glitter que nem a escola de samba Porto da Pedra conseguiria imaginar em seus sonhos mais hippies.

3- MGMT
Falando em, ahm, neo-hippies, são poucos os músicos do sexo masculino que conseguem se libertar no quesito figurino sem medo de parecer um membro do Scissor Sisters - e os moços do MGMTtem atingido tal façanha com grande êxito até agora. É de se imaginar o que seria uma colaboração sartorial com a dupla - uma coleção inteira sem botões na parte de cima, certamente (ou completamente sem camisas).
4- Florence
Florence e' a rainha do vintage e suas escolhas de looks, tanto em cima quanto fora dos palcos, são típicos do jeito britânico de se vestir: idiossincrático, sexy e ligeiramente desalinhado. Se algum dia a Topshop precisar substituir Kate Moss, Florence seria uma séria candidata.
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5 - Daft Punk
Okay. Eu tinha que colocar na lista algum artista do mundo eletrônico, e depois de quebrar a cabeça atrás de DJS com uma identidade visual forte, não veio ninguém que merecesse entrar na lista (sugestões, por favor, fique a vontade nos comentários). Eles não são DJs (ou nem humanos, talvez), mas não há como não associar o look BIKER CHIC DO FUTURO sem pensar nos reis do capacete metálico. Imagine a linha incrível de jaquetas de couro em cores do outro mundo que não renderia uma colaboração com eles? Kanye West, presta atenção.
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6 -Courtney Love
Ela erra mais do que acerta, e costumava acertar muito mais nos anos 90, mas não tem como a rainha do grunge não exalar uma aura cool com sua mistura de lingeries e camisolas com couro e jeans rasgados. Fã de Rick Owens e Helmut Lang, Courtney so' tem fama de desmiolada - em fashion, ela sabe bem como separar o joio do trigo.

7- Patti Smith
Isso é pura utopia, afinal, Patti JAMAIS dedicaria horas preciosas do seu tempo pra pensar em roupas - quando poderia estar escrevendo outro poema baseado na conexão entre o movimento barroco e a teoria da semiótica em letras de músicas neo-punk. Mas por sintetizar com tanta maestria a estética andrógina sem a menor intenção, é impossível não fantasiar com o resultado fantástico que uma linha de camisetas e jeans podrinhos teriam em mãos tão poéticas.
8 - Debbie Harry
Debbie tem sido TÃO, mas TÃO copiada nos últimos anos por garotas indies do mundo todo que se ela fosse pedir um centavo pra cada uma que surrupiou o look óculos Wayfarer + cabelo desgrenhado e descolorido + batom, ela estaria agora afogada em moedas. Pra ser sincera, acho que a Ray-Ban devia colocar Debbie na sua folha de pagamento pro resto da vida por décadas de marketing gratuito servidos a marca.
9 - Bjork
Well, preciso explicar? Apesar de que, em termos comerciais, seria complicado pensar em versões aguadas de QUALQUER coisa que Bjork tenha usado nessa vida (imagine aquele vestido de cisne transformado numa... estampa de cisne. Perderia toda a graça). Se McQueen tivesse vivo, quem sabe ele não encontraria a solução pra unir o excentrismo da cantora ao consumismo desenfreado que nos assola? Pena.
10 - David Bowie
DUH. Esse eu não vou perder meu tempo explicando. Just obvious in every way.

11 - Grace Jones.
Ah. Chapéus e maquiagem. Done.
(PS: não, não vou incluir nessa lista a Lady Gaga. Não dessa vez.)
I love you honey, I think you're a terrific girl, but you have clothes like a f•ckin' d•ckhead.
Post rápido:
A semana de moda de Londres está comemorando 25 anos de existência agora em setembro, e celebrações a parte, são 25 anos na linha de frente como a capital da criatividade e rebeldia fashion.
E pra marcar, vou estar fazendo aqui uma série de posts sobre os melhores momentos, as figuras mais marcantes, e os brasileiros que estão contribuindo pra manter essa cidade inovadora, original, e muito inspiradora.
