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[Molotov21] Molotov Mixes especial Molotov21 @ Vegas + Voyage no Hot Hot
24.06.10 15:554 comentários

Se você não pegou a ponte aérea ou a Via Dutra no último fim de semana e perdeu as peripécias do Molotov21 em terras paulistanas, não se preocupe, a gente revela tudo neste post super recheado. Enquanto isso, dá um play aí embaixo e vai ouvindo o set b2b entre Pedro Mezzonato e Bernardo Campos, gravado diretamente do basement do Vegas Club, que balançou com o groove carioca!

 

Bernardo Campos vs Pedro Mezzonato - Live at Vegas/SP

 

Depois de muito engarrafamento e sem o comparsa Bernardo Campos que se recuperava de uma virose, os outros três membros do Molotov21 chegaram à São Paulo na quinta, ansiando por música boa. O que não foi nada difícil de encontrar nesse mar de clubs e clubbers que é a selva de pedras paulista.

 

Na primeira noite, prestigiamos o lançamento do selo Voyage Recordings, cujos primeiros releases você confere aqui no quentíssimo Hot Hot, com destaque para o set do hermano Manuel Sahagún. O vídeo da noite, você confere abaixo.

 

Video-Promo do Lançamento da label Voyage Recordings @ Hot Hot, quinta passada

 

Afterparties e ressaca passada, Bernardo se junta à trupe na sexta e nos preparamos para uma maratona de música boa que foi desde o show ao vivo numa clássica cantina italiana à festa da Voyage na aconchegante Livraria da Esquina.

 

Mas a hora mais aguardada da noite por nós era mesmo a apresentação no Vegas. No porão que tem sound e light systens de dar inveja a qualquer club carioca (e muito melhor que a pista de cima, diga-se de passagem), Pedro e Bernardo receberam a pista de Benjamin Ferreira e representaram muito bem a musicalidade carioca, como muito bem define Bernardo:

 

"Começamos bem acid pois era a linha que o Benjamin nos entregou, depois fomos migrando para uma linha mais grooveada, funky, tech, breaks.
No meio um momento mais deep, e por fim Jackin house pra balançar o popozão e representar a cidade maravilhosa!"

 Pra complementar, um vídeo resumo dessa trip e algumas fotos desta noite paulistana memorável pra nós.

 

Fotos por Ilda Feldman

Categoria: Molotov21 Mixes
Molotov 21
Molotov 21 (contato @ molotov21.com)
www.molotov21.com
[Marmita Sônica] Crew agita edição beneficente
19.05.10 15:092 comentários

Crew_Hands_Up

O mês de maio está animado para a espontânea filantropia clubber. Depois de uma série de festas solidárias às vítimas dos desastres no Haití e São Luiz do Paraitinga, do Neu ao Hot Hot, projetos se firmam fixos na caridade. A festa Crew, conhecida pelo seu hedonismo fanfarrão, se preocupa com algo diferente do habitual e agita a primeira edição beneficente.

 

No próximo sábado (22/5), os DJs do coletivo de São Paulo levam seus coloridos mash-ups para animar o Centro de Cultura da ONG Casas Taiguara. O local, que tem parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, fica bem próximo do clube Glória, onde a Crew acontece todo mês desde 2007.

 

Toda a renda será revertida para a casa. "Esperamos lotar, né? Se puder girar 400 pessoas e a bilheteria é R$ 15, apenas faça as contas. O bar também terá 100% do lucro revertido", conta Lalai.

 

"Chamei a Crew toda e todo mundo topou de bate pronto. Sempre acreditei que se cada um faz um pouquinho, esse pouquinho vira algo maior, mas fiquei por muito tempo engolida pela minha falta de tempo (e egoísmo, porque quando a gente quer, a gente sempre dá um jeitinho)".

 

A top promoter anda bem empolgada com a nova empreitada. "Existem formas bem simples de ajudar, como doar cupom fiscal (vide: http://www.casataiguara.org.br/website/conteudo.asp?id_website_categoria_conteudo=10669&cod=1826&idi=1&xmoe=124&moe=124), que é possível fazer até mesmo pela Internet. E que, tanto o curso quanto a festa sejam apenas o início de vários outros projetos".

