Por Ricardo Estrella
Estava conversando essa semana com meu amigo @mdentinho, do projeto @doppeldosen, e ele me mostrou esta ferramenta, que achei excelente. Trata-se de um aplicativo para que você possa acessar o beatport de qualquer lugar, sem a necessidade de estar logado no site.
Ele conta com uns features bem bacanas, como por exemplo a checagem de todos os novos releases. Ele faz o cruzamento de informações sobre os artistas e gravadoras mais comprados por você, tornando a sua pesquisa mais objetiva, direcionada e otimizada.
Sem contar que ele vem com um plataforma (amada por muitos, e odiada por outros tantos) do Itunes, o que torna ainda mais facil sua navegação.
Mas infelizmente como nada que é bom é free, você pode entrar, conferir, e comprar no site do desenvolvedores : http://www.cancelmonday.com/
Existe uma versão gratuita, mas com muita limitações, como por exemplo só poder ser feita a compra de uma track por vez.
É estranho falar a palavra tradicional para algo ligado à música eletrônica, mas é isso que o Winter Music Conference (WMC) representa em termos de festival. Ele acontece há 25 anos nos Estados Unidos, com participantes do mundo inteiro, entre DJs, selos e fabricantes.
Ano passado o evento inovou introduzindo o VJ Challenge, uma competição de imagens ao vivo com duas categorias, Video Mix para performances em vídeo e A/V Mix para mixes audiovisuais.
O Winter Music Conference abriga expositores, workshops de remixagem e edição, palestras, festas em clubes, o International Dance Music Awards e a gigantesca festa Ultra Music Fest, que apresentou mais de 200 artistas em 2 dias e 10 palcos, para um público estimado de 40 mil pessoas.
A edição 2010 do WMC, que aconteceu em Miami, terminou na semana passada e deu ao brasileiro VJ Leo o segundo lugar na competição de imagens ao vivo, o VJ Challenge.
Ao som do DJ Michael Burian, cada participante teve seis minutos para mostrar seu talento aos juízes, que julgaram quesitos como habilidade técnica, timing, criatividade e efeitos.
O primeiro lugar na categoria VJ Mix ficou com o norte-americano VJ Aeon Child, que trabalhava em bases generativas, alimentadas por som. VJ Leo levou o estilo brasileiro, com imagens de significados reais e grafismos. A VJ Automattic, também dos EUA, tirou terceiro lugar mostrando um estilo mais gráfico.
Na categoria A/V Mix, o primeiro lugar foi para o consagrado grupo Eclectic Method (EUA), seguido do DJ Crime (EUA) e dos russos Happy DVJs.
Foram cerca de 100 inscritos, e apenas oito selecionados para competir na categoria VJ Mix e 12 na categoria A/V MIX - a maioria vinda dos EUA.
A primeira parte do desafio da competição foi a montagem dos equipamentos. “Todos estávamos nervosos pois eram só seis minutos. Tinha que montar e desmontar correndo e não se tinha muita idéia do que o DJ ia tocar”, disse Leo. “Eu tive sorte. Teve gente que pegou muito break e intro de músicas, daí ia comendo o tempo sem ter possibilidade de mostrar coisas diferentes. Mas é como na vida real... nunca sabemos exatamente o que o DJ vai fazer. Peguei umas duas mixagens e foi bem dinâmico”.
Para completar, o concorrente anterior a ele, VJ Fader, acabou esquecendo de remover seus equipamentos depois de terminar seu set. “Eram dois praticáveis. O Fader tocou, daí o sinal foi para o próximo VJ, só que o Fader saiu do palco e não desmontou, e nos EUA ninguém mexe no que não é seu. Então eu tive que catar ele para desmontar. Tive dois minutos para montar”. Para começar, o VJ Leo precisou pedir à organização para segurar o começo duas vezes até conseguir montar seu set up. Sufoco é pouco, mas valeu a colocação final.
Compreendendo o contexto do episódio, o VJ Leo relevou a situação e conheceu melhor o trabalho de Fader, de origem chinesa, baseado em Los Angeles, que acabou sendo um dos destaques entre os visual jóqueis que se apresentaram. Ele desenvolveu uma interface de toque para realizar performances e a levou para o evento. Neste link é possível ver a construção. No vídeo abaixo tem a interface em funcionamento.
A segunda parte no desafio do VJ Challenge foi a tela e o projetor, que não favoreciam. “O projetor era meio fraco e a tela, uma retroprojeção utilizada como frontal. O trabalho do Fader ficou muito prejudicado nesse formato de tela. Pude ver no Beatport o job dele, e é espetacular”, explicou Leo.