Pra começar, fiz uma seleção de vídeo de alguns do momentos mágicos da LFW, onde moda deixa der apenas moda e vira arte. A começar pelo show futurista e conceitual "Afterwords", de 2000, do designer turco-britânico Hussein Chalayan. Chalayan é o Professor Pardal do mundo fashion, sempre deixando a audiência de boca-aberta com shows onde vestidos robóticos se mexem e se transformam, são iluminados a laser ou são destruídos na machadada (!).
Aqui, ele mostra as mil e uma utilidades fashion da mobília de uma sala.
Outro grande artista da moda britânica é Alexander McQueen. Seu show de 1999 foi encerrado com uma performance brilhante onde a modelo Shalom Harlow é "atacada" por jatos de spray de dois robôs em uma espécie de dança contemporânea.
2008 foi o ano que Prince aterrisou em Londres pra uma maratona histórica de 50 shows - um deles completamente de surpresa na passarela de Matthew Williamson ss08. Com um aviso prévio de poucas horas antes de começar o show, Prince apareceu, sentou na primeira fila, e deixou sua banda invadir a passarela antes de subir e cantar a sua homenagem a modelo Chelsea Rodgers.
Os planos de Prince era fazer um vídeo-clip do momento, e os convidados e cinematógrafos foram proibidos de postar na internet qualquer filmagem do acontecimentos (que certamente seria mais interessante do vídeo medíocre que resultou, mas...vale assistir).
E pra encerrar, dois vídeos do evento Fashion Rocks de 2003, onde duas lendas da música, Grace Jones e Bjork, dividiram o palco e vestiram as criações de Stella McCartney e Alexander McQueen.
Tem mais, claro. Aguarde.
I love you honey, I think you're a terrific girl, but you have clothes like a f•ckin' d•ckhead.
Oi.
Eu tava aqui pensando com os meus botões como diabos eu ia me apresentar pra vocês, digníssimos leitores de alto-nível do rraurl, sem parecer uma completa mané, e travei. Como é que se começa um blog? E como é que se começa um blog em português, no Brasil, quando você já está 1/4 da sua vida fora dele? (eu tenho 27 primaveras - faz as contas, cabeção).
Tem jeito não, né. Então é o seguinte:
Meu nome é Thais. Também sou conhecida no mundo virtual como glittah (apelido da adolescência que não desgrudou mais. Purpurina com sotaque britânico. Pode rir.) Moro em Londres faz uns bons anos, desde que vim estudar jornalismo e não voltei mais. Enquanto o diploma não serviu pra grandes coisas, eu caí - não, despenquei - no mundo pirado da moda britânica e, como diria uma amiga escritora igualmente pirada, "obecequei". De hobbie virou freela que virou trampo que virou o ar que eu respiro.
E é sobre isso que eu vou escrever nesse blog.
Mas calma, não entra em pânico ainda (nem faz cara de tédio, você aí no fundo). Eu não gosto de moda. Moda é chato. Eu
gosto de roupas. E idéias. E a maneira como uma simples peça pode expressar uma maneira interessante de ver as coisas, uma referência, uma perspectiva de vida - isso SIM
é legal. E música tem tudo a ver com isso. Você consegue imaginar a Björk sem o vestido de cisne, ou a pintura tribal do Volta no rosto? Ou David Bowie sem o androginismo (nem sei se existe essa palavra) da época do Ziggy Satrdust? Ou, mais perto de casa, Lovefoxxx sem o macacão de paetês? Ahm... Roberto Carlos sem o blazer branco?
E é isso que a gente aqui (the royal we) se interessa - não tem como ignorar estando na terra do céu cinzento. Porque foi aqui que a Viv Westwood botou um alfinete no nariz da rainha numa camiseta inventando o punk, e continua, 30 anos depois, chocando o público ao lado da babe plastificada Pamela Anderson na campanha de verão 2009. Aqui que a super model Agyness Deyn causou um furor mundial indo pros castings de Doc Martens, colete de couro e leggings fluorescentes, e aqui que Beth Ditto, a gordinha vocalista do Gossip, posou nua na capa da super revista LOVE e lançou uma coleção avant-garde pra tamanhos maiores. Gareth Pugh, McQueen, Galliano, a lista de quem desafia os padrões convencionais é longa e estabelecida. Não tem convenção, não tem tradicionalismo, não tem MEDO. Rebeldia (conflito, choque, discordância, colisão - CLASH) é a filosofia que inspira quem faz moda no Reino Unido sempre - e a gente vai tentar manter o espírito aqui nesse espaço, thank you very much. Regras, meu amigo, servem pra ser quebradas.
