.::musicness::.
Anotações musicais sem sentido
faça login para votar!
Enviar esse texto
login para votar!
Enviar esse texto
fãs
rss
Você pode assinar o feed desse blog pra saber assim que ele for atualizado.
Feed 
* copie e cole para assinar com outro reader
social bookmarks
Digg
Mugg
del.icio.us
Add to Technorati Favorites
A Maconha e o MP
08.05.09 16:54

Está programada para sábado, dia 9 de maio, a edição curitibana da Marcha da Maconha. Para variar, o Ministério Público local decidiu intervir, e requereu, em juízo, o cancelamento da manifestação. O motivo é o mesmo de sempre, a suposta "apologia ao consumo".

 

Este ano a marcha está prevista ainda para cidades como Porto Alegre, Belo Horizonte, Rio e Brasília. Os Estados da Bahia, Paraíba e Goiás já tiveram as marchas de 2009 proibidas de antemão. Os organizadores do movimento declaram, expressamente, que o intuito da marcha é a mudança da lei de entorpecentes, bem como o debate com a sociedade.

 

O que chamou a atenção foi a resposta do Promotor curitibano Leonir Bastisti: "Se eles quisessem um debate, que fizessem numa universidade com quem entende do assunto". Não sei exatamente se o Promotor quis dizer é que na Universidade que o pessoal entende mesmo de maconha ou se quis simplesmente dizer que discussões não podem ser feitas nas ruas, mas enfim...A função do Ministério Público, para quem não sabe, é a defesa, dentre outras coisas, da democracia e dos interesses sociais., segundo o que diz nossa Constituição. Logo, a iniciativa em questão não está apenas na contramão da história, uma vez que até o ex-presidente FHC já admitiu que o debate pela discrminalização das drogas é urgente, como, ao que parece, suscita uma discussão jurídica bastante polêmica sobre quais interesses exatamente o MP estaria defendendo neste caso. Processualmente falando, qual seria o interesse de agir do MP (a princípio, conflituoso), bem como qual seria a sua legitimidade neste caso?

 

Ainda não se tem notícia de decisão acolhendo ou rejeitando o pedido do MP, mas assim que haja algum pronunciamento ou movimentação neste sentido, irei postar aqui.

 

 


João Anzolin
João Anzolin
music expresses that which cannot be put into words and that which cannot remain silent
comentários
4 comentários
Zé Dito
Zé Dito(11.05.09)
2AprovadoQueima
Não vejo solução a não ser TODOS escolherem um dia 'x' e fumar uma vela gigante, portar quantias absurdas em locais públicos em todas as cidades do Brasil. Vão querer prender todo mundo? Julgar de acordo com a lei milhões de pessoas? Vai dar um crash nesse sistema idiota que nos impõem. Eles terão que rever essa lei burra e invasiva na marra.
Jota Wagner
Jota Wagner(11.05.09)
1AprovadoQueima
nestas horas me lembro do paisinho bunda em que a gente vive...
Rodrigo Tutini
Rodrigo Tutini(09.05.09)
2AprovadoQueima
eu acrescentaria nas tags: ''intolerância'', ''preconceito'', ''hipocrisia'', ''violência policial''...
Volp
Volp(08.05.09)
1AprovadoQueima
apesar de nao simpatizar com quem defende drogas, o direito de se manifestar nao pode ser subtraido, nao vejo motivo para uma manifestacao de pessoas defendendo uma ideia mesmo q nao concordando com ela seja proibida...desde que e claro nao haja demonstracoes de apologia e nem consumo durante a manifestacao.

aquela historia: nao concordo com o q vc diz mas defendo ate a morte seu direito de dizer.