O clube Vibe, de Curitiba, completa 10 anos em 2011. Ele abriu como uma espécie de sequência ao fechamento da Rave e do Legends, que foram os clubes pioneiros a popularizar a música eletrônica na cidade. Depois de uma reforma que fez com que a casa noturna ficasse fechada por mais de um ano, em 2010 ele reabriu e desde então vem apresentando uma das melhores agendas do país. Hernan Cattaneo, Layo & Bushwacka, John Digweed, Green Velvet, dOP, Trentemoller, Marc Romboy, DJ T, Guillaume & The Coutu Dumonts foram alguns dos artistas que passaram pela casa em uma década de funcionamento.
A comemoração do aniversário de 10 anos vai ser com uma atração inédita no Sul do país: a banda inglesa The Prodigy. O grupo comandado por Liam Howlett toca no dia 9 de dezembro, no Expo Trade. Os ingressos já estão à venda e em breve será anunciado o line-up completo do evento!
Mais infos: http://www.vibe10anos.com.br/
Fato difícil de acontecer esse: uma banda de rock de qualidade estar no Brasil e ainda passar por Curitiba, haja vista a falta de espaços para apresentação das mesmas ou falta de quem se mobilize para trazê-las pra cá. Nesse quesito lugares como Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília e Recife têm sido mais felizes.
Dito isso, vale assitir ao show dos ingleses Fugiya & Miyagi nesta quinta no bar Era Só O Que Faltava. Se você gosta de rock moderno influenciado por eletrônica, krautrock e synthpop, tudo junto e misturado, vale a saída de casa.
A noite tem ainda os DJs Guga Azevedo e Camila Cornelssen fechando o line-up.
Dá uma olhada nesse clip interessante da banda:
O DJ e promoter Denis Pedroso fala sobre a festa INMWT (In New Music We Trust) no James, uma das mais fervidas de Curitiba.
Quantos anos você tem? Há quanto tempo existe a INMWT? Comecou como DJ nessa festa?
Tenho 30 anos e a INMWT existe desde 2005. Comecei discotecando na Quarta Rock do James, a convite dos djs de lá, que não aguentavam mais eu entregando CDs pra eles tocarem as músicas novas que eu pesquisava. Na época, o som, nesse segmento, girava em torno dos anos 80 e 90.
O que você toca?
Depende da festa. Não sou DJ, tecnicamente falando, então aposto em repertório. Portanto, dependendo do lugar que eu toque, levo um repertório que, a princípio, outros não exploram (não pra ser diferente, apenas, mas pra oferecer outras possibilidades. O espírito do projeto INMWT é meio esse). Se a festa comporta novidades, então acabo mandando coisas que pesquiso e não ouço sendo tocadas por aí. Se me dão liberdade total e o espaço recebe bem, então a sonoridade que curto mandar é eletro rock com hip hop, aquela mistura mais maximal, no sentido de diversidade sonora, batidas e transições.
Quantos anos tem a festa?
Ela completa 6 anos, agora em setembro (2011).
Quais as melhores edições até agora? Teve alguma particularmente memorável?
A festa passou por diferentes fases. Quando comento no Twitter que cada edição é uma surpresa, isso é real, pois não há Djs residentes e os sets sempre mudam. A única regra é tocar música dos 00's em diante. Nesses quase 6 anos, passamos por diferentes fases e tipos de público, então a sonoridade mudou bastante. No começo, era indie rock, anos depois estava bem eletrônica. Hoje, a festa vai mais na linha maximal, misturando as sonoridades, e o eletrônico deixado de lado (por exemplo, dificilmente se tocará faixas com 5 minutos e sem nenhum vocal. Isso se deveu mais em relação à resposta do público, com isso o critério pra chamar convidados mudou também).