A festa do Beatport, que aconteceu no domingo, dia 28.03, onde Leo também projetou, serviu para ver mais detalhadamente o trabalho dos VJs concorrentes, numa tela de LEDs. Veja um pouco da festa:
O VJ Leo conta que a maioria dos trabalhos eram muito bons, performances utilizando mais gráficos, algo mais abstrato, diferente do que é feito pelos brasileiros.
Quanto ao estilo das apresentações A/V, Leo diz que nos EUA está bastante forte, porém, muito baseado em scratch, precisando evoluir mais nos truques e modo de apresentar. “Depois de alguns shows cansa, pois não tem novidade na apresentação. O som era mais para comercial e hiphop, mais estilo mashup. Era um bombardeio intenso de referências pop americanas, que nem sempre tinham graça”.
Além da Beatport, o VJ Leo foi convidado a projetar na festa mais badalada da Winter Music Conference, a Ultra, mostrando que sua apresentação repercutiu positivamente.
Como próximos passos o VJ Leo quer desenvolver mais seu projeto audiovisual, o MIND, e quem sabe concorrer ano que vem na categoria A/V do WMC.
O VJ também ministra um curso para VJs na AIMEC, em Porto Alegre. São turmas intensivas de verão e inverno, com 120 horas/aula onde os alunos podem aprender edição, principais softwares, conceitos de MIDI e podem instalar e testar diversas interfaces.
Crédito das fotos: VJ Leo e VJ Rei (Reinaldo Torres).
Por: Felippe Senne
* Como o Molotov21 é um canal aberto, este texto nos foi enviado por e-mail e aqui publicamos com objetivo de gerarmos um debate e reflexão. Não reflete necessariamente a opinião do núcleo Molotov21
Pois é, ao invés de nós brasileiros estarmos usando a nossa música pra agitar o mundo, são os gringos que estão fazendo isso. A track #1 de hoje (26 de fevereiro de 2010) no Beatport é uma música brasileira recriada em versão House, e o mais impressionante: produzida por um alemão e remixada por um italiano!
Ao invés de nós brasileiros “atacarmos” o mercado internacional da dance music usando nosso sangue latino, alto astral e swing, nós estamos fazendo o contrário: simplesmente copiando os gringos, perdendo tempo discutindo besteiras ou metendo o pau no Jesus Luz, que na minha opinião faz mais pelo Brasil do que os DJs invejosos que o criticam.
Temos que valorizar nossa cultura e criar movimentos brasileiros dentro da dance music, no mundo inteiro é assim!
Alguns exemplos recentes de movimentos regionais: dutch house, Swedish House Mafia, tech house com influências latinas, o trance europeu, psy trance de Israel… além dos clássicos Detroit Techno e Chicago House.
Vamos nos mexer galera: nós temos tantas influências boas pra usar, pra que nos limitarmos a sempre estar um passo atrás dos gringos copiando o que eles fazem? O cúmulo pra mim é um brasileiro querer produzir minimal techno! Com todo respeito com a galera que curte e investe no gênero, mas esse estilo não tem nada a ver com uma pessoa que vive no Brasil: um país que tem um povo feliz e festeiro, mulheres bonitas, beleza natural, palco do Carnaval, que é a maior festa popular do mundo…
Sei que tem muita gente contribuindo pra mudar isso, como a galera do de Curitiba do Tribo Brazil, o produtor Joe K e uma galera de Sampa que agita produções nacionais, mas na minha opinião todo produtor nacional deve ser obrigar a olhar pra música brasileira como inspiração.
Se continuarmos a fazer dance music sem referências nacionais vamos sempre estar atrás do Funk Carioca, do Sertanejo Universitário, do Pagode, do Emo Rock Nacional e de tudo mais que geralmente quem curte dance music torce o nariz, mas a verdade é que esses gêneros FALAM A MESMA LÍNGUA DO PÚBLICO, tanto na língua portuguesa quanto no swing natural do brasileiro.
Olhe a galera do Rock Metal: o Sepultura explodiu no mundo inteiro depois de fazer um álbum com influências nacionais.
E aí, vamos agitar isso? Ou vamos deixar os gringos fazerem sucesso mundo afora com a NOSSA música? Vou bater na porta dos selos nacionais e sugerir a criação de uma compilação só com tracks com tempero nacional.
Se você concorda comigo, peço que espalhe esse post pra todos os produtores que você conheça, e também pros DJs pra começarem a abrir mais espaço pra “música eletrônica brasileira”.
Deixe sua opinião nos comentários.
Carlos Sosa aka Dj Sneak nasceu no ano de 1969. Aos 14 anos se mudou da ilha de Porto Rico para Chicago, o berço da house music.
