» posts com a tag brasil (5)
Space no Brasil
31.08.11 19:271 comentário

space

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O litoral de Santa Catarina continua a atrair grandes marcas de entretenimento e aos poucos vai se consolidando como principal pólo da música eletrônica no país (e no continente): após a chegada do clube Pacha a Florianópolis em 2008 e do Creamfields neste ano (e com a sua próxima edição confirmada para janeiro de 2012), outra marca forte no meio acaba de anunciar planos para a região.

 

O clube Space, um dos mais tradicionais de Ibiza (foto), promete para setembro de 2012 a inauguração de sua filial brasileira. Em outubro deste ano deve acontecer evento oficial anunciando os detalhes da chegada da marca espanhola. O que se sabe, por enquanto, é que a Space catarinense ficará em Balneário Camboriú.

 

Rumores dão conta, também, de que outro clube de Ibiza, o Amnesia, também teria planos para a região. No entanto, não há nenhuma informação oficial sobre isto.

João Anzolin
João Anzolin (joaoanzolin @ hotmail.com)
twitter.com/joaoanzolin
E o Creamfields finalmente achou sua casa no Brasil
26.01.11 15:204 comentários

creamfields_N2SE

 

Não é pequena a lista de grandes marcas que fazem sucesso fora do Brasil e, ao chegar no país, fracassam ou ficam em posição bem distante da que usufruem fora daqui. No mercado da música eletrônica, o festival Creamfields parecia já ter entrado nessa lista: chegou ao país em 2004 com uma versão pequena chamada Cream Brasil, e entre 2005 e 2009 teve edições em diferentes formatos em cidades como Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Seria exagerado dizer que todas fracassaram, mas a verdade é que todas elas ficaram muito longe do que os tradicionais Creamfields inglês ou argentino são - festivais imensos e consolidados como espaço para muitos e diferentes estilos.

 

Depois de uma lacuna em 2010, em 2011 a marca insistiu no país ao promover uma edição no verão catarinense. Com line-up e local longe de serem unanimidades, uma das semanas mais chuvosas dos últimos tempos na véspera do festival parecia ser o que faltava para mais um insucesso. Entretanto, contrariando todas as previsões - inclusive a do tempo - o Creamfields de Florianópolis foi bem organizado, encheu, teve excelentes apresentações e praticamente não viu chuva.

A organização do festival foi muito boa: estacionamento e acessos amplos, muitos bares, sistema de som de ótima qualidade e um bom posicionamento da tenda Cream que fez com que não vazasse som entre os dois espaços da festa chamaram atenção. O capricho nas projeções no palco principal e do video-mapping da tenda se destacou também. Talvez o único problema do festival tenha sido a ausência de um estacionamento extra e a ordem dos artistas no palco principal: Hernan Cattaneo e Etienne de Crency fazendo sets entre Felguk e Erick Morillo expôs uma falta de sensibilidade que irritou até mesmo os artistas. Ainda assim Hernan e Etienne tiveram competência para fazer sets compatíveis com a empolgação do palco principal.

 


O melhor do festival, em termos musicais, ficou reservado para a tenda Cream. A sequencia Raresh, Guy Gerber e Loco Dice parecia promissora e se mostrou excelente. Três artistas que, cada um a sua maneira, vêm se mantendo naquele pelotão de frente da música eletrônica não apelativa, tocaram para uma tenda cheia, mas não lotada, e o que se viu foram 6 horas de música dignas de qualquer bom festival do mundo. Gui Boratto encerrou mas não empolgou o público - ao que parece, também em virtude do horário para o qual foi escalado.

O melhor de tudo foi ver um festival cheio de pessoas dispostas a se divertir e conhecer novos artistas. O fato da tenda Cream ter enchido entre os sets de Raresh e Loco Dice mostra que a organização pode investir, sem medo, em atrações menos comerciais como as que dominaram o palco principal, ou até mesmo em mais uma tenda no futuro. Segundo a organização do festival, em 2012 a segunda edição do evento já está garantida. Parece que finalmente o Creamfields encontrou a sua casa certa no Brasil.

João Anzolin
João Anzolin (joaoanzolin @ hotmail.com)
twitter.com/joaoanzolin
Midnight Juggernauts no Hot Hot
27.04.10 06:008 comentários

midnight_juggernautsTiming é tudo nessa vida. Por exemplo: alguém arriscar a trazer uma banda como os Midnight Juggernauts nesse Brasil escasso de gente disposta a correr riscos soa ousadia ou excentricidade. Mas não. Eles representam fortemente aquela tendência em que o rock já nasce com matizes eletrônicas e o que era pra ser uma banda eletrônica veio ao mundo com roupagem rocker. Acrescente a esse híbrido cores synth-espaciais e temos o sabor da novidade assolando nossos ouvidos e players pelos últimos 2 anos.

 

Dito isso, foi com grande surpresa que recebí a notícia da vinda dos Juggernautas a São Paulo em 24/04. Não havia como deixar de conferir ao vivo essa banda que é uma das melhores coisas que Austrália vem exportando nos últimos anos ao lado de Cut Copy e Empire Of The Sun (além de outras bandas que se encaixam na onda synth-rock).

 

Ao show, então. Após a adequada abertura dos Funhell DJs, que prepararam a pista com sons mais suaves e alguns hits do nu synthpop, entram os 3 músicos do MJ pontualíssimos às 3h. E pra nossa surpresa detonaram já de primeira o maior hit da banda "Shadows".

