Eu sou da turma que gosta de clipe sem mostrar a banda.
E se o clipe for surrealista, melhor ainda.
Scissor Sisters: pior show do ano, melhor clipe do ano!
Li na Rolling Stone que o diretor de cinema João Araújo, vulgo Johnny, está trabalhando em um longa sobre a banda que influenciou milhares de jovens na década de 90. Amigo de D2 desde 2002, quando o cantor o convidou para dirigir o clipe da música A Procura da Batida Perfeita, Johnny diz que a ideia de fazer o filme surgiu numa mesa de bar. Foi lá no Baixo Gávea, reduto de boêmios da zona sul carioca, em 2006, que D2 se emocionou a falar do começo do Planet Hemp e de sua parceria com o falecido Skunk. Quando conheceu o companheiro de banda, D2 tinha 21 anos e já era pai de Stephan, mas sua realidade era bem diferente da atual: D2 trabalhava como camelô, vendendo muamba do Paraguai na Praça 13 de Maio, no centro do Rio - ponto de encontro dos amantes de música. Já Skunk era um cara de classe média, envolvido na cena cultural e musical da cidade. Os dois se encontraram por acaso no camelódromo do centro e a partir daí começaram a trocar ideias. A empatia musical deu origem ao Planet Hemp. O restante da história já é conhecida, mas alguns detalhes serão mostrados no filme de Johnny.
Com o nome provisório de Meu Tempo É Agora, o filme irá retratar o ano e meio que antecede a explosão da banda, um pouco antes da gravação do Cd Usuário, de 1995. Stephan Nercessian, João Miguel (de Estômago) e Seu Jorge serão um dos atores do longa. O roteiro terá participação do jornalista Nelson Motta e a trilha será assinada pelo próprio Marcelo D2. Ainda na fase de captação de verbas, o filme tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2011. Vamos aguardar!
O “bis” é um momento mágico, tanto para a banda quanto para o fã. É o momento em que a banda é ovacionada depois de um show foda e tomada pelo êxtase volta ao palco para tocar mais uma. É o momento em que o fã tem a chance de ouvir aquela clássica que estava fora da “track list”, é se sentir parte de um show especial, aquela só foi tocada para eles.
Pelo menos deveria ser assim, né? Porque não existe nada mais broxante do que o “bis” planejado. Se você estiver no primeiro show da turnê pode ser até enganado num primeiro momento, mas a decepção vem logo com os próximos. No meio da turnê então, é só aguardar a próxima música com cara de tédio durante quase infinitos segundos de espera. Para dar emoção, talvez. Desgosto é uma emoção?
Algumas bandas abusam. Dois, três, quatro... Algumas fazem até cinco “bis”! Pura palhaçada. Ninguém cai mais nessa.
Se eu tivesse uma banda tocaria todo o “track list” de uma só vez e iria embora. Quem sabe eu não tocaria mais uma num momento de êxtase?
O release do DJ Nepal começa assim: Uma diversidade de grooves e vertentes que compõem o mosaico de referências dos seus sets atuais, reconhecido por suas seleções ecléticas e inovadoras passeando por muitas variações de house, nu disco, acid, electro.
Tão interessante quanto seus sets, Nepal foi o meu primeiro convidado para a minha coluna DJ VS DJ. Abaixo ele conta sobre o Apavoramento, a Banda Bife, tour na Europa e sobre a arte de encontrar e manipular o groove:
Quem ou o que te influenciou a seguir a carreira de DJ?
Foi algo meio natural. Desde dos tempos de moleque lá em Nikiti (Niterói), eu era a referência musical de muitos amigos da escola. Muitas vezes requisitado para animar as festinhas de playground, pois sempre gostei muito de música e comprava muitos discos. Dae quando comecei a vir sair aqui no RJ, fazia parte de um grupo de amigos muito interessados por música. Pra tu vê, saíamos de Nikiti pra curtir as noites na Dr.Smith, ouvia muito o Edinho e Venâncio, na época os residentes da casa. Mais foi mesmo depois de uma viagem à Nova Iorque que tive o contato com a cultura de DJ bem de perto. Voltando ao Brasil de mala cheia de músicas, comecei então a discotecar. Era 1996 na extinta Zoeira da Lapa, eu misturava hip-hop com batidas eletrônicas de breaks e electro. Dá até um filme, a historia do menino de Nikiti que gostava de música... O resto é que fui me aperfeiçoando e aprendendo mais e mais a cada dia. É um trabalho de relação humana, convivo com o ser humano e tento domesticá-lo e aliviar suas tensões, transportá-lo ao mundo da diversão através da música como em uma terapia de pista (risos). Parece brincadeira, mas esse é nosso trampo Bernardo!
Conta um pouco do que é o o seu coletivo, o Apavoramento.
O Apavoramento é uma junção de amigos que gostam muito do que fazem e acreditam em novas formas de mostrar seu trabalho no mercado. Hoje, o Apavoramento tem dois braços, um mais comercial e outro mais artístico. Fazemos vídeos para tv, cinema, publicidade, cenários interactivos, vídeo clips e trilhas. Um pouco de tudo ligado à mídia digital, além das apresentações de live áudio-visual. Apresentações que nos renderam até participações em festivais e tour européia. Também apresentações em museus, festivais de musica, e até na Bienal de arte de SP e na SP-ARTE (maior feira de artes plásticas da América Latina). Como você vê, é um trabalho diversificado de formatos e plataformas de apresentação.
Como é essa historia de fazer trilhas para desfiles?
Acho legal, pois é sempre um trabalho de pesquisa e uma nova forma de mostrar seu trabalho. O mais natural do trabalho da trilha de desfile acaba sendo o trabalho do dj atual, né? A pesquisa e o garimpo de música. Além da troca de referências entre você e o cliente, isso pode até te render um novo universo que você ainda não conhece. Você acaba aprendendo muito também quando faz.
E a Banda Bife? Fala um pouco sobre esse projeto.
Esse é um projeto novo de sons mais groove, uma espécie de banda de sons dos anos 70 turbinados com timbres atuais. Fazemos músicas próprias com muita referência ao som funk e soul dos anos 70 que amo! O disco do Bife sai esse ano sem falta, pois não quero deixar passar.
Você já fez uma tour pela Europa. Por quais países passou e como foi a experiência?
Já fiz e foi muito legal! Toquei na Espanha (Barcelona), Portugal (Porto e Lisboa ) e Inglaterra (Londres). Foi uma ótima experiência, vi de perto algumas coisas que ainda eram lendas pra mim. Hoje acredito que a experiência de intercâmbio é muito boa nem que seja só pra conhecer outra cultura, ir a festivais, ver de perto clubes e DJ's etc. já vale.
ABRAÇOS A TODOS.
MUITA MÚSICA NAS NOSSAS VIDAS SEMPRE NOS DESPERTA SENSAÇÕES!!!!!!!!
NEPAL
Blog Do Nepal: http://artedogroove.wordpress.com/
Tanto o DJ Nepal, quanto eu, junto com o Pedro Mezzonato no projeto Jack Hostel, tocamos sábado na festa Electrodama no Dama de Ferro. Mais infos e nomes para a lista amiga no post Convites para o Electrodama!.
Mudanças de última hora na próxima Discology vs Go, que rola no próximo sábado (7/3).
Semana passada anunciamos Dubstrong como o convidado. Ele agora passou para a festa de abril, que rola no dia 4.
Para este mês temos agora como convidado o ilustre Daniel Wang, um disco freak de carteirinha. Sino-americano residente em Berlim, Wang é referência importante no atual movimento mundial que liga os pontos entre a boa música de várias décadas (taí, definição mais completa e explicativa do que "nu-disco")
Saiba mais sobre Wang aqui>.
Na Go, o convidado continua sendo Rodrigo Lobbão.
BANDA BIFE E MOJO
E na quinta (5/3), rola a estreia da Banda Bife na noite paulistana. Vai ser no Studio SP.
Para quem não leu aqui, é o novo projeto dos DJs Nepal, Plínio Profeta e Fabio Santana. Depois do show, este que vos escreve discoteca.
Um pouquinho antes, das 20h à meia-noite, rola mais uma edição do Mojo Club, lá no Tapas Club. A Mojo é aquele site bacana onde autores escrevem contos e crônicas inspirados em músicas. Literatura pop no sentido puro do termo. Conheça mais aqui.
O som, freestyle e descontraído, ficará a cargo de Clau Assef, Luiz Pimentel, Fabs e este que vos digita.
Uma imagem vale mais que mil palavras.

Tipo você tem certeza que os DJs Nepal, Plínio Profeta e Fabio Santanna, membros da nata da discotecagem com suinge do Rio, estão se divertindo muito com seu novo projeto, a Banda Bife.
E ouvir o som vale mais que mil descrições. Vai apenas uma então: reciclagem com know-how e bom gosto, bem a calhar na era dos edits, nu-disco, nu-funk etc etec
Banda Bife é filé!
James Brown - Say It Loud I'm Black and I'm Proud
Banda Black Rio - Maria Fumaça
Gilberto Gil e Chico Buarque - A Mão da Limpeza
Adeva - Musical Freedom
Special AKA - Free Nelson Mandela
Da época em que o líder sul-africano ainda estava na prisão
Sly and the Family Stone - Don't Call Me Nigger, Whitey
Jungle Brothers - Straight Out the Jungle
Public Enemy - Fight the Power



