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Clássicos da house são repaginados para outros estilos
04.08.11 04:253 comentários

Muito normal hoje em dia ouvir novas versões de hits batidos da house de 10, 20 anos atrás. Porém sempre há uma forma diferente de ressuscitar essas tracks, ainda mais em se tratando de faixas que ficaram limitadas às primeiras cidades e pistas onde elas primeiro foram tocadas. Refiro-me àquelas primeiras faixas da house music que não tivemos oportunidade de ouvir ou dançar aqui na terra brasilis. 

 

O primeiro exemplo de como renascer um clássico de forma original foi justamente o remake faixa considerada o ano zero da house music, Your Love de Frankie Knuckles e Jamie Principle, lançada em primeiro numa fita cassete em 1984 mas que ganhou vida em vinil 2 anos depois.

 

 

Os Friendly Fires, mostrando as influências, a transformaram numa bela versão indie rock em 2006 (!). 

 

 

Outro clássico dessa fase inicial da house music é It's Allright (1987) de Sterling Void que ainda nos anos 80 ganharia versão um pouco mais polida dos magos do pop eletrônico Pet Shop Boys.

 

 

O que me leva à versão "fim de festa" dos Hercules & The Love Affair editada no álbum deste ano sintomaticamente chamado Blue Songs e que muito apropriadamente encerra o long play. Original e improvável, deve ser boa de  ouvir em dias chuvosos...  

 

 

 

Raul Aguilera
Raul Aguilera (djraulaguilera @ gmail.com)
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Fujiya & Miyagi em Curitiba
02.06.11 07:001 comentário

Fato difícil de acontecer esse: uma banda de rock de qualidade estar no Brasil e ainda passar por Curitiba, haja vista a falta de espaços para apresentação das mesmas ou falta de quem se mobilize para trazê-las pra cá. Nesse quesito lugares como Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília e Recife têm sido mais felizes.

 

Dito isso, vale assitir ao show dos ingleses Fugiya & Miyagi nesta quinta no bar Era Só O Que Faltava. Se você gosta de rock moderno influenciado por eletrônica, krautrock e synthpop, tudo junto e misturado, vale a saída de casa.

A noite tem ainda os DJs Guga Azevedo e Camila Cornelssen fechando o line-up. 

 

Dá uma olhada nesse clip interessante da banda:

 

Raul Aguilera
Raul Aguilera (djraulaguilera @ gmail.com)
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Entrevista: Denis Pedroso
27.04.11 02:02Deixe seu comentário

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O DJ e promoter Denis Pedroso fala sobre a festa INMWT (In New Music We Trust) no James, uma das mais fervidas de Curitiba. 

 

 

Quantos anos você tem? Há quanto tempo existe a INMWT? Comecou como DJ nessa festa? 

 

Tenho 30 anos e a INMWT existe desde 2005. Comecei discotecando na Quarta Rock do James, a convite dos djs de lá, que não aguentavam mais eu entregando CDs pra eles tocarem as músicas novas que eu pesquisava. Na época, o som, nesse segmento, girava em torno dos anos 80 e 90. 

 

O que você toca? 

 

Depende da festa. Não sou DJ, tecnicamente falando, então aposto em repertório. Portanto, dependendo do lugar que eu toque, levo um repertório que, a princípio, outros não exploram (não pra ser diferente, apenas, mas pra oferecer outras possibilidades. O espírito do projeto INMWT é meio esse). Se a festa comporta novidades, então acabo mandando coisas que pesquiso e não ouço sendo tocadas por aí. Se me dão liberdade total e o espaço recebe bem, então a sonoridade que curto mandar é eletro rock com hip hop, aquela mistura mais maximal, no sentido de diversidade sonora, batidas e transições. 

 

Quantos anos tem a festa? 

 

Ela completa 6 anos, agora em setembro (2011).

 

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Quais as melhores edições até agora? Teve alguma particularmente memorável? 