No começo do no passado, mudei novamente o rumo da fetsa, tornando-a ainda mais eclética ainda e com aquela pegada maximal que gosto de pôr em meus sets. A resposta do público foi excelente e desde então tivemos ótimas edições. Em Novembro, quando recebemos os sets da Killing the Dance X 4e20, a coisa toda estava bem estabelecida já e assim a festa virou uma grande confraternização. Porém, esta última edição, em que veio tocar o Ricardo Bizafra (Fone Dourado/BH) e tivemos ainda os curitibanos DJ Feiges (Reboot) e o Ale Dantas (do James), a interação do público com os Djs e a resposta na pista foi até então nunca vista. O clima de confraternização e o caráter eclético dos sets enriqueceu o evento, por isso certamente tomarei esta última como parâmetro, para a partir dela procurar sempre, apesar de cada edição ser diferente, manter essa clima que rolou.
Vocês fazem flyer? Qual a importância da internet e redes sociais pra divulgarem os eventos?
No começo, fazíamo flyers e cartazes, que eu distribuía no circuito mais alternativo da cidade. Com o tempo, tudo migrou pra plataforma virtual, além do que fomos criando um público fiel e até quem não vai à festa sabe quando ela rola e como é que funciona.
Portanto, a importância das redes sociais, hoje, é enorme nesse trabalho de divulgação (e, mais ainda, de promoção do projeto INMWT como um todo) das edições e os convidados (temos o Blog também, que de certo modo mantém o público conectado). Mas estamos sempre aprimorando esse trabalho de pré e também de pós. Agora, com o Facebook e os recursos que eles cada vez mais implementam, a coisa toda tem crescido em importância, não apenas como divulga, mas também esse outro lado da promoção do projeto e da marca (do INMWT, mas do James, também).
Saiba mais:
Blog: http://www.innewmusicwetrust.com.br
Twitter: http://twitter.com/inmwt
Facebook: http://www.facebook.com/innewmusicwetrust
Depois de ficar quase dois anos sem um clube que se propusesse a suprir os anseios de quem gosta de boa música eletrônica em Curitiba, a Vibe reabriu no meio do ano passado e em seis meses deu uma agitada boa na noite local. Apresentações de dOP, Marc Romboy, Format B e vários outros gringos além de um espaço justo para nomes locais e nacionais fizeram um 2010 ótimo.
No começo de 2011 a vinda de John Digweed já mostrava que o resto do ano seria promissor, o que se confirmou com a agenda dos próximos meses que você confere abaixo. Mais detalhes e informações sobre cada noite, no site da casa: www.clubvibe.com.br.
Deu na página do The Magician no Facebook: teremos set do eclético DJ pela primeira vez no Brasil. Vai ser no último fim de semana de março e pelo que consta, toca em São Paulo no Josephine e na Vibe em Curitiba respectivamente nos dias 25 e 26.
Ex-metade do ótimo projeto Aeroplane, Stephen Fasano tornou-se O Mágico em julho de 2010, quando deixou o nome Aeroplane para o ex-parceiro musical Vito Deluca que logo depois lançou o álbum de estreia "We Can't Fly", um bom disco do ano que passou.
Mas afinal por que ele acabou ganhando destaque depois disso? Eu diria que Stephen Fasano não deixou a peteca cair ao gravar mensalmente um set melhor que o outro e, disponibilizando pra todos no Soundcloud, fez correr um boca a boca entre os fãs do projeto Aeroplane e dos novos ares da nu disco. Misturando baixas bpms com pop, disco, eletrônica, house, clássicos de disco/synthpop e até pitadas de rock, abriu os horizontes pra algo que parecia ser fechado só nas levadas da nu disco. No final das contas é um pop eletrônico pra cantar e dançar, muito melódico quase a ponto de ser meloso. Ok, tem seus momentos de sacarina sim e eu gosto.
O já tradicional evento anual que reúne o clima de grandes festivais na capital paranaense está pronto para decolar. Serão 5 espaços diferentes nesta edição nos quais 3 grandes stages para as atrações eletrônicas (TribalTech, TribalTrance e TribalSession), 1 stage para bandas (Organic Beat) e o espaço para projeção audiovisual (Cinetech).