 

 

Na sequência emendam com "So Many Frequencies". Depois entra o novo single "Vital Signs" que ainda deve sair no seu segundo álbum "The Crystal Axis". Mais euforia para tudo descambar em "Tombstone" que levantou mais ainda os fãs que a essa hora já gritavam as letras dos hits do primeiro álbum "Dystopia". Pra dar uma esfriada tocaram uma faixa nova que segue o mesmo clima agitado e rocker das 4 primeiras músicas. Continuando na trilha das músicas novas tocam a ótima "This New Technology". Param e agradecem a todos, estão felizes pela primeira vez no Brasil, pedem para que todos levantem os braços (no que obedecemos quais ovelhas felizes) e tiram uma foto da pista. Ainda no meio do show o baterista joga as baquetas ao público, descem do palco pra tocar no meio dos fãs no gargarejo, interagem no microfone, trocam de lugar entre os dois synths vintage Moog e Korg e o baixo. E tocam "Road To Recovery" para causarem mais pandemônio.

 

 

Road To Recovery

 

 

Depois vem "Ending Of An Era" com "Into The Galaxy", que para minha surpresa foi uma das que mais levantou o público (afinal nunca dei muita bola pra esta faixa). E saem para um intervalo. Voltam, tocam "Nine Lives" e uma última instrumental com participação de alguém do gargarejo tocando tom-tons da bateria com a banda e... fim de show. 11 músicas em 1 hora.

 

No meu ver esse foi outro timing perfeito pois a banda não possui tantas músicas (e nem tantos hits) para segurar um show maior, pois daí sempre há o perigo de cair no tédio seja pela irrelevância de algumas composições, seja pelo desconhecimento (do público) do material novo. Ficou o gostinho de "quero mais". 

 

Acertaram ao abrirem o show com o hit principal, pois cumprida essa obrigação, passamos a prestar mais atenção em tudo o que veio depois (se bem que fiquei com uma desconfiança que eles fechariam com "Shadows" de novo, o que não aconteceu). Ao vivo banda ainda dispara todos os arpegios dos sintetizadores que dão o ar característico de um certo Giorgio Moroder, mas predominaram o punch e a sujeira do rock, mostrando assim os novos caminhos que a banda vai trilhar no seu aguardado segundo álbum. Em alguns momentos a viajeira quase caía no prog rock. Quase. E como nem tudo é perfeito, faço minhas ressalvas apenas ao volume das vozes que muitas vezes ficaram abaixo ou no mesmo volume dos instrumentos, confundindo-se com estes.

 

O ano começou bem, e depois disso posso afirmar um dia que peguei o show duma grande banda quando esta ainda não era mainstream (orgulho máximo de todo hipster/indie cafona). Ou não, como diria Caê.

 

E será que já dá pra começar a sonhar com Hot Chip ou Cut Copy no Brasil em 2010?

 

Mais do show do Midnight Juggernauts aqui.


(Foto e vídeos: Leonardo Wandresen)

Raul Aguilera
Raul Aguilera (djraulaguilera @ gmail.com)
www.twitter.com/raulaguilera
Mixmag Brasil
03.06.09 21:3712 comentários

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É o que diz o site www.mixmag.com.br , conforme mostra a imagem acima (retirada de lá mesmo): a Mixmag, assim como a DJ Mag, vai seguir o caminho dos trópicos e ganhar uma versão brasileira.

 

A revista será lançada em Agosto, em São Paulo, e promete seguir a linha da original britânica, mas com periodicidade bimestral.

 

Resta aguardar que a publicação tenha mais sucesso e seja melhor do que a fraca DJ Mag Brasil, que ao que parece não "pegou" no mercado brasileiro.

Tags: mixmag, brasil
João Anzolin
João Anzolin (joaoanzolin @ hotmail.com)
twitter.com/joaoanzolin
James Murphy e Pat Mahoney voltam ao Brasil em outubro
06.08.08 11:166 comentários

James Murphy e Pat Mahoney voltam ao Brasil em outubro. Eba! O líder e o baterista do LCD Soundsystem se apresentam no Rio de Janeiro no dia 3. A gig faz parte da tour mundial da dupla como DJs, batizada de "three month Special Disco Version".

 

"As pessoas ouvem a palavra ‘disco' e pensam em calças boca de sino e That'70s Show. Não, não, não. Queremos mostrar que a disco é o tipo de música que realmente liberta quem sabe aonde ir. O Special Disco Version é o ‘You Should Be Dancin' do The Bee Gees. Não a original, mas sim, o release dub nunca lançado. Esse é o real deal. [essa expressão fica melhor sem tradução]", diz James Murphy no release mandado para a imprensa gringa.

 

Segundo o texto, dia 3 é a única data agendada para o Brasil. O release não traz informações do local. Alguém sabe de mais detalhes?

 

Via Stereogum.

 

UPDATE: Então, como o pessoal solucionou ali nos comentários, a festa será dia 3 de outubro mesmo, mas não no Rio como fala o Stereogum, mas em São Paulo, na festa de 3 anos do Vegas. Eu que não havia ligado as festas e as datas. Sorry! Mais infos, aqui.

Diogo Dreyer
Diogo Dreyer (diogo.dreyer @ gmail.com)