O nome Sneak vem de suas raízes grafiteiras, era a tag que Carlos assinava nas paredes de Chicago.
Suas referencias musicais vão de sons latinos como salsa e merengue até pioneiros do house como Fairley Jackmaster Funk.
Após alguns anos tocando em Clubs locais, Sneak começou a produzir suas próprias faixas em 92, mas ficou conhecido internacionalmente no ano de 94, após o produtor Cajmere (Green Velvet) se interessar por algumas de suas produções e lançar 3 delas.
A partir dai Sneak virou referencia como produtor e dj de house music. Fez parcerias com icones da musica eletronica como Derrick Carter e Daft Punk e lançou a label Magnetic Records.
O irreverente dj é frequentador assíduo das festas na ilha de Ibiza e da cidade holandesa Amsterdam (onde inclusive já participou de uma edição da anual Cannabis Cup).
Só em 2009 o site Beatport lançou nada menos que 3 albums e aproximadamente 100 faixas do produtor entre remixes e originais.
Destaque para o album House to House contendo 20 musicas e um live mix com 15 delas mixadas por Sneak no seu home estúdio no Canadá.
Abaixo Sneak mostra sua versatilidade em 3 momentos. O primeiro no seu home studio seguido de um back to back com Ricardo Villalobos, no festival Sunwaves na Romênia e o terceiro tocando no WMC de 2009.
Curitiba, sempre foi uma cidade voltada para novas sonoridades, seja no rock ou na eletrônica. Nesta última, particularmente sempre teve forte pendores para a house e o trance (psy ou melódico). Logo, há de se supor que a vida de quem gosta de techno nunca foi muito fácil quando se trata de noites e festas.
De uma situação quando havia simplesmente só o Circus nos anos 90 (com o residente Pako fazendo as vezes de divulgador do estilo), às festas do coletivo Big Fish (no começo dos anos 00), passamos por algum agito feito pela comunidade do Techno TV nos últimos anos, ao momento atual das festas quinzenais Tech Groove (Danghai) e Lick My Sunday (JPL Café), estas bastante voltadas aos sons minimalistas e tech-houseiros.
É neste cenário que se insere o selo (e agora festa) Blackstripe Records. Capitaneado por Fabio Skonieczny que assume o nome artístico de Yallah Fingah, o selo tem ainda como sócio o DJ e produtor carioca Betek, além de Leandro Rossi que se junta na categoria de produtor. O selo já vem lançando e divulgando sua música há algum tempo e agora dá passos maiores ao disponibilizar suas produções no portal Beatport com a compilação Special Series Vol1.
Assumindo como influências o techno old-school, electrofunk e intelligent dance music, não dá pra deixar de perceber uma certa influência do techno de detroit, principalmente nas produções de Betek. Com produções de alta qualidade voltadas ao techno, tech-house e electro, percebe-se uma grande convergência no trabalho dos 3 produtores.
Audio samples da Blackstripe Records
E numa forma de comemoração pela nova fase eles fazem festa no Camden Club ainda nesta sexta. Além de Yallah Fingah e Betek, o line-up é completo com os DJs Gil Linkevick e Maykon Lima, estes já veteranos batalhadores em festas underground em Curitiba.
Mais infos:

O Beatport está promovendo um concurso incrível!
Ao comprar qualquer música no site do dia 25 de Novembro até 23 de Dezembro de 2008, você automaticamente concorrerá à dois prêmios idênticos, um pra você e o outro para presentar aquele DJ amigo super especial.
É um prêmio x2!! Com valor superior a U$3500!
Dá uma olhada no pacote:
Native Instruments Traktor Scratch Pro
Native Instruments special edition red & white control vinyls
Vale presente do Beatport no valor de U$100
Camiseta exclusiva Beatport
O que será que estava passando na cabeça de quem bolou o anúncio ao lado para o Beatport (a popular loja de música digital)? A moça aí parece que tomou dois vailuns e fumou uma moita de skunk para posar para a foto.
Bom, se a idéia não é ela estar chapada, então piorou. Se ela sóbria é assim, eu quase posso ver um fio de baba começando a escorrer pelo canto direito da menina, coitada. Combinemos, ela não tem uma expressão que dá pra chamar exatamente de "esperta".
Talvez eles queriam dar a idéia de que tem tanta música no Beatport que a pobre audiófila passou a noite em claro escutando sons. Hmmm... será? Estou confuso.
No fim das contas, chego até a cogitar que houve uma subversiva intenção subliminar de quem escolheu essa foto. Na verdade, a escolha dessa pose apática e songa seria uma crítica às quantidades industriais de música ordinária e medíocre que estão à nossa disposição na era digital. Claro! Só pode ser isso!