 

A festa passou por diferentes fases. Quando comento no Twitter que cada edição é uma surpresa, isso é real, pois não há Djs residentes e os sets sempre mudam. A única regra é tocar música dos 00's em diante. Nesses quase 6 anos, passamos por diferentes fases e tipos de público, então a sonoridade mudou bastante. No começo, era indie rock, anos depois estava bem eletrônica. Hoje, a festa vai mais na linha maximal, misturando as sonoridades, e o eletrônico deixado de lado (por exemplo, dificilmente se tocará faixas com 5 minutos e sem nenhum vocal. Isso se deveu mais em relação à resposta do público, com isso o critério pra chamar convidados mudou também). 

No começo do no passado, mudei novamente o rumo da fetsa, tornando-a ainda mais eclética ainda e com aquela pegada maximal que gosto de pôr em meus sets. A resposta do público foi excelente e desde então tivemos ótimas edições. Em Novembro, quando recebemos os sets da Killing the Dance X 4e20, a coisa toda estava bem estabelecida já e assim a festa virou uma grande confraternização. Porém, esta última edição, em que veio tocar o Ricardo Bizafra (Fone Dourado/BH) e tivemos ainda os curitibanos DJ Feiges (Reboot) e o Ale Dantas (do James), a interação do público com os Djs e a resposta na pista foi até então nunca vista. O clima de confraternização e o caráter eclético dos sets enriqueceu o evento, por isso certamente tomarei esta última como parâmetro, para a partir dela procurar sempre, apesar de cada edição ser diferente, manter essa clima que rolou. 

 

 

Vocês fazem flyer? Qual a importância da internet e redes sociais pra divulgarem os eventos? 

 

No começo, fazíamo flyers e cartazes, que eu distribuía no circuito mais alternativo da cidade. Com o tempo, tudo migrou pra plataforma virtual, além do que fomos criando um público fiel e até quem não vai à festa sabe quando ela rola e como é que funciona. 

Portanto, a importância das redes sociais, hoje, é enorme nesse trabalho de divulgação (e, mais ainda, de promoção do projeto INMWT como um todo) das edições e os convidados (temos o Blog também, que de certo modo mantém o público conectado). Mas estamos sempre aprimorando esse trabalho de pré e também de pós. Agora, com o Facebook e os recursos que eles cada vez mais implementam, a coisa toda tem crescido em importância, não apenas como divulga, mas também esse outro lado da promoção do projeto e da marca (do INMWT, mas do James, também).

 

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Saiba mais:

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Raul Aguilera
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Midnight Juggernauts no Hot Hot
27.04.10 06:008 comentários

midnight_juggernautsTiming é tudo nessa vida. Por exemplo: alguém arriscar a trazer uma banda como os Midnight Juggernauts nesse Brasil escasso de gente disposta a correr riscos soa ousadia ou excentricidade. Mas não. Eles representam fortemente aquela tendência em que o rock já nasce com matizes eletrônicas e o que era pra ser uma banda eletrônica veio ao mundo com roupagem rocker. Acrescente a esse híbrido cores synth-espaciais e temos o sabor da novidade assolando nossos ouvidos e players pelos últimos 2 anos.

 

Dito isso, foi com grande surpresa que recebí a notícia da vinda dos Juggernautas a São Paulo em 24/04. Não havia como deixar de conferir ao vivo essa banda que é uma das melhores coisas que Austrália vem exportando nos últimos anos ao lado de Cut Copy e Empire Of The Sun (além de outras bandas que se encaixam na onda synth-rock).

 

Ao show, então. Após a adequada abertura dos Funhell DJs, que prepararam a pista com sons mais suaves e alguns hits do nu synthpop, entram os 3 músicos do MJ pontualíssimos às 3h. E pra nossa surpresa detonaram já de primeira o maior hit da banda "Shadows".

