Poucos países protagonizaram uma relação tão intensa com a música contemporânea nos últimos anos como a Alemanha. Talvez devido à ânsia de mudanças e liberdade pós queda do muro, ou talvez simplesmente porque desde os tempos da música erudita a relação com a música seja forte na cultura local. Mas como o objetivo aqui não é investigar causas e conseqüencias, vamos ao que interessa.
Graças à dica de uma leitora do blog (Carla Franco), fui visitar esta semana a exposição "Musik + X". Montada no Insituto Goethe, em Curitiba, ela é dividida em quatro áreas voltadas à música pop, eletrônica, indie e hip-hop. Cada espaço tem vídeos, revistas, fotos, cartazes, objetos e símbolos de cada uma das culturas, além de uma montagem cenográfica que tenta captar a essência de cada gênero.
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É engraçado ver figuras como Kraftwerk e Sven Vath, o selo Kompakt e o clube Berghain expostos quase que como peças de museu. Mas ao mesmo tempo dá uma certa pontinha de satisfação ao ver que este movimento é tão valorizado na Alemanha, a ponto de já ser reverenciado como parte indissociável da cultura musical nacional.
A exposição fica em Curitiba até dia 20 de Agosto, no Instituto Goethe. Depois parte para São Paulo, onde fica de 21 de Setembro até 17 de Outubro no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso).
Mais infos aqui: www.goethe.de/brasil/mux
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