 

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Na sexta-feira (21/5) você pode doar 2kgs de alimentos não perecíveis, garantir descontos na lista e se divertir na saga "disco neo-retro" no Vegas. A festa Xiliquê recebe o DJ veterano Gregão e o expoente Ricardo Gonzalez, do Hot Hot. O projeto beneficente rola desde janeiro no clube e na próxima sexta (28) vai debutar na cena carioca. Em conjunto com o blog-coletivo Molotov 21, aqui do rraurl, os residentes Benjamin e este que vos fala agitam o Fosfobox. O clube de Copacabana irá reverter 10% da verba da entrada para a Sociedade Viva Cazuza

 

Os DJs do inusitado projeto benê Quebrando A Fome Cavalaska, DNS e Yés América vão invadir a Xiliquê no sábado que vem (29) em edição especial de batidas quebradas. Tocam também outros DJs que já se engajaram em prol de algo maior, como Dago Donato, L_cio live e o MC Dom Lampa. Ajude sem sair da cadeira votando agora na ONG que você acha que deveria ser beneficiada nas festas na enquete do blog aqui.

 

Sub...

 

Outra festa no clube do Baixo Augusta, a semanal Subverte faz edições bimestrais que levantam renda para entidades necessitadas e ligadas ao universo da música. Em março, o projeto do DJ Hero Zero e Dani-se destinou os cachês dos DJs que tocaram de graça na noite para a ONG Arte na Lata, do percussionista Jotta Ribeiro. No dia 30 de junho, a dupla vai repetir a boa dose humanitária.

 

Acompanhe este blog para saber mais infos de projetos e DJs benês. Afinal, a gente sempre acreditou que "last night a DJ saved my life", e agora podemos ajudar mais pessoas com nossa diversão. A próxima edição da revista DJ MAG Brasil traz uma matéria sobre doações na cena eletrônica. Confira aqui a reportagem "Onde Dançar e Doar" da revista Veja SP.

 

ENTREVISTA LALAI

 

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Blog Marmita Sônica - Será a primeira edição beneficente da Crew, né? Outras já estão previstas?

Lalai - Sim, é a primeira e acho que ela já deveria ter rolado há muito tempo atrás. Por enquanto não temos nada previsto, mas minha cabeça anda a milhão com várias ideias do que podemos fazer e contribuir um pouco com a sociedade.

Blog Marmita Sônica - Li que sua agência de mídias sociais faz trabalhos de web para a Casa Taiguara... Como surgiu a idéia de angariar fundos através da festa Crew no Centro de Cultura ?

Lalai - Demorou para fazermos uma e tenho isso em mente desde que a Funhell fez a Funheaven em duas edições, na Casa Taiguara também, inclusive toquei na segunda. Simpatizei com a causa, com a instituição e a festa deliciosa com clima de "festinha na casa de amigos".  Além da festa, eu fechei um curso de Internet, com foco em Redes Sociais, que acontece toda sexta-feira. O curso está sendo oferecido pela Remix alternando com aulas comigo e com a Ana Laura, que é minha sócia.

Blog Marmita Sônica - A Crew ficou conhecida pelo ecletismo pop e sob o lema "nosso conceito é diversão" dos seus DJs. Os habituês da festa estão aceitando bem a idéia da edição beneficente? As pessoas se interessam em saber mais sobre a entidade?

Lalai - Quanto ao interesse sobre a entidade, eu sinceramente não sei, mas não tenho divulgado a festa sem cita-la. Então acredito que pelo menos 30% das pessoas acabem clicando para ver o que é exatamente a Casa Taiguara. Causas assim sempre são bem aceitas, porque funcionam e tem um apelo social. As pessoas tem elogiado a iniciativa e ajudado na promoção da festa.

Blog Marmita Sônica - Você e/ou algum dos DJs do coletivo já tem (ou teve) algum tipo de envolvimento em ações filantrópicas ou sociais?

Lalai - Não que eu saiba.

Blog Marmita Sônica - A Lalai se considera uma pessoa engajada politicamente ou socialmente em São Paulo?