 

 

Na sequência emendam com "So Many Frequencies". Depois entra o novo single "Vital Signs" que ainda deve sair no seu segundo álbum "The Crystal Axis". Mais euforia para tudo descambar em "Tombstone" que levantou mais ainda os fãs que a essa hora já gritavam as letras dos hits do primeiro álbum "Dystopia". Pra dar uma esfriada tocaram uma faixa nova que segue o mesmo clima agitado e rocker das 4 primeiras músicas. Continuando na trilha das músicas novas tocam a ótima "This New Technology". Param e agradecem a todos, estão felizes pela primeira vez no Brasil, pedem para que todos levantem os braços (no que obedecemos quais ovelhas felizes) e tiram uma foto da pista. Ainda no meio do show o baterista joga as baquetas ao público, descem do palco pra tocar no meio dos fãs no gargarejo, interagem no microfone, trocam de lugar entre os dois synths vintage Moog e Korg e o baixo. E tocam "Road To Recovery" para causarem mais pandemônio.

 

 

Road To Recovery

 

 

Depois vem "Ending Of An Era" com "Into The Galaxy", que para minha surpresa foi uma das que mais levantou o público (afinal nunca dei muita bola pra esta faixa). E saem para um intervalo. Voltam, tocam "Nine Lives" e uma última instrumental com participação de alguém do gargarejo tocando tom-tons da bateria com a banda e... fim de show. 11 músicas em 1 hora.

 

No meu ver esse foi outro timing perfeito pois a banda não possui tantas músicas (e nem tantos hits) para segurar um show maior, pois daí sempre há o perigo de cair no tédio seja pela irrelevância de algumas composições, seja pelo desconhecimento (do público) do material novo. Ficou o gostinho de "quero mais". 

 

Acertaram ao abrirem o show com o hit principal, pois cumprida essa obrigação, passamos a prestar mais atenção em tudo o que veio depois (se bem que fiquei com uma desconfiança que eles fechariam com "Shadows" de novo, o que não aconteceu). Ao vivo banda ainda dispara todos os arpegios dos sintetizadores que dão o ar característico de um certo Giorgio Moroder, mas predominaram o punch e a sujeira do rock, mostrando assim os novos caminhos que a banda vai trilhar no seu aguardado segundo álbum. Em alguns momentos a viajeira quase caía no prog rock. Quase. E como nem tudo é perfeito, faço minhas ressalvas apenas ao volume das vozes que muitas vezes ficaram abaixo ou no mesmo volume dos instrumentos, confundindo-se com estes.

 

O ano começou bem, e depois disso posso afirmar um dia que peguei o show duma grande banda quando esta ainda não era mainstream (orgulho máximo de todo hipster/indie cafona). Ou não, como diria Caê.

 

E será que já dá pra começar a sonhar com Hot Chip ou Cut Copy no Brasil em 2010?

 

Mais do show do Midnight Juggernauts aqui.


(Foto e vídeos: Leonardo Wandresen)

Raul Aguilera
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Review: Moby em Curitiba
23.04.10 06:008 comentários

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Foi com uma boa dose de expectativa e curiosidade que fui ao Curitiba Master Hall ver a volta de Moby à capital paranaense em 21/04, pleno feriado de Tiradentes. Na véspera a tour brasileira tinha abraçado Porto Alegre e, dias antes, Brasília. Mas... volta de Moby em Curitiba, como assim? Bem, há 17 anos atrás - maio de 1993 pra ser mais exato - ele fez uma apresentação naquela que foi a primeira rave da cidade com os mascarados do hardcore techno Altern 8 e os DJs Mark Kamins e Mau Mau, evento cujo nome era L&M Music / The Dance Party. E esse fato-quase-lenda vai render um post aqui em breve.

 

Provavelmente uma minoria daqueles que estiveram nessa rave num galpão no Jardim Social foram, como eu, rever o produtor novaiorquino. E essa foi uma percepção que tive já no começo da noite: o público que lá estava era de uma faixa etária mais alta (o show também era para maiores de 16 anos), além de muitos insiders e figuras carimbadas da noite curitibana estarem alí se reecontrando, haja vista que a noite local vive um momento de forte estagnação e segmentação. Também dava pra notar que haviam muitos rockers misturados a fãs de eletrônica.

