Uma reunião com a galera que pediu pra ser feia no Vale do Eco:
1 - Michael Jackson
2 - Marilyn Manson
3 - Jocelyn Wildenstein
4 - Michael Berryman
5 - DJ Qualls
6 - Marty Feldman
7 - Clint Howard
A casa da cantora Amy Winehouse foi assaltada na manhã desta quinta-feira. Amy, que está de férias no Caribe, ficou sem TV de plasma, diversos equipamentos de estúdio e cinco guitarras. Segundo o jornal The Sun a muamba toda já está à venda na Ebay - mas é claro que os ladrões foram espertos o suficiente para não descrever os produtos como "a escova de dentes de Amy Winehouse" ou coisa do tipo....

Amy por outro lado nem deu bola e provavelmente vai comprar tudo de novo com o cachê que vai ganhar para se apresentar no Coachella deste ano. E continua livre e solta em suas férias caribenhas.

A veterana Natalie Cole (ela mesmo uma ex-viciada) criticou os Grammys que Amy ganhou, dizendo que isso divulgava uma "mensagem ruim" e que cantoras como Beyonce e Rihanna é que mereciam os louros. O que parece ter sido ignorado por Natalie é o fato de que Amy faz parte de uma longa tradição na história da música.
Se a gente olhar para trás, vai ver que algumas das maiores cantoras dos últimos 60 anos tinham exatamente o mesmo perfil auto-destrutivo, perturbado, sofrido e incorrigível.
A francesa Edith Piaf (não viu o filme ainda? É fantástico!) morreu aos 47 anos depois de uma carreira pontuada por vício em morfina, abuso de álcool, traumas de infância e grandes perdas na vida pessoal. Piaf é a maior cantora francesa de todos os tempos e cantou sucessos como "La Vie En Rose" e "Non Je Ne Regrette Rien" (com sua desafiadora mensagem de "não me arrependo de nada").
Já Billie Holiday, deusa dark do jazz, era olímpica no palco e no disco mas um caco humano na vida pessoal. Ex-prostituta e com histórico de abuso sexual na infância e adolescência, Billie virou uma das cantoras mais famosas do jazz, capaz de transmitir uma carga de tormento que pesava toneladas. Depois de vender horrores nos anos 30 e 40, a carreira de Billie, e a própria Billie, foram ficando cada vez mais instáveis e tristes. Nos anos 50, passou um ano na prisão por crimes ligados à drogas. Viciada em heroína, morreu aos 44 anos, não antes de registrar toda sua amargura com o show business na autobiografia Lady Sings the Blues.

Alguns andares abaixo no panteão pop, a musa underground Nico, apadrinhada de Andy Warhol, boiava em nuvens de heroína. Nico participou do clássico "disco da banana" do Velvet Underground, emprestando seu vocal distante e melancólico a faixas como "Venus In Furs" e "Sunday Morning". Seu trabalho solo foi ainda mais sombrio e gélido. Simon Reynolds chamou seu The Marble Index, de 1969, de "o álbum de heroína definitivo". Nico morreu esquecida e empobrecida, aos 50 anos, de uma maneira bem prosaica: caindo da bicicleta.
No Brasil, Elis Regina foi o maior exemplo de genialidade musical alida a um comportamento revolto e sem freios. Elis era apelidada de "pimentinha" e nesse vídeo de 1965 dá pra entender porque. A intensidade e energia da performance são de mandar choque espinha acima.
Essa combinação de tormento pessoal, que fazia sua música soar tão "real", e gosto pelos excessos resultou na morte de Elis em 1982, aos 36 anos. A autópsia revelou quantidades descomunais de álcool e cocaína, dando fortes indícios de que sua intenção era mesmo se matar.
Quando foi tocar na Itália uma vez, Elis disse: "A Europa precisa entender que não somos um povo só de carnaval. Temos a nossa tristeza."
E parece que essa tristeza soa muito mais aguda e verdadeira nas vozes dessas divas auto-destrutivas. O que leva à pergunta inevitável: uma Amy Winehouse "clean", comportada e com a cabeça no lugar seria capaz de nos levar aos picos e vales de emoção e envolvimento que hoje ela consegue?
Não perca os próximos capítulos.

Alice Barbiellini, usa botas Steve Madden, vestido Polly Magoo, pulseira do Senhor do Bonfim - trazida da viagem à Bahia com o marido e os filhos - e anel R. Sobral. "Ando viciada na Amy Winehouse", diz sobre o que anda ouvindo.

Num ano em que a mídia massacrou a imagem de Amy, ficou fácil vê-la como uma junkie incorrigível, um ser auto-destrutivo sem nenhum limite. Ela pode até ser tudo isso (e todos torcemos para que um dia deixe de o ser), mas a insistência apenas nessa tecla da sua personalidade é típica de uma era onde reina uma falta de limites ainda pior. Estou falando da invasão de privacidade sem escrúpulos e do gosto perverso e invejoso que muitos tem em ver famosos se dando mal.
O meio musical (representando em sua faceta mais careta no Grammy) deu um belo recado com a premiação de Amy: a Grande Arte está acima dos problemas pessoais e do espírito pequeno da fofoca e da maledicência.
E provou mais uma vez que este é um dos poucos setores onde não importa o que você faz na sua vida pessoal, se é um desajustado, esquisito, pária, um errado na vida, você poderá ser celebrado e glorificado se sua arte merecer. O que não é pouco em tempos de patrulha excessiva da imagem.
Como homenagem aí embaixo rola um remix foderoso do Al Usher (que faz o Partial Arts com Ewan Pearson) de "Tears Dry On Their Own":
Um passarinho pousou na janela do rraurl.com e revelou que já estão fechados para o Tim Festival desse ano Bjork, Amy Winehouse, Hot Chip e Girl Talk (mega-mashupeiros dos EUA). A fonte é altamente segura e é tudo que podemos dizer. Aguarde e confirme.
O Tim Festival rola em outubro no Rio e em São Paulo.

Talvez, pressionada pelos tablóides londrinos de fofocas & afins, a cantora admitiu esta semana que resolveu cancelar as apresentações por conta de um dente quebrado."Eu fiquei com um buraco enorme na frente da boca", conta Amy.
Porém, dentes não costumam quebrar do nada, não é? (Com exceção a casos extremos de bruxismo, que eu mesma sinto na pele. Ou melhor, na boca). Segundo a própria cantora, o estrago foi provocado por uma queda pós-bebedeira. No dia em que a primeira apresentação foi cancelada, fontes seguras e não identificadas afirmam ter visto a cantora passando a tarde toda bebendo em um pub londrino.
A notícia foi um prato cheio para a mídia que acaba de adicionar a nota no currículo da garota que não dispensa um drink e tem fama de encrenqueira.
O problema do dente foi resolvido com uma restauração. Amy remarcou os shows cancelados e anunciou que está pronta para cumprir a agenda apertadíssima nos Estados Unidos, realizando shows da turnê do recém-lançado Back to Black, álbum que estreou na Billboard entre os dez mais vendidos e já rendeu à cantora dois Brit Awards este ano, como melhor cantora solo e disco do ano.