Lalai - Não sou, como falei acima, eu sempre me deixei afetar pela minha falta de tempo x comodidade, que pode ser chamada de egoísmo. Um dos meus objetivos para 2010 foi mudar esse meu cenário pessoal e passar mais a contribuir com a sociedade, afinal tenho que aproveitar toda essa rede de pessoas à minha volta, envolvimento com várias marcas para viabilizar projetos. Não acho que vou mudar o mundo, mas se eu conseguir contribuir para um grupo pequeno, que seja, já vou me sentir feliz. As aulas na Casa Taiguara só tem aumentado ainda mais essa vontade.

 

Categoria: Cena Eletrônica
Felicio Marmitex
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[Marmita Sônica] SUBverte cai na dança filantrópica
29.03.10 13:393 comentários

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Não é de hoje que música e filantropia andam de mãos dadas. Mas 2010 tem sido um ano promissor na cena eletrônica. Projetos em São Paulo e Rio de Janeiro se uniram pelo Haiti (Suriname/Neu, Molotov 21, Luv) por São Luiz do Paraitinga (Danceteria/Hot Hot), para ajudar ONGs diversas com alimentos e o DJ humanitário Jay Haze, americano radicado em Berlim, está morando no Brasil. Mais infos sobre ações locais do gringo na próxima edição da DJ MAG, que vai às bancas no meio de abril.

 

Na última quarta-feira de março, a noite SUBverte faz a sua primeira edição beneficente. A festa do subsolo do Vegas Club irá unir DJs que doarão integralmente seus cachês para a ONG Arte Na Lata, uma iniciativa do músico Jotta Ribeiro. A ONG atende aproximadamente 400 crianças da região de Osasco e se mantém com doações. O valor doado pelos DJs da SUBverte será investido na regularização da entidade junto aos órgãos públicos.

 

A idéia da Arte Na Lata nasceu com a participação de Jotta no Fórum Social Mundial de 2004 e começou com a produção de instrumentos musicais a partir do lixo comum, como garrafas pet, chapas de raio-x e vassouras. O trabalho se extendeu como um projeto social completo, oferecendo cursos de informática, instrumentos musicais e idiomas, todos gratuitamente a comunidade de Osasco.

 

Tenho o prazer de participar da SUBverte Beneficente com o set Xiii DJs, ao lado do amigo faro-fino Benjamin Ferreira. Apoiamos iniciativas como esta que ajudam principalmente pequenas instiruições que sobrevivem de doações. No dia 24 de abril, vamos participar da festa Quebrando A Fome, já famosa no undergound paulistano por angariar alimentos não perecíveis para duas ONGs que montam cestas básicas. Jay Haze também vai tocar no projeto dos DJs Cavalaska, Yés America e DNS no hilário Sutra Bar & Lounge. 

 

Aproveitando o gancho (né?), nos ajude a escolher a próxima instiuição a ser beneficiada na Xiliquê de abril, que rola no dia 16 com o DJ Rafael Moraes. Jajá vai rolar votação aberta no blog, fica ligado: www.xilique.com.br 

 

Serviço:

O que: SUBverte Beneficente @ Vegas Club

Quando: Quarta-feira, 31/03, a partir das 23h30

Quem: DJs Hero Zero, Cavalaska, Xiii (Benja vs Marmita) 

Quanto: R$ 20,00  

Onde: Rua Augusta, 765, Consolação, São Paulo

 

(foto por Ida Feldman)

Categoria: Cena Eletrônica
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[Marmita Sônica] A mistureba criativa de Érico Theobaldo
18.03.10 13:004 comentários

Erico_Theobaldo2Érico Theobaldo já está amadurecendo a idéia de ter um album solo. A gente agradece muito. Será uma ótima chance para conhecer (e entender) todas as multifacetas do homem num mesmo tecido. Produtor versátil até o caroço, como DJ Periférico costura scratchs e beats para o grupo de rap politizado Z’áfrica Brasil e breakbeats imagéticos com o coletivo Embolex. Como Érico mesmo mexe as baquetas e samplers na banda de electro-break-rock Téléphatique. Seu grupo já abriu shows da turnê americana do Tricky, além de warm-ups para Massive Attack, Pj Harvey e Hot Chip.