Some a isso o bacaníssimo laser show dos holandeses da Laser Beam Factory (que roubaram a cena na edição de 2009), um inédito palco com um incrível vídeo mapping, uma mostra exclusiva de artes visuais alternativa no Lounge Lúdico, além de um promissor tempo seco e ensolarado, e temos toda uma expectativa de cenário perfeito para festas ao ar livre.
Os headliners este ano são Green Velvet, Satoshie Tomiie, Technasia, Valentino Kanzyani, Sascha Funke, Wehbba, Eskimo, Tristan, Psynema, Céu, Pedra Branca, Stop Play Moon, Bonde do Rolê e Lovefoxxx.
Com início às 16h do sábado, o festival tem previsão para encerramento às 14h do domingo. Na sequência postaremos fotos e cobertura da TT (abreviação corrente entre os festeiros locais).
Está agitado o circuito noturno de Curitiba nesta sexta e sábado. Tem pra todos os gostos, se liga aí:
Sexta
A Vibe tem a volta do projeto Robotika com os DJs Aninha, Raul Aguilera, Mauro Farina e Rafael Rosa. O Danghai faz aniversário de 1 ano com o internacional Adam K. Na Awake tocam os DJs Paulinho Boghosian e Gúy Pinheiro. Já a Clowny Party na Academia Da Cachaça (!) tem as bandas Subburbia e Rockajenny além dos DJs Crespo e Clarissa. No On Lounge a noite Só O Soul Salva tem os DJs Murillo, Christopher Kelly e Isa Todt. E no Kubrick Bar acontece a noite de bootlegs Reboot com Feiges, Renan F. e Murillo.
Sábado
A Vibe tem a atração internacional Marc Romboy junto com a dupla Shitsu e Spawn e Mário Deluca. Na Lique tocam na noite Classic os DJs Buga, Gui Pimentel e Silvio Conchon. E a festa Groovelicious deve agitar o Santa Causa com o britânico Murray Richardson, além de C-Mann, Renan Mendes e Dyve. E a trash e debochada Plastic no clubinho Atary tem line-up extenso encabeçado pelo promoter e residente Pedrô Hilton.
Foi na sexta-feira (11/06) que a Vibe retornou com noite especial apenas para convidados da imprensa, amigos e clientes de primeira hora do club que marcou a primeira década dos anos 00 em Curitiba. Foram praticamente 1 ano e 9 meses de espera até a reabertura, após reforma total. A parcela da comunidade eletrônica da cidade carente por um espaço dedicado a novas sonoridades só falava disso nos últimos meses.
Mas a espera valeu. A maior assinatura no novo ambiente são as ótimas luzes (no sistema de leds): com elas a cidade ganha o primeiro club de música eletrônica sem luzes estroboscópicas ou fumaça artificial, o que deixa a pista com cara dos novos tempos. Ousadia e um belo avanço, eu diria. O som também está equilibrado com maior volume perto da cabine, menor no bar e boa pressão sonora por toda a casa. Bem equalizado e redondo.
Além da sala principal onde está a pista, cabine do DJ e iluminação, bar principal e acesso aos toilettes, existe uma escada que dá acesso a um novo segundo andar com paredes de vidro e acesso a uma área ao ar livre para fumantes, espaço este muito procurado, até pelo visual do centro da cidade. Um pequeno bar complementa tudo.
No line-up da primeira noite tocaram os DJs Stephan, Paulo Jardim e Pako. Na segunda noite de inauguração (12/06), esta aberta ao público, tocaram Jejê, Mau Mau e a dupla Rolldabeetz.
Abaixo algumas fotos da casa. Mais você confere no Leduxcwb (thanks!!).
Vídeo com luz e pistas em ação enviado pelo colaborador Leonardo Wandresen (gracias!!):