Então assim, frases que você certamente não vai encontrar por aqui são "acho que não combina" e "não tenho coragem". Pelo contrário: se tiver algum trend que a senhora aí de casa estiver achando "ai feio, não combina, não tenho coragem", esse blog vai aprovar. Não, não: esse blog vai APLAUDIR. Porque rebeldia e vanguarda não precisa necessariamente ser inacessível e viver num palco ou num vídeo clip - e não precisa pertencer a uma tribo pra isso. É tudo inspiração.
Agora, se ainda assim você quiser ganhar dica de moda sensível, sobre pretinho básico, terninho chic, o que comprar na liquidação, conversa com a Glória Kalil ou com a, whatsherface, Ana Maria Braga. Aqui tá valendo tudo.
Stay tuned.
I love you honey, I think you're a terrific girl, but you have clothes like a f•ckin' d•ckhead.
Fabio Paras era um DJ de certo renome no nascimento do progressive house, em Londres, começo dos anos 90. Por causa de faixas como essa.
Outrage - That Piano Track
Pós-Blue Monday, o quarteto de Manchester foi se enfurnando cada vez mais nas batidas eletrônicas e nas técnicas da dance music. Em 1983, chamaram o poderoso Arthur Baker ("Planet Rock") para produzir "Confusion" (ele é o barbudo/cabeludo que aparece no clipe). O vídeo traz várias cenas da pista da Funhouse, na épcoa a catedral do electro/freestyle de Nova York (Madonna frequentava e acabou pegando o DJ, Jellybean Benitez).
New Order - Confusion
Desse tempo vinha também a desbocada Karen Finley, cult em NY. O "suck me off" dessa faixa foi usada pelo S-Express em "Theme From S-Express".
Karen Finley - Tales of Taboo
Pop, doce e delicioso. Em dose dupla.
Das Glow - I Wanna Wake Up With you
Safariari - Lommedisko
Original italiano do hit baleárico de 2008 do Mountain of One.
Ginny - Can't Be Serious
A diva máxima, reconfigurada pelo rei dos edits clássicos, Danny Krivit.
Aretha Franklin - Rocksteady (Danny Krivit edit)
Outra diva, dos anos 90, num remix do "fidgeteiro" Switch para os que gostam de música torta. Dub científico.
Bjork - Nattura (Switch remix)
Grum é um produtor do norte da Inglaterra que vem ganhando espaço. Seu som é mais maximalista, mas eu prefiro como ficou depois de uma mão de tinha disco-galáctica dos belgas do Revolving Eyes. Com uma levada que lembra o hit trash technopop "Face To Face", do The Twins.
Grum - Sound Reaction (The Revolving Eyes Disco Fizz Mix)
Um tanto diferente do estilo normal desse produtor inglês, mais muito bom.
Trevor Loveys - Wayback
Agora que o tech-house está na boca do povo (aguarde post sobre isso logo mais), uma peça com suingue infalível.
Jamie Jones - You
Após algum tempo de hype em blogs e burburinho pela rede, muita gente se decepcionou com o vídeo de "Declare Independence", da islandesa Bjork, dirigido por Michel Gondry.
Mas como os clipes da cantora são sempre esperança de exuberantes peças audiovisuais, a notícia de que "Wanderlust" também ganharia um vídeo foi suficiente para reanimar a espera e a curiosidade. E quem já não agüentava mais esperar já pode assistir na rede a mais um dos frutos da psicodelia escandinava de Bjork.
O clipe foi dirigido pela dupla Saxon e Sean Hellfritsch, da Encyclopedia Pictura, e tem visuais extremamente vistosos, cheios de personagens compostos com animação gráfica. Há viagens por rios caudalosos, búfalos animados e até um mítico gato gigante.
Certezas que ficaram após a edição curitibana do TIM Festival:
1.ª - Brandon Flowers acorda querendo ser ou Bono Vox, ou Morrissey. O cara é de uma grande eloquência e postura no palco capaz de causar inveja ao líder do U2, ao mesmo tempo em que é "doce" como o ex-Smith durante o show, jogando uma florzinha aqui, outra ali. Já o restante do The Killers se contenta em ser mórmon. Ficavam impassíveis mesmo com todo o público cantando junto.

