UPDATE: Foi aprovada ontem, tarde da noite no Senado, a proposta substitutiva ao projeto de lei da Câmara que trata do cibercrime. Passou da forma que veio. Ou seja: cabe agora à Câmara dos Deputados vetar os artigos absurdos dessa lei. Lembrando sempre que cabe veto do presidente Lula, se não a todo o projeto, ao menos aos artigos criticados internet afora. Mais, aqui.
De qualquer forma, o texto de ontem - que segue abaixo - ainda está valendo. Atualizei apenas o título. E agora, mais do que nunca, vale a assinatura da petição contra o substitutivo.
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O post sobre o projeto do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) suscitou uma polarização política do tipo "blog do Reinaldo Azevedo". Coisa que eu não esperava. Certamente foi o assunto mais comentado de todos os tempos aqui em .::musicness::., ainda que não tenha sido o mais acessado (esse fica por conta do vídeo da Amy Winehouse fumando crack).
Mas por fim, idéias sobre o projeto em si e sobre como isso irá afetar ou não a vida dos internautas, saíram poucas.
Cá esse blogueiro tem uma visão política definida. Mas creio que a regulamentação da internet não deve ser medida do ponto de vista do escopo direitista ou esquerdista.
De um lado, se argumento que é besteira tentar criminalizar o usuário por baixar um arquivo ilegal, especialmente por não existir regulamentação civil que trate do assunto, isso não quer dizer que defendo a pirataria aberta e sem conseqüências. Mas acontece que, assim como na prática soa patético vociferar sobre a necessidade de prender um adolescente que baixa um disco pelo qual não pagou, pensar que a rede irá se auto-regular também é ingenuidade.
Essa regulamentação passa necessariamente pela vontade da indústria do entretenimento, uma das grandes lesadas, partir para um novo modelo de negócios. E passa também pelo governo se esforçar em criar um entendimento legal que não proteja apenas as empresas, mas também o usuário, o cara que paga impostos e que consome entretenimento. Trata-se de saber ganhar dinheiro com outras formas que não seja vendendo discos físicos e muito menos demonizando fãs. É preciso saber separar esses usuários das pessoas que ganham dinheiro com a pirataria. E sobre saídas para essas situações muito já se falou, inclusive aqui em .::musicness::..
O problema com o projeto do senador Azeredo é que ele vai na contra-mão desses entendimentos. Não vai servir para frear os crimes a que vem coibir - como fraudes, invasões e envio de spams, por exemplo - porque quer justamente abarcar ações corriqueiras - como o download de arquivos - num mesmo balaio jurídico sujeito a penas.
Para os entendidos em crimes digitais, o problema com a legislação brasileira nessa área é que é difícil tipificar os crimes cometidos na rede. Como a internet não está prevista no Código Penal, as pessoas até são presas, mas a Justiça manda soltar por problemas processuais. O que o projeto precisava era apenas dar nomes aos bois.
Isso porque na área autoral, a legislação brasileira já é umas das mais severas e impossíveis de ser seguidas que há. A saber: se o caro leitor tem um LP, já é crime transformá-lo em mp3 para ouvi-lo em um player.
Para saber disso, não é preciso ir muito longe. Basta chegar ao prédio original da Fundação Getúlio Vargas, que fica na Praia de Botafogo, no Rio de Janeiro, e à portaria indagar pelo professor Ronaldo Lemos.
Advogado de formação, presidente do conselho internacional da iCommons, ele dará uma aula a quem pedir sobre o assunto. (A iCommons, criada pelo advogado americano Larry Lessig, pretende oferecer uma alternativa de contratos internacionais para lidar com a questão dos direitos autorais.)
No Brasil, toda cópia é ilegal. Toda. Sem exceções. Isso quer dizer o seguinte: se o leitor tem um iPod, provavelmente quebrou a lei já uma penca de vezes. A cada vez que coloca um CD no computador e transfere as músicas para o disco rígido, ali foi feita uma cópia e, portanto, um crime foi cometido. Jogou para o iPod? Reincidiu no mesmo crime.
A questão, como o professor Lemos dirá, é que todos nós quebramos a lei de direitos autorais brasileira a toda hora. Ela é impossível de ser seguida por um motivo simples. A internet é uma máquina de copiar.
O texto acima foi tirado de um artigo do Pedro Dória no Link, do Estadão. Quem quiser saber mais sobre o que o professor Lemos tem a dizer sobre isso, clica aqui.
Quem quiser, ainda pode assinar a petição contra o substitutivo do senador Azeredo.





Meu Brasil, Brasileiro...
Ow Azeredo me quebra um GAIO, fi... Me empresta mil conto ae preu pagas minhas musgas do montagi que baixei, benhêee! Bota sem cuspe no meu rabo e num me dá nem um agrado! Safadinho!
Para você ver, eu fiz um comentário sobre a Petrobrás, sobre o absurdo que é uma empresa petrolífera patrocinar eventos culturais e os caras chegaram milhares de negativos para mim também.
Uma gigante desta nas mãos do Estado só existe nos países mais atrasados, como a Rússia, República Chavista, Irã etc, e o Brasil, que tanto quer participar do G8 (risos) e do Conselho de Segurança da ONU (mais risos, gargalhadas) usa 80 milhões de nossos reais para patrocinar "cultura", que se resume a cineminha hippie defendendo estudantes e padres terroristas na ditadura militar ------- já viu aquela tosqueira chamado Batismo de Sangue?----- shows do Gilberto Gil e "ano do Brasil na França" kkkk. Ora, empresas petrolíferas devem investir em tecnologia: perfuração do solo, geologia, estudos sobre hidrocarbonetos e minérios, não em ministros tropicalistas e em filmes sobre o Frei Betto.
Mas os caras não aceitam o debate razoável e educado. Me chamaram de "cuzão", mandaram-me ir embora. Até o editor do site (cara que eu admiro e respeito), disse que "estou falando merda". Relevo pela admiração que tenho por ele, e por saber que ao ler tantos comentários estúpidos por aqui, todos eles desprovidos do mínimo de razão e feitos por sujeitos sindicalistas de sandálias de couro, cujas mentalidades beiram a indigência intelectual, uuufa, enfim, lendo tantos absurdos o Jade quis contemporizar, e para não ser indelicado com todos, foi comigo, o único ali com uma opinião diferente. Beleza, eu entendo o lado dele, profissional.......
Cara, acho que vou hibernar e abrir os olhos só em 2010, quando o país deixar de ser uma republiqueta bolivariana de bananas.
Amo muito tudo isso!
Segundo, em momento algum afirmei que o caixa 2 do PSDB não era crime. Novamente, basta conferir lá. Afirmei, a titulo de correção, que é errado qualificar o caixa 2 mineiro ou de outro partido (e até mesmo o do PT) como mensalão pois este é na verdade o procedimento usado pelo PT para comprar votos no congresso e aprovar as medidas que lhe eram convenientes. Por isso chama mensalão. Até porque campanha eleitoral ocorrem em periodos de tempos determinados e não todo o mes durante o todos os anos.
Logo, mais uma vez é o senhor imputando coisas que eu nao disse, por canalhisse intelectual ou por pura ignorância de conseguir interpretar um texto. Portanto, o seu comentário de que "fica ai tirando de bonzinho" é injustificado no seu argumento e demonstra um único objetivo que é tentar me desqualificar.
Enfim, você mente quando afirma que eu fui o primeiro a comentar de politica, mente colocando afirmações que eu não fiz e ainda quer me ironizar falando que dou uma de bonzinho amparado nas suas mentiras. Belo modus operandi, Gramsci ficaria orgulhoso. Ainda mais quando para conferir tudo isso basta ver os comentários na matéria...