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Senado pirata
03.07.09 13:354 comentários

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A dica quem deu foi o colega de blog Diogo Dreyer. Como não li nada a respeito aqui ou em outros blogs do gênero, e tendo em vista os recentes acontecimentos envolvendo nosso digno Senado, lá vai: há mais ou menos um mês, ali pelo começo de junho, o site Congresso em Foco noticiou que a rede interna do Senado brasileiro disponibilizava inúmeras pastas com músicas, filmes, jogos e outras coisas más, totalizando cerca de 80 gigas de material assim por dizer, "pirata", aos funcionários da nobre casa que quisessem tirar uma casquinha.

 

De livros de José Saramago à músicas de Pink Floyd e Rogério Skylab (!), o conteúdo foi todo retirado do ar assim que a notícia foi divulgada. A Polícia Legislativa da casa garantiu que vai investigar o caso. Mesma Polícia esta que viu o repórter do CQC Danilo Gentili "se atirar no chão" quando na realidade ele foi agredido pelos seguranças do presidente da casa, Sir-Ney.

 

Claro que isso aí é fichinha se comparado aos recentes escândalos que rondam o local, mas o mais curioso é lembrar que saiu do próprio Senado, no fim de 2008, um projeto de lei frankestein dispondo sobre crimes virtuais, os chamados cibercrimes. Não vai surpreender ninguém se acharem alguém do gabinete do Senador Eduardo Azeredo, autor do projeto de lei, metido na história...

 

Foto: site Gizmodo.com.br

João Anzolin
João Anzolin (joaoanzolin @ hotmail.com)
twitter.com/joaoanzolin
Baixar mp3 vai virar coisa de “tiozinho”?
02.04.09 14:209 comentários

A pesquisa foi feita com jovens americanos, mas vale ver o resultado. Segundo um estudo do NPD Group, em 2008, 52% dos jovens pesquisados, entre 13 e 17 anos, preferiram ouvir músicas em radios online, em sites de streaming gratuito, como Imeem, Pandora e MySpace (sites em que você não precisa baixar mp3, escuta tudo online).

 

No ano anterior, apenas 34% dos jovens utilizavam esses sites.

 

Enquanto isso, no mesmo período, o ato de baixar músicas na internet caiu 6% e o tempo gasto em sites de downloads de músicas desceu 13%.

 

Para mim, ainda é meio cedo para falar, mas parece que a teoria do futurista Gerd Leonhard, que já comentei no blog diversas vezes, vai se concretizando. Está entrando no mercado de consumo uma "geração que clicar no botão de play e não de download".

 

Se a gente levar em conta esse comportamento dos mais jovens apontados pela pesquisa, será que o debate de que "baixar músicas da internet é crime ou não" pode ficar no futuro tão caduco quanto o da numeração de CD?

O texto aí acima é do blog do Tiago Dória. Vale lembrar que entre o decréscimo dos downloads apontado pela pesquisa estão tanto os piratas quanto os legais.

Diogo Dreyer
Diogo Dreyer (diogo.dreyer @ gmail.com)
Stealing music?
14.10.08 16:14Deixe seu comentário

Esse post eu roubei do Alexandre Matias que roubou daqui.

 

O site xkcd, autor do quadrinho, lembra, porém, que a Amazon vende MP3 sem DRM (o problema é que, por enquanto, ela ainda só funciona nos EUA. Ano passado, no lançamento, o serviço havia sido prometido para todo o mundo. O jeito, é aguardar. Ou não).

Diogo Dreyer
Diogo Dreyer (diogo.dreyer @ gmail.com)
Será por causa do marketing?
22.09.08 16:091 comentário

As pessoas esquecem que para chegar a esse nível - os aviões e champanhe - vocês precisaram começar de baixo.

 

Essa é a coisa engraçada sobre essa história toda do Napster. Nove entre dez pessoas dizem "O que foi aquilo? Era sobre o dinheiro". Que se fodam essas pessoas. Não era sobre o dinheiro. Era sobre o controle. Nós estávamos comendo pratos de saladas de U$ 2,99 no Burger King no outono de 83. O dinheiro não importava. Dinheiro era um elemento prático. Não tinha nada atrelado a isso. Em 2008, não é um assunto sobre o qual nos sentemos e tenhamos longas conversas. Não é nada como "Como está o banco? Quanto dinheiro estamos fazendo?". Não tenho ligação emocional com o dinheiro. E, de repente, eu me tornei o ganancioso baterista dinamarquês por causa dessa história do Napster.

 

Dar as coisas de graça? Sem problema. A internet? Nenhum problema [O Metallica vende shows recentes no site da banda e oferece quase duas dúzias de concertos clássicos de seus arquivos de graça]. Mas quem toma essa decisão? Nós tomamos essa decisão. Eu darei todas as minhas porcarias de graça. Mas quando, onde e como eu decidir.