2.ª - A Björk é o PT da música. Ou o cara é seguidor fanático, ou não desce mesmo. Não tem aquela de "não gosto dela, mas o show foi legal". Foi a atração que mais dividiu opiniões. No Rio funcionou melhor, talvez pelo espaço menor. A graça do show ficou por conta do reacTable - que divertia um dos músicos - e em jogar glowsticks nos asseclas trombeteiros castrados do Himalaia, que Björk adquiriu enquanto procurava umas batinas descoladas na Birmânia.
3.ª - Falem mal, falem bem. Ao vivo, os moleques do Arctic Monkeys são do cacete! Imagino como é assistir ao show em um espaço menor. Vendo tête a tête, as músicas ficam bem mais pesadas. E mesmo que eles não sejam muito de falar, o público fala por eles: até os curitibanos - bichos arredios, não dados a demonstrações de alegria em público - cantaram durante todo o show.
4.ª - Tudo bem que festival em dia de semana precisa acabar cedo. Mas começar muito cedo também não dá! O Hot Chip tocou para meia dúzia de nego. Aqui no .::musicness::., o máximo que se viu foram as duas músicas de encerramento. Portanto, sem comentário para eles.
5.ª - Curitiba merece ganhar, sim, uma edição anual do festival. Mesmo numa quarta-feira, com rodada quente do Brasileirão, conseguiu reunir quase 20 mil cabeças. O público estava animadão, se esgoelou de cantar as músicas (mesmo as da Björk) e além de tudo é um povo super rabudo: a semana toda Curitiba foi castigada por uma forte chuva. Agora mesmo, enquanto escrevo, cai o maior toró lá fora. Mas na quarta, dia do festival, nem uma gota. E em termos de organização, deu um baile no Rio e em São Paulo, que tiveram um monte de problemas.

Por Diogo Dreyer, fotos por Joel Rocha (Divulgação TIM)
Pode não parecer à primeira vista, mas muita gente aí tem uma boa dívida com o drum'n'bass.
Bjork, a estrela maior do TIM desse ano, é o primeiro caso que vem à cabeça. Afinal, ela já foi mulher de Goldie, a primeira estrela do drum'n'bass.
Já Joe Goddard, do Hot Chip, contou para o rraurl.com que começou a ouvir música eletrônica através do drum'n'bass.
A conexão também é óbvia com Sinden e Herve (ou Count of Mount Cristal, que acabou não vindo). Repare no bassline de algumas de suas produções e remixes.
Sem falar que tem gente apontando influência do grime no vocal de Alex Turner, do Arctic Monkeys. E o grime é um descendente indireto do DB.
Saindo do Tim, tem vários outros exemplos.
Um dia desses, o minimalista dark Konrad Black contou pro rraurl.com que era totalmente envolvido com DB, incusive produzia faixas nesse estilo. O popular inglês Kissy Sell Out é outro que diz dever muito ao "drum". Já o selo Fat!, uma das marcas mais respeitadas do breakbeat, teve uma encarnação anterior como Certificate 18, um selo de adivinhe? DB, claro.
No Brasil, alguns meses atrás, Mau Mau surpreendeu na noite do DJ Andy tocando um set de novidades fresquinhas do gênero. Ele contou pro Andy que sempre compra discos de drum'n'bass. E não poderíamos deixar de fora o maestro Laurent Garnier. Nenhum set seu estaria completo sem "a hora em que ele toca um drum'n'bass."
Ouça abaixo quatro pedradas do DB dos anos 90:
Breakbeat Era - Past Life
Alex Reece - Pulp Fiction
Goldie - Inner City Life
Danny Breaks - Droppin' Science Vol. 1 (DJ Harmony Remix)
Um passarinho pousou na janela do rraurl.com e revelou que já estão fechados para o Tim Festival desse ano Bjork, Amy Winehouse, Hot Chip e Girl Talk (mega-mashupeiros dos EUA). A fonte é altamente segura e é tudo que podemos dizer. Aguarde e confirme.
O Tim Festival rola em outubro no Rio e em São Paulo.