 

Como se não bastasse, o geminiano low profile (coisa rara no momento de MySpaces tunados) se desdobra ainda em produções de álbuns de canções. São trabalhos super distintos. Do disco "Antigamente Quilombos, Hoje Periferia", do Z'áfrica ao "Pet Shop Mundo Cão", do Zeca Baleiro. De "Nada A Declarar", do Renato Godá, ao projeto Autoload. Érico toca nesta sexta no projeto beneficente Xiliquê no basement do Vegas Club. Seu ecletismo "a procura da batida perfeita" como DJ ajuda no processo criativo das produções.

 

“Gosto de muita coisa diferente, então hoje em dia não me prendo tanto ao BPM, senão teria que deixar muita coisa boa de fora. Mas também gosto daquela sensação hipnótica que só se cria mantendo o beat por um tempo sem quebrar. Sou geminiano então tento equilibrar esses dois momentos no set. Sem dúvidas, como DJ ajuda no processo da produção. De cara já te dá mais referências. Boa parte da minha motivação está no desafio em si de trabalhar com algo novo, e na troca de experiências com as outras pessoas com bagagens diferentes das minhas. Gosto muito de me aprofundar no universo da pessoa com quem estou trabalhando e também de levar a minha experiência com trabalhos totalmente diferentes. Gosto quando as coisas se misturam e vejo o Z'áfrica no Zeca, o Télépathique no Z'áfrica e o Zeca no Télépathique”, explica.

 

Flash Content
Lucas Santtana - Cira Regina e Sega Beats - EMBOLEX MIX (mp3)

 

Flash Content

Embolex Mixtape

  

“Gosto de pegar só por exemplo uma voz e imaginar como aquilo pode virar uma outra música completamente diferente da original. Ou também juntar duas ou tres músicas numa terceira. Fiz uma mixtape agora com o Fernão, pro Embolex, onde a gente fez um pouco de tudo bem livremente, inclusive alterando o pitch e andamento original. Como é o caso desse mashup de "Cira, Regina e Nana" do Lucas Santtana com "Sega Beats" do Disrupt.”

 

 

Érico agora faz parte do Boogie Central, blog que virou projeto de produção do amigo Benjamin Ferreira. “Acabamos de fazer um remix pro Faze Action”, revela. A faixa é aguardada ansiosamente para o mês de junho.Tem um single do Télépathique que já está pronto e deve sair logo nos Estados Unidos. Tenho feito muita trilha, como a do longa "Natimorto", do Paulo Machline baseado no livro do Lourenço Mutarelli que já estreou em festivais mas ainda não entrou em cartaz. To fazendo a música de um espetáculo de dança inspirado em Virginia Woolf, dirigido e coreografado pela Sonia Lopes Soares, que estréia em junho. Tem um convite do Teatro da Vertigem para fazer a música da próxima montagem deles. E tenho feito bastante coisa sozinho e to amadurecendo a idéia de um album solo.”

 

 

TÉLÉPHATIQUE

 

Mesmo com tantos projetos, a banda queridinha do DJ parece ser mesmo a Téléphatique, onde ele contribui seus conhecimentos integralmente na criação. “No Télépathique também sou autor junto com a Mylene e produtor das músicas. Participo desde o inicio do processo de composição com ela e com o Mauricio, até a mixagem e masterização. E depois na transformação disso em show. Então tem muito de mim no resultado final. Eu vejo a banda como um laboratório onde posso praticar tudo que eu gosto em todas as fases do processo.”

 

 

Marmita Sônica - A pergunta trivial que todo mundo deve fazer: como foi abrir shows para Tricky, Massive Attack e Hot Chip?

 

Érico Theobaldo - O melhor dessas situações é poder tocar num bom palco para um público grande que não te conhece ainda.  Com Massive Attack e Hot Chip nós nem encontramos no backstage, era um festival muito grande ( Hype Tejo). As bandas tocam e somem. Com o Tricky era uma tour então nos esbarravamos todo dia, conversávamos com os músicos e a equipe técnica. É bom pra desmsitificar essa coisa do ídolo, ver ele ali em carne e osso trabalhando como voce. No primeiro dia em NY no meio do show eu olhei pra traz e ele tava assistindo do fundo do palco e fez sinal de positivo. Ficamos super lisonjeados pois somos fãs principalmente dos seus primeiros trabalhos.