O baterista do Metallica Lars Ulrich em entrevista à Rolling Stone americana mostra que ainda tem muita mágoa guardada sobre a polêmica que a banda se envolveu quando processou o Napster e bloqueou o acesso dos fãs às suas faixas, em 2001. Note que quem trouxe o assunto à tona durante a conversa foi o músico (o Metallica, inclusive, disse que agora só concede entrevistas se o tema pirataria não estiver na pauta).

 

Para muita gente, até hoje, a banda deu um tiro no pé quando iniciou a ação contra o Napster. O episódio deu projeção ao criador da ferramenta, Shawn Fanning, na época de apenas 19 anos, e rendeu um tremendo marketing negativo ao Metallica. Ulrich se ressente mais da coisa toda por ter aparecido como porta voz da banda contra a pirataria durante anos e ter seu nome ligado à RIAA até hoje.

 

Se realmente o que incomodava era a grana ou não, é difícil saber. Mas que o músico mudou de opinião, não há dúvidas. Na época, suas afirmações sobre o assunto eram sempre bem pesadas (alguns diriam conservadoras demais para uma banda que fez fama por ser anti- establishment). Atualmente, Ulrich declara coisas como preferir ser uma banda independente das majors.

 

É bom deixar claro, contudo, que o cara tem todo o direito de reanalisar o que pensa. Aliás, o Metallica adora mostrar que mudou: já disponibilizou seu catálogo baratinho no próprio Napster e no iTunes, não demoniza mais os fãs (esse sim, talvez o maior pecado da trupe na história toda), e participa ativamente de iniciativas de desenvolver novos modelos para venda na internet (permitiram, por exemplo, que seu novo disco, Death magnetic, possa ser adquirido para ser jogado no Guitar Hero, além de já terem sido escalados como a próxima banda a ganhar um título próprio da franquia).

 

*****

 

Mas que o disco novo é ruinzinho, isso ele é.

 

Foto: Dariusz Lachowicz/wikimedia

 

 

 

 

Diogo Dreyer
Diogo Dreyer (diogo.dreyer @ gmail.com)
Fitas cassete continuam um bom negócio... nas cadeias!
23.07.08 16:358 comentários

Tenho cá comigo, e a maioria das pessoas deve concordar, que a fita cassete está morta. Conheço uma pá de nego de que prega o lirismo e a pureza dos vinis, mas nunca vi nostálgico pelas velhas Basf. A maioria da molecada que freqüenta as festas por aí certamente nunca nem ouviu faixa chiada do Information Society no toca-fitas do carro.

 

Mas, veja você, o obsoleto formato ainda faz sucesso entre um público bem específico: os presidiários norte-americanos. "Cinco anos atrás as pessoas pensavam que eu estava maluco quando investi toneladas de dinheiro em fitas analógicas pré-gravadas", contou ao NY Times Bob Paris, dono da Pack Central, em Los Angeles, serviço dedicado a vender, via correio, fitas cassete. O cara vende cerca de um milhão de dólares por ano para sua clientela "cativa".

 

Em 2007, os EUA tinham a maior população carcerária do mundo, com cerca de 2,3 milhões de prisioneiros. E acontece que a maioria das prisões no país não permite que o os presos tenham CDs, os quais podem ser quebrados facilmente e transformados em armas. Aí entra as fitas de Bob Paris, que representam 60% de suas vendas (o restante é em CDs mesmo). Tem ainda um detalhe: os parafusos das fitas também não são permitidos nas cadeias, então o cara remove MANUALMENTE todos antes de enviar os pedidos.

 

"Vendendo fitas eu desviei das balas que acertaram a maioria dos vendedores de música. Eu não preciso me preocupar com o donwload, seja legal ou ilegal. A beleza desse negócio é que os prisioneiros não têm e nunca terão acesso à Internet", alfineta o cara.

 

Ou seja: um formato morto em uma indústria moribunda ainda pode deixar um cara esperto milionário. E não pense que o cara "pirateia" os discos transformando-os em fitas. O produto é todo, acredite, proveniente do catálogo das gravadoras (o que, diz Bob Paris, acaba sendo um problema pois muitas delas já não fazem lançamento nesse formato).

 

Os mais vendidos das cadeias incluem Lil Wayne (Tha Carter III), Mariah Carey (E=MC2), Usher (Here I Stand), Rihanna (Good Girl Gone Bad), Nickelback (All the Right Reasons), Leona Lewis (Spirit) e Lyfe Jennings (Life Change). Vai ver, além dos CDS, também não se permite rádio FM nas prisões por lá.

 

Via NY Times

 

Diogo Dreyer
Diogo Dreyer (diogo.dreyer @ gmail.com)