 

Mas vamos ao show em si. Não houve nenhuma banda de abertura (e nem de encerramento), o DJ Richard Weber tocava enquanto as pessoas iam chegando e se espalhando pelo Master Hall. Um espaço à frente do palco foi separado aos que tinham comprado o ingresso "premium", naquela típica divisão elitista que tem assolado algumas festas e shows de uns anos pra cá.

 

Às 22:35hs apagam-se as luzes e eis que entra a climática e grandiloquente "A Seated Night", música instrumental quase sinfônica de seu último álbum. As luzes de palco fazem um balé enquanto assistimos a tudo já hipnotizados.

 

A Seated Night - Extreme Ways

 

 

Durante esta abertura entram ovacionados Moby e banda e já mandam ver "Extreme Ways" na sequência. Mais à frente entra "Bodyrock" e logo vem o hino clubber/raver "Go".

 

 

Dando sequência entra "Why Does My Heart...". Nesse momento a vocalista negra Joy Malcom da banda de apoio nos impressiona com seu belíssimo e afinado timbre de voz. E ela dá um show à parte em "In This World".

 

In This World

 

 

"Porcelain" se faz presente com a voz crua de Moby, sem os efeitos da original (e agora já posso ir feliz para casa).

 

Outros hits desfilam diante de nossos  olhos e ouvidos: "We Are All Made Of Stars", "Natural Blues" e, para surpresa de todos, "Walk On The Wild Side" de Lou Reed, como que nos lembrando as origens underground de ambos na Grande Maçã. "Disco Lies" é uma das que mais causa gritos e passos de dança, a vocalista negra quase roubando o show. "Lift Me Up" tem também a comoção esperada, afinal é um hit recente.

 

E eis que entra uma versão estranha de "Honey", mais acelerada e encorpada que a original e depois é emendada com "Whole Lotta Love" de Led Zeppelin (!!!). Momento hard rocker total. "Honey" volta, agora em sua versão normal, fechando a quase jam session. E pra contrabalançar e finalizar o show "Feeling So Real" traz toda a sua artilharia jungle/hardcore nos remetendo mais uma vez o início de carreira do produtor. A essas alturas ele consegue arrancar minhas últimas reservas de energia para relembrar como foram energéticos os primeiros anos da década de 90. Ave Altern 8! Ave Prodigy!

Acabou? Não. Como um epílogo, "Thousand" soa nas caixas explodindo nas suas 1000 bpms enquanto Moby faz a sua típica performance de levantar o corpo e os braços ameaçando um stage dive (que nunca acontece) de cima de uma caixa de som no meio do palco. Tive um déja vu total daquela rave jurássica de 1993.

 

Saldo da noite, 23 músicas, 1h40 de show, teve "diumtudo": ambient, house, techno, trance, hardcore techno, blues, rock, disco e downtempo. Uma aula de música e ecletismo. E apesar de Moby ter em muitas de suas composições uma típica melancolia, o show foi totalmente para cima, com muito punch roqueiro (com o ótimo sound system criando um bom wall of sound), o que deve ter agradado os fãs mais recentes. Aliás uma mistura única de rock com eletrônica e blues. Passados 20 anos de carreira, a situação da música vai por esse caminho da fusão após anos de segmentação e Moby é um sobrevivente mutante daquela época.

 

Chamaram minha atenção também o despojamente de luzes e recursos pirotécnicos, concentrando nossos sentidos nas músicas e perfomance irreprensível dos músicos: baterista, baixista, guitarrista, tecladista e uma violoncelista, além de Mr. Little Idiot. Outro detalhe que notei no palco foram a ausência de logos, anúncios ou banners de patrocinadores. E todos os músicos (Moby incluso) portavam roupa preta básica, passando um senso de igualdade e neutralidade. Muito interessante.

 

A única nota desafinada no evento foi o alto preço dos ingressos, R$90 meia de estudante, enquanto que em Porto Alegre a meia entrada chegou a custar R$40. Resultado: um terço do Curitiba Master Hall vazio, que pela lógica podia ter sido preenchido se os ingressos estivessem a preços mais acessíveis. Esse foi o único empecilho que impediu muita gente de ir certamente, uma vez que o espaço, acústica, estrutura e o localização do evento são perfeitos. E fãs de Moby não faltam por aqui também.

 

E daqui a tour segue rumo a São Paulo (23/04) e Rio de Janeiro (24/04). Paulistas e cariocas: se joguem MUITO.

 

Raul Aguilera
Raul Aguilera (djraulaguilera @ gmail.com)
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Carnaval off-mainstream no PR e SC
09.02.10 02:437 comentários

tudo_wonka

Ok, você já sabe que tem festas de pencas nos superclubes de Balneário Camboriú e Florianópolis, e é pra lá que muita gente do Brasil inteiro costuma passar a Festa do Rei Momo. Mas este ano Curitiba não morre no feriadão e temos várias dicas de festas legais, em clubes ou bares menores, inclusive no litoral catarinense. Prepare os pés, energize-se e bom carnaval underground!

 

Curitiba

 

 

Na quinta (11/02) o James Bar já se anima com a James Sessions e recebe Copacabana Club, Colorphonic e Denis Pedroso no som.

 

Na sexta (12/02) o Blues Velvet tem sua noite rocker semanal Rock' in Beats com Manolo Neto, Judy Sky, André Ferragut, Paulinha Mataninha e Mairon C.  Enquanto isso no James tem a festa Alta Fidelidade com Alexandre e Claudinha.

 

Sábado (13/02) a noite gay deve ser a mais animada pois abrem os clubes Black Box e Cats com muita bateção de cabelo. A Cats, aliás, tem programação especial no Carnaval e deve abrir de sexta a domingo. No Blues Velvet rola a noite semanal Blues Xplosion com Space Ghost, Manolo Neto, André Ferragut, B. Tupiassú e Giovanni no som. O James tem na POP Line sua típica mistura de rock e eletrônico tocada por Luli Frank e Hermes.

 

E domingo (14/02) o Wonka recebe a fashionista festa TUDO! com Renan Mendes, Bogus, Alec Ventura e Ale Carninal.

 

Pra fechar tudo, na segunda (15/02) o James nao deve deixar serpentina sobre confete na Batalha de Ipod onde 8 equipes concorrem. Quer participar? Olha lá no blog deles.


*Atualização: Um dos poucos festivais a reunir bandas de psychobilly no Brasil, o Psycho Carnival, indo para a 11a edição neste ano. já é uma tradição nos dias de Carnaval em Curitiba. Os eventos que envolvem o PC começam na sexta (12/02) e se estendem até terça (16/02).

 

 

 

edrinks-flyerBalneário Camboriú / Itajaí / Porto Belo

 

Sexta (12/02) o Porto das Águas em Porto Belo tem a maior edição da techneira festa E-drink's com Mau Mau, San Schwarz, Aninha, Eduardo M. e Raini Rocha.

 

 

E se você estiver na região na segunda (15/02) vale uma conferida nos sets de Loco Dice e Seth Troxler no Some Festival no Green Valley e na terça (16/02) Luciano deve cozinhar pés e neurônios no Warung.

 


 

ravemetalFlorianópolis

 

Sexta (12/02) o povo da festa Devassa é responsável pela absurda Rave Metal que tem uma legião de DJs se revezando no som. Bagunça garantida ou seu dinheiro de volta...

 

Domingo (13/02) no Jivago Lounge rola o Carnaval Plastique dentro do mesmo clima de balbúrdia  das outras edições mensais. No som Zé Brites, Isaac Varzim, Grazy Meyer entre outros. A Devassa faz a sua festa no Bianco Lounge com Schutz, Davis, Moka, Guarizo e Barros no som.

 

Segunda (14/02) ainda no Jivago Lounge tem festa do povo do blog La Plage com Schutz, Isaac Varzim, Duh x Douglas e Moka no som.

E pra fechar, na terça (15/02) o Big Blue Club na Praia Mole organiza a Le Carnival que tem Daniel Kuhnem, Davis, André Victor, Gustavo Pamplona e Feof nas pick-ups.

 


*Atenção:  a programação, line-ups, horários, preços das festas podem sofrer mudanças de última hora, por isso consulte bem sites, flyers e informativos sobre os eventos.


 

Musicness
Musicness (musicnesss @ gmail.com)
You can listen to this groove, it's for you
Entrevistão - The Offspring
07.11.08 18:39Deixe seu comentário

O Jade fez um texto legal sobe os discos e a importância do Offspring. Então me poupa o serviço de escrever sobre isso. Segue abaixo entrevista que fiz semana passada, por telefone, com o guitarrista Kevin "Noodles" Wasserman para o jornal O Estado Do Paraná. A banda se apresenta neste sábado em São Paulo, no Planeta Terra, em Belo Horizonte no domingo e aqui em terras curitibanas na próxima quarta-feira (12).

 

O que você lembra dos últimos shows no Brasil?

Cara, eu me lembro dos fãs! Loucos! É sem dúvida um dos melhores lugares do mundo para se tocar, porque as pessoas realmente parecem curtir a música. Não há fãs tão energéticos na Terra como os que encontrei no Brasil.

 

Após 24 anos numa banda de punk rock, você consegue dizer o que é o punk?

Há uma diferença nessa concepção com os envolvido com bandas antes e agora. Eu não sei se ainda tem o mesmo sentido. Eu sei que para a velha guarda era o espírito de rebelião, quebrar as regras... Não sei se para os garotos de hoje é assim. Eu sou da época em que era perigoso ser punk, quando você era surrado por causa disso. Eu não sei se a molecada de hoje entende isso.

 

Mas isso também não mudou para vocês? O Offspring vendeu muitos CDs, fez dinheiro. Vocês têm até seu próprio avião...

Ei, mas o nosso jato tem um baita símbolo da anarquia desenhado na cauda. (risos) E isso sempre causa algum incômodo quando vamos cruzar fronteiras. Então, de certa forma, isso ainda é quebrar as regras. Além disso, não podemos ser anarquistas num avião comercial.

E eu ainda gosto de avaliar essas coisas quando penso na forma como vivo a minha vida e na forma como faço música. Para mim, o punk rock é algo pessoal, que me mostrou muito sobre como a vida funciona e seu significado. E isso você não compra e não aprende vendo TV. Eu acho que os punks hoje não têm nem pista sobre isso. Eles não entendem como isso tudo era perigoso.

 

Então o sentimento de ser punk hoje não é mais o mesmo? Mas mesmo vocês já não eram da geração original do punk...

Mas hoje não é nem um pouco parecido. O perigo se foi. Hoje quem está numa banda punk namora a Paris Hilton! (risos) Antes você não via punks namorando celebridades como essa. Por outro lado, acho que atualmente há uma abertura muito maior para os diferentes pontos de vista. A internet é o maior canal que existe para se expressar. Acho que os jovens hoje são mais criativos. Acho que por isso eu fui tocar punk rock, porque meus contemporâneos eram todos muito chatos. Seguiam todos pro mesmo lado.

 

A internet seria então uma ferramenta para fazer punk rock...

Certamente ela democratiza a indústria da música. E não só os músicos, mas também para quem faz filmes, artistas. Dançarinos podem fazer seus próprios vídeos e se tornarem super conhecidos da noite para o dia. Você não precisa ter uma grande gravadora por trás. Você pode ouvir alguém realmente interessante no myspace ou no iTunes. Você pode fazer um vídeo diferente e ele se tornar viral sem gastar praticamente nada.

 

Nesse sentido, o compartilhamento de arquivos de músicas na internet te incomoda?

Bem, nós não estamos mais fazendo tanto dinheiro quanto fizemos com Smash ou mesmo com o Americana. Mas eu acho que na verdade é apenas questão de descobrir como fazer a internet trabalhar para a gente. Eu cresci gravando fitas para meus amigos e eles para mim, e essa era a forma que eu conhecia as bandas que existiam para sair e comprar o disco. Apenas acho que é um mundo diferente hoje. Não posso apenas chorar e reclamar sobre isso como muita gente na indústria faz, remando contra a maré. Isso não vai levar a lugar algum. Eu acho que a internet, primeiramente, é uma forma ótima de ficar em contato com seus fãs, ter suas letras e vídeos conhecidos, mostrar para as pessoas onde você está tocando, em qual lugar do mundo. É apenas questão de aprender a mágica.

 

Você acha que o álbum Smash teria o mesmo sucesso se a internet estivesse lá, em 1994?

Não sei, apenas posso dizer que fiquei feliz por ele ter sido lançado naquela época! (risos) É difícil ter uma idéia clara sobre isso. Foi o álbum certo para aqueles dias. Mas certamente venderíamos menos, hoje.

 

Falando sobre o trabalho atual, como você descreve o novo disco, Rise and fall, Rage and Grace?

Fizemos as estruturas das músicas bem simples, da mesma forma que fizemos com Smash, mas não há nenhuma faixa engraçadinha ou brega. É um disco muito sério. Sempre colocamos uma música engraçada nos discos, como "Pretty Fly (for a White Guy)". Mas acho que agora é um mundo muito mais sério em que vivemos, então acho é o álbum certo para 2008.

 

E por que esse hiato de cinco anos entre o disco anterior, Splinter (2003), o novo álbum?

Na verdade, Splinter foi gravado muito rápido, em apenas três meses. Depois, saímos em turnê do disco. Se somarmos, só tivemos tempo para pensar no próximo trabalho no fim de 2005, o que diminui um pouco esse espaço. Já em Rise and Fall, gastamos mais que o dobro de tempo para fazê-lo. E a vontade era conseguir o melhor trabalho que já havíamos feito. Sabíamos que algumas bandas mais antigas, como o Metallica iriam lançar trabalhos, e que seriam bons, que precisaríamos nos esforçar. Até o Guns N'Roses conseguiu lançar um disco novo! (risos) E a internet e tudo mais nos forçaram a procurar uma forma de sermos mais competitivos. Estava conversando com o Fletcher, guitarrista do Pennywise, sobre essa necessidade industrial de fazer um álbum e logo fazer uma turnê, passando por cima da qualidade. Mas cada vez mais sinto vontade de me esforçar para que o próximo seja sempre o melhor disco que já fiz.

 

Vocês têm uma lista enorme de hits. Como vocês selecionam o set list de cada apresentação? E podemos esperar alguma coisa diferente para os shows no Brasil?

Ainda estamos tentando saber quais músicas do novo disco funcionam melhor ao vivo. Além disso, aí no Brasil vamos tocar em festivais e em shows apenas nossos. Quando esse é o caso, podemos nos focar em coisas mais "nossas", escolhas que sabemos que nossos fãs vão gostar. Já nos festivais precisamos colocar mais músicas de rádio. Afinal, é preciso agradar a todos.

Diogo Dreyer
Diogo Dreyer (diogo.dreyer @ gmail.com)
Novo vídeo do Bloc Party - "Talons"
10.09.08 18:471 comentário

Ainda estou tentando digerir o disco Intimacy, lançado às pressas pelo Blocparty há algumas semanas. Até agora, achei quase no mesmo nível (fraco) do A Weekend In The City. Mas, felizmente, parece que a banda tem mais bala na agulha. Hoje liberaram o clipe da faixa "Talons", o novo single a ser lançado. Gravada durante as sessões de Intimacy, a música segue a idéia do álbum em fazer faixas dançantes. Mas "Talons" tem mais guitarras e mais vibração. Gostei. Dance-rock menos afetado que as demais faixas do álbum, mas mantendo as confissões de Kele Okereke: "I have been arrogant, I have been wicked."

 

Diogo Dreyer
Diogo Dreyer (diogo.dreyer @ gmail.com)