 

Marmita Sônica - Seu trabalho na banda é bastante reconhecido no exterior. Você acredita que há uma falta de reconhecimento do público brasileiro?

 

Érico Theobaldo - Não acho que é falta de reconhecimento do public, pois mesmo sem nenhuma divulgação sendo feita aqui, recebemos muitas mensagens de gente de vários lugares do Brasil, dizendo que gosta do trabalho e perguntando quando a gente vai lá tocar. Acho que são vários fatores. Primeiro por ter começado fora, pois morávamos em Portugal. Não tinha como vir fazer show no Brasil, consequentemente o trabalho não foi lançado aqui na época. Então nunca teve assessoria mandando material para imprensa. Quando sai matéria aqui é por que falaram bem da gente na SPIN ou porque fomos fazer turné nos Estados Unidos. Acho que o álbum perdeu o timing para ser lançado aqui e agora pensamos mais no próximo, que ta bem diferente em relação a sonoridade. Quem sabe esse terá uma história diferente, até pelo fato de morarmos todos em São Paulo.

 

Marmita Sônica - Como foi a experiência em ter começado o projeto fora do país? Por quê escolheram Portugal?

 

Érico Theobaldo - Portugal foi meio sem querer. Estávamos com o álbum pronto e eu tava numa tour com o Zeca Baleiro que acabava em Portugal e a Mylene tinha arrumado uma casa pra gente passar um mês e tinhamos conseguido agendar alguns lugares pra tocar. As gigs foram se multiplicando, virou uma bola de neve. tocamos em muitas cidades. Nos tratavam muito bem. As pessoas brigavam por uma data nossa. A Mylene ficou mais um ano e meio. Foi bom ver o Brasil de longe, daquele ponto de vista, nos deu maturidade. Isso foi em 2006. Em 2009 nós voltamos pra lá e fizemos um show no Porto, numa noite com Pj Harvey, e foi incrivel ouvir as pessoas cantando as nossas músicas depois de tanto tempo sem tocar lá. Nós consideramos Portugal nossa primeira casa. O Brasil é a segunda ou terceira.

Categoria: Breakbeats
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[Marmita Sônica] O que te faz dar xiliques na pista?
28.01.10 16:302 comentários

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Nessa sexta-feira tenho a enorme satisfação de estrear um projeto beneficente ao lado do queridíssimo Benjamin Ferreira. A festa mensal Xiliquê no porão do Vegas. Recebemos a DJéia pioneira Lika Marques na primeira edição, e arrecadamos alimentos não-perecíveis para a ONG Crescer Com A Gente. Quem levar 1KG de alimento, entra direto na lista mais barata da noite: 15,00 (ou 30 consuma). Na próxima semana, começa a votação para eleger a insituição beneficiada de fevereiro. Acompanhe os xiliques no blog XIliquê.

 

Os três e-mails com as respostas mais criativas para a pergunta "O que te faz dar xiliques na pista?" ganham um VIP cada. Basta enviar para lista@xilique.com.br até 18h00 de sexta, e aguardar a resposta de confirmação.

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[Marmita Sônica] Boogie Central na ativa
15.12.09 13:3610 comentários

boogie_central_logoA música que dançamos hoje tem uma dívida enorme com o passado. Os DJs-historiadores, tão importante quanto os produtores/músicos para cena, que digam. De Belém do Pará, também conhecida como Berlim de Paris (rs), Benjamin Ferreira contribui por onde passa. Seja dentro da cabine, seja na pista compartilhando informações preciosas com que dança ao seu lado. Tomara que ele continue bloggando e registrando as pérolas que pesquisa no Boogie Central, como na recente entrevista com Simon Lee, uma das metades do duo nu-disco Faze Action. Confira o bate-papo abaixo com Benja, que acaba de comemorar 31 aninhos.

 

Quando que o blog Boogie Central irá publicar o edit que você fez de uma música do Gilberto Gil. Você pode nos contar um pouco sobre essa faixa?


Olha, nem sei se vai sair.. rs! A história nasceu porque eu meti na cabeça que uma faixa do Sound Stream, "Soul Train", combina com "Toda Menina Baiana", do Gil. Estou começando a mexer no Ableton Live e loopei alguns trechos da do Gil pra jogar em cima do Sound Stream enquanto toco. Testei duas vezes - uma no Hot Hot e outra no Vegas sábado passado. Ainda quero fazer alguns ajustes, mas quem sabe meto a cara e faço um mash-up das duas quando eu estiver mais à vontade com o software. A música brasileira sempre teve uma importância grande na minha vida. Só quero fazer isso sem que soe forçado, oportunista. Não porque sou brasileiro, mas porque também ouço e gosto de muita coisa feita aqui, até algumas que muitos não consideram lá muito cool. Deve ser mais um passo natural para outras experiências futuras.

 

 

Você prima pela pesquisa musical atemporal, fator que impulsiona o nu-disco como um movimento cultural, mais do que como um gênero. Como você avalia a cena paulistana em relação a este espírito freestyle em 2009?

Eu penso que, musicalmente falando, vivemos um dos momentos mais empolgantes dos últimos anos. Quando mudei para cá em 2006 não sentia a abertura que vejo hoje. Sempre gostei de mostrar diferentes referências mas nem sempre me sentia à vontade, e é imensamente animador ver que várias festas, produtores e DJs não só em Sampa mas em vários outros lugares no Brasil (poderia passar horas citando aqui) estão cada vez mais à vontade para misturar, e o público cada vez mais receptivo. Você pode ter um norte, uma linha que te guia, só que é bom estar livre para passear não só por estilos, mas também no tempo: isso traz surpresas para a pista e prova que música boa é aquela que fica, que é atemporal.

 

Como foi ter aulas de pandeiro com o Simon Lee, do Faze Action? Como foi entrevistar um dos principais revitalizadores da disco?

Antes de vir tocar no Vegas, na Old School Friends (noite do Magal) em julho desse ano, o Simon achou meu perfil no Myspace, onde tem um edit que fiz com meu amigo Bernardo Pinheiro para uma faixa da Biddu Orchestra. Ele gostou da faixa, entrou em contato e como chegou em Sampa dois dias antes da festa, acabamos nos encontrando antes. Saímos direto durante esses dias (eu, ele e o amigo dele que também se tornou
meu amigo, Jack Malipan, de Portugal) para procurar vinil e conhecer a cidade, e no sábado à tarde fomos a uma aula de pandeiro com o virtuoso e experiente Don Pandeiro, já que o Simon toca percussão e ama música brasileira. O pior foi que ele comeu algo na noite anterior que não caiu bem e passou mal durante o sábado todo, mas foi assim mesmo para a aula e ficou emocionado. Levou pandeiro verde/amarelo pra Inglaterra e tudo.

A entrevista rolou pelo Skype e eu adorei conversar com ele, como sempre. Ele tem um senso de humor peculiar, é inteligentíssimo, muito simples e doce, mas acabamos mais batendo papo do que fazendo a entrevista. Ainda assim, fiquei feliz com o resultado, já que compartilho do otimismo dele com o cenário musical da atualidade. E
ele quer vir com o Faze Action live, então promoters, fiquem ligados!

 

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Quais são os planos do Boogie Central para 2010? E os planos do Benjamin Ferreira?

Pretendo tomar vergonha e atualizar com mais frequência o blog e quero também fazer um podcast. Também gostaria de arrumar um lugar para voltar com a festa Boogie Central. Fora o BC, tenho muitos planos pra 2010 - a Soul Glow no Volt com a Flávia Durante, projeto delicioso que começou esse ano e que espero que continue. Tem também a DJ Mag Brasil, para a qual estou fazendo traduções e adorando, e o programa semanal na webradio curitibana www.discothequeradio.com, de disco old
school, que faço com meu amigo e conterrâneo Fábio Miranda. Parcerias com meus grandes comparsas e incentivadores Camilo Rocha e Jonty Skrufff, e mais amigos como Ezy, Erico Theobaldo, Simon Lee e Jack Malipan envolvendo produção musical, festas, web radio, textos e outras idéias que pintarem. E claro, meu projeto com você e Lika
Marques, mas disso a gente só vai falar mais tarde, né? (risos) E que venha 2010, cheio de saúde, felicidade e música boa pra todos nós!

Felicio Marmitex
Felicio Marmitex (marmitex86 @ gmail.